domingo, 30 de junho de 2013

45 days book challenge

Tenho este desafio em mente já há algum tempo, mas faltava-me motivação para o iniciar.
Como arranjei uma companheira, a Carolina do blog Singularidades de Uma Rapariga Loira, amanhã iniciamos este desafio juntas!

O 45 days book challenge é um desafio que se prolonga durante 45 dias e que consiste a atribuição de um livro a cada dia de acordo com o tema previamente estipulado. 

Os temas são os seguintes:
Dia 1 – Livro Favorito
Dia 2 – Livro detestado
Dia 3 – Livro subvalorizado
Dia 4 – Livro sobrevalorizado
Dia 5 – Livro que levarias para uma ilha deserta 
Dia 6 – Livro que leste mais vezes
Dia 7 – Livro que te desiludiu
Dia 8 – Livro tão mau, tão mau, mas tão mau que consegue ser bom
Dia 9 – Livro mais longo que já leste
Dia 10 – Livro mais curto que já leste 
Dia 11 – Livro que não conseguiste acabar 
Dia 12 – Colecção (saga) favorita
Dia 13 – Sequela que nunca devia ter sido impressa
Dia 14 – Livro comovente
Dia 15 – Livro hilariante
Dia 16 – Livro perturbante
Dia 17 – Livro inspirador 
Dia 18 – Livro para o qual escreverias uma sequela
Dia 19 – Livro em cujo universo habitarias 
Dia 20 – Melhor citação (diálogo)
Dia 21 – Melhor citação (descrição)
Dia 22 – Autor(a) favorito(a)
Dia 23 – Livro que espelha a tua vida
Dia 24 – Personagem literária mais parecida contigo
Dia 25 – Personagem literária favorita
Dia 26 – Personagem literária que gostarias de conhecer
Dia 27 – Personagem literária que odeias
Dia 28 – Personagem literária que adoras odiar
Dia 29 – Personagem literária com a qual trocarias de lugar
Dia 30 – Personagem literária que admiras
Dia 31 – Personagem literária que nunca devia ter sido criada
Dia 32 – Personagem literária com a qual terias uma relação amorosa estável
Dia 33 – Personagem literária com a qual terias “one-night stand”
Dia 34 – Personagem literária secundária que merecia um livro só dela
Dia 35 – Personagem literária para a qual escreverias um livro
Dia 36 – Personagem literária que não quererias encontrar num beco
Dia 37 – Livro para os dias chuvosos 
Dia 38 – Livro para os dias solarengos
Dia 39 – Livro que custou a ler
Dia 40 – Autor(a) cujo talento invejas
Dia 41 – Livro que é um “guilty pleasure”
Dia 42 – Livro que adoravas e agora detestas
Dia 43 – Livro que marcou a infância
Dia 44 – Último livro lido
Dia 45 – Próximo livro a ler

Se alguém se quiser juntar, ainda está a tempo!!
Boas leituras!

Por detrás da tela | Antes do Amanhecer e Antes do Anoitecer

Já há algum tempo que estes dois filmes me despertavam a atenção. Tinha lido criticas positivas a ambos, mas não quis criar muitas expectativas.

Estes dois filmes fazem parte de uma trilogia de filmes em que o terceiro saiu muito recentemente no cinema. 

Relativamente ao Antes do Anoitecer, este traz-nos a história de dois jovens que se conhecem num comboio que vai passando por algumas cidades europeias. Celine segue para Paris e Jesse para Viena. Inesperadamente começam a conversar algo que se vai criando entre eles. É um amor à primeira vista. Eu não gosto muito quando as coisas se desenvolvem muito rapidamente. Acho um pouco irreal que uma atracção ocorra de forma imediata (talvez excepto a atracção física). Quando Jesse chega ao seu destino, Viena, convida Celine a passar a noite com ela. Celina aceita (aqui está a parte aventureira da jovem) e passam uma noite que os vai marcar por muitos anos. 
Apesar da rapidez com que as coisas acontecem, os autores conseguem transparecer um interesse mútuo genuíno. O espectador consegue sentir uma certa química entre as personagens. 
Gostei muito dos diálogos e das reflexões que ambos fazem ao longo do filme. São interessantes e captam a nossa atenção. No fundo, o espectador vai passeando com eles pela noite dentro ao longo das ruas de Viena ao mesmo tempo que conhecemos um pouco da essência destas duas personagens.

Em Antes do Anoitecer, o segundo filme deste trilogia, a acção decorrem em Paris. Jesse escreve um livro e vai fazer uma apresentação a Paris. É aqui que, nove anos depois Jesse e Celine se voltam a encontrar. 
Gostei muito da parte inicial do filme e da forma como ambos reagem ao reencontro. Depois as coisas tornam-se um pouco mais aborrecidas. Na minha opinião os diálogos e as reflexões não foram tão bem conseguidos como no primeiro filme. Apesar de, tal como no primeiro, estes diálogos se focarem nas suas vidas, nas suas crenças, nas paixões, nas desilusões e nos sonhos tal não me atingiu com a mesma intensidade do primeiro filme. Pareciam mais vazios... Contudo, na fase final do filme as coisas melhoraram bastante e a catarse de Celine enquanto Jesse a acompanhava a casa foi muito boa. 
Considero que este segundo filme é mais realista que o primeiro e a forma como terminou foi bastante bem conseguida no sentido de criar a ligação para o último filme assim como deixar as coisas um pouco em aberto. 

