domingo, 19 de fevereiro de 2017

A entrevistada sou eu!

No passado dia 10 de fevereiro lancei um desafio aos meus leitores: deixarem-me perguntas para que responder.
A minha ideia era apenas dinamizar o espaço e dar-vos a oportunidade de conhecerem um pouco de mim. 

Infelizmente não teve o impacto que eu esperava, porém estou muito contente com as duas perguntas que me deixaram. 

Quem me deixou as questões foi a minha parceira dos empréstimos, Denise, do blog Quando se abre um livro. 

Ficam aqui as perguntas e as minhas respetivas respostas. 

Qual a atitude mais bondosa que já alguém teve para contigo?
Não é assim muito difícil de responder a esta questão. Apesar de algumas exceções, sinto que quando oferecemos comportamentos generosos, o universo coloca no nosso caminho pessoas especiais que nos oferecem atos de amor e amizade que nos ficam para sempre gravados. 

Não consigo colocar apenas um, porque foram duas situações diferentes, em alturas diferentes e foram demasiado marcantes para eu lhes dar um valor diferente.

1. No meu último ano, enquanto estudante universitária, passei por alguns momentos de muito stress e trabalho. No final do ano letivo tinha uma tese e um relatório de estágio para entregar. Foram muitas horas fechada, em frente ao computador a escrever. O tempo era escasso e ou escrevia ou vinha cozinhar. 
Eu sempre cozinhei para mim e, às vezes, para algumas amigas com quem partilhei casa. A J. não tinham muitos dotes culinários e aprendeu muitas das coisas connosco, lá em casa. Ela veio viver connosco no meu último ano, porém criei uma boa ligação com ela. É como uma irmã para mim. Apesar de ter sido naquele ano em que mais aprender sobre cozinha, onde muitas vezes cozinhei para ela, esta minha amiga, nos meus dias de aperto cozinhou para mim, Podiam ser apenas uns douradinhos (foi ela que me fez gostar de douradinhos) no forno com arroz branco, mas naquela altura era um prato divino. 
Uma outra amiga que ganhei nesta casa também, muitas vezes, me ofereceu sopa quando eu vinha almoçar a correr a casa, ou chegava ao domingo à noite a Coimbra sem levar jantar. 
Pode parecer insignificante aos olhos de muita gente, mas para mim eram gestos muito importantes. Eu não pedia, elas simplesmente me ofereciam. 

2. Este foi bem mais recente. Foi durante o verão do ano passado, em julho. Estava a terminar uma tarefa muito importante na altura. Tinha prazos muito apertados. O calor era imenso, a minha avó tinha falecido uns dias antes e eu estava com a ansiedade e stress em picos muito elevados. Precisava de um documento (que dependia de terceiros) e faltavam cerca de 5 horas para fechar o formulário. Uma amiga ligou-me nesse dia como se tivesse intuído qualquer coisa. Ficou comigo ao telefone a tentar acalmar-me a distrair-me e fazer-me focar no essencial. Só desligou quando eu tive de terminar a tarefa e quando já tinha os documentos todos. 
Sei que, no fim, me deitei diretamente no chão e tremia de tanto stress, Passado uns minutos ela voltou a ligar-me para saber como eu estava e esteve mais um tempo comigo ao telefone a tentar que eu relaxasse e descanse as ideias.

Se pudesses mudar uma só coisa em ti - seja físico ou algum aspeto da personalidade - o que mudarias? 
Fisicamente, gostava de ter uma pele facial 100% suave e sem marcas. Tenho algumas marcas de borbulhas e de varicela. Eu tive varicela já em adolescente e a coisa não foi bonita, acabou por deixar marcas.

Muito obrigada pelas perguntas, Denise. Espero que as respostas te tenham satisfeito a curiosidade.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]

Durante a semana chegou cá a casa o meu primeiro livro deste ano do projeto Empréstimo Surpresa. A Denise escolheu o seguinte livro:



Crenshaw - O grande gato imaginário
Katherine Applegate

Receber este livro foi uma boa surpresa. Em primeiro lugar, não estava nada à espera de o receber; em segundo, é um leitura que foge ao estilo das minhas leituras mais habituais. 
Penso que foi uma excelente escolha da Denise para iniciar os seus envios. 
Já comecei a leitura e, até agora, estou a gostar.

Não se esqueçam de passar no blog Quando se abre um livro para conhecerem os motivos por detrás deste envio. 

TAG | Midnight reading - Book Tag


Esta Tag foi criada pela Maggie do blog Maggie Books. Achei a Tag engraçada e ótima para "quebrar" a ausência de Tags publicadas aqui no blog. 
Aqui ficam as categorias e as minhas respostas.

