quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Desafios literários

E é em 2013 que me vou aventurar pelo mundo dos desafios literários.

1. Desafio novos autores

Descobri este primeiro desafio, Desafio novos autores, através do blog da Filipa, O labirinto dos livros.

Este desafio consiste em ler autores que são novos para nós enquanto leitores... No fundo, vamos pegar num livro de um autor que nunca lemos. Das três sugestões que nos são apresentadas eu decidi ficar-me pelos 15 autores, para ver se consigo cumprir o desafio na totalidade e porque gostaria de tentar realizar outros desafios este ano.

Podem inscrever-se neste desafio aqui.

1. Jane Austen
2. Luanne Rice
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
14.
15.


(Ainda quero fazer uma pesquisa dos autores que eu gostaria de "conhecer" melhor com este desafio. Também aceito sugestões dos meus estimados seguidores. Neste sentido, vou actualizando este tópico na página dos Desafios Literários que podem encontrar no cabeçalho do blog.)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

domingo, 25 de novembro de 2012

25 de Novembro - Dia Internacional pela eliminação da violência contra as mulheres

Grande parte dos dias eram vividos com medo. A incerteza de chegar ao fim do dia a casa e não saber aquilo que me esperava. Foram vários as feridas, as dores, as marcas, as lágrimas que tentavam lavar a alma destroçada.
Não acreditava em mim, não sentia que tivesse qualquer tipo de valor... Não prestava aos olhos dele! No fim de cada estalo, no fim de cada murro, no fim de cada insulto eu pensava «ele um dia vai mudar... eu vou conseguir com que ele mude». Mas, quando seria esse dia? Até quando teria de suportar toda esta violência?
Os dias seguiam-se uns atrás dos outros, onde eu me arrastava em busca de um solução para o tentar mudar... Mas chegou o dia em que quem deu o murro na mesa fui... No final de mais uma "demonstração de amor" da parte dele, peguei no telefone liguei para Associação de apoio à vítima e disse «Por favor, venham buscar-me, acabei de ser agredida. Mas venham agora porque amanhã não sei se terei coragem para assumir aquilo que tenho vivido ao longo deste anos!». Ao fim de longos anos de sofrimento, dei o meu murro na mesa e dei a mim mesma uma oportunidade de viver!
 
Embora aquilo que acabei de escrever não seja nada verídico, acredito que é são várias as mulheres que passam por este terror. Estima-se que, apenas neste ano, 36 mulheres foram assassinadas pelos seus maridos, todas estas mulheres não tiveram coragem de dar o tal murro na mesa.
 
Sei que é difícil para as mulheres que estão a passar por esta situação libertarem-se. São mulheres psicologicamente fragilizadas que vão aguentando o sofrimento como se fosse uma missão de vida. Infelizmente, este problema alastra-se a todos os quadrantes sociais e a todas as idades. É assustador o número de raparigas que, ainda numa situação de namoro, suportam situações de violência física e psicológica.
 
É difícil colocar um travão a todas estas situações, até porque elas podem ser invisíveis ao olhar dos outros, ao olhar dos colegas de trabalho, ao olhar dos vizinhos. Um agressor pode bater ser deixar marcas visíveis, pode apenas usar a violência psicológica, pode obrigar a sua companheira a ter relações sexuais, que é violação, embora para muitas pessoas o simples facto de ser o marido ou o namorado a abusar sexualmente das suas companheiras é algo perfeitamente aceitável.
 
Todas as mulheres têm o direito a (re)inventar o seu futuro, de procurar uma nova forma de viver! Não devem encarar a violência como fazendo parte do seu destino, elas podem (re)criar um novo destino...
 