Nunca tinha visto nenhum filme com estes actores. Confesso que gostei bastante das suas interpretações, principalmente da Julie Deply no seu papel de Celine. 

Estou um pouco curiosa em relação ao terceiro e último filme que retracta a vida de Celine e Jesse enquanto casal na faixa etária dos 40 anos e enquanto pais de gémeas.  

Deixem-se invadir pelas imagens.
Silvana

sábado, 29 de junho de 2013

Obsessão [Opinião]


Obsessão

Autor: Sandra Brown 
Ano: 2012
Número de páginas: 467 páginas
Editora: Quinta Essência
Classificação: 5 Estrelas

Sinopse
Um milagre da medicina proporciona à estrela de televisão Cat Delaney mais do que um novo coração. Com a sua segunda oportunidade de vida, Cat troca Hollywood por San Antonio, onde apresenta um programa de televisão em prol de crianças com necessidades especiais. É nesta cidade que conhece Alex Pierce, um antigo polícia que optou por escrever romances policiais - o primeiro homem a vê-la como uma mulher depois da sua cirurgia. Mas o novo mundo de Cat torna-se assustador quando «acidentes» fatais começam a ceifar a vida de outras pessoas que receberam transplantes do coração e alguém começa a seguir todos os seus movimentos. Cat não tarda a aperceber-se de que Alex talvez - ou talvez não - seja o seu aliado mais importante e que o seu novo coração lhe custa um preço terrível: uma teia de segredos e alguém determinado a acabar com a sua vida.
Com o seu novo mundo a tornar-se cada vez mais assustador e um perseguidor misterioso a seguir cada um dos seus movimentos, Cat é apanhada num labirinto sombrio de traição e segredos... e talvez veja demasiado tarde a máscara que esconde o rosto de um assassino.

Opinião
Depois de ler o livro Uma voz na noite andava muito curiosa e com muita vontade de voltar a ler outro livro de Sandra Brown. Esta autora alia crime, mistério, romance e suspense com uma mestria que torna os seus livros irresistíveis e que nos levam numa leitura compulsiva.

No livro Obsessão, a autora começa por apresentar as histórias que ao longo do desenrolar da narrativa se são entrelaçar no sentido de oferecer ao leitor múltiplas hipóteses acerca do verdadeiro criminoso. 
Cat Delaney, assim como outras pessoas, recebem um transplante de coração no mesmo dia. E, nesse mesmo dia, pessoas vítimas de diferentes "acidentes" morrem e tornam-se dadoras de órgãos. Contudo, houve uma pessoa que não ficou satisfeita com a doação e, não sabendo qual das pessoas recebeu o coração da pessoa que lhe era próxima inicia um plano para matar cada um das pessoas que nesse dia recebeu  um transplante de coração. No fundo, não queria que o coração continuasse vivo num outro corpo.

Considero que o enredo está muito bem construído. Consegue induzir dúvida nos leitores. A narrativa avança de uma forma apaixonante, capaz de tornar o livro numa grande obsessão para o leitor. É difícil para de ler.

Em geral gostei de todas as personagens, mas aquela que gostei mais foi Alex Pierce. Um polícia com um passado doloroso e misterioso, que depois de um determinado acontecimento decide abandonar a carreira na polícia para se dedicar a escrever policiais. É um homem interessante e que, apesar de a autora tentar torná-lo num potencial culpado dos crimes tal aspecto não funcionou. Desde cedo que se percebe que por detrás de um perfil austero e de atitudes um pouco rudes bate um coração bondoso.

Gostei muito dos diálogos e das interacções entre Alex e Cat. Em alguns momentos senti que a autora não esgotou o tema que dava origem a determinados diálogos e interacções, mas penso que isso era apenas para criar suspense.

Dean, o médico cardiologista, é o personagem que menos gostei. Um verdadeiro snob com pouca personalidade.    

Em relação ao criminoso não é difícil chegar à sua identidade, mas confesso que com a brilhante escrita de Sandra Brown ficamos sempre na dúvida. Comigo isso aconteceu, uma vez que, a partir do momento em que os suspeitos nos vão sendo apresentados eu passei a desconfiar de determinada personagem e fui mantendo essa suspeita durante grande parte do livro. Porém, quando nos aproximamos da revelação final coloquei em causa a minha suspeita.

Para quem gosta de policiais aliados a um bom romance, os livros de Sandra Brown são perfeitos. Conseguem aliar estas dias vertentes de uma forma muito cativante. 

