sábado, 24 de fevereiro de 2018

Por detrás da tela | "The girl on the train" (2016)

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Classificação: 5/10 Estrelas

Este filme poderia ser descrito através de uma única palavras: aborrecido. Passado um quarto de hora após ter iniciado a visualização já estava deserta para que acabasse (ainda dormitei pelo meio e tive de retroceder para apanhar o que tinha perdido). 

Quando li o livro já não o tinha achado uma maravilha literária. Não foi um livro marcante e senti, também, algum aborrecimento na leitura. Apesar destes sentimentos menos positivos em relação à leitura acalentei a esperança de que o filme me pudesse cativar mais e oferecer-me uma perspetiva diferente. 
Infelizmente, esta minha esperança ficou desfeita nos primeiro minutos do filme. É uma narrativa que se arrasta, sem grande ênfase nos mistérios que envolvem as personagens (mesmo sabendo o que ia acontecer devido ao livro, não senti que o filme deixasse transparecer mistério e expetativa, é tudo demasiado dúbio, sem garra) e as interpretações são fraquinhas. Esperava melhor de Emily Blunt como Rachel, esperava ver mais conteúdo. Tudo foi passado de forma rápida e sem transmitir qualquer tipo de intensidade. 

A fotografia também não tem grande qualidade e a banda sonora é pouco notória. Penso que isto também dificulta a minha ligação ao filme. Na minha opinião, toda a envolvência dos cenários e da música oferecem muito aos filmes e à forma como eu me relaciono com eles.

É um filme que não pretendo rever. 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Palavras Memoráveis

Recordou-se de Nana ter dito um dia que cada floco de neve era um suspiro soltado por uma mulher magoada algures no mundo. Que todos os suspiros subiam para o céu, se reuniam em nuvens e depois se desfaziam em minúsculos pedaços, caindo silenciosamente sobre as pessoas cá em baixo.
Em lembrança do que sofrem as mulheres como nós, dissera ela. De como suportamos silenciosamente tudo o que nos cai em cima.
Khaled Hosseini, Mil sóis respolandecentes

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Top 5 Wednesday | Romances

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Já há muito tempo que não fazia um TOP 5 WEDNESDAY. Muitas vezes via os temas, mas passava-me fazer o post. Outras vezes não conseguia fazer o top porque não me sentia à vontade com a categoria.
Esta semana pedem-nos para escolher o nosso TOP 5 de romances. Este é o mês do amor, por isso tem a sua lógica. Para mim vai ser difícil escolher apenas 5. Serão os primeiros que me surgirem em mente.

Amor à Primeira Vista (Kendrick/Coulter/Harrigan, #2) Orgulho e Preconceito Verão em Edenbrooke (Edenbrooke, #1) És o Meu Segredo Doces Silêncios

Tentei escolher livros em que a tónica principal fosse o romance e o amor. Haveria outros tantos para aqui nomear, estes foram assim dos primeiros que me lembrei assim que pensei em amor, relações amorosas e romance. 
Já leram algum?
E vocês, quais os vossos romances preferidos?

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]



Um novo serial killer!

Este desafio seguirá a mesma base imaginativa dos anteriores.

Depois de teres colocado questões à autora, de te teres tornado amiga dela e de a ajudares a escolher o casting para um filme, chegou agora o momento de a ajudares numa das suas próximas obras.

Ela precisa de ideias para um novo serial killer que começou a aterrorizar as pessoas. Ajuda-a a definir o perfil desse criminoso. É homem ou mulher? Ataca de dia ou de noite? Que género de vítimas escolhe? É cuidadoso ou desleixado? Que motivações poderão estar por detrás dos seus crimes? Quem será a próxima vítima?


O novo criminoso será uma mulher com cerca de 40 anos que ataca homens entre os 35-40 anos que sejam suspeitos ou acusados de violência doméstica.
Não tem hora certa para atacar. A hora é aquela que lhe é mais favorável. Ela conquista as vítimas, usa truques de sedução e ataca-os quando eles menos esperam e sem lhes dar tempo para reagirem. No fim, corta-lhes o pénis e deixa o resto do corpo intacto.
Ela é cuidadosa e meticulosa. Todos os crimes são muito planeados e estruturados. Tem sede de vingança. Quer vingar todas as mulheres que sofrem ou sofreram agressões físicas, emocionais e psicológicas às mãos de um homem. Em cada homem que mata vê o rosto do pai e do marido, ambos homens violentos e que já não estão neste mundo. Desapareceram sem deixar qualquer rasto. Será que é esta a mulher que está por detrás destes desaparecimentos? Será que foram estes desaparecimentos que motivaram esta necessidade de atacar estes homens? São aspetos que a autora terá de desenvolver de acordo com aquilo que a sua imaginação ditar. 



