quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Frases Marcante

Sem amor, somos apenas sombras de nós próprios, vagueando pela solidão. Com o amor, sentimo-nos tão bem. É como se a alma se elevasse ao infinito, como se de repente, o mundo parecesse mais belo. Por outro lado, pode fazer-nos sofrer, sentir saudades quando estamos longe, ciúmes...
(Suzannah, Ana Margarida Cardoso)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

(Des)construir imagens

Muitas vezes temos dificuldades em percorrer os nossos próprios caminhos. Optámos por seguir caminhos que outros já desbravaram por uma questão de comodidade, facilitismo... Nestes caminhos já conhecemos os buracos, os obstáculos, os troços mais difíceis de percorrer!
O medo do desconhecido leva-nos a evitar os caminhos menos percorridos e explorados, mas só seguindo por estes caminhos é que os podemos conhecer melhor... Talvez, se arriscarmos, seremos surpreendidos com acontecimentos extremamente importantes portadores de felicidade, sucesso, amizade...
Apesar de tudo isto, não nos podemos esquecer de que as coisas menos boas que marcam um percurso são portadoras de aprendizagens e podem permitem-nos ultrapassar obstáculos futuros.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Frases Marcantes



Viver a vida era como meter a praia dentro de um frasco. O mais importante não era enfiar tudo lá dentro; era, em primeiro lugar, prestar atenção às coisas mais importantes - as pedras lindas e grandes, ou seja, as pessoas e experiências mais preciosas - e depois acomodar à sua volta o que não tinha tanta importância.
James Patterson, Abre o teu coração

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

(Des)construir imagens


Relaxe... Liberte-se... Aprovei-te ao máximo aquilo que a vida lhe pode oferecer...
Ame... Chore... Ria... Viva tudo intensamente!
Não deixe nada por fazer para, no fim do percurso, sentir que a sua missão foi cumprida!

domingo, 13 de novembro de 2011

Para onde vamos quando morremos?

A rua está cheia de gente! Avanço ao longo do passeio e demoro o meu olhar nos pormenores que os outros exibem… Um penteado diferente, uma roupa extravagante, uma criança de mão dada com a mãe que se mostra insaciável na resposta à sua contínua pergunta: Mãe para onde vamos quando morremos? Olho para o rosto impaciente e nervoso da mãe que lhe responde: Já te disse filho, vamos para o céu!. Esta resposta não foi capaz de saciar a alma inquieta da criança que, muito prontamente, diz: Como é que isso pode acontecer se eu vejo as pessoas a serem enterradas?! Porque é que me dão sempre repostas diferentes quando faço esta pergunta? E mãe, nós não temos asas para voar para o céu!  
Esta mãe ficou sem resposta e passou a ignorar a insistência da criança. Aumentou a velocidade do seu passo e, rapidamente se dissolveu na multidão. Pergunta sábia! E se fosse eu, que resposta daria à criança?  
Esta criança conduziu-me a uma reflexão mais profunda. Será que eu sei o que realmente acontece ao ser humano quando a caixinha da vida chamada coração decide parar? De facto, não possuo reposta específica, mas sim o aglomerado de diferentes visões que o meu cérebro foi assimilando ao longo da minha existência!
A via racional que caracteriza o meu pensamento emite uma resposta simples, baseada em conceitos biológicos. Por algum motivo, o coração deixa de bater, o sangue deixa de alcançar as diferentes partes do corpo e acabamos por morrer. Em seguida, o nosso corpo pode ser enterrado ou cremado, seguindo os rituais religiosos, ou não.
Por outro lado, a via menos racional, influenciada pela religião e pelo misticismo leva-me por caminhos mais complexos. Se por um lado o corpo é matéria que irá desaparecer, a alma ou espírito associado a este corpo ficará livre. Libertar-se-á do corpo e alcançará um lugar bonito, calmo, feliz… Este lugar, segundo diferentes lendas, é aquele que ocupávamos antes de sermos associados ao nosso corpo e libertados na terra para cumprir a nossa missão. É um lugar tão bonito que é necessário apagar as memórias que possuímos dele para vivermos na máxima plenitude e não queremos voltar para lá.
Esta última perspectiva permite arranjar o baú dos nossos sentimentos em relação àqueles que partem. Permite criar um escudo protector na nossa memória, formatando o nosso pensamento, levando-nos a acreditar que alguém que nos é querido partiu para um lugar melhor. Acima de tudo contribui para mitigar a nossa dor tornando-a mais suportável.
Depois de todas estas conclusões o que é que eu responderia à criança? Simples: a verdade!
Na realidade, não temos a certeza daquilo que nos acontece quando deixa-mos de estar presentes neste imenso palco da vida. Sabemos que a parte física da nossa essência é depositada uns quantos palmos abaixo da terra ou transformada em cinzas que podemos devolver ao mundo da forma que quisermos. Contudo, a parte invisível da nossa essência, o espírito, pode ir para um lugar que faça sentido para nós e, por esta razão é que existem tantas explicações possíveis acerca do lugar que a nossa alma decide habitar depois de morrermos. Eu, pessoalmente, gosto de acreditar que a alma dos seres humanos, em particular das pessoas que nos são queridas, se transforma numa bonita e gigante estrela que iluminará o céu todas as noites. Uma estrela que estará lá para nós, para nos guiar e conduzir por trilhos pintados de felicidade e iluminados pelo brilho ofuscante do amor e da amizade!

