domingo, 23 de julho de 2017

Divulgação | "A fronteira do perpétuo" de Teresa Poças


A fronteira do perpétuo é um livro de poesia, escrito pela jovem autora portuguesa Teresa Poças. 

Foi recentemente publicado pela Editorial Novembro e reúne um conjunto de textos poéticos escritos pela Teresa Poças entre o secundário e o seu último ano de universidade. 

Sobre o livro

«Em A Fronteira do Perpétuo, encontramos esta (…) consciência de um mundo contemporâneo com os seus excessos: o ruído, a ferocidade do consumismo, a impossibilidade do silêncio. (…) É, portanto, a percepção do vazio (…) que emerge nestes poemas de Teresa Poças, com a força vulcânica de uma voz jovem que deseja ainda encontrar aquela equação perfeita, aquela página limpa, onde as palavras redimem do vazio e abrem caminho para o perpétuo. O eu, que estabelece relação com eles, nós, vós, tu, parece dividir-se entre o que vê e o que pensa. Divide-se, mas não se fragmenta. O eu revela, como ponto de partida, a consciência de uma espécie de ruído, provocado pelo excesso de conhecimento das sociedades humanas, para, logo de seguida, se proteger, em objectos concretos. Esses pormenores, que sabe ser o que importa, situam-nos em elementos unificadores da dispersão do pensamento: o amor genuíno, longe das peias convencionais; a música que restaura a beleza do mundo e os silêncios plenos de promessas. (…)» 
Conceição Brandão in Prefácio

Preço: 12,00€
Autor: Teresa Poças
Pode adquiri-lo aqui

sábado, 22 de julho de 2017

Por detrás da tela | "Dirty dancing - Dança comigo (2017)

Classificação: 6/10 Estrelas

Dirty dancing é a versão atualizada do filme com o mesmo nome que foi exibido em 1987. Eu gosto muito da versão original, por isso quando vi que ia passar na televisão um remake fiquei logo muito curiosa para ver.

Esta versão atual está quase igual à versão original. Mudam apenas pequenos pormenores, mas os traços que servem de fio condutor à trama estão lá todos. Apesar de ter gostado, não consegui sentir o mesmo encanto do filme original. Nesta versão falta uma certa química aos atores que fazem de par romântico. Não passou para mim aquela faísca especial que passava entre Patrick Swayze e Jennifer Grey. 
A ligação entre eles é pobre, pouco expressiva e não passou para mim aquela ligação energética que a versão original passava. Mesmo nos momentos de dança, nesta versão original senti a Babe muito presa, pouco à vontade e sem ligação nenhuma à música e aos movimentos (mesmo depois de aprender). Na versão original, por exemplo, a dança final foi muito mais fluída e não me pareceu tão forçada como nesta nova versão.

Em termos de cenários e qualidade de imagens posso dizer que gostei muito, a banda sonora também (é a mesma do filme original). 

Parece-me que ver remakes pode ser um pouco perigoso para mim. Acho que se tiver uma ligação muito especial à versão original vai ser difícil deixar-me encantar pela versão mais recente.
Apesar de não ter adorado, foi bom ver de novo esta estória em personagens com características e formas de representar diferentes.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Opinião | "Reencontro com o amor" de Melissa Pimentel

Reencontro com o Amor
Classificação: 3 Estrelas

Reencontro com o amor é a minha estreia com a autora Melissa Pimentel e foi uma leitura, tal como prometia, bastante divertida.
Sempre gostei de livros onde a temática central passasse pelo reencontro de amores do passado. Sinto que, nestas narrativas, há uma mística especial a ligar as personagens e todo o enredo que é construído à volta deles. 

Neste livro assistimos ao reencontro entre Ethan e Ruby. Após dez anos de terem terminado o namoro, um casamento promove o reencontro. Estava muito curiosa por ver como tudo se iria processar. Apesar de ter gostado do reencontro entre eles senti falta de mais momentos de interação entre eles. Mesmo a conversa final foi muito unidirecional, ou seja, praticamente falou a Ruby e o Ethan também precisa de espaço para que a ligação entre eles fosse sentida de forma mais sólida.

