quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]

A exposição

Confesso é uma história que nos fala de amor, de segredos e de segundas oportunidades. A arte está também presente ao longo do livro, tendo em conta que Owen é um artista que pinta quadros. Auburn ajudou-o numa das suas exposições e foi assim que se iniciou a história de ambos.

Neste desafio, quis fazer algo relacionado com arte e, assim, decidi recorrer às obras de um pintor que eu admiro.

Leonid Afremov é um pintor israelense de origem bielorrussa, conhecido pelos seus quadros extremamente coloridos e alegres e pela sua invulgar técnica de pintura: utiliza uma espátula, em vez de pincel, para pintar com tinta a óleo.

Imagina que fazes parte da organização de uma exposição de quadros deste pintor. No dia da exposição, a minutos de se abrirem as portas ao público, apercebes-te de que, devido a uma falha, alguns quadros não têm legenda. Tens de ser tu a tratar disso. Apressa-te, o público está desejoso de entrar nessa galeria!

Estes são os quadros que vieram sem legenda:
(Todas as imagens são da autoria do autor Leonid Afremov e foram retiradas do seu website: https://afremov.com)



Dança de Outono
No dia anterior ao nosso casamento fizeste-me dançar na rua, por entre as árvores, enquanto sussurravas ao meu ouvido todas as razões que te fizeram apaixonar por mim e queres casar comigo. Foi tão especial que cheguei a casa e escrevi todas essas razões numa folha que anda sempre na minha carteira.

Segunda oportunidade
Estava um dia de muita chuva. Vivia triste, encerrado no meu desespero perante uma vida vazia. Nesse dia decidi que seria o último e lancei o meu carro por uma ravina abaixo. Não morri, e a partir daí agarrei-me à vida. Nunca mais consegui passar por aquela estrada.

Amigo
As pessoas sempre tiveram o dom de me desiludir. Sempre dei mais de mim aos outros do que aquilo que deles recebi. Quando me apercebi disso, olhei para aquele que sempre esteve comigo, de forma incondicional e sem cobranças. Nada nem ninguém substitui aquele que me aquece o coração a cada regresso a casa: o meu cão.

Magia
Em cima do palco sinto que posso fazer magia. A cada passo que acompanha o som de uma melodia, uma alegria misteriosa solta-se dentro de mim e eu brilho para quem me vê. No fim de cada atuação resta apenas o medo da finitude desta sensação. Em breve terei de abandonar o palco. 

Sonho
Todos os dias, a caminho do trabalho, passo um homem com um ar muito bonito e simpático. Gostava de conhecer o seu interior, apaixonar-me por ele... Sempre que olho para ele sonho acordada. Sonho que, num dia de chuva, ele me abraça e me rouba um beijo apaixonado.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Opinião | "O escultor" de Carina Rosa

O Escultor
Classificação: 4 Estrelas

Escrever uma opinião acerca de um livro em que acompanhamos o seu crescimento e nos envolvemos emocionalmente com ele, não é uma tarefa muito fácil. Quem conhece o meu trabalho como leitora beta, sabe que sou exigente, chata, picuinhas, implicativa com tudo e com nada... E com este escultor, a Carina aturou todas estas minhas manias a triplicar... Sim, porque quando eu embirro com alguma coisa, sou muito aborrecida. Mas valeu o esforço, e aqui está um livro diferente do estilo habitual da autora. 

O escultor, para mim, tem como palavra chave, suspense. Não o considero muito misterioso no que toca à descoberta do(a) responsável pelas esculturas especiais que vocês vão certamente conhecer... Contudo, aquilo que ele(a) vai fazendo ao longo da narrativa é que terá a capacidade de tirar a respiração ao leitor. É muito interessante aceder a esta mente complexa! Uma mente que sofre, que se inquieta, que pensa e que explode de ideias. Uma mente que habita um corpo que se deixa dominar por tudo aquilo que de pior pode ser a personalidade humana. 

Mas o escultor é apenas uma das muitas personagens que desfilam ao longo da narrativa. Mariana, a personagem feminina principal, é uma mulher de luta e de coragem. Tens os seus fantasmas, as suas inseguranças... Acho, até, que ela tem um pouco de obsessivo na forma como encara a vida e o seu trabalho. É muito estruturada e rígida, apesar de ter sido criada numa espaço de amor. Talvez a constante luta e a sua personalidade contida lhe gritassem que, para ter segurança, tinha de ter controlo. 
É nesta fase controlada e estrutura que lhe chega o furacão Alice. Com tudo de bom e mau que carrega, Alice vem para desarrumar o pensamento estruturado de Mariana. Reconheço que, em algumas coisas, gostava de ser como Alice. Desprendida, capaz de arriscar, capaz de sair da concha e socializar com todas pessoas, agarrar a felicidade nos pequenos momentos... Apesar de também ser morena, de olhos castanhos com raios de verde, tenho uma personalidade muito mais próxima de Mariana. Contudo, consegui entender as duas, adorei a dinâmica que elas criaram e acho que se complementam. E, nas entrelinhas, conseguimos perceber que aquilo que as aproxima vai muito mais além daquilo que as distância. Eu sou muito sensível às amizades, e a destas duas tocou-me e enterneceu-me. Amizades assim devem ser para a vida, valorizadas e alimentadas. 

