segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Que em 2013 tenhamos em nós todos os sonhos do mundo

2013 está mesmo aí a bater-nos à porta... Acredito que por todas as cabecinhas deste mundo passe tudo aquilo que gostariam de ver concretizado em 2013.
A aproximação do novo ano conduz a reflexões, desejos, sonhos, metas a atingir... Um sem número de coisas que nos ajudam a ter esperança nos 365 dias que aí se aproximam.
 
Pessoalmente, 2012 teve os seus momentos bons e os seus momentos menos bons. Passei por períodos complicados, principalmente neste último trimestre de 2012. O lado profissional foi-se deteriorando ao longo de todo ano culminando numa situação insustentável levando-me ao desemprego.
 
Em 2013 quero encontrar um trabalho (onde não se aproveitem da minha boa vontade), passar bons momentos com aqueles que mais gosto, continuar a ler, continuar a publicar as minhas opiniões e ver crescer este espaço que me tem ajudado a suportar parte do tempo disponível que todos os dias me desorganiza o espírito. No fundo, ajuda-me a sentir útil.
 
Para vocês, que muito atenciosamente se vão entretendo com as minhas palavras ,desejo que 2013 sejam 365 dias de boas oportunidades, com muitos sonhos realizados, com muito tempo partilhado com aqueles que mais gostam, tempo esse traduzido em bons momentos que oferecem a 2013 um carácter único e especial.
 
Um feliz 2013 para todos! 

4º Desafio 2013 - De A a Z


Este será o último desafio a que me proponho para o próximo ano. Já vi este desafio em muitos dos blogs que sigo e como posso aproveitar outros livros que vou ler para outros desafios posso sempre tentar completar este.
No fundo, este desafio consiste em ler livros cujo nome do autor comece por uma determinada letra do abecedário. Para tornar o desafio mais aliciante, será apenas o apelido do autor que deverá começar por cada uma das 26 letras do abecedário. Por exemplo: Lesley Pearse apenas se encaixará na letra P.
Qualquer um de vocês pode aderir a este desafio e levar a imagem que eu criei. (a imagem original foi retirada do google, apenas fiz algumas alterações)
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N
O
P
Q
R
S
T
U
V
W
X
Y
Z

3º Desafio 2013 - Reading Romances

romance reading challenge 2013
Descobri este desafio no blog da Mónica, A Thousand lives e achei um desafio muito interessante! Apenas gostaria de mencionar que este desafio é originalmente proposto pelo blog Reading Romances e consiste, como o nome indica, em ler romances. Mas, o objectivo do desafio não é ler a maior quantidade, mas sim a maior variedade! Pretende-se, pois, que os participantes leiam diferentes subgéneros e livros que normalmente não leriam.
Podemo-nos propor a ler por quantidade total de livros (eu vou ficar pelo nível 4 [12 livros]) ou por livros a ler por mês (eu vou ler 1 por mês [nível Romance Reader]).
Mas existem categorias temáticas que devem ser cumpridas:
Janeiro: Marry me? – Livros com um casamento por conveniência, forçado ou arranjado, que acaba em amor.
Fevereiro: Foreigners do it better! – Livros de autores “estrangeiros”. Neste caso estão proibidos os autores ingleses ou norte-americanos.


Março: The Avengers! – O protagonista masculino utiliza a protagonista feminina para extorsão, vingança, rapta-a, seduz, etc… OU May the Games Begin! – duas pessoas a lutar pelo mesmo prémio/objetivo e apenas um pode vencer.
Abril: Beauty and the Beast – um dos protagonistas tem uma limitação física ou é emocionalmente torturado.
Maio: Summer Lovin’ – o casal está isolado do resto do mundo de alguma forma e esta intimidade forçada leva a algo mais. OU Nursing Back to Health – o herói/heroína está ferido ou quase a morrer e o outro salva a sua vida.
Junho: Who do you think you are? – Um dos protagonistas não é aquilo que aparenta ser ou está a fingir ser outra pessoa.
Julho: I’m BACK for good! – Amantes reencontrados. Uma estória de uma segunda oportunidade para o amor.
Agosto: Traditional or not! – Uma estória com viagens no tempo ou um livro com um triângulo amoroso.
Setembro: Bad Boys, whatcha gonna do? – Os opostos atraem-se. Também pode ser uma estória com uma bad girl/good boy.
Outubro: In Love with my Best Friend – Uma amizade leva a algo mais. OU Beta Male Fest! – um romance com um beta ou gama male.
Novembro: Romeo and Juliet – Uma diferença de classes separa um casal.
Dezembro: Cinderella – De pobre para rico ou de rico para pobre.
Em relação à minha lista, como estou um pouco condicionada pois a grande parte dos livros que leio são da bilioteca, esta vai sendo actualizada à medida que vou descobrindo os livros. Os meus leitores podem acompanhar este desafio através da página Desafios 2012 que encontram no cabeçalho do blog.

Aceito sugestões! Se conhecerem algum livro que se enquadre em alguma destas categorias e que gostassem de ver aqui a minha opinião podem deixar a sugestão!

domingo, 30 de dezembro de 2012

As 5 melhores personagens Femininas

Keira
Keira marcou pela sua determinação: descobrir o esqueleto do mais velho ser humano que habitou a terra. Este seu objectivo fez com que ela corresse perigos, visitasse locais nunca antes vistos e reencontrar o seu grande amor. É admirável a sua força e a sua personalidade bem vincada e obstinada.
 