EM VOSSA DEFESA, DÊ UM MURRO NA MESA!

sábado, 24 de novembro de 2012

Poetic Dreams

Silêncio e tanta gente - Maria Guinot

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
É um grito
Que nasce em qualquer lugar


Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um altar aonde não estou


Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão


Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou é um grito
De um amor por acontecer


Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou


Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão


Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Um dia naquele inverno - Opinião

Um Dia Naquele InvernoAutor: Sveva Casati Modignani
Ano: 2012
Editora: Porto Editora
Número de Páginas: 283
Classificação: 5/6
 
Sinopse
Numa grande mansão, às portas de Milão, vivem os Cantoni, proprietários há três gerações da homónima e prestigiada fábrica de torneiras.
Aparentemente, todos os membros da família levam uma vida transparente, mas, na realidade, todos eles escondem segredos que os marcam; existem situações que, ainda que conhecidas por todas, permanecem um tema tabu. Omite-se até a loucura de que sofre Bianca, a matriarca desta dinastia.
Um dia, entra em cena Léonie Tardivaux, uma jovem francesa sem dinheiro e sem parentes, que casa com Guido Cantoni, o único neto de Bianca. Léoni adapta-se bastante bem à rotina familiar, compreendendo a regra de silêncio dos Cantoni. Isso não a impede de ser uma esposa exemplar, uma mãe atenta e uma gerente talentosa, que com bastante êxito, conduz a firma pelo mar hostil da recessão económica. No entanto, também ela cultiva o seu segredo, aquele que todos os anos, durante apenas um dia, a leva a largar tudo e a refugiar-se no Lago de Como.
 
Opinião
Já à algum tempo que não lia nada da autora Sveva. Desde o primeiro livro que fiquei "agarrada" às personagens, aos enredos e à forma sublime da Sveva (des)contruir laços relacionais envolvendo casais, famílias, amigos... Este livro não me desiludiu, indo de encontro às minhas expectativas. Só não lhe atribui a pontuação máxima, porque comparando com outros livros da autora e a forma como os desenvolveu, este evolui de forma muito morna, ou seja, faltou intensidade em algumas descrições, faltou garra a algumas personagens, faltou algo que tornasse a história inesquecível (como por exemplo aconteceu com os livros Lição de Tango e A cor da paixão).

O livro dá-nos a conhecer as diferentes gerações da família Cantoni, a origem desta família, o percurso incerto e tortoroso de alguns dos elementos que foram compondo um núcleo famíliar cheio de segredos. Cada um dos elementos centrais das várias gerações famíliares guardava segredos. Estes segredos nem sempre pertenciam apenas aos seus portadores, outros elementos da família também sabiam da sua existência, mas o carácter e discrição que estava sempre presente levava cada um a remeter-se ao silêncio, a guardar para si as angústias, as dores, as tristezas que cada segredo escondia.

Bianca foi a personagem feminina que mais gostei. Misteriosa, irreverente, louca, insatisfeita... Um espírito livre e controverso que casa com um dos operários da fábrica do pai. Ela e Amilcar vivem um amor jovem que vai crescendo com o avançar da idade. Só Amilcar parecia conhecer as angústias e a verdadeira essência de Bianca. Tive muita pena desta relação não ser mais explorada pela autora. De não aprofundar os sentimentos que esta relação implicou, os tramentos de Bianca em clínicas psiquiátricas e a forma estóica como Amilcar geriu a vida profissional e a vida pessoal sem deixar nada para trás.

Guido foi a persnogem que menos gostei. Demasiado morno e pouco assertivo. Faltou-lhe garra desde o ínício da sua vida. O único momento de afirmação foi quando decidiu levar o seu romance com Amaranta até ao máximo. Mesmo assim acho que se entregou à derrota muito facilmente. Só mais tarde na sua vida foi capaz de assumir perante a família a sua grande paixão profissional, paixão esta que não passava pela fábrica de torneiras da família. No casamento, esta mesma inércia mantinha-se. Foi incapaz de confrontar a mulher mais cedo, foi incapaz ao longo de vários anos de casamento de verbalizar que a amava. Não foi capaz de dar solidez ao seu casamento, embora a culpa não tenha sido inteiramente dele.

É um bom livro, oferece uma excelente companhia e quando se começa há dificuldade em largar. A narrativa apaixona o leitor e fá-lo sentir envolvido nos mais diversos acontecimentos. No início parece confuso pois somos "bombardeados" com muitos nomes e gerações familiares que sentimos dificuldade em aceder mentalmente à estrutura familiar. Contudo, considero este aspecto aliciante pois obriga-nos a não nos entregarmos a uma leitura passiva, obrigando-nos a pensar e a estrutrar toda a história.