Pedro, André e Marco são os homens principais desta narrativa.
Pedro é descontraído e divertido... Um homem talentoso, com um enorme amor à arte. Aspeto que cativa Mariana. Esta, por sua vez, assume um lugar especial na vida deste homem, ela é o seu amor por revelar. Por ela fez tudo, a quem deu as melhores oportunidades profissionais. 
André, o jovem polícia da judiciária, vai arrancar suspiros e gritos de desespero. Vai inspirar ternura e respeito. Tem uma carapaça dura, o homem da "bófia" que não descansa enquanto as coisas não estiverem claras e corretas.  Tem as suas fragilidades e fantasmas, mas nem sempre passam para o exterior, a sua dura carapaça guarda-as de uma forma feroz... Porém, alguém a vai tornar permeável e aos poucos vamos aceder as camadas que o compõem. Quanto mais descobrimos deste homem, mais nos deixamos encantar por ele.
Marco é mais descontraído de todos, acho que só ficamos a conhecer o seu lado mais carinhoso e divertido. Ele representa a parte leve e descontraída da estória, que nos surpreende em termos de crescimento da sua maturidade. Aprende muito com os acontecimentos que vai ter de enfrentar.
Há mais personagens que contribuem para enriquecer o enredo. Personagens ligadas à arte, ao amor, a mundos profissionais... Cada uma com a sua função na estória. Quanto ao escultor, este poderá ser homem ou mulher, cabe a vocês descobrirem.

Sei que não foi um livro fácil de construir. Eu perdi a conta ao número de vezes que o li. Se podia ser diferente em alguma coisa, isso todas as obras podiam sê-lo. Mas, para mim, tudo é perfeito na sua imperfeição. Neste caso em particular, acho que tentaria adensar mais o mistério, baralhar mais as cabeças dos leitores... Trazer outro tipo de personagens que adensassem o lado mórbido da narrativa! No fundo, tornar as coisas ainda mais complexas. 

Acho o livro muito bem escrito. Os diálogos que a Carina constrói são, para mim, muito palpáveis, realistas e intensos. São verdadeiros espelhos emocionais das personagens. 
Quando estamos a rever texto, a sensação e experiência da leitura é muito diferente daquela de quando lemos um livro concentrados apenas em desfrutar daquilo que as palavras nos oferecem... Mas digo-vos que, algumas vezes, enquanto revejo os textos da Carina, dou por mim a reler os diálogos só para absorver as emoções que ela tenta passar através. 

O final espelha a personalidade das personagens. Está bem construído, não é apressado e capta a essência daquilo que fomos conhecendo das personagens ao longo da narrativa. Tudo é resolvido e apresentado ao leitor. Senti-me completa no final da leitura.

Quem gosta de coisas um bocadinho mórbidas, com um toque de romance e emoções, este livro é o ideal. Tenho a certeza que não haverá lugar para arrependimentos.

E agora, Carina? Vamos a um romance histórico/época??? 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Divulgação | Troca de Postais de Natal


A Denise, minha parceira do projeto empréstimo surpresa, está a dinamizar uma troca de postais de Natal. 
Cada vez mais os postais ficam esquecidos, sendo ultrapassados pelas tecnologias. Quem ainda se lembra daquela sensação de aconchego ao receber um postal de Natal? 

Um postal é algo que podemos guardar como lembrança (até pode servir para marcador de livros). Algo que podemos colocar num lugar visível, olhar e recordar das boas energias que ele nos ofereceu.

Sendo assim, não deixem de participar nesta iniciativa. 
Consultem o poste original aqui e inscrevam-se, 

Opinião | "Meu pé de laranja lima" de José Mauro de Vasconcelos (Zezé #1)

Meu Pé de Laranja Lima
Classificação: 5 Estrelas

Pretendia ler este livro, só não estava era que fosse já. Porém, devido a uma necessidade de ajudar uma criança na análise deste livro, lá tive de o ler, deixando-o passar à frente de uma grande pilha de livros.

Não foi um início de leitura fácil. O português do Brasil tem as suas idiossincrasias, fazendo com que seja necessário um período de adaptação à escrita. Apesar de tudo, foi um período rápido e ao fim de algumas páginas estava completamente absorvida pela narrativa. 

