sexta-feira, 27 de julho de 2012

Antes de te esquecer - Opinião



Autor: Melissa Hill
Ano: 2008
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 328
Classificação: 6/6

Sinopse
As recordações de Abby são o que ela tem de mais precioso. Mas se pudéssemos guardar apenas uma recordação, como seria a nossa vida?

Para Abby, as suas recordações não têm preço. Ainda que, por vezes, se revelem dolorosas, ela não consegue deixar de olhar para trás, revivendo a sua história. Mas, num segundo, a sua vida muda de uma forma completamente inesperada.
Abby sofre um traumatismo craniano na sequência de um acidente enquanto caminhava em direcção ao trabalho. Quando acorda, já no hospital, é confrontada com uma terrível notícia: as lesões que sofreu no seu cérebro podem afectar a sua memória de longo prazo, pelo que a jovem arrisca-se a perder todas as recordações e a esquecer as experiências por que passou.
Abby não consegue acreditar que isso seja verdade. Como poderia alguma vez esquecer todos os momentos que a transformaram na pessoa que hoje? Como poderia algum dia esquecer-se das pessoas que mais ama?
Determinada a lutar para manter as suas memórias intactas, Abby elabora uma lista de coisas que sempre desejou fazer e decide salvar a memória vivendo o ano mais inesquecível de sempre. Será que apaixonar-se se vai transformar na experiência mais memorável de todos?

Opinião
Este livro, num primeiro momento, conquistou pela capa, depois foi a estória.
Foi o meu primeiro contacto com Melissa Hill e confesso que foi um encontro muito bom. A narrativa desenvolve-se em torno de Abby e de um problema se saúde originado por um acidente enquanto se dirigia para trabalho. Assim, Abby vê-se abraços com o funcionamento da sua memória, num jogo contra o tempo que lhe rouba grande parte das suas recordações. Partindo desta situação somos conduzidos ao longo de diferentes acontecimentos e experiências que Abby se propõem a viver e guardar num livro de memórias para que, caso a sua memória falhe, consiga "recordar" tudo aquilo que ela conquistou ao longo desse tempo.

É muito bom ver as consequências positivas que o problema lhe trouxe. Ela voltou a viver e apreciar as coisas boas da vida... Isto não acontecia antes porque Abby estava "presa" a uma relação que não lhe permitia evoluir.

O final foi uma agradável surpresa... Fica no segredo daquelas páginas para que vocês sintam motivação para pegar no livro e desvendar esses segredos. Tem momentos muito bonitos e com belas descrições. A pior parte do livro é a inicial. A forma como está escrita e a forma como a narrativa esta construída não prende o leitor e há coisas que não fazem muito sentido (mas que no fim passam a ter uma razão lógica). Contudo, no geral, foi um livro muito bom e que me proporcionou bons momentos.

Este livro também me levou a questionar algumas coisas... Eu sempre tive uma boa memória, principalmente para situações associadas emoções positivas. E, como não gosto muito de fotografias, não tenho muitas fotografias que documentem esses momentos felizes e as pessoas com quem os partilhe. Confesso que fiquei assustada!!! E se, de um momento para outro perdesse grande parte das minhas recordações? Seria algo muito triste para mim. Concordo com a expressão "Recordar é viver", porque quando estamos tristes são as boas recordações que nos tiram do fundo do poço, nos lançam para a vida e nos fazem acreditar na vida....

E vocês? Como se sentirem se as melhores recordações fossem apagadas da vossa memória? E se apenas pudessem manter manter apenas uma. Qual seria?

Boas leituras
Silvana

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Frases Marcantes

"... as dificuldades quando enfrentadas com um sorriso são muito mais suportáveis."
Liliana Lavado, O inverno das sombras


sábado, 14 de julho de 2012

Poetic Dreams

Balada de um adeus
Não sinto vontade em perceber,
Pois, sei que o momento já passou.
Não sinto vontade em compreender,
Não vejo que tudo já mudou.

Para sempre te vou cantar,
Porque te quero para mim,
Para sempre te vou chorar,
Porque te deixo assim...!

Não deixo de pensar no que virá,
Soltar a força que não têm fim.
Não deixo de pensar como será,
Não Ter a Cidade junto a mim
.


Luís Alvelos

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Selo 5

A Margarida do blog Pedaços de amor, mais uma vez, ofereceu-me este bonito selo!! Muito obrigada Margarida! Aliás, o que seria deste blog sem os teus belos selos?


Regras:
  • Dizer um facto sobre mim;
  • Oferecer o selo a cinco pessoas;

Facto sobre mim
Domingo, 15 de Julho faz precisamente dois anos que terminei o Mestrado Integrado em Psicologia. Este foi o dia em que fiz a defesa de tese. Adorei a defesa embora andasse com um medo enorme. Como só defendi à tarde, nem sequer consegui almoçar, mas quando terminei foi uma sensação boa e estranha em simultâneo... Esta muito feliz por ter terminada um etapa importante da minha vida, mas por outro lado um sensação de vazio acompanhava-me. Esta sensação de vazio era por causa das despedidas que se avizinhavam e que foram tão difíceis...
Hoje, à distância de dois anos, sinto pena de não ter desfrutado mais daquele dia e dos momentos que antecederam a defesa.