Boas leituras :)
Silvana
 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Frases Marcantes

No céu há amores já escritos que só estão à espera de serem vividos.
Sveva Modignani, Um dia naquele inverno

domingo, 18 de novembro de 2012

E se fosse verdade...- Opinião


Autor: Marc Levy
Ano: 2010
Editora: Contraponto
Número de Páginas: 224
Classificação: 4 Estrelas

Sinopse
O que é que faria se encontrasse uma desconhecida... no armário da sua casa de banho? E se ela - por sinal, uma mulher bastante atraente - aparecesse e desaparecesse como um fantasma? E se ela lhe dissesse que teve um acidente de carro e que o seu corpo está, há meses, em coma, num hospital do outro lado da cidade?Certamente que o seu primeiro impulso seria pensar que está a enlouquecer (ou a lidar com uma louca). Mas... e se fosse verdade?E se esta fosse a grande oportunidade de encontrar o amor da sua vida?Uma inesquecível história de amor, uma aventura tão emocionante quanto divertida, uma narrativa cativante que invoca a nossa capacidade ilimitada de seguir o que nos dita o coração.
Opinião
Mais uma vez, Marc Levy ofereceu-me bons momentos de leitura. Houve acção, romantismo e comédia, aspectos que tornaram o livro muito dinâmico e cativante.
Lauren, uma jovem média, sofre um acidente e fica "presa" num coma profundo. Mas o seu espírito consegue uma liberdade e sai para o mundo. Acaba por regressar ao seu antigo apartamento que já está ocupado por Arthur. Este torna-se a única pessoa que a consegue ver e com quem ela consegue comunicar... Durante o período em que Arthur tenta convencer-se a si próprio que não está louco e que não está a sonhar com nada o leitor é brindado com momentos que nos fazem sorrir.
É fácil entrar na narrativa e manter-mo-nos presos às personagens. Ao longo da leitura, apenas senti que a história de vida de Lauren e de Arthur poderia ser mais aprofundada. Quando o autor nos conta como foi a vida de Arthur até ao momento actual, senti que faltou qualquer coisa... 
É muito comovedor todas as coisas que Arthur fez por Lauren e forma como eles se vão apaixonando ao longo do tempo.
Em comparação com os outros dois livros que li do autor, este não consegue alcançar a intensidade narrativa que os outros apresentam. Os primeiros livros têm uma base narrativa mais sólida, com possibilidade de maiores desenvolvimentos, oferece-nos mais acção e mais dinâmica. Por outro lado, o livro E se fosse verdade não  possui uma componente narrativa que originasse maiores desenvolvimentos (tendo em consideração a linha de pensamento que o autor decidiu seguir). Eu teria dado outros contornos a história, nomeadamente: teria aprofundado as histórias de vida de Lauren e Arthur (com o objectivo de dar a entender ao leitor que eles são almas gémeas) e teria desenvolvido mais a narrativa no momento em que Arthur e Lauren enquanto espírito se iam conhecendo.
Um aspecto que destaco é uma das mensagens que está presente no livro e que no fundo condiciona os acontecimentos e movimentações das personagens. Será que devemos permitir que desliguem as máquinas a alguém que está em coma? Será que essa pessoa nunca voltará a acordar? Será que as coisas são sempre irreversíveis? No que diz respeito ao funcionamento cerebral do ser humano ainda muitas coisas estão por descobrir, por isso faz com que seja normal as pessoas questionarem-se acerca desta decisão (que deve ser horrível de tomar para a família do paciente).
Por fim, resta dizer-me que o final deixou-me curiosa para a continuação da história de Lauren e Arthur.
Para quem estiver interessado, este livro deu origem a um filme, também ele muito engraçado, mas que apresenta algumas diferenças em relação ao livro. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Frases Marcantes

Os fracos felicitam geralmente os outros pela força que têm, para eles não precisarem de ser fortes, ou servem-se disso como uma desculpa para nos magoar... É um modo de dizer: "Tu aguentas... tu és forte". Muito se espera dos fortes deste mundo, Gabbie. É um fardo muito pesado. Mas um dia há-de encontrar alguém tão forte como você. Merece isso.
Danielle Steel, Um longo caminho para casa

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Um longo caminho para casa - Opinião


 

Autor: Danielle Steel
Ano: 2007
Editora: Bertrand Editora
Número de páginas: 288
Classificação:6/6