Liesel
Esta criança, com uma visão própria do mundo que a rodeia, marca qualquer leitor que seja sensível. A sua paixão pela leitura leva-a a roubar livros, numa busca incessante pelas palavras e por aquilo que elas possam transmitir. É uma crianças como uma enorme criatividade (vejamos os presentes originais que ela ofereceu ao seu Max). Liesel protagonizou acontecimentos terríveis, emocionalmente dolorosos e sobreviveu à guerra. Apenas tive pena que Morta, a nossa simpática narradora, não nos tenha brindado com os acontecimentos relativos à vida adulta de Liesel.
 
Paxton
A Paxton conseguiu emocionar-me com a sua coragem. A dor provocada por uma perda muito importante para ela, leva-a até ao cenário da guerra do Vietname. Uma jovem corajosa que vive amores que nem sempre terminaram em finais felizes. A sua cena final é muito bonita e transmite a mensagem que nunca devemos deixar de acreditar que as coisas mais impossíveis podem acontecer!
 
Josie
Josie é a personagem com características psicológicas mais bem delineadas pela escritora. A forma como ela decidiu levar a sua vida condicionou o seu carácter. Sofreu e tornou-se rancorosa. A sede de vingança alimentou grande parte dos seus comportamentos Foi uma personagem muito bem conseguida por parte de Lesley Pearse e que é capaz de nos emocionar quer pela positiva quer pela negativa. Em certos momentos, Josie provoca no leitor sentimentos de compaixão, mas noutros deixava o leitor com raiva e nojo dela. É uma personagem complexa e que nos faz pensar nas nossas próprias escolhas. Será que não devemos fazer tudo, sem olhar a meios, para realizar os nossos sonhos?
 
Lia
Adorei esta Lia!!! Ri-me com ela, identifiquei-me com ela... A Lia marcou-me porque algumas das características psicológicas da Lia são as minhas, nomeadamente: a objectividade com que olha para as coisas que lhe acontecem, a simplicidade na forma de viver e a sua visão sobre o amor.
 
E desse lado, quais as personagens femininas que deixaram uma marca no vosso consciente?

As cinco melhores personagens masculinas

Roarke
Este é, na minha perspectiva, daquelas personagens masculinas que nos fazem suspirar. Aquilo que mais admiro nele é a sua forte sensibilidade para com Eve. Trata-a de uma forma incrível... É romântico, cuidadoso, carinhoso. É fantástico!


Dean
Em Dean admiro o seu lado profissional (não fosse ele colega de profissão). Acho que é um bom psicólogo, gostei do desempenho dele no desenrolar do caso. Outro aspecto positivo de Dean é a forma como ele consegue lidar e resolver as suas crises familiares.
 
Max Vandenburg
Max, o pugilista judeu, foi capaz de me levar às lágrimas. Teve a infelicidade de viver numa época em que judeus não eram aceites. Protagoniza, na minha opinião, um dos grandes momentos do livro. É daqueles passagens que ficamos em suspenso na cena e com a visão toldada pelas lágrimas. 
 
Adrian
Adrian um cientista apaixonante. Justamente com Keira embarca numa aventura fantástica. Adorei o desempenho dele e foi capaz de me proporcionar bons momentos misturados com diferentes emoções. O seu lado idealista e sonhador apaixona qualquer um, assim como o seu amor pela Keira.

 
David
Do David, ficou-me na memória a sua obstinação pelas coisas e o amor que tinha por Lady Christiana Fitzwaryn. Admirei muitas das suas atitudes e gostei particularmente da sua forte personalidade.
 
E desse lado, digam-me que personagens masculinas ficaram na vossa memória!

Os cinco melhores livros de 2012

O primeiro dia e A primeira noite (Marc Levy)
 

Para mim é impossível olhar para estes dois livros separadamente. Dependem um do outro e foram, sem grandes dúvidas uma das melhores surpresas de 2012. Marc Levy parte de temas interessantes, prendendo o leitor a momentos de acção, romance, descoberta... São dois livros que recomendo. 
 
Mensagem do Vietname (Danielle Steel)
 
Danielle Steel entrou no meu mundo literário como todos os outros livros, por caso. Antes da criação do blog desconhecia o mundo literário que por aqui existia, por isso ia à biblioteca e trazia os livros que me saltavam à vista. Este livro foi sugestão do bibliotecário (por acaso os primeiros que aqui aparecem na lista foi também por recomendação deste simpático senhor) que me disse que, para ele, tinha sido o melhor livro de Danielle Steel. De facto não me desiludiu e foi o meu preferido até ler o Um longo caminho para casa. A história é muito comovente, os cenários de guerra muito bem descritos. É uma montanha russa de emoções.
 


A Rapariga que roubava livros (Markus Zusac)
A rapariga que roubava livros é um livro denso, com uma mensagem muito forte. Desde já, o cenário (2ª Guerra Mundial) que serve de palco a toda a narrativa é capaz de prender qualquer leitor. Depois, qualquer ser humano é incapaz de ficar indiferente a vida de uma criança que se vai cruzando com as injustiças e maldades provocadas por outros seres humanos. Considero este um bom livro para reflexão.
 