Será que a criança ficaria satisfeita com esta resposta? E você que resposta lhe daria?

Se gostaram desta pequena reflexão votem aqui http://www.conteconnosco.com/trabalho-detalhe2.php?id=1422, por favor!

Um dia (David Nicholls)


Sinopse
Vinte anos, duas pessoas, um dia
15 de Julho de 1988 Emma e Dexter conhecem-se na noite em que acabaram o curso. No dia seguinte, terão de seguir caminhos diferentes.
Onde estarão daí a um ano? 
E no ano depois desse? E em todos os anos que se seguirão?
Podemos viver toda uma vida sem nos apercebermos de que aquilo que procuramos está mesmo à nossa frente.

Opinião
O livro é simplesmente emocionante! É um livro com a capacidade de levar  às experienciar as mais diversas emoções! Se num capítulo é fácil chegar às gargalhadas, no próximo as lágrimas limpam o resto do sorriso de um capítulo anterior!
É um livro que fala, essencialmente, da amizade que nasce entre Dexter e a Emma e que com o passar dos anos se vai transformando em algo mais profundo, mas que ambos são incapazes de assumir!
Ao longo do livro, a vida de Dexter e Emma é nos apenas um dia em cada ano, o dia especial é que marca o inicio da história deles: 15 de Julho! Cada capítulo descreve-nos a vida pessoal e profissional de Dexter e Emma, os seus relacionamento, as suas angústias, o enorme sentimento de confiança e partilha que vai crescendo entre eles! Assisti-mos ao declínio profissional de Dexter contrariamente ao crescimento profissional de Emma! Vivência-mos as relações conturbadas de Dexter e a relação estável, mas sem brilho de Emma com o comediante Ian. Partilhamos as derrotas e festejamos as alegrias e conquistas deste apaixonante casal de amigos.
É um história que poderia acontecer a qualquer um. Transmite realismo e acima de tudo deixa uma mensagem importante: muitas vezes a pessoa que verdadeiramente amamos está ao nosso lado, mas estamos tão distraídos com aquilo que nos rodeia que simplesmente achamos que não é possível!

É uma história muito envolvente, que nos mostra que o um amor forte tem por base um amizade verdadeira, intensa, que o tempo e as adversidades são incapazes de destruir.