Intercalado com os momentos presentes surgem capítulos com o passado de Ethan e Ruby. Foi a parte que mais que gostei e que sempre desesperei por mais. Conhecer como tudo começou entre eles foi muito importante para perceber o que é que os unia. Não senti um química instantânea. Foi mais um sentimento de que o amor vai crescendo aos poucos, onde cada um ia dando um pouco mais de si ao outro. Foi bonito ler estas partes, porém gostaria que tivessem sido mais aprofundadas e me tivessem oferecido mais deles os dois.

A irmã de Ruby estava bastante bem caracterizada, tão bem ao ponto de eu a odiar e não perceber como é que elas duas poderiam ser irmãs. É uma pessoa demasiado fútil para os meus gostos, com comportamentos demasiado infantis para a idade, mas que acaba por ter um papel relativamente importante no desenrolar da ação. 

Este é daqueles livros que nos diverte e descontrai. Um livro que consegue reunir diversão e romance torna-se numa leitura agradável e, em certos momentos da narrativa, bastante compulsiva. 
Para todos os leitores que gostem de um livro como companhia de praia atrevo a dizer que este é o livro ideal. O seu tom descontraído e o facto de ser detentor de uma narrativa simples torna-o um bom companheiro para diferentes locais, podendo eles ser mais barulhentos ou mais calmos. 
É um livro que sabe aos dias descomplicados do verão. 

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.
Uma leitura com o apoio da:

Palavras Memoráveis


Cada um de nós transporta na pele o mapa das nossas vidas, na forma como caminhamos, até ao modo como crescemos.
Kiran Millwood Hargrave, A rapariga que lia as estrelas

terça-feira, 18 de julho de 2017

ACMA | Um livro para a praia e um filme para o sofá


A Cultura Mora Aqui é um projeto em que um conjunto diversificado de bloggers e youtubers recebe, todos os meses, um tema para desenvolver, ficando ao seu critério participar ou não.
Durante os próximos meses, o projeto irá assumir contornos ligeiramente diferentes. Assim, por cada duas semanas, haverá um tema a ser desenvolvido.

Para o período de tempo entre 15 e 31 de julho é-nos pedido para falar sobre Filmes, séries e livros relacionados com o tema VERÃO.
Como já devem ter reparado pela imagem, eu irei falar de um filme e de um livro. Não irei colocar uma série porque não sou a pessoa mais indicada para o fazer. A minha cultura em séries é nula. As poucas que conheço ou já acompanhei não estão relacionadas com o verão, por isso fico-me por estas duas sugestões.

Sozinhos na ilha de Tracey Garvis Graves
Li este livro em 2014, precisamente no verão e gostei muito da leitura. 
A maior parte da ação narrativa deste livro decorre numa ilha deserta, onde o sol, a praia e o calor abundam durante todo o ano. É um livro onde o amor acaba por ter a tónica central, sem surpreender o leitor. No fundo, acho que à medida que se vai lendo o livro sabemos como vai terminar o livro, mas isso não retira o prazer da leitura.
É um livro com um tom mais descontraído, fácil de ler e que se assume como uma excelente companhia para a praia. 

Podem ler a minha opinião ao livro clicando aqui.

A melodia do adeus
Neste filme, Veronica e o irmão vão passar as férias de verão com pai que já não veem com tanta frequência, uma vez que após o divórcio foi viver para uma região diferente.
Este filme é uma adaptação do livro de Nicholas Sparks com o mesmo nome, portanto, para quem já conhece a fórmula deste autor, sabe que o que vai encontrar. 
Assim, A melodia do adeus traz-nos uma estória com muito drama, amor, superação e reconciliação. Um filme ideal para ver no sofá, naqueles dias em que a chuva decide vir cumprimentar o verão ajudando-o a tornar-se mais fresco.