Meu pé de laranja lima traz-nos a estória de Zezé, um menino que tem tanto de endiabrado como de ternurento. Foi uma leitura deliciosa, emocionante e repleta de mensagens acerca da infância. A imaginação e a criatividade de Zezé são inspiradores e, apesar de todas as asneiras, fizeram-me adorar este miúdo. Conseguia, com sua imaginação, viver aventuras, criar lugares e fugir à sua realidade.
O que o Zezé me deu de ternura, também me deu de sofrimento. Foi muito triste ler certas passagens da vida familiar deste menino. O meu coração ficou tão apertado, que só me apetecia saltar para o livro e abraçar o Zezé. Tirá-lo daquele lugar escuro onde o seu coração o enterrou. 

O final do livro ainda aperta mais o coração. É de uma sensibilidade tão genuína que eu sofri imenso com aquele menino, em que o diabo nascia nele a cada diabrura.
Aquilo que me deixou mais triste em relação a toda a narrativa foi a incompreensão da própria família relativamente à personalidade de Zezé. Sei que a família tinha os seus problemas e dificuldades, mas penso que isso não é justificação para a falta de sensibilidade e empatia para com um menino tão especial. 

É um livro que ensina as crianças a sonhar, a criar aventuras e a saber brincar sem necessidade de recorrer a tecnologia. É um livro que ensina aos adultos as diferentes formas de olhar para uma criança em desenvolvimento, uma criança que precisa dos adultos para balizarem o seu comportamento e a guiarem por caminhos mais felizes.
Vai para a minha lista de preferidos de sempre. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Divulgação | "Perfeito para mim" de Jill Shalvis

Perfeito Para Mim (Cedar Ridge, #2)

Titulo: Perfeito para mim
Edição: Novembro de 2016
Autora: Jill Shalvis
Editora: Topseller
Páginas: 320 páginas
Preço: 17,69€

Sinopse
Bailey é uma jovem artista, é bonita, quer viver a vida ao máximo e está finalmente saudável. Agora, o seu primeiro objetivo passa por esquiar as assustadoras Montanhas Rochosas na estância turística de Cedar Ridge.

A tarefa, contudo, é bem mais difícil do que ela imaginava e só a ajuda de um estranho a impede de ter um acidente grave. Hudson Kincaid, o seu herói apaixonante, é um dos donos dessa estância e, ironicamente, Bailey acaba de ser contratada para um trabalho muito importante: pintar o mural da família dele.

Bailey e Hudson entram numa vertiginosa, divertida e sensual relação, algo que nenhum dos dois quer, mas que não conseguem evitar. A vida deu uma segunda oportunidade a Bailey, e Hud só precisou de um sorriso para conquistar o coração dela.

Sobre a autora



Autora norte-americana bestseller do New York Times e do USA Today, Jill Shalvis já publicou dezenas de livros e foi nomeada diversas vezes para o Prémio RITA para Melhor Romance Feminino.

Vive na Califórnia com o marido e os três filhos.

Saiba mais sobre a autora em www.jillshalvis.com.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Opinião | "Estás triste?" de Tânia Bailão

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Classificação: 5 Estrelas

Estás triste? veio parar às minhas mãos através de um passatempo. Não conhecia o livro, não conhecia a autora e nem sabia o grande propósito que estava por detrás de tal estória.

É um livro simples, mas com uma grande mensagem. Uma excelente ferramenta para quem trabalha com crianças e pretende explorar a temática dos sentimentos. 
As imagens que acompanham o texto são fantásticas e deliciosas. 
Eu gostei imenso de ler a história e de ver uma forma muito interessante de abordar a tristeza infantil.

Tanto foi o gosto como a tristeza com que fiquei... O livro fez-me ter saudades da minha atividade profissional. O livro seria uma ferramenta super interessante para usar em contexto terapêutico. 

No final do livro, a autora (colega de profissão) deixou uma mensagem aos pais e aos educadores. Da minha perspetiva, foi uma excelente ideia. A tristeza, e mais especificamente a depressão, existem na infância. Cabe aos adultos que lidam com a criança estarem atentos aos sinais e saberem providenciar a melhor forma possível de as ajudar.

Espero que este livro chegue a muitas pessoas, desde pais a profissionais, para que se processe a uma onda de sensibilização para esta temática.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


Depois de uma leitura completamente soberba chegou a altura de devolver o livro à Denise e enviar-lhe mais uma pérola da minha estante. 

Foi complicado tomar uma decisão e escolher o livro. Não sabia mesmo o que lhe enviar. 
Ainda fiz pior, nem lhe avisei quando fui aos CTT fazer a entrega... Dado que o livro não é muito surpreendente, foi uma forma de manter o fator surpresa. 

Aqui está o escolhido:
Casamento em Veneza
Casamento em Veneza
Elizabeth Adler

Desta vez queria enviar-lhe algo mais "leve" e fugir um bocadinho aos policiais e livros de mistério. Estamos quase no fim do ano e precisamos de algo que nos aqueça o coração e nos deixe com força e esperança para o ano que aí se aproxima. 
Apesar de ainda não ter livro o livro, do pouco que conheço de Elizabeth Adler acho que este pode ser um livro que sirva os meus propósitos.

Vamos lá espreitar o que a Denise sentiu ao receber o livro.