1. Fala sobre uma história que te incomodou durante o sono.
A Criança Que Não Queria Falar
A criança que não queria falar
Torey Hayden
Qualquer tipo de estória mais pesada relacionada com crianças é capaz de me incomodar de uma forma que não consigo explicar. 
Este livro foi dos mais duros que já li.

2. Já adormeceste enquanto lias um livro?
Sim!! Quando estou muito cansada é frequente adormecer enquanto leio. Já me aconteceu adormecer e perder-me da página onde fiquei.

3. Pega num livro da tua estante que tenha uma capa quase toda preta e descreve-o sem dizeres o seu nome.
Sobre um nego manto aveludado, que envolve uma capa sólida, um conjunto de letras douradas ocupa o seu lugar. No centro deste vasto negro, dividindo título e autores, os símbolos das partes fundamentais da estória conjugam-se para abro as portas da imaginação e fantasia. É capa mais simples da minha estante, porém é das mais bonitas.
Para mim, é um livro que reflete a imaginação, a curiosidade e a inocência da infância.
Conseguem adivinhar qual é o livro?

4. Qual o último livro que leste e que tem como título uma única palavra.
Fangirl
Fangirl
Rainbow Rowell
Infelizmente não foi uma leitura muito feliz. Senti-me aborrecida em algumas parte e acho que será melhor saboreada por uma população mais jovem devido às suas temáticas.

5. Qual, ou quais os livros que tens na mesa de cabeceira? (Se não tiveres mesa de cabeceira diz apenas qual o livro que estás a ler!) 
Eu tenho alguns livros na minha mesa de cabeceira à espera de serem lidos e dois que estou a ler. 
Assim, as minhas leituras atuais são:
À Conquista do Teu CoraçãoDoze Semanas para Mudar Uma Vida
À conquista do teu coração - Anna Bell
Doze semanas para mudar uma vida - Augusto Cury

Em lista de espera...
Eleanor & ParkA Filha do BarãoUm Mar de Rosas (Quarteto de Noivas, #2)Regresso a MandalayCrenshaw - O Grande Gato Imaginário
Eleanor & Park - Rainbow Rowell
A filha do barão - Célia Loureiro
Um mar de rosas - Nora Roberts
Regresso a Mandalay - Rosanna Ley
Crenshaw: o grande gato imaginário - Katherine Applegate

Estes livros provêm de empréstimos e biblioteca. Apenas o livro A filha do barão é da minha estante, porém esta na mesinha de cabeceira porque é um dos que quero ler em breve. 

6. Menciona um livro que, na tua opinião, teve uma excelente adaptação ao cinema.


One Day
One day - David Nicholls
Este é dos poucos casos em que o filme me encantou mais do que o livro. Adorei o filme e gostei do livro.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Opinião | "Corações Gelados" de Laurie Halse Anderson

Corações Gelados
Classificação: 4 Estrelas

Corações gelados arrepiou-me as entranhas. Abordar de forma tão crua e realista o problemas dos distúrbios alimentares reforçou a minha ideia de quando abracei a psicologia como profissão. Um ano antes do estágio, e depois de no ano anterior esta questão ser exaustivamente abordada, eu sempre referi que não conseguiria trabalhar com homens (sim, a anorexia a bulimia não são apenas doenças de mulheres) ou mulheres que surgissem na consulta com um quadro clínico de anorexia ou bulimia. Para mim, seria muito mais sensato encaminhar para um colega que pudesse realizar um trabalho de qualidade com estas pessoas. Este livro veio lembrar-me o porquê desta minha ideia. 

Através da Lia, o livro convida-nos a entrar no submundo da anorexia. Não é um mundo fácil, e cada página espelha a obsessão que as pessoas que passam por este problema têm pela comida. Acompanhamos a luta que ela trava contra fome que a consome, sentimos a necessidade que a Lia tem de saber a quantidade de calorias que cada alimento contém, desesperamos com a necessidade que ela tem em gastar o pouco que consome. Sentimos o coração gelado a cada luta dela pela sobrevivência. 

A autora fez, com esta estória um bom trabalho. O que me levou a não dar uma pontuação mais elevada foram outros elementos da narrativa que vieram dar uma tonalidade um pouco esquisita e confusa. Apesar de compreender a sua introdução na vida da Lia, achei que a autora poderia ter escolhido outro caminho. 

Acho que este livro é uma excelente forma de alerta. Passa uma mensagem bastante importante e cheia de significado.