Pontos Positivos: Acho deverás importante a forma como o autor aborda temas sensíveis como o alcoolismo e a fama. Dexter utiliza o álcool como um aliado no combate com seus problemas profissionais e emocionais. O autor mostra, claramente, as consequências que esta substância provoca no quotidiano do ser humano através desta personagem. Mais uma vez cabe a Dexter viver a experiência amarga do outro lado da fama. Depois de um período de estrela, Dexter caí no esquecimento e conhece o lado negro do mundo televisivo. O final do livro, embora inesperado, confere um simbolismo especial à história destas duas pessoas e confere realismo à narrativa!

Ponto negativo: Considero negativo o facto de apenas nos ser narrado os acontecimentos uma vez por ano! Embora o autor faça um apanhado dos aspectos mais importantes que foram acontecendo fiquei com uma grande sensação de vazio à medida que o livro ia avançando! Queria saber mais, queria saber como é que Dexter e Emma descobriram que afinal já se amavam à tanto tempo... Queria saber qual a dedicatória que Emma deixou a Dexter no livro (Emma tornou-se escritora e Dexter pediu-lhe para ela o autografar e deixar-lhe uma dedicatória)... Gostaria de ter uma descrição detalhada do casamento de ambos... Acho que este método de escrita faz com que fique muita coisa por dizer. Fica a cargo do leitor imaginar aquilo que vai acontecendo.

Este livro deu origem a um filme. Fica aqui o trailer que foi um dos motivos que me levou a ler o livro. Pode ser que vos deixe curiosos.

sábado, 12 de novembro de 2011

Poetic Dreams

Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa, "Cancioneiro"

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Frases Marcantes

Afinal de contas, é por isso que não dizemos certas coisas àqueles que nos são próximos, não é? Porque não queremos que façam o que os bons amigos e os entes queridos devem fazer: que nos digam as verdades que não queremos ouvir, as verdades que derrubariam todos os argumentos de que nos servimos para cometer loucuras.
Um erro inocente, Dorothy Koomson


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

(Des)construir imagens


A magia da vida... Uma magia despediçada por uns, valorizada por outros!
Contudo, é a forma como decidimos viver a nossa vida que reside a verdadeira magia. Por isso, não devemos desperdiçar o nosso precioso tempo com futilidades ou coisas insignificantes para o nosso bom desenvolvimento pessoal! Devemos absorver o máximo que  consigamos, inalar todos os odores, sentir todas as emoções, chorar, limpar as lágrimas, sorrir, partilhar....
Por tudo isto devemos fazer o favor a nós próprios e sermos FELIZES!

domingo, 6 de novembro de 2011

Poetic Dreams

Cantigas de Maio -  Zeca Afonso
Eu fui ver a minha amada
Lá p'rós baixos dum jardim
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para se lembrar de mim

Eu fui ver o meu benzinho
Lá p'rós lados dum passal
Dei-lhe o meu lenço de linho
Que é do mais fino bragal

Minha mãe quando eu morrer

Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus mo deu Ai Deus mo levou

Eu fui ver uma donzela
Numa barquinha a dormir
Dei-lhe uma colcha de seda
Para nela se cobrir

Eu fui ver uma solteira
Numa salinha a fiar
Dei-lhe uma rosa vermelha

Para de mim se encantar

Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus me deu Ai Deus me levou

Eu fui ver a minha amada
Lá nos campos eu fui ver
Dei-lhe uma rosa encarnada

Para de mim se prender

Verdes prados, verdes campos
Onde está minha paixão
As andorinhas não param
Umas voltam outras não

Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus me deu Ai Deus me levou


São sublimes os poemas que acompanham as músicas de Zeca Afonso! As palavras que ele ofereceu às suas músicas reflectem o génio que era. São poemas com mensagens muito próprias e que, muitos deles, se aplicam na perfeição à realidade que vivemos na actualidade. Infelizmente, tal como tantos outros génios, cai muitas vezes no esquecimento...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Frases Marcantes

E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo poderia ser meu para sempre.
Miguel Sousa Tavares