Um longo caminho para casa (Danielle Steel)
Um longo caminho para casa brinda o leitor com uma enorme carga emocional logo desde as primeiras páginas. Uma criança, vítima de maus tratos traça um caminho vitorioso. As cenas de violência são muito bem escritas e são capazes de provocar as mais diversas emoções. Adorei este livro e, para mim, até ao momento é o melhor livro de Danielle Steel.
 
 
Procuro-te (Lesley Pearse)
Lesley Pearse é outras das minhas autoras com um lugar especial nas minhas preferência. Neste livro ela brinda-nos com descrições fantásticas e uma narrativa muito cativante. Não é a história principal (a procura da mãe biológica por parte de Daisy) que torna este livro um dos meus preferidos, mas sim tudo aquilo que nos é apresentado da família biológica de Daisy e da relação controversa entre duas irmãs (mãe e tia de Daisy). Não é o meu livro preferido da autora, contudo foi uma das minhas melhores leituras de 2012.
 
 
Esta é apenas a minha visão... Aliás todas as minhas opiniões são baseadas na minha visão sobre aquilo que vou lendo. Não é, de todo, a mais correcta. Apenas quero que as pessoas que aqui vêm encontrem uma visão do livro e da narrativa do que um simples resumo da história.
 
 
Boas leituras! :)


sábado, 29 de dezembro de 2012

Chegou a hora do balanço...

Começo por assumir o fracasso relativamente ao número de livros lidos em 2012. Tinha estabelecido como meta ler 45 livros, infelizmente fiquei pelos 36 livros. Confesso que a nível pessoal e profissional foi um ano extremamente complicado e que condicionou o meu ritmo de leitura e a minha disponibilidade mental para ler.
 
Em 2013 quero que este número seja ultrapassado.
 
Assim, traduzindo os livros de 2012 em números temos:
  • 36 livros lidos;
  • 11804 páginas desfolhadas;
  • Inverno das Sombras foi o livro mais longo que li (600 páginas)
  • As autoras mais lidas em 2012 foram Liliana Lavado e Danielle Steel ambas com 3 livros lidos.
  • De todos os livros, apenas 4 foram de autores portugueses (algo terá de mudar em 2013)
Nestes últimos dias que antecedem a viragem do ano ainda quero apresentar:
  1. Os 5 melhores livros
  2. As cinco melhores personagens femininas
  3. As cinco melhores personagens masculinas

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Se me pudesses ver agora - Opinião


Autor: Cecelia Ahern
Ano: 2007
Editora: Editorial Presença
Número de páginas: 292
Classificação: 3/6

Sinopse
Elizabeth tem trinta e quatro anos e vive numa casa que ela adora e paga com o dinheiro que ganha no seu bem-sucedido negócio de designer de interiores. É o seu pequeno refúgio, onde pode isolar-se e sentir-se segura. A vida não lhe foi fácil. Desde que a mãe se fartara precocemente do sossego idílico da adorável vila, cujo nome irlandês significa Vila dos Corações, e partira, deixando Elizabeth com o encargo de acabar de se criar a si própria, enquanto criava também a irmã, Saoirse, e cuidava do pai. Aos dezasseis anos Saoirse, um verdadeiro tornado ruivo, engravidara por pura distracção. E agora Elizabeth tem o pequeno Luke para criar, uma criança que Elizabeth teme que também venha a ser problemática, uma vez que tem um amigo imaginário. Mesmo assim Elizabeth controla tudo na perfeição. Mas agora que Ivan apareceu na sua vida, vai mudá-la de forma que ela nunca podia ter imaginado... Uma história romântica, comovente e luminosa, com um toque subtilmente mágico como um conto de fadas moderno, da autora de P.S .- Eu amo-te, um dos mais notáveis bestsellers do ano de 2004, que inaugurou esta colecção.
 
Opinião
Tenho uma certa dificuldade em descrever como é a minha relação com os livros da Cecelia Ahern. Neste livro em particular houve certas passagens que me entusiasmavam para a leitura enquanto outras levavam-me a arrastar-me pelas páginas com pouca motivação para continuar. Apesar de achar a ideia de partida para a construção da narrativa muito original e engraçada, acho que a autora se perdeu nos meandros da história deixando muitas pontas soltas. Considero que ela pegou nos temas e não os conclui... Por vezes, parece que caem de pára-quedas no meio da narrativa e ali ficam sem uma estruturação clara e coerente. Por exemplo, acho que a explicação da "empresa" dos amigos imaginários deveria ser mais explorada (se era um mundo de fantasia e sonho que a autora queria passar deveria tê-lo criado e estruturado de modo a não parecer tão abstracto o reduzido para o leitor).
 
O livro apresenta algumas partes um pouco confusas e com uma escrita pouco estrutura. Isto fez com que uma página, por vezes, tivesse de ser lida mais do que uma vez. Infelizmente, este pouco cuidado na forma como o livro é escrito torna-o aborrecido e pouco cativante, o que é injusto perante a ideia que está na base da narrativa.
 
Em relação às personagens, considero que todas elas carecem de uma melhor apresentação. Elas chegam ao leitor apresentadas de forma superficial dificultando a criação de uma ligação entre o leitor e as personagens.
Precisávamos de saber mais sobre Elizabeth e sobre a sua infância. Gostava de ter lido mais sobre a relação dela com Mark e todos os elementos precipitantes que conduziram ao fim da relação.
 
Queria mais sobre Saoirse... Como é que ela cresceu, como é que ela engravidou, como e para onde é que ela desapareceu... Pois é que no fim do livro fiquei sem perceber o que lhe aconteceu.
 