Sinopse
Aos sete anos de idade, Gabriella Harrison se sente um estorvo na vida dos pais. Ela acredita, segundo lhe dizem, que é a culpada pelo rancor da mãe e pelo fracasso de seu pai ao tentar protegê-la. Seu mundo é uma mistura confusa de terror, traição e dor. Quando resolve se tornar freira, uma grande reviravolta está prestes a acontecer. Gabriella se envolve com um padre e se vê novamente numa situação de conflito e sofrimento. Após uma terrível tragédia que os envolve, a jovem vai para Nova York e, como única forma de se recuperar e se sentir definitivamente liberta dos traumas e problemas que a assombram, decide encarar o passado de frente.
Opinião
Este é mais um daqueles livros que tem o dom de tocar o coração do leitor! Mais uma vez, Danielle Steel soube escolher as palavras certas para contar uma história que é capaz de nos deixar sem palavras. São vários os sentimentos que emergem ao longo da leitura, facilmente nos envolvemos nas situações narradas ao ponto de nos sentirmos "dentro" do livro. Por diversas vezes senti vontade de abraçar Gabriella, de a proteger... Todos os momentos do livro que narram a infância de Gabriella são muito fortes, tocantes, e nos parecem demasiado reais.
 
Gabriella é daquelas personagens que ficam gravadas durante muito tempo na mente dos leitores. É uma personagem forte, que desde o início do livro é colocada à prova. Não conhece uma infância feliz ao lado dos pais. A felicidade só a conhece quando é deixada pela mãe no convento. Mas este lugar seguro traz-lhe também sabores e dissabores que atiram para o mundo real. Um mundo totalmente desconhecido para ela e que lhe vem ensinar, mais um vez, as coisas boas e más da vida.
 
É um livro extremamente tocante (sei que já me vou tornando suspeita para falar de Danielle Steel, porque, até agora, não houve um livro que me desiludisse), com uma narrativa muito bem construída e que agarra o leitor desde a primeira página.
 
É importante alertar que a parte inicial do livro é marcada por episódios onde são descritos momentos de violência extrema. No que me diz respeito, posso afirmar que abalaram a minha sensibilidade (mais uma vez aqui se pode ver a fantástica capacidade da autora em descrever pormenorizadamente as situações de forma a torná-las demasiado reais), causaram-me náuseas só de pensar que infelizmente aquilo que ali foi descrito acontece no mundo real, bem à frente dos nossos olhos, mas que passa despercebido à maioria das pessoas. Mais à frente no livro surge uma outra situação violenta, também ela demasiado real que nos deixa sem fôlego e à beira das lágrimas.
 
Um longo caminho para casa faz-nos chorar, sorrir, leva-nos aos mais altos pontos de raiva e ódio. Toca-nos bem fundo do coração deixando-nos uma enorme sensação de incapacidade quando é necessário responder às injustiças. É uma leitura excelente!!!
 
Boas leituras :)
Silvana

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Breathe Me

É daquelas conjugações música e imagem que nos deixam arrepiados...
Sintam esse arrepio :)

Um Villa em Itália

Autor: Elizabeth Edmondson
Editora: ASA
Número de Páginas: 400
Classificação: 2/6

Sinopse
Quatro pessoas aparentemente sem nada em comum vêem o seu nome mencionado no testamento de uma mulher que não conhecem. Quem foi Beatrice Malaspina e porque exige que compareçam na sua villa em Itália? Enquanto esperam pelas respostas, a magia do lugar começa a exercer os seus efeitos sobre eles: os frescos desbotados, os jardins exuberantes e a magnífica torre medieval não se assemelham a nada que já tenham visto. Aos poucos, quatro pessoas que sempre fizeram os possíveis por esconder os seus problemas descobrem que a mudança - e até mesmo a esperança - é possível. Mas a misteriosa Beatrice tem um segredo que os afectará a todos…
 