Deixem-se invadir pelas palavras!
Boas leituras.
Silvana 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Por detrás do autor | Soraia Pereira

Desta vez, o Por detrás do autor vem dar-vos a conhecer melhor a escritora Soraia Pereira que muito recentemente deu a conhecer a sua escrita através do livro Ligação. Este é o primeiro livro da Saga Anjos Negros, uma saga onde o mundo sobrenatural nos é apresentado através do olhar e da criatividade da Soraia.


Desde já agradeço a colaboração da Soraia que, muito prontamente, acedeu a responder a umas pequenas perguntas.


1. Soraia, gostaria que te desses a conhecer aos teus leitores. Por isso, quem é a Soraia enquanto pessoa que vive e enquanto pessoa que escreve?

Olá Silvana e olá leitores do blog Por detrás das palavras. Antes de começar a falar (escrever) pelos cotovelos, deixa-me agradecer-te por teres aceite o desafio E.E.E.B (E-book Edição Especial Bloggers) através da qual conheceste o meu trabalho como escritora/autora.
Respondendo à tua pergunta, somos uma só e ao mesmo tempo somos distintas. O meu Eu escritor precisa das vivências do meu Eu pessoa para poder imaginar, criar, viver no papel as passagens necessárias para a criação da história. O meu Eu pessoa precisa do meu outro Eu para exteriorizar o excesso de imaginação que sempre me acompanhou desde miúda.


2. Em primeiro lugar gostaria que desses a conhecer um bocadinho da tua faceta de leitora. Existe algum(ns) autor(es) ou livro(s) que ocupe um lugar especial na tua estante de leituras.

Sou completamente viciada em livros. Sofro de bibliofilia crónica. Compro livros para os ler e não para os ter acumulados na estante. Mexe-me com os nervos ter livros por ler. Olho para eles e não sei o que eles me estão a esconder e gosto de olhar para eles e pensar ”ah-ah, sei tudo sobre ti meu menino”. Apesar de sempre ter tido muita afinidade com letras (ao contrário dos números) a minha paixão pelos livros foi, por assim dizer, atiçada no natal de 2009 quando o meu namorado me ofereceu 1 livro (Crepúsculo, da Saga Twilight) como prenda. Desde esse livro nunca mais parei de ler. Leio 2 a 3 livros em simultâneo. Adoro literatura fantástica, fantasia urbana, romance paranormal. Como se costuma dizer, é a minha praia. No entanto se uma sinopse me interessar ou o tema em si me parecer interessante, leio. Mesmo que não seja fantástico ou paranormal. Quanto aos lugares especiais na minha estante e respectivos autores. O primeiro livro que li a sério foi ‘Os filhos da droga’ de Christiane F, tinha 12 anos na altura. Depois, quando a febre da leitura voltou a despertar, nessa altura com 23 anos, descobri aquela que se tornou a minha autora preferida e a base do meu género de escrita. Sherrilyn Kenyon com a Saga Predadores da Noite. Adoro a saga mas o livro do Acheron (décimo quinto livro da saga) ficou para sempre como O LIVRO! Talvez por o ter conhecido numa altura menos boa da minha vida, a empatia e a ligação entre mim e ele foi tão grande que já o li para cima de cinco vezes e o livro tem cerca de oitocentas páginas. Por último tenho ‘A rapariga que roubava livros’ de Markus Zusak. Este livro chegou há relativamente pouco tempo à minha estante. Foi oferecido por uma amiga e a juntar a esse factor é um livro com um relato impressionante e chocante. Apaixonei-me por ele. E são estes os meus 3 tesouros mais brilhantes. 


3. Como e quando surgiu esta paixão pela escrita?

O processo de escrita foi do mais estranho que possam imaginar. Primeiro, porque eu nunca, em momento algum da minha vida, nem mesmo em miúda tinha sonhando ou pensado sequer em ser escritora e escrever fosse o que fosse. Para mim ou para os outros. Desejei ser imensa coisa (curiosamente não sou nada do que desejei um dia ser) mas nunca escritora. Então, em meados de 2009 estava eu no meu antigo posto de trabalho sem nada para fazer (devido à crise tínhamos sofrido uma enorme quebra nas encomendas) e então, para ‘matar’ o tempo decidi abrir uma folha do word e escrever para lá qualquer coisa. Parece que a paixão pela escrita surgiu numa tarde de aborrecimento e tédio brutal *sorrisos*.


4. O que é que te seduz no processo da escrita de um livro ou de um conto?

Acho que é aquele poder de nos tornarmos super heróis ou vilões por uns minutos. É extrapolar a nossa realidade e viajar para outros mundos diferentes. É ter a possibilidade de ser bipolar ou pior sem que nos internem num hospício *gargalhada*. Acho que é a liberdade infinita que me puxa para perto de uma folha word.


5. De entre todos os géneros literários existentes, tu decidiste-te pelo fantástico. Há alguma razão especial por teres enveredado por este género? Eras capaz de te aventurar noutros géneros? Se sim, em quais?