Se quiserem fazer parte deste projeto, basta falarem com a Ju, através do seguinte email, acma.cultura@gmail.com. O projeto também está presente no facebook, através da página que podem consultar aqui.

Lista de criadores:

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Divulgação | "Reencontro com o amor" de Melissa Pimentel


Sinopse
Ruby e Ethan eram perfeitos um para o outro…

Dez anos depois de se separar de Ethan, Ruby continua solteira e obcecada com a sua carreira e a vida agitada de Manhattan. Mas com a data do casamento da sua irmã a aproximar-se, Ruby terá de prescindir de uns dias da sua vida ocupada para viajar até Inglaterra.

Contudo, ausentar-se do emprego e dispor de uns dias para uma viagem não é o único problema de Ruby — Piper vai casar-se com o melhor amigo de Ethan, pelo que também este estará presente no evento.

À medida que o grande dia se aproxima, e enquanto ajuda nos preparativos para o casamento, Ruby terá de perceber se a escolha que fez no passado foi a correta. Passada uma década, poderão Ruby e Ethan retomar a sua história de amor?

Uma história apaixonante e muito divertida sobre o amor e o reencontro, que prova que existe sempre uma segunda oportunidade para ser feliz.

****

Eu gosto de romances. Gosto ainda mais quando são sobre amores passados que se reencontram num futuro. Devido a estes factos, este livro é excelente para mim.
Tem uma capa bastante apelativas. A conjugação de cores é bastante bonita e a forma como construíram a imagem tendo em conta a temática do livro ficou muito adequada. 

Espero encontrar um romance leve, divertido e com personagens que nos façam querer saltar para dento daquelas páginas.

Estou curiosa para descobrir o interior deste livro.
E a vocês, que sentimentos vos despertam?

domingo, 16 de julho de 2017

Opinião | "Se isto é um homem" de Primo Levi

Se Isto é um Homem
Classificação: 4 Estrelas

Há muito tempo que a leitura do livro Se isto é um homem era algo que eu queria fazer. Queria muito lê-lo pela temática que aborda (a vida num campo de concentração) e pelo facto de ser um livro onde o autor conta a sua própria experiência.

É um livro duro. Um relato de nos fazer arrepiar, de me deixar sem palavras (que palavras poderão ser usadas para descrever tamanha crueldade?). 
A experiência de leitura é indescritível. À medida que avançamos nas páginas, a dureza das situações começa a entranhar-se na nossa mente e começamos a sentir um pouco do sofrimento daqueles para quem o sofrimento se tornou a "ração" diária, um dado adquirido. 

Sempre que leio livros que abordam a temática do Holocausto, questiono-me acerca do que é que passaria pela cabeça dos muito militares que coordenavam os campos, que recolhiam as pessoas, que espalhavam terror só por existirem. Haveria alguém com um mínimo de humanismo? Terá havido militares piedoso? O que é que lhes passava pela cabeça? 
Sei que deve ter sido grande a lavagem cerebral das SS nazistas, mas como é que possível deixarem morrer sentimentos de compaixão, de empatia nos seus corações?

Não consigo sentir a totalidade do sofrimento de Primo Levi. Consigo imaginá-la, consigo ficar revoltava e fico ainda mais por saber que foi algo que marcou toda a sua vida. 
Estas pessoas que vivenciaram a dureza e a crueldade de um campo de concentração não trazem apenas a tatuagem com o número de identificação do campo. Trazem tatuadas em cada célula do seu corpo os sentimentos mais negros que um ser humano poderá ser convidado a viver.

Este livro deveria ser de leitura obrigatória para que nunca seja esquecido aquilo que o ser humano foi capaz de fazer a outro ser humano.
O Holocausto existiu. Milhares de pessoas morreram e sofreram horrores às mãos de quem se achava capaz de controlar o mundo. As pessoas que viveram durante estes anos irão desaparecer. Cabe-nos não deixar que o assunto morra e que o mundo se esqueça do horror que foram aqueles anos. É preciso lembrar para evitar que tudo aconteça novamente.