quinta-feira, 26 de abril de 2018

Palavras Memoráveis


O amor é como as maças. Todas as sementes são diferentes, mesmo que venham da mesma árvore.

Deborah Smith, Doces Silêncios

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Visões (#1) | Viver em Liberdade

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Gosto sempre se assinalar o 25 de Abril aqui no blog, seja com a partilha de uma poesia ou apenas com algumas frases que reflitam o meu sentimento em relação aos "valores de Abril". 
Não sei o que é viver em repressão. Não sei o que é viver com medo que alguém me ouça a barafustar contra as políticas do governo. Não sei o que é ser impedida de estudar, de exercer o meu direito de voto e de sair do país sem autorização de um homem. Só tenho (temos) de agradecer a quem lutou pelos ideias de Abril e cabe-nos a nós mantê-los vivos e renová-los para que possamos ter uma sociedade evoluída.

Sou muito curiosa em relação aos acontecimentos deste dia. Na escola tive acesso à perspetiva histórica, em casa procurei as vivências pessoais. Pergunteis aos meus pais e aos meus avós sobre memórias que tinham deste dia, dos tempos de ditadura e do pós 25 de Abril. Infelizmente não me tinham muito para contar. A pobreza de uma aldeia do interior norte sobrepunha-se aos acontecimentos vividos na grande cidade. O meu pai relata que só soube dos acontecimentos dias depois deles terem acontecido e que se sentiu aliviado. No ano seguinte iria cumprir serviço militar e o mostro da Guerra Colonial pairava sobre ele. O 25 de Abril trouxe o fim da Guerra Colonial e o alívio para o meu pai. 

Tive um tio que esteve em missão na Guiné. Infelizmente ele não viveu o tempo suficiente para me contar as suas histórias. Faleceu quando eu tinha 11 anos. Foi a primeira pessoa significativa a morrer e custou-me imenso, fiquei com boas recordações dele. Mas sei que com ele vieram marcas desta guerra dura, mas o que sei foi por conversas que escutei um pouco atrás da porta e que a minha inocência de criança não permitiu reter muito. 

Quando oiço ou vejo a célebre pergunta Onde estiveste no 25 de Abril de 1974? oiço ou leio tudo como muita atenção. Gosto de ver o entusiasmo daqueles que têm uma história paralela aos acontecimentos e que acabara por também marcar o dia destas pessoas. Sabem o que me assusta? O passar do tempo. Daqui a uns anos, não iremos ter ninguém a quem fazer esta pergunta. Tal como vai acontecer com os sobreviventes do Holocausto. E tenho medo que tudo fique submerso nas páginas dos livros de história. Não quero isso!! Não que as coisas que viveram no passado sejam esquecidas. Acima de tudo, não quero que as conquistas de Abril para mulheres e homens sejam esquecidas. Não quero que o vento cale as desgraças! Quero que se mantenha a candeia que afaste as desgraças. Quer ser alguém que semeia as canções no vento que passa, lutar para que os direitos humanos sejam sempre respeitados e que a igualdade entre género passe a ser uma norma e não uma exceção. 
Sei que sou um pouco idealista e que olho de forma apaixonada para os acontecimentos de 1974, mas não deixo de reconhecer que ainda há outros ideias para conquistas e que a caminhada é longa. Mas esta nossa revolução é um enorme motivo de orgulho. 

Há sempre alguém que resiste
Há sempre alguém que diz não.
(Manuel Alegre)

Divulgação | "Acordo com o Marquês" de Sarah MacLean



Acordo com o Marquês é uma das novidades da editora Topseller, a quem desde já agradeço o exemplar disponibilizado. 
Sou apreciadora deste género de livros e como nunca li nada da autora achei que esta poderia ser uma boa estreia. Tem um sinopse bastante cativante e a capa está muito apelativa.

Podem ler os primeiros capítulos aqui

Sinopse
Sophie Talbot é uma jovem nobre que sempre abominou a vida aristocrática. Quando encontra o cunhado a trair a irmã, humilha-o perante toda a sociedade, tornando-se alvo de chacota. A sua única hipótese é fugir, para recomeçar a vida longe daquele mundo que sempre odiou.