Talvez me tenha decidido pelo fantástico porque é o estilo de leitura que mais gosto de ler. A sensação de sair desta realidade e entrar noutra que não existe é talvez aquele factor que mais me apaixona. Quer dizer, para realidades normais, com pessoas normais e situações normais já tenho a minha, certo? Quanto a aventurar-me noutros géneros, sinceramente? Não sei. Eu passo para o papel o que imagino, o que surge. Se aparecer uma história infantil ou um romance, ou um thriller que me leve a passar a história para o papel, então aceito o desafio e tento fazê-lo. Mas não me forço a escrever um thriller só porque está na moda ou é aquilo que mais vende no momento. Mas se a minha imaginação me desafiasse, então claro que sim. Gosto sempre de um bom desafio. 


6. Focando-nos agora no teu livro, Ligação foi o teu primeiro livro publicado. Queres contar um bocadinho sobre como começou esta aventura?

Como em tudo na vida esta experiência teve coisas boas e coisas más. Aprendi imenso e continuo a saber muito pouco. Esta minha aventura na publicação começou em Outubro de 2012, como podem ver é uma aventura muito recente e muito verdinha. Felizmente tenho conhecido pessoas excelentes que me têm ajudado imenso a lidar com ambos os lados da moeda. Mas é um processo duro e por vezes penoso. No entanto acredito que quando fazemos as coisas com o verdadeiro amor à camisola tudo se torna mais descomplicado.


7. O cenário que serve de fundo ao desenrolar de toda a trama e Nova Iorque. Qual a razão que te levou a viajares com todas as tuas personagens para essa cidade? Há alguma coisa em especial dessa cidade que te cative?

Nunca estive em Nova Iorque mas foi sempre uma cidade que me cativou. Adoro ver filmes que tenham N.Y. como pano de fundo. Não sei, é uma cidade que para mim é mágica. Adorava visitar a cidade e ficar lá uma data de tempo com pessoas que lá morassem para poder conhecer tudo e mais alguma coisa sobre a cidade, as pessoas, os costumes. Tudo!


8. No teu blog podemos encontrar algumas curiosidades acerca do conteúdo do livro Ligação, nomeadamente sobre a forma como os nomes das personagens masculinas dos Anjos Negros surgiram. Mas, como é que foi o processo de criação da personalidade dessas personagens?

Os nomes surgiram num fim-de-semana em Barcelona mas o carácter das personagens e as suas personalidades surgiram antes dos nomes e são uma mistura das personalidades das pessoas que marcaram a minha vida de uma forma ou de outra. O meu círculo de amigos, a minha família, eu mesma e até esta ou aquela pessoa que por mão do destino deixou de fazer parte desse círculo de amigos. 


9. Relativamente aos Sombras, como é que eles surgiram na criação do livro?

Bom, esta parte tem a ver com os meus pesadelos de infância. Estava constantemente a sonhar com Sombras que vinham e raptavam os meus pais e me deixavam sozinha. Então foi uma maneira de me vingar dos pesadelos de miúda colocando os vilões na minha história e matando-os a todos, ou quase todos. J


10. O que é que foi mais fácil e mais difícil na escrita deste livro?

O Ligação foi escrito entre 02-09-2010 e a 14-11-2010 data em que terminei o primeiro draft. Aconteceu tudo tão depressa que não te consigo identificar nenhum aspecto que tenha sido difícil ou fácil. As ideias principais surgiram na minha cabeça e eu só tive de criar situações e conduzir as personagens a determinados desfechos. Acho que por ter escrito de mim para mim e por não haver expectativas alheias o processo foi muito mais simples. A ideia era divertir-me e não vencer um concurso ou ganhar um troféu Até 2012 as minhas histórias eram apenas isso, minhas histórias. 


11. O que é que podes adiantar, aos teus leitores, sobre os próximos volumes da série? O que é que podemos esperar?

Ligação é o primeiro livro e até a saga terminar faltam 11 e destes 8 histórias já estão terminadas. O humor, a descontracção, a simplicidade vão continuar presentes. Muita aventura, muitos mistérios. Muitas novidades… Introdução de novas personagens e o desaparecimento de outras. As histórias dos guerreiros são todas diferentes, cada uma com o seu propósito, com a sua missão. Tenho recebido muitos feedbacks a dizerem que gostariam de ter visto mais da Jessica no primeiro livro. Bom, ao contrário do que normalmente acontece, e apesar do Ligação ter sido o livro da Jessica e do Leonardo, as personagens vão continuar a ter o seu tempo de antena durante toda a saga.
Imaginem um bolo dividido em 12 fatias. É isso que a saga é. A cada fatia vão descobrir aspectos importantes, micro histórias que vão culminar numa história só. Quando terminarem de ler o segundo livro (que já se encontra na primeira fase de revisões) vão reparar que a história é contínua à primeira e que aspectos que possam ter passado despercebidos ou até superficiais no primeiro livro terão uma nova relevância no segundo e o mesmo se aplica no terceiro e depois no quarto, etc, etc, etc. 
Claro que o leitor não adivinha a intenção do autor, se a mesma foi propositada ou não. Ler uma saga é um processo contínuo. Uma aventura que começa com uma história e se prolonga durante 1, 2, 3 ou mais livros. Quanto aos aspectos de escrita, obviamente vou tentar aprumar e melhorar mas sem fugir do meu estilo, da minha marca e da minha personalidade. Tenho noção de que nunca vou conseguir agradar a toda a gente mas vou esforçar-me para que o número de satisfeitos continue a subir. 