Ficou um vazio muito grande em relação ao relacionamento de Opal (uma amiga imaginária) e um ser humano. Achei muito alguns dos poucos pormenores que nos foram oferecidos.
 
Agora o que gostei no livro. Os momentos de libertação de Elizabeth, principalmente o episódio do Jinny Joes. Achei positiva a evolução dela ao longo da história (apesar de continuar com a sensação de que faltava ali mais qualquer coisa). 
 
Gostei muito do Ivan... Mas queria mais. É uma boa personagem, algo complexa mas que merecia mais páginas do livro. Achei muita piada ao falar ao contrário dele. Fiquei surpresa quando percebi a essência do nome do local onde ele vivia: Rezaf Ratiderca.
 
Em suma, é um livro morno com um ideia que tinha tudo para o tornar quente e arrebatador. Dá a sensação que a autora deixou-se levar pela superficialidade das coisas não esmiuçando a mensagem que está por detrás de todas estas páginas. Isto deixa-me insatisfeita e triste porque queria mais.
 
E desse lado, já lerem este livro? Partilhem a vossa opinião e deixem-se invadir pelas palavras.
 
Boas leituras :) 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Palavras Memoráveis

     - Não faças isso, Paris.
     - O quê? Recuperar o juízo?
     - Não te afastes. Não te feches em ti própria. Não me escorraces. Não me castigues. Não te castigues.
     - Tens de ir embora. Estão à espera que saias.
     - Não interessa. Esperei durante sete anos.
     - Pelo quê? - perguntou ela irritada.- O que esperaste, Dean? Que o Jack morresse?
     As palavras magoavam, como ela saberia que aconteceria. Dissera-as deliberadamente para o magoar e para o provocar, mas ele morreria antes que se permitisse qualquer das reacções. Contendo a cólera que sentia, e mantendo a voz calma, disse:
     - Esperei poder estar assim tão perto de ti.
     - E depois, o que esperavas que acontecesse? Que eu caísse nos teus braços? Que me esquecesse de tudo o que sucedeu e...
     Quando ela se interrompeu, ele arqueou uma sobrancelha numa expressão interrogadora.
     - E o quê, Paris? E amar-me? Era isso que ias dizer? É isso que tens tanto medo? De que talvez nos tivéssemos amado então e que continuemos a amar-nos?
     Ela recusou-se a responder. Dirigi-se num passo determinado para a porta da frente, abrindo-a.
     Com os agentes da polícia de vigia, ele não tinha alternativa que não fosse partir.
    Naquela altura, a água que saía do chuveiro já estava fria, mas continuava a sentir o corpo febril com um desejo ardente de saber - caso tivesse conseguido arrancá-la dela - qual teria sido a resposta à sua pergunta.
Sandra Brown, Uma voz na noite

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Poetic Dreams

Poema de Natal
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.


                          Vinicius de Moraes

UM FELIZ NATAL A TODOS AQUELES QUE POR AQUI PASSAM DEIXANDO UM BOCADINHO DE SI PRÓPRIOS!


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Por detrás da tela | Amanhecer (parte 2)

Diretor: Bill Condon
Actores: Kristen Stewart, Dakota Fanning, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Anna Kendrick, Michael Sheen, Ashley Greene, Maggie Grace, Nikki Reed, Kellan Lutz, Jackson Rathbone, Cameron Bright
Produção: Wyck Godfrey, Stephenie Meyer, Karen Rosenfelt
Roteiro: Melissa Rosenberg
Fotografia: Guillermo Navarro
Trilha Sonora: Carter Burwell
Duração: 117 min.
Ano: 2012
País: EUA
Género: Drama
Classificação: 3/5 Estrelas
Há uns dias atrás lá fui eu ao cinema ver o último filme da saga Twilight. Não levava grandes expectativas, e ainda bem!! O início do filme é muito fraquinho quando comparamos com o livro. A ausência dos pequenos pormenores aquando da transformação de Bella faz com que a primeira parte seja um pouco vazia.
Mais uma vez Kristen Stewart não esteve no seu melhor (assumo que não gosto desta actriz, acho-a muito vazia em termos de expressão facial e corporal, nos momentos que exigiam uma maior intensidade na sua expressão facial ela mantinha uma expressão como se estivesse num local muito calmo a apreciar uma serena paisagem), mas não arruinou o filme.
A parte final é bastante boa (não me lembro se coincide com o livro), com muita acção e algum suspense.
Apesar de tudo, acho que foi uma boa forma de terminar esta saga!
E desse lado, o que têm a dizer?
Deixem-se invadir pelas imagens!


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Palavras Memoráveis

- Estou a pensar que é um sonho e que não tardarei a despertar.
-Se isso acontecer, por favor, deixa-me no sonho.
Sandra Brown, Uma voz na noite

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal

A todos aqueles que vêm aqui à procura das minhas palavras,
A todos os meus seguidores,
A toda a blogosfera,
 
Desejo um Natal muito doce, cheio de felicidade e ao lado daqueles que vos são mais significativos.
 
 

Uma voz na noite - Opinião


Autor: Sandra Brown
Ano: 2010
Editora: Quinta essência
Número de Páginas: 448
Classificação: 6/6

Sinopse
A história apaixonante de uma mulher assombrada pelo passado e pressa num pesadelo que ameaça destruir o seu futuro. Uma narrativa brilhante, rápida, cheia de tensão sexual, por uma das autoras mais populares na América.
 