Se quiserem assistir a testemunhos reais e a verem o quanto se assemelham à Lia, assintam a esta reportagem da sic (aqui). Está dividida em três partes, que facilmente acedem no youtube. São testemunhos duros. Eu tive a oportunidade de ver uma destas raparigas que aparecem na reportagem ao vivo, numa conferência, e arrepiei-me com o discurso e figura dela. 
Caso venham a ler o livro, espero que ele não vos seja indiferente.

Palavras Memoráveis

Aprendi há muito tempo, que para conseguirmos obter o melhor de qualquer coisa temos de estar totalmente familiarizados com o seu funcionamento, seja um moinho de água, um navio, um cavalo ou um homem.
Elizabeth Chadwick, A Rainha do Verão

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Opinião | "Peónia Vermelha" de André de Oliveira

Peónia Vermelha
Classificação: 1 Estrela

Peónia Vermelha é daqueles livros em que a expressão less is more se aplica na perfeição. Explicando-me melhor, se o livro se tivesse centrado na premissa que origina toda a a narrativa e todos os acontecimentos se desenrolassem de forma consistente e coerente com essa mesma premissa teríamos um livro com um enorme potencial. 

Eu esperava bem mais deste livro. Em primeiro, porque a temática que a sinopse nos permite antever é interessante e me despertou curiosidade e, em segundo lugar, porque foi um livro falado na internet e que tinha sido alvo de uma leitura beta. 

De entre muitas coisas que me foram desapontando ao longo da leitura, foi a necessidade do autor em misturar tantas temáticas ao ponto de a ideia centrar do elixir da juventude que estava a ser produzido por uma farmacêutica. À medida que vamos lendo, aquilo que eu senti, foi que a mistura de tantas temática ficou aborrecido e iam perdendo o interesse porque o autor não as esgotava em termos estruturais e em termos emocionais. 

Relativamente às personagens, senti que a sua caracterização é reduzida e pouco profunda. A dada altura aquilo que me saltou ao olhar foi a futilidade que preenchia a vida de alguns. Para além disso, a forma como o autor foi construindo o mundo em trono delas gerou-me alguma confusão em assimilar o processo de vida de cada um. Penso que o autor deveria limitar as desgraças e as coisas que preenchem o interior das suas personagens. Seria muito mais agradável se elas tivessem, para nós, circunstâncias bem definidas na narrativa e situações de vida boas e más de uma forma mais equilibrada. 

No meio de tanta festa, traições, amores e desamores e inseguranças, a situação da farmacêutica acaba por se mostrar pouco. Senti que ficou esbatida e que foi pouco explorada. 

Sendo o primeiro livro do autor, desejo que este seja um livro de transição e crescimento. Espero que quando abraçar um novo projeto literário consiga dar-lhe mais consistência e coesão narrativa. 

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Opinião | "Fangirl" de Rainbow Rowell

Fangirl
Classificação: 2 Estrelas

Fangirl era um livro do qual esperava mais devido aos comentários bastante positivos às obras desta autora. 
Da minha experiência de leitura com este livro, acho que há determinados assuntos que mereciam ser exploradas de uma forma mais aprofundada e com mais contornos e conflitos (por exemplo: a situação da mãe de Cath e Wren e a saúde do pai das mesmas). 

Ao longo da leitura houve momento em que me senti aborrecida. Tal sentimento surgia quando estava a ler partes que, a meu ver, não acrescentam nada à estória e só fazem com que a narrativa se distenda por muitas e muitas páginas que não nos levam a  lado nenhum. 

Considero que o livro melhorou no último terço. Esta melhoria deve-se a uma intervenção mais ativa de Levi. Esta é a melhor personagem do livro. Traz emoções, leveza e muito dinamismo à narrativa. 

Os excertos do Simon Snow e da fan fiction relacionada com esta personagem, que vão pautando grande parte do livro, foram, para mim, um enorme aborrecimento. Acho que foi uma tentativa bastante fracassada da autora em imitar a estória de Harry Potter. 

Cath e Wren são irmãs gémeas, desde logo acho que haviam coisas bastante interessantes a serem exploradas, quer a nível relacional e sentimental, que na nova forma de agir da Wren.

Achei  o final demasiado vazio. Senti falta de algum fio condutor que interligasse mais os acontecimentos. Senti, também, a falta de alguma conclusão em determinados assuntos.
Dados os conteúdos que são abordados no livro e a forma como os mesmos nos são apresentados, penso que este livro poderá fazer as delicias de pessoas entre os 15 e os 22 anos. Penso que eles se sentiriam mais identificados com as personagens e com todas as implicações que uma entrada na Universidade acarreta do que eu, que já me encontro um pouco afastada destas andanças.