12. O que dirias àqueles que, neste momento, estão a ler esta entrevista e a ponderar a leitura do teu livro.

Um aspecto que começa a mudar nos leitores portugueses é o facto de se focarem no escritor/ autor e deixarem de lado quem editou ou publicou a história e acho que isso é o primeiro ponto e o mais fundamental. Existem óptimas histórias começadas em edição de autor e péssimas histórias publicadas por grandes editoras e vice-versa. O meu apelo aos leitores é o seguinte: Dêem uma oportunidade ao escritor/autor e à sua história e esqueçam tudo o resto. Eu pergunto: quem teve o trabalho de pensar e escrever a história? Quem merece ver o seu trabalho reconhecido e opinado para que possa melhorar e crescer? A resposta é apenas uma: o escritor/autor. E é isso que eu peço para o meu trabalho: uma oportunidade. Há algum tempo atrás só lia livros editados em português mas de autores estrangeiros. Tinha receio de não conseguir encontrar nos livros de autores portugueses a magia que procuro numa história. Até que decidi arriscar e comecei a ler livros de autores portugueses e só tenho tido boas surpresas. Arrisco-me a dizer que metade das leituras deste ano têm sido maioritariamente portuguesas. Umas vezes compro (tento sempre fazê-lo junto do autor e dessa forma ‘cravar-lhe’ um autografo e uma dedicatória), outras vezes são emprestados (infelizmente o flagelo do desemprego também me bateu à porta e infelizmente os livros no nosso pais são caríssimos principalmente os de autores portugueses) mas se for um livro que me agrada, assim que tenho uma folga económica compro o livro e guardo-o, mesmo tendo lido a história. Quando são bons livros gosto de os reler, de tempos, a tempos. 

13. Para terminares umas questões rápidas:

Um livro: Acheron
Um filme: O gangster americano
Uma música: When i'm gone - 3 doors down
Um lugar: Guimarães


Para saberem mais da autora e acompanharem o seu trabalho consultem o seu blog: http://soraiamspereira.blogspot.pt/
Podem também encomendar o livro ligação que vem com umas bonitas ofertas.
Da minha parte, só me resta agradecer à Soraia as fantásticas respostas que deu. 
Espero que gostem da entrevista.

Poetic Dreams

Um dia

Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.

Sophia de Mello Breyner

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Palavras Memoráveis

Ela sentia o mesmo. Com o máximo de profissionalismo possível, Paris perguntou:
- Ouvinte, quer fazer um pedido?
- Por acaso até quero.
- Estou a ouvir.
- Ama-me, Paris.
Ela fechou os olhos e susteve a respiração por uns momentos, depois disse em voz baixa mas enfática:
- Amo. Também te amo.


Sandra Brown, Uma voz na noite

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Reflexo da Morte (ou da Vida) nas Janelas do Rio [Opinião]


O Reflexo da Morte (ou da Vida) nas Janelas do Rio

Autor: Olinda Gil
Ano: 2013
Número de páginas: 15 páginas
Classificação: 2 Estrelas

Descrição
Este conto, escrito em finais de 2003, foi 3º prémio de prosa no concurso literário “Lisboa à Letra” em 2004. Foi publicado numa brochura da Câmara Municipal de Lisboa (AAVV. Lisboa à Letra 2004: Câmara Municipal, Lisboa, 2004. Depósito Legal: 210685/04). Disponível para download aqui:https://www.smashwords.com/books/view...

Opinião
Este é um pequeno conto onde o Rio Tejo recebe um conjunto de reflexões.
É uma leitura muito fácil, em que a reflexão está bem construída e roça um pouco o poético. Apesar de ser um conto, acho que alguns aspectos poderiam ter sido mais aprofundados oferecendo ao conto uma maior consistência nos conteúdos e uma melhor compreensão sobre o que afinal levava o narrador a tantas reflexões. 
Gostaria, igualmente, de ver mais aprofundada esta relação entre o narrador e o Rio Tejo para assim perceber melhor o motivo que leva o narrador a a "desabafar" para o Rio Tejo. 

Gostei da escrita da autora e merece que as suas palavras sejam lidas.

Deixem-se invadir pelas palavras.
Boas leituras.
Silvana

Maratonas Literárias [Resultado]

Esta foi a minha pior maratona semanal em equipas. 
Li apenas 700 páginas... Esperamos que a próxima corra melhor.
Mais uma vez foi a equipa da Mafi que venceu.