Para Paris Gibson, o seu popular programa de rádio nocturno é ao mesmo tempo uma fuga e o seu contacto real com o mundo exterior.
Desde que se mudou para Austin para mitigar a dor dos passados erros trágicos, Paris leva uma vida solitária, ganhando a vida apenas quando apresenta o seu programa. Para os ouvintes fiéis, é uma amiga sensata e de confiança, que não só acede aos seus pedidos de música, como ouve também os seus problemas e, ocasionalmente, dá conselhos.
O mundo de isolamento de Paris é, porém, gravemente ameaçado quando um ouvinte - um homem que se identifica apenas como "Valentino" - lhe diz que os conselhos que deu à mulher que ele ama a levaram a abandoná-lo e que agora ele próprio pretende vingar-se. Primeiro, planeia matar a rapariga, que já raptou, dali a 72 horas, e a seguir virá atrás de Paris.
Com a ajuda da polícia de Austin, Paris entra numa corrida contra o tempo, num esforço para encontrar Valentino antes de ele poder cumprir a ameaça de matar - e de matar de novo. Para seu espanto, descobre que uma das pessoas com quem tem de trabalhar é o psicólogo criminal Dean Maloy, um homem com quem partilha um passado que teve um efeito catastrófrico na vida de ambos. A sua presença desperta paixões antigas, obrigando a Paris a confrontar as memórias dolorosas que tentava esquecer.
Enquanto o relógio continua a avançar, e as ameaças de Valentino de se aproximar se vão tornando realidade, Paris vê-se de repente obrigada a lidar com um assassino que, afinal, pode não ser um desconhecido.
 
Opinião
Este foi o primeiro livro que li da Sandra Brown e confesso-me completamente rendida a esta autora. O livro revela uma enorme inteligência da escritora. Ela consegue articular de uma forma equilibrada um romance e um crime que precisa de ser desvendado.

Em relação à parte policial do livro estamos perante um criminoso, de seu nome "Valentino", que anuncia o seu crime através do programa de rádio da Paris Gibson. A forma como a autora constrói a sequência dos acontecimentos e constrói a vida dos possíveis culpados é muito boa. Ela consegue semear a dúvida mesmo até ao final do livro. Eu própria comecei a desconfiar de um deles até ao final depois, devido a um acontecimento das últimas páginas mudei o meu foco, mas fiz asneira. Lá está a primeira impressão é sempre a que está certa.

Em relação ao romance que vai acompanho o desenrolar do crime está, igualmente, muito bem interligado e relacionado. Os acontecimentos vão criando alguma expectativa no leitor (estamos sempre em pulgas para ler as páginas seguintes e saber o que é que se passou entre a Paris e o Dean). O Dean e a Paris formam um par delicioso. A escritora conseguiu oferecer-lhes uma imagem credível e mostrar a boa compatibilidade entre ambos.

Dean, o psicólogo (PSICÓLOGO E NÃO PSIQUIATRA - NÃO GOSTO NADA QUANDO CONFUNDEM infelizmente ao longo do livro umas vezes aparece psicólogo outras vez psiquiatra)que trabalha no crime, é dotado de uma personalidade forte e um enorme carisma. O desempenho profissional que vai sendo descrito está adequado (aqui sirvo-me dos meus próprios conhecimentos profissionais e acho que se Dean existisse seria um bom psicólogo). Gostei muito quando a autora tentou mostrar as dificuldade de Dean com o filho. Esta parte clarifica a ideia muitas vezes errada de que os psicólogos têm uma vida pessoal muito boa e arrumadinha!

Paris, uma jornalista muito inteligente, "esconde-se na escuridão" de forma a deixar o passado muito arrumado lá no fundo do baú da sua memória. Porém, o reencontro inesperado com Dean abre esse baú e obriga-a a lidar com as suas dolorosas memórias. Gostei muito dos diálogos inteligentes que Dean teve com Paris no início do livro como forma de a obrigar a lidar com as suas próprias memórias.

Os pontos negativos do livro é a existência de uma incongruência na parte em que Dean conta a Gavin, seu filho, a sua história de vida. Dean refere que conhece a mãe de Gavin numa festa universitária em que ele estava a iniciar o seu curso e, por sua vez, a mãe estava a terminar e prestes a integrar-se na sua vida profissional. Contudo, na página seguinte já dá a entender que eram ambos finalistas. E  outro ponto negativo é a confusão entre psicólogo e psiquiatra (é sempre bom distinguir pois são profissões distintas).

Acho que este livro poderá ser muito bom para aqueles leitores que não gostam muito de policiais puros e duros. A resistência deles a este género literário poderá ser mitigado se houver mais qualquer coisa no livro para além de crimes, mortes e muito sangue. Neste sentido, o bom equilibro deste livro em relação ao romance e ao policial poderá conquistar os leitores.

Deixem-se invadir pelas palavras! Boas leituras :)
 

sábado, 15 de dezembro de 2012

Selo 8 - Campanha de incentivo à leitura

Desde já agradeço à Mónica do blog A thousand lives a oferta deste selo!