Opinião
Não tenho muito a dizer sobre o livro. Apesar de me ter esforçado não consegui terminar o livro. E só eu sei o quanto me custa admitir que não o consegui ler até ao fim (detesto deixar livros a meio).
Analisando friamente a minha relação com este livro, cheguei a algumas conclusões:
  1. Talvez não o tenha lido numa altura muito indicada. Tenho andado um pouco em baixo, desmotivada, sem ânimo para as coisas. Este facto poderá ter contribuíndo para a criação de barreiras na tentativa de me envolver na história, de me prender às personagens, de levar o livro até ao fim.
  2. Desde o início que não me senti ligada quer à história, quer as personagens. Esta falta de ligação tornou a leitura penosa e sem o mínimo interesse.
  3. A narrativa é demasiado lenta. Parece que não há acção e que lemos páginas e páginas e nada acontece. Assim, a leitura acaba por se tornar aborrecida.
Tenho imensa pena de ser esta a minha opinião uma vez que é o meu primeiro contacto com a escritora. Eu bem tentei... Fui lendo outros livros para ver se conseguia arranjar motivação para me lançar de novo a este livro, mas no momento em que me lancei não havia ligação... Foi um livro que, das cerca de 200 páginas que li, não me provocou nenhum tipo de emoção ou sentimento.
 
Espero que desse lado hajam opiniões divergentes que me consigam motivar o suficiente para pegar num outro livro desta escritora.
     
     

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Tudo sobre ti - Opinião


Autor: Melissa Hill
Ano:2011
Editora: Quinta Essência
Número de páginas:412
Classificação: 6/6

Sinopse
Jess, que tem um casamento feliz, sente-se cada vez mais posta de parte por ser a única que não tem filhos no seu grupo de amigas. Com medo de as perder, pergunta-se se estará na altura de ser igualmente mãe.
Entretanto, a actriz de Hollywood Ruth Seymour está prestes a regressar a casa. Mas um romance inoportuno com um colega de profissão teve consequências graves e imprevistas.
E Nina, há pouco abandonada pelo namorado, volta para a pequena aldeia irlandesa de Lakeview para viver com o seu distante pai, Patrick. Embora vá ter de o fazer, ainda não se atreve a contar-lhe o segredo que esconde.
Uma coisa é certa: alguém sabe mais do que está a dizer. E a verdade não ficará escondida para sempre….


Opinião
Tudo sobre ti é um livro feminino que nos conta as peripécias da vida de três mulheres. Cada capítulo vai sendo dedicado a cada uma delas o que desperta em nós sentimentos contraditórios, isto porquê! Quando chegamos ao fim do capítulo queremos sempre saber o que vai acontecer a essa personagem, mas logo esquecemos e envolvemo-nos na vida da personagem do novo capítulo. Este aspecto oferece ao livro uma dinâmica que prende o leitor a cada página por onde vai passando.

Das três mulheres, aquele que mais gostei foi de Nina. É uma rapariga ponderada, que esconde o seu segredo e todas as dúvidas que ele acarreta... Este segredo leva-a de volta a fantasmas do passado (que por acaso fantasiei algo mais intenso do que aquilo que aconteceu na realidade) e a descoberta da sua própria história de vida.

Ruth regressa à sua pequena aldeia para descobrir aquilo que é mais importante na vida. Ali, Ruth pondera cada uma das suas escolhas, analisa os caminhos pelos quais seguiu e vê-se obrigada a fazer novas escolhas e definir um novo caminho para a sua vida.

Jess, uma mulher independente (mas ao mesmo tempo muito dependente - algo que irão descobrir assim que lerem o livro e começarem esmiuçar os comportamentos que Jess vai tendo), citadina, moderna vive numa pressão constante por não ter filhos. Este pequeno pormenor da sua vida faz com que o seu casamento sofra alguns contratempos (confesso que cheguei a temer pior desfecho, mas sendo um livro romântico, tudo está bem quando acaba bem). É com esta personagem que Melissa Hill demonstra o seu brilhante poder de escrita. Foi capaz de induzir no leitor um ideia acerta de uma atitude desta personagem. Eu fiquei sempre a pensar que Jess mentiu numa determinada parte do livro. Fiquei de boca aberta quando nas páginas finais descubro que afinal eu estava a pensar tudo errado!

Este é o segundo livro que leio de Melissa Hill e o balanço é bastante positivo. Gostei do primeiro livro, mas este conseguiu superar-lo. É um livro mais cativante, que prende o leitor logo desde as primeiras palavras. Tem personagens equilibradas e realistas. A narrativa desenrola-se de forma dinâmica e cativante. Acho que são boas razões para que, se ainda não leram, agarrarem no livro e lerem!

Boas leituras :)