Ao fugir, o seu destino cruza-se com o do Marquês de Eversley, mais conhecido por Rei, um homem que tem fama de dissolver noivados e arruinar as damas da sociedade. Apesar de não se suportarem, decidem fazer um acordo. Rei arruinará a imagem de Sophie para que ela se torne inadequada para casar e, dessa forma, possa viver a vida com que sempre sonhou. Já Sophie fingirá ser noiva de Rei, para o ajudar a vingar-se do pai, com quem ele se desentendeu.

Iniciam assim uma viagem até ao castelo do pai de Rei. Só que na carruagem onde seguem há recantos apertados e tentações incontroláveis. E uma viagem que se anunciava aborrecida torna-se tudo menos isso.

Sobre a autora
Sarah MacLean nasceu em Rhode Island, na costa leste dos Estados Unidos. É autora bestseller do New York Times e do USA Today.

Desde adolescente que desejou ser romancista. O seu amor pela ficção histórica levou-a a formar-se em História da Europa no Smith College, em Massachusetts, e em Ciências da Educação, na Universidade de Harvard. Mudou-se para Nova Iorque para se dedicar à carreira na escrita, e é aí que ainda hoje vive com o seu marido, o seu cão, e a sua imensa coleção de romances.

É colunista no Washington Post. Venceu duas vezes o Prémio RITA para Melhor Romance Histórico, atribuído pela Associação Americana de Escritores de Romance, com os livros Um Marquês Irresistível e Um Duque Glorioso.



terça-feira, 24 de abril de 2018

Opinião | Contos

Felicidade Clandestina
Este mês continuei a apostar nos contos da Clarice Lispector. Espero ir lendo alguns contos durante o mês e terminar o livro assim que me seja possível. Hoje vou deixar-vos a opinião a três contos.

Conto: Uma amizade sincera
Classificação: 4 Estrelas

Este é um conto que fala sobre a vida de uma amizade. Apresenta-nos o seu início, o seu desenvolvimento e o seu fim. 
É conto simples mas carregado de significado. O tempo, a vida e a nossa própria evolução pessoas, em algumas vezes "atropela" as amizades, que podem modificar-se ou terminar. E este conto mostra-nos mesmo isso. O impacto que o crescimento e as nossa vivências têm nas nossas relações de amizade.

Conto: Duas histórias a meu modo
Classificação: 1 Estrelas

Este conto foi, para mim, uma verdadeira confusão. Duas personagens, duas situações e algo que as liga e/ou afasta (confesso que não percebi bem) originaram um conto estranho e que não me conquistou. 

Conto: O primeiro beijo
Classificação: 4 Estrelas

Este conto é muito engraçado. Achei uma forma muito original de se falar em crescimento. 
Aqui temos um rapaz a descobrir a sua sexualidade de uma forma muito original. Apesar deste estranho primeiro beijo, todas as emoções internas que esta descoberta faz emergir são muito importantes. 

domingo, 22 de abril de 2018

Passatempo | "O ano francês" de Daniela Rodrigues

O Ano Francês

Hoje tenho um passatempo para vocês. 
Com o apoio da Chiado Editora, irei sortear o livro O ano francês.
O livro é de uma autora portuguesa e, para quem desconhece a autora, tem aqui uma boa oportunidade para ficar a conhecê-la. 
Podem participar até às 23:59 do dia 15 de maio.

Regras:
  1. Preencher o formulário
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  5. Só é permitida uma participação por pessoa.
  6. O passatempo é válido para Portugal Continental e Ilhas.

sábado, 21 de abril de 2018

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


São tantos os livros que quero partilhar com a Denise que este mês não sabia o que lhe enviar primeiro. 
Então coloquei a escolha no lado dela. Fui à estante, seleccionei os livros que tinha em mente enviar-lhe, retirei uma frase de cada um deles e ela escolheu a frase que mais a interessava.

A frase escolhida foi:

Sinto o coração a pesar-me dentro do peito: demasiado angustiado para bater, mas desejoso de escapar. Sentamo-nos a um canto da mesa, ela à cabeceira, eu à esquerda dela. (p.184)

Esta frase pertence ao livro....
Os Muitos Nomes do Amor
Os muitos nomes do amor
Dorothy Koomson

Espero que a Denise goste do livro e que seja uma boa leitura, ao nível daquelas que a autora já noa habituou.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Palavras Memoráveis



Porque o amor, como a vida, não é apenas sobre duas pessoas cujos mundos se encontram. Trata-se das suas raízes, das suas experiências, das suas culturas também.
Rosanna Ley, Regresso a Mandalay