Regras:
1 - Indicar 10 blogs para receberem o Selo
(é proibido apenas deixar para quem quiser pegar sem indicar 10 blogs)

2 - Avisar os blogs escolhidos

3 - Colocar a imagem no blog para apoiar a campanha

4 - Responder à pergunta: Qual Livro Indicaria Para alguém Começar a Ler?
Os 10 blogs que irei indicar são aqueles que leio com consulto com frequência e que gosto muito de seguir:
Qual Livro Indicaria Para alguém Começar a Ler?
Está é uma pergunta difícil... São tantos aqueles que eu gostei! Mas como devemos apoiar autores portugueses e principalmente jovens autores que estão a dar os primeiros passos no mundo dos livros, aconselharia o livro Inverso de Liliana Lavado.

Os livros mais pesquisados na Internet

Há uns dias atrás enquanto lia as notícias no site da revista Visão, deparei-me com um artigo curioso.
Esse artigo apresentava o Top de pesquisas no motor de busca Google. Um desses Tops era sobre livros.
 
Afinal quais foras os títulos de livros mais pesquisados na Internet?
 
  • Um homem com sorte (Nicholas Sparks)
  • As cinquenta sombras de Grey (E.L. James)
  • D. Maria II (Isabel Stilwell)
  • O céu existe mesmo (Todd Burp e Lynn Vincent)
  • Dieta dos 31 dias (Ágata Roquette)
Não li nenhum dos livros aqui apresentados, por isso não posso dizer muito. Penso que em relação ao primeiro livro a sua popularidade se deve ao filme e o segundo livro deve-se à polémica que se instalou em relação ao seu conteúdo (que se segundo opiniões que tenho lido é bem fraquinho).
 
Podem consultar o artigo completo aqui.
 
E vocês, que pensam em relação a este top de pesquisa.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

2º Desafio 2013 - Ler em Português de Portugal

 
Descobri este desafio aqui, e como sou uma defensora do que é português decidi aderir a este. Apesar de muitas pessoas serem um pouco reticentes aos autores portugueses, acho que há autores que vale a pena investir o nosso tempo e dá-los a conhecer aqui na blogoesfera!
 
Assim, este desafio consiste em ler todos os meses um livro de um autor português. Ainda não tenho a minha lista, e estou receptiva a sugestões da vossa parte!
 
As actualizações deste desafio vão sendo feitas na página dos desafios literários para 2013 que se encontra no cabeçalho do blog!
 
 
 
 

Poetic Dreams

Chuva

Chuva, caindo tão mansa,
Na paisagem do momento,
Trazes mais esta lembrança
De profundo isolamento.

Chuva, caindo em silêncio
Na tarde, sem claridade...
A meu sonhar d'hoje, vence-o
Uma infinita saudade.

Chuva, caindo tão mansa,
Em branda serenidade.
Hoje minh'alma descansa.
— Que perfeita intimidade!...


Francisco Bugalho, in "Paisagem"

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Por detrás da tela | Juno

Diretor: Jason Reitman
Elenco: Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Olivia Thirlby, J.K. Simmons, Allison Janney, Rainn Wilson, Lucas MacFadden.
Produção: John Malkovich, Lianne Halfon, Mason Novick, Russell Smith
Roteiro: Diablo Cody
Duração: 92 min.
Ano: 2007
País: EUA
Género: Comédia Dramática

Classificação: 3/5 Estrelas
Não foi um filme que me tenha conquistado!! Basicamente, este filme narra a vida de uma adolescente de quinze anos (muito atrevida e insuportável) que engravida de um amigo da escola (um miúdo com pouca experiência em relacionamentos e com um aspecto um pouco nerd). Irritei-me muito com a adolescente e com os comportamentos que ela vai adoptando ao longo da gravidez!


Não achei um filme estruturalmente bem delineado. A Juno (a grávida adolescente) era demasiado inconsequente nas suas suas decisões, mesmo para uma adolescente. Desde o início que decide dar o seu filho para adopção e acaba num envolvimento muito próximo com os pais adoptantes, chegando mesmo a desenvolver uma paixão platónica pelo futuro pai adoptivo. Considero que foi platónico porque acho que ela apenas gostava das coisas que ele fazia e apreciava os seus gostos pessoais em relação a música. No fundo, ela sempre gostou foi do miúdo de quem engravidou.

Já viram este filme? O que acharam?


Deixem-se invadir pelas imagens :)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Palavras Memoráveis

Às vezes chego demasiado cedo. Precipito-me, e algumas pessoas agrarram-se mais à vida do que seria de esperar.
Markus Zusak, A rapariga que roubava livros

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A rapariga que roubava livros - Opinião


Autor: Markus Zusak
Ano: 2005 (PT:2008)
Editora: Editorial Presença
Número de páginas: 463
Classificação: 5 Estrelas