Envio este selo para:
Neuroses da escrita
O desafio da leitura
Palavras soltas
O labirinto dos livros
Ler é viver



quarta-feira, 11 de julho de 2012

Frases Marcantes

Agrada-me a ideia de que a base da minha vida era fazer perguntas e encontrar respostas para essas perguntas. Acho que acredito que, a longo prazo, é mais importante ser instruído e informado do que ter dinheiro.
Anita Shreve, A casa na praia

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Frases Marcantes

Apesar do que possas pensar neste momento, as tuas melhores recordações ainda estão para vir...
Melissa Hill, Antes de te esquecer

domingo, 1 de julho de 2012

Filhos do Abandono - Opinião



Autor: Torey Hayden
Ano: 2008
Editora: Editorial Presença
Número de Páginas:284
Classificação: 6/6

Sinopse
Durante décadas Torey Hayden tem sido uma luz na escuridão para muitas crianças com distúrbios comportamentais graves. Além de terapeuta exímia e criativa, ela é uma mulher extraordinária pela generosidade e persistência com que se liga aos seus "casos". Especialista em "mutismo electivo", trabalha agora num hospital civil, na unidade de pedopsiquiatria. Neste livro, ela ocupa-se de Cassandra, uma menina que apenas com seis anos foi raptada pelo pai, só regressando a cada da mãe quase dois anos depois. O seu comportamento alterna entre períodos de silêncio e um comportamento errático e agressivo, levando a supor ter sido vítima de abusos graves. Drake, de quatro anos, e pelo contrário um rapazinho encantador, cativante e carismático. Parece adaptar-se bem a novos ambientes, mas incompreensivelmente não fala de todo, a não ser com a própria mãe. O seu autoritário avô, um brilhante homem de negócios, exige que Torey se ocupe dele e o "conserte" rapidamente... E, embora nunca tenha trabalhado com adultos, Torey é ainda chamada a ocupar-se de uma idosa que, após um AVC, se refugiou num mutismo depressivo. Cada história desenrola-se um pouco como um caso policial- Hayden vai descobrindo o que se esconde por detrás do mistério daqueles silêncios a partir dos mais infímos e subtis indícios.

Opinião
Os livros de Torey Hayden pertencem a um grupo de livros que não agradam a todo o público. São livros onde a autora narra aspectos da sua vida profissional. Onde nos apresenta esrórias de vida marcantes, problemas que marcam uma infância, pessoas que atravessam períodos dificies. Torey começou a sua carreira profissional como professora de turmas do ensino especial e, mais tarde, tornou-se psicóloga.

Para mim, estes livros são grandes fontes de inspiração profissional. São livros em que aprendo técnicas que me permitem melhor enquanto profissional, são livros que despertam a minha criatividade e estimulam-me no sentido de encontrar formas mais actrativas para trabalhar em determinados problemas que surgem em contexto profissional.

Neste livro em particular, Torey apresenta-nos três pacientes com problemas distintos. De todos, o caso que mais me sensibilizou foi o de Cassandra, uma menina que conheceu o lado mais negro da vida levando-a a alimentar um "lugar inquientante" no seu interio onde se encontravam todos os seus medos, vivências terriveis, tristezas... Revelou-se uma criança extremamente difícil, inscontante, desafiante, mas que com uma extrema mestria Torey conseguiu  entrar no seu "lugar inquietante" e libertá-la, em certa parte, do seu terrível passado. São feitas descrições terríveis sobre aquilo por que Cassandra teve de passar durante os dois anos em viveu longe da mãe depois de ter sido raptada pelo pai. Situações que classifico de repugnantes.

Darke e a senhora idosa partilham o silêncio. Por algum motivo, ambos não comunicam verbalmente. Hayden é persistente e vai descortinando aquilo que está por detrás destes silêncios. Darke descrito como uma criança que se assemelha a um anjo vive "preso" a uma família dominada pelo patriarca que asfixia todos os outros membros com elevadas expectativas e rígidas regras.

A senhora idosa experiência o que de pior tem a velhice: a solidão. Abandonada pelos filhos, vive sozinha e tem de lidar com a sua solidão e depois com um AVC que acarreta graves problemas para o seu funcionamento autónomo.

Torey apresenta-nos estórias reais que facilmente tocam o leitor. Do meu ponto vista, sensibilizam mais aqueles que trabalham nestas áreas e que podem confrontar-se com situações semelhantes. Já foram vários os livros que li da autora e todos eles me tocam de uma forma especial. Conheci a Torey através de um trabalho para a faculdade. Este trabalho consistia na análise do caso que ele retratava no livro "A criança que não queria falava". Por acaso, o meu trabalho foi direccionado para um dos outros temas, mas acabei por mais tarde ler o livro e aqui nasce a minha paixão pelos livros desta autora.

Boas Leituras!