sábado, 17 de fevereiro de 2018

Por detrás da tela | "O Pianista" (2002)

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Classificação: 10 Estrelas

Já há muito tempo que queria ver este filme. Eram vários os motivos que alimentavam a minha curiosidade: 1) É um filme em que a ação decorre durante a 2ª Guerra Mundial; 2) Muitas pessoas mo recomendavam; e 3) Tinha um pianista (admiro pianistas).

Muitos pensarão, é mais um filme sobre judeus massacrados pelos alemães e em que pudemos ver a sua vida miserável em campos de concentração. Mas pensarão errado. Este filme vai mais longe e mostra-nos outras formas de sofrimento. Sim, assistimos à miséria, ao comportamento bárbaro de soldados para com seres humanos como eles e ao desespero de quem não tem justificações para tanta crueldade. Para além destes aspetos, este filme traz-nos outra perspetiva. A perspetiva da bondade. Afina, no meio de tanto cinzento, existem pequenos rasgos de luz que resistem à crueldade e acabam por iluminar o caminho dos que sofrem. 

Este filme ofereceu-me uma nova visão da vida nos guetos. Um filme que é uma verdadeira lição de vida na luta pela sobrevivência e em como podemos ajudar. 

O filme é pautado por interpretações soberbas, claro que com um grande destaque para o ator Adrien Brody que interpretou de forma magnífica o papel de pianista. Todas estas interpretações ganham ainda uma maior dimensão pois são acompanhadas por uma banda sonora cheia de bom gosto.

Este é daqueles filmes para rever. Um filme que nos deve acompanhar ao longo da vida e para ser mostrado a gerações mais novas. O poder doentio que marcou o flagelo da 2ª Guerra Mundial e as atrocidades que foram cometidas não podem ser esquecidas. Devemos aprender com a história e com os erros cometidos. Este género de filmes é super importante para não esquecermos esses erros.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Opinião | "Caçadores de Cabeças" de Jo Nesbø

Caçadores de Cabeças
Classificação: 3 estrelas

Caçadores de cabeças marca a minha estreia com este autor norueguês. Geralmente, e da minha pequena experiência literária, os nórdicos têm uma aptidão especial para criarem livros de mistério/crime muito cativantes e que nos deixam agarrados às páginas. Portanto, estava com grande curiosidade em conhecer este livro. 

A forma com este livro inicia não é muito cativante. As situações, a vida das personagens e as suas relações parecem arrastar-se pelas páginas não me proporcionando momentos que me permitissem aproximar delas. Achei que a escrita era pouco emotiva, não passava emoções sentimentos. Porém penso que a justificação para esta característica prende-se com o facto de estamos perante um livro cheio de raciocínio lógico sem grande espaço para as emoções.

Foi uma leitura cheia de altos e baixos. Houve momentos muito interessantes, outros que me deixaram verdadeiramente repugnada e outros que me foram indiferentes. Mas assim que cheguei ao final, fiquei de boca aberta. A forma descarada e inesperada com que o autor nos consegue enganar e de deixar qualquer leitor sem palavras. 
Algumas passagens do final tive de ler duas vezes, e cheguei a voltar atrás no livro para ver se me tinha escapado alguma coisa. Eu estava completamente rendida àquele final e à forma como tudo se encaixou e desencaixou. 
É um livro que vale muito pelo final surpreendente que o autor nos apresenta. Apesar de sentirmos que há coisas no livro que não nos cativam ou que parecem pouco interessantes, o autor consegue elevar-se ao criar um final inteligente, lógico e inesperado.

Para este final em muito contribuiu a inteligência de Roger, um homem inteligente e que trilhou um caminho de forma surpreendente. 
Quem estiver com ideias de ler este livro, deve fazê-lo sem qualquer reservas. E se ao longo da leitura sentir que algo não seja cativante, a ordem é para que não se desista, porque o final irá, sem dúvida surpreender todos os leitores.


Palavras Memoráveis

Aprende já isto e aprende bem, minha filha: assim como a agulha de uma bússola aponta para o Norte, também o dedo acusador de um homem encontra sempre uma mulher. Sempre.
Khaled Hosseini, Mil sóis resplandecentes