Sinopse
Molching, um pequeno subúrbio de Munique, durante a Segunda Guerra Mundial. Na Rua Himmel as pessoas vivem um dia-a-dia penoso, sob o peso da suástica e dos bombardeamentos cada vez mais frequentes, mas não deixaram de sonhar. A Morte, narradora omnipresente e omnisciente, cansada de recolher almas, observa com compaixão e fascínio a estranha natureza dos humanos. Através do seu olhar intemporal, é-nos contada a história da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos, Hans, o pintor acordeonista de olhos de prata, e Rosa, a mulher com cara de cartão amarrotado, do pequeno Rudy, cujo herói era o atleta negro Jesse Owen, e de Max, o pugilista judeu, que um dia veio esconder-se na cave da família Hubermann e que escreveu e ilustrou livros, para oferecer à rapariga que roubava livros, sobre as páginas de Mein Kampf recuperadas com tinta branca, ou ainda a história da mulher que convidou Liesel a frequentar a sua biblioteca, enquanto os nazis queimavam livros proibidos em grandes fogueiras. Um livro sobre uma época em que as palavras eram desmedidamente importantes no seu poder de destruir ou de salvar. Um livro luminoso e leve como um poema, que se lê com deslumbramento e emoção.
Opinião - PODE CONTER SPOILERS
Sou uma admiradora de livros que têm como temática de base a Segunda Guerra Mundial. É um período da história que me provoca uma cacofonia de emoções que, muitas vezes não consigo explicar.
Este livro não merece uma simples análise crítica. Este livro, na minha humilde opinião, é carregado de significado e simbolismo. A este respeito quero alertar os meus seguidores que É APENAS A MINHA INTERPRETAÇÃO DAQUILO QUE LI. É apenas o meu olhar sobre o texto que aqui é apresentado.
O primeiro aspecto que destaco é a originalidade do narrador de toda esta história. A Morte surge assim como uma narrador perspicaz, irónico (adorei os comentários que ele ia fazendo aos acontecimentos). Gostei da forma como ela descreve o seu trabalho, "Basta dizer que em determinado ponto do tempo, me encontrarão debruçados sobre vós, tão jovial quanto possível. A vossa alma estará nos meus braços. No meu ombro pousará uma cor. Levar-vos-ei docemente comigo." (p. 11 e 12) e como vai justificando aquilo que tem de fazer, num período da história em que teve uma actividade profissional intensa.
Considero o início do livro um pouco aborrecido. Acho que falta mais emoção na forma como nos é apresentada  Liesel, a Rapariga que Roubava Livros. Na minha opinião, teria mais impacto se fosse mais explorada a relação entre Liesel e sua mãe biológica. Acho que o autor deveria ter dado ao leitor mais aspectos relativos à família biológica de Liesel, embora, em parte, perceba porque tal não aconteceu. A Morte, a nossa narradora, apenas se cruzou com Liesel no momento em que teve de deixar a mãe biológica.
Max Vandenburg, o pugilista judeu, foi acolhido na cava da família adoptiva de Liesel. A relação de amizade que Max estabeleceu com a criança foi muito tocante, e com o adiantar do livro tornou-se protagonista de momentos carregados de sentimento. Fiquei com imensa pena de não haver mais desenvolvimentos desta relação no final do livro. Acho que se tal acontecesse torná-la-ia muito mais tocante.
O final é daqueles de deixar um nó na garganta. Depois de um início que me estava a deixar um pouco desiludida com o livro, o final deu-lhe um toque especial deixando-me perfeitamente tocada por estas personagens, pelos seus comportamentos, por tudo aquilo que passaram durante uma guerra injusta (aliás todas as guerras são injustas e sem motivo que as justifique).
Relativamente à simbologia...
  1. Capa: De facto, esta capa não é das mais belas e apelativas que já passaram pelas minhas mãos, mas tem tudo que ver com o livro e com a realidade que rodeia os humanos. De facto, a morte andou várias vezes de mãos dadas com Liesel, mas ela conseguiu sempre fintá-la. Tal aspecto acontece com todos nós. Todos os dias andamos de mãos dadas com a morte, ela acompanhamo-nos tal como a vida nos acompanha. A linha que separa a vida da morte é muito ténue.
  2. Os livros que foram roubados pela Liesel: Todos os livros que Liesel roubou tinham um significado que se encaixava no momento da narrativa em questão. O manual do coveiro, primeiro livro roubado por Liesel, constitui um manual sobre técnicas de cavar sepulturas e aparece no momento em que a nossa rapariga que rouba livro se confronta, pela primeira vez, com a morte.
  3. Rua Himmel - Himmel quer dizer céu. Aqui está bem visível uma antítese, esta rua assumiu contornos de céu mas também de inferno. Se por um lado foi neste lugar que que Liesel aprendeu o verdadeiro significado da amizade, foi também este lugar que lhe roubou todas essas amizades.
  4. Palavras - o poder das palavras é infinito. Elas levam-nos aos mais diversos lugares, fazem-nos abstrair do mundo e podem salvar-nos a vida, como aconteceu com Liesel.
Os melhores sacudidores de palavras eram os que compreendiam o verdadeiro poder das palavras. Eram esses que conseguiam trepar mais alto. Um desses sacudidores de palavras era uma rapariga pequena e franzina. Era conhecida como o melhor sacudidor de palavras da sua região porque sabia como uma pessoa pode ficar impotente sem palavras.
Max Vandenburg, A Sacudidora de Palavras, in A rapariga que roubava livros
Esta é a minha visão do livro, a minha interpretação das palavras que me acompanharam. Também tentei sacudi-las, não sei se fui bem sucedida. Gostava de saber o que pensam vocês acerca deste livro, caso já o tenham lido.
Boas leituras :)
(Acho que nunca publiquei uma opinião tão longa!)


domingo, 9 de dezembro de 2012

Passagens Memoráveis

Este passagem memorável pertence ao livro de Marc Levy E se fosse verdade.
Foi um diálogo que gostei muito de ler. Espero que gostem também.