A minha equipa, a da Filipa, ficou em terceiro lugar. Apesar disso, acho que estamos todos de parabéns pelo fantástico número de páginas lidas: 76104 páginas lidas.

O Regresso (Victoria Hislop) - 48 páginas
Ligação (Soraia Pereira) - 55 páginas
A mulher do viajante no tempo (Audrey Niffenegger) - 481 páginas
Obsessão (Sandra Brown) - 116 páginas

Palavras Memoráveis

A falta de verdade na correspondência deles não significava que não havia amor. Significava simplesmente que eles se amavam uns aos outros o suficiente para quererem proteger a outra parte.
Victoria Hislop, O Regresso

Top Ten Tuesday - Top ten de livros lidos em 2013 (8)


Top Ten Tueday 

O Top Ten desta semana desafia-nos a elegermos os dez melhores livros que lemos até ao momento durante este ano de 2013.

Até ao momento li 31 livros e tenho exactamente dez livros com a classificação de cinco estrelas. 





1. O jardim dos segredos - Kate Morton

2. Dezanove Minutes - Jodi Picoult  

3. Jogo de Mãos - Nora Roberts 
Jogo de Mãos

4. Escândalos Privados - Nora Roberts
Escândalos Privados

5. Nómada - Stephenie Meyer
Nómada

6. O quarto mágico - Sarah Addison Allen 
O Quarto Mágico

7. Sonhos Proibidos - Lesley Pearse
Sonhos Proibidos

8. O grande amor da minha vida - Paullina Simons
O Grande Amor da Minha Vida (O Cavaleiro de Bronze, #1)

9. Equador - Miguel Sousa Tavares
Equador

10. A mulher do viajante no tempo - Audrey Niffenegger
A Mulher do Viajante no Tempo




terça-feira, 25 de junho de 2013

A mulher do viajante no tempo [Opinião]


A Mulher do Viajante no Tempo

Autor: Audrey Niffenegger
Ano: 2004
Editora: Editorial Presença
Número de páginas: 481 páginas
Classificação: 5 Estrelas
Desafio: De A a Z...

Sinopse
Audrey Niffenegger estreia-se na ficção com um primeiro romance prodigioso que foi distinguido com o British Book Award 2006. Revelando uma concepção inovadora do fenómeno da viagem temporal, cria um enredo arrebatador, que alia a riqueza emocional a um apurado sentido de suspense. Este livro é, antes de mais, uma celebração do poder do amor sobre a tirania inflexível do tempo que para Henry assume contornos estranhamente inusitados - Cronos preparou-lhe um armadilha caprichosa que o faz viajar a seu bel-prazer para uma data e um local inesperados. A Claire, sua mulher e seu grande amor, resta o papel de Penélope, de uma Penélope eternamente reiterada a cada nova partida de Henry. Quando se encontram pela primeira vez, ela é uma jovem estudante de artes plásticas e ele um intrépido bibliotecário de vinte e oito anos. Claire já o conhecia desde os seis anos... Henry acabava de a conhecer... Estranho?! Poderia parecer, não fosse a mestria de Audrey para tecer os fios do tempo com um espantosa clareza. Uma obra inesquecível, que retrata a luta pela sobrevivência do amor no oceano alteroso do tempo.

Opinião
A mulher do viajante no tempo é um livro onde a criatividade habita em cada uma das páginas que o constitui. O início da leitura foi estranho no meu caso, porque estava a pensar de uma forma lógica e racional de tudo aquilo que ia lendo. Está procura por uma explicação lógica só atrapalhou e fez pensar que esta não era a maneira de encarar esta leitura. Assim, deixei a lógica de lado e procurei apreciar a leitura absorvendo cada palavra, cada acontecimento significativo, cada frase intensa e cheia de significado e aí sim... entrei num espiral emocional que me deixou rendida ao livro.

Henry viaja no tempo... Vai a diferentes datas do seu passado e do seu futuro (mais passado). Numa dessas  viagens vai ao encontro de Claire, aquela que no futuro se torna o seu grande amor. De todas estas idas e voltas pela linha do tempo só me interrogo o porquê de nunca haver referência a um episódio da adolescência de Henry. É um período significativo na vida do seu humano, marcado por mudanças, revoltas, conquistas... Daí é estranho não haver referência a esta fase da vida de Henry. 

O amor entre Henry e Claire que se vai desenhado ao longo das páginas, conquista-nos pela forma simples como ele começa. Conquista-nos pela intensidade dos acontecimentos que o vão moldando, tornando-o num amor puro e cheio de significado.
Há determinadas fases da vida deste amor que são profundamente emocionantes. Lutas que eles têm de travar, discussões necessárias ao bom entendimento, momentos de amor que fazem com que cada lágrima derramada nos momentos de maior tensão seja apenas mais uma prova do amor incondicional que os une. É um linda história de amor, simples e sem floreados construída de uma forma capaz de "atacar" os corações mais frios.

O final deixa-nos a querer mais... Acaba tão depressa. Ficamos com a sensação de que há mais para saber, há mais para contar... Afinal, um grande amor resiste à passagem do tempo, imprime no coração um sentimento de pertença que aumenta a cada batida, que permanece mesmo quando essas batidas esmorecem e desaparecem.

Encarem a leitura deste livro com um espírito aberto. Olhem para ele como uma forma criativa de narrar acontecimentos, sensações, emoções, realidades... Uma verdadeira viagem no tempo também para o leitor. 
O facto de ser narrado na primeira pessoa, e pelos dois pontos de vista, Claire e Henry, torna o livro mais dinâmico e cativante. Acho que pode ser um bom livro para ler a dois (para quem goste de partilhar o momento de leitura).

Para quem já leu o livro, não acham que poderia vir agora um livro com o título O amor da viajante no tempo? Não seria uma boa forma de dar continuidade a uma história inacabada!!

Há um filme baseado no livro, que vi no domingo passado e que em breve irei comentar.

Deixem-se invadir pelas palavras!
Boas leituras.
Silvana

domingo, 23 de junho de 2013

Por detrás da Tela | Soul Surfer

Ficha Técnica
Actores principais: AnnaSophia Robb, Helen Hunt, Dennis Quaid e Carrie Underwood.
Ano: 2011
Género: Drama

Classificação
4/5 Estrelas

Opinião
O filme Soul Surfer é baseado na história verídica de uma surfista americana que durante a prática de surf é atacada por um tubarão e fica sem um braço.
Assim, o filme traz-nos a história de Bethany, uma jovem e talentosa surfista que arrecada muito prémios com todo o seu talento. É fácil ver o prazer com que pratica a modalidade e a entrega que dá a cada momento em cima da sua prancha. Mas uma ironia do destino leva-lhe os sonhos, e as alegrias que só a prática de surf lhe permitem ter.

É um filme inspirador, em que destaca a importância da força que nos momentos mais difíceis temos de ir buscar ao lugar mais interior do nosso ser. Vencer limitações não é fácil, lidar com o preconceito e com olhares diferentes dos outros tornam ainda piores essas limitações. Mas Bethany mostrou a sua coragem, mostrou que apesar de ser diferente é capaz de ultrapassar os obstáculos com a máxima dignidade. 

As emoções fortes estão presentes ao longo de todo o filme. É muito fácil sentir empatia pela personagem principal e pelas outras personagens (pais e amigos) que vão acompanho o desenvolvimento e o desabrochar de uma nova força de viver!  

Deixem-se invadir pelas imagens!

sábado, 22 de junho de 2013

Ligação (Saga Anjos Negros #1) [Opinião]


Ligação (Anjos Negros #1)

Autor: Soraia Pereira
Ano: 2013
Editora: Pastelaria Estúdios
Número de Páginas: 238 páginas
Classificação: 3 Estrelas
Desafio: Ler em Português de Portugal

Sinopse
Um mundo. Uma Cidade. Um segredo guardado durante séculos. Uma noite tudo muda.

Jessica O’Reilly nunca teve uma vida fácil. Ignorada pela família e a viver sozinha em Nova Iorque, vê-se no meio de criminosos e é nessa noite que Leonardo a salva da morte.
Assoberbada por um conforto que nunca teve, Jessica vê-se num mundo novo, no qual conhece os Anjos Negros.
Quando retorna à sua vida, os Sombras surgem e tentam seduzi-la para o seu lado e Jessica vê-se confrontada por uma escolha que só ela pode tomar.
Aos poucos, ela descobre que nem tudo é o que parece e que não só criaturas fantásticas existem, como deseja intensamente que façam parte da sua vida. Em especial Leonardo com quem criou… uma forte ligação.

Ela nunca pensou que aquela noite fosse apenas o início e ele nunca esperou ter de ir contra as regras.

O que tem Jessica de especial?
Quem são os Anjos Negros? E os Sombras?

Uma certeza o leitor pode ter:
Nova Iorque jamais voltará a ser a mesma…


Opinião
É sempre muito bom descobrir autores Portugueses, principalmente quando são jovens autores cheios de ideias e com a criatividade a fervilhar em cada célula do seu ser. Soraia Pereira é uma dessas jovens escritoras cheia de vontade de colocar no papel todas as ideias que habitam na sua imaginação. Ligação é o seu primeiro livro e oferece-nos a história dos Anjos Negros, que são um grupo de vampiros simpáticos que protegem a humanidade.

Assim, numa escrita muito acessível (por vezes demasiado simplista e coloquial) permite-nos perceber muito bem todo o enredo que está por detrás dos guerreiros Anjos Negros e o grupo que por eles é perseguido, os Sombras. É de realçar positivamente as descrições apresentadas acerca destes dois mundos, uma vez que permite ao leitor aceder facilmente à tipologia de seres sobrenaturais que a Soraia nos traz.

Relativamente às personagens, por incrível que pareça, não foram as principais que despoletaram em mim maior curiosidade. Leonardo e Jessica, o casal central do livro, apaixonam-se demasiado depressa. Não houve tempo para criar um ligação mais sólida e conhecer-mos mais sobre cada um deles. Jessica tem um história interessante que poderia ter sido mais esmiuçada. Leonardo, por vezes tem atitudes um pouco infantis, mas isso  também acontece um pouco com a Jessica.    
As personagens que me deixaram mais curiosa para os próximos livros são A'larick e Caliel. São ambas personagens que deixam transparecer algum mistério que nos deixa com a curiosidade em pulgas. Será que nos próximos livros teremos mais informações sobre o espírito inquieto de A'larick e sobre a serenidade de Caliel (não sei porquê, mas sempre que ela aparecia no livro sentia uma certa onda de paz e serenidade). 

Um outro aspecto que achei positivo foi o tom humorístico de alguns diálogos. 
Apenas faltou uma enredo mais sedutor, em que os acontecimentos fossem mas esmiuçados e os temas que eles envolvem tratados de forma um pouco mais profunda.

Foi um bom começo para Soraia e para a sua escrita. Atenção que deixa-nos um final completamente em suspenso!! Quando lá chegamos só pensamos: O quê vamos ficar aqui sem saber o que se passa? Pois, mas ficam... Têm de aguardar pelo próximo capítulo!!!

Para adquirirem o livro e saberem os aspectos que estão por detrás da criação de alguns aspectos do livro consultem o blog da autora aqui: http://soraiamspereira.blogspot.pt/.

Deixem-se invadir pelas palavras!!
Boas leituras!
Silvana

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Poetic Dreams

Amor Após Amor

Tempo virá
em que, jubiloso,
saudarás a tua própria chegada
à tua própria porta, no teu próprio espelho,
e cada um sorrirá às boas-vindas do outro

e dirá: Senta-te aqui. Come.
Amarás de novo o estranho que foi o teu eu.
Darás vinho. Darás pão. Devolverás o teu coração
a si mesmo, ao desconhecido que te amou

a tua vida inteira, a quem ignoraste
a favor de outro, que te conhece de cor.
Tira as cartas de amor da estante,

as fotografias, os bilhetes desesperados,
retira a tua própria imagem do espelho.
Senta-te. Banqueteia-te com a tua vida.

               Derek Walcott (retirado do livro A mulher do viajante do tempo)

A propósito do DIA EUROPEU DA MÚSICA

Hoje assinala-se o Dia Europeu da Música!
A música consegue amplificar as nossas emoções e é um bom "detergente" para limpar a alma.

Hoje, como estamos à porta do fim-de-semana fica aqui uma música alegre e de um europeu, Alexander Rybak. Foi o vencedor do Festival da Eurovisão da Canção em 2009 com a música Fairytale. Com fiquei fã fui acompanhando os passos dele e conhecendo outras músicas. Está tem um video clip muito animado. Espero que gostem!!  


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Palavras Memoráveis

Eles podem escravizar o meu corpo - disse o professor - , mas a mente é minha.
Victoria Hislop, O Regresso

terça-feira, 18 de junho de 2013

O Regresso [Opinião]


O Regresso

Autor: Victoria Hislop
Ano: 2008
Editora: Civilização Editora
Número de Páginas: 460 páginas
Classificação: 4 Estrelas

Sinopse
Nas ruas calcetadas de Granada, sob as majestosas torres do Alhambra, ecoam música e segredos. Sonia Cameron não sabe nada sobre o passado chocante da cidade; ela está lá para dançar. Mas num café sossegado, uma conversa casual e uma colecção intrigante de fotografias antigas despertam a sua atenção para a história extraordinária da devastadora Guerra Civil Espanhola.

Setenta anos antes, o café era a casa da unida família Ramirez. Em 1936, um golpe militar liderado por Franco destrói a frágil paz do país e, no coração de Granada, a família testemunha as maiores atrocidades do conflito. Divididos pela política e pela tragédia, todos têm de tomar uma posição, travando uma batalha pessoal enquanto a Espanha se autodestrói.

Cativante e profundamente comovente, o segundo romance de Victoria Hislop é tão inspirador como o seu romance de estreia e bestseller internacional A ilha.

Opinião
O Regresso é o segundo livro que leio de Victoria Hislop e não me desiludiu. Apesar de ter gostado mais do primeiro, este conseguiu cativar-me o suficiente para lhe atribuir a mesma pontuação.
Este livro leva-nos numa viagem a uma Espanha marcada pela Guerra Civil e envolve-nos na história de uma família que vive de perto as consequências e as injustiças desta guerra.

O livro inicia-se com a história de Sonia, uma  mulher que passa por alguns problemas no seu casamento e onde uma das suas poucas alegrias são as danças latinas, mais em concreto a salsa. E