- Eu disse que te amava? - prosseguiu ele num tom tímido.
- Deste-me várias provas de amor - disse ela - , é muito melhor.
Ela não acreditava no acaso. Porque é que ele era a única pessoa neste planeta com quem podia falar, comunicar? Porque é que eles se tinham entendido assim, porque é que ela tinha aquela sensação de que ele adivinhava tudo acerca dela?
- Porque é que me dás o melhor de ti, recebendo tão pouco de mim?
- Porque neste momento estás presente, existes e um momento de ti já é imenso. Ontem passou, amanhã ainda não existe, o que conta é hoje, é o presente.
Acrescentou que não tinha outra escolha a não ser fazer tudo para não a deixar morrer...
 
 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Frases Marcantes

Afinal de contas, não é verdade que a felicidade é aquilo que procuramos sem nunca sermos capazes de a reconhecer?
Marc Levy, O primeiro dia 


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Por detrás da tela | Visto do Céu

Depois de alguma hesitação decidi também partilhar com vocês as minhas opiniões cinematográficas. Espero que gostem desta nova rúbrica, o Por detrás tela. Com ela pretendo dar a conhecer aos meus leitores a opinião acerca dos filmes que vou vendo, conhecer novas visões sobre o mesmo filme e ganhar sugestões de outros filmes para ver.


Para começar escolhi um filme que vi acerca de uma semana na televisão, Visto do Céu.



Ficha Técnica
 Ano: 2010
Título Original: The lovely bones
Realização:
Género: ,
Duração: 2h15mins | Origem: EUA



Este filme é baseado no livro com o mesmo nome. Já li o livro à alguns anos e na altura gostei do livro. Infelizmente já não recordo como o livro terminou contudo, no final do filme fiquei com a sensação de que o livro tinha terminado de forma diferente.

Gostei muito do filme, acho-o tocante e com coisas que acontecem com mais frequência do que o que seria desejável.
Uma adolescente é "apanhada" pelo vizinho quando se dirige da escola para casa. Esse mesmo vizinho abusa dela e acaba por matá-la.

Esta adolescente é acolhida no céu e fica a vigiar as pessoas de quem gosta que permanecem na terra. Ao longo do tempo, esta adolescente sobre um processo de auto-descoberta e aceita a sua própria morte! Há um momento no final do filme em que ela revela outros crimes cometidos por este mesmo vizinho. Confesso que me arrepiei... A combinação entre imagem, som e narração dos crimes está muito bem conseguida.

É um filme que recomendo!!



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Casamento de Conveniência (Medieval Series (Chronological order) #4) [Opinião]

Autor: Madeline Hunter
Ano: 2000
Editora: ASA
Número de páginas: 352
Classificação: 3 Estrelas

Opinião
Lady Christiana Fitzwaryn está apaixonada.
Infelizmente, o seu futuro marido não é o homem dos seus sonhos mas sim um perfeito desconhecido, com quem o próprio rei Eduardo negociou o enlace. Sobre este homem, Christiana apenas sabe tratar-se de um mero mercador plebeu. Não estava, pois, preparada para o primeiro encontro: David de Abyndon revela ter um carisma extraordinário e nutre uma indiferença desconcertante em relação ao estatuto social dela. Para sua grande surpresa, é a aristocrata quem se sente perturbada na presença daquele homem de enigmáticos olhos azuis
Opinião
Este é o segundo livro que leio de Madeline Hunter e consigo, em termos de classificação, colocá-lo na mesma posição que o primeiro. Porém, gostei mais das personagens e do enredo que está por detrás do livro.
Christiana, uma jovem órfã que pertence à nobreza, encontra-se apaixona pelo seu cavaleiro Percy, mas vê-se obrigada a casar com David, um simples mercador (pertencente a uma posição social inferior à dela). Relativamente a esta paixão por Percy pareceu-me algo ambíguo... Faltou acontecimentos, faltaram diálogos iniciais que demonstrassem esse amor e veneração. Contudo, se estes aspectos tivessem existido no livro talvez tornassem difícil explicar a forma arrebatadora e instantânea com que Christiana se sentiu atraída para David.
David, a personagem que mais gostei, apresenta-se com uma personalidade bastante vincada. É um homem de sucesso em termos profissionais que oculta um passado muito distante da sua imagem inicial do livro. É um passado que deixa marcas e influência grande parte da sua conduta. O passado de David é algo que vai sendo mantido em segredo, é no final que os acontecimentos vão desvendando a verdadeira identidade e faceta de David.
É igualmente perceptível a evolução das personagens ao longo do livro. Na minha opinião, é Christiana quem mais evoluiu (embora continue a achar que falta mais informação inicial sobre Cristina e sobre a sua paixão pelo cavaleiro). Christiana passa de uma jovem inocente, cheia de receios, a uma jovem mulher com objectivos definidos e que se mantém fiel à sua personalidade e naquilo em que acredita.
Casamento de conveniência possui uma componente erótica. Não é excessiva e os acontecimentos são bem apresentados aos leitores.
Infelizmente, este livro possui muitas imprecisões. São palavras que estão a mais, erros ortográficos e incongruências e alguns pontos da narrativa. Relativamente a este último aspecto, apenas identifiquei dois momentos no livro. Em ambos os momentos verifica-se uma incongruência ao nível do espaço físico em que as personagens se encontram. Foram dois momentos bastante confusos no livro e em que repeti a leitura apenas para ver se me tinha distraído e se me tinha escapado alguma coisa.
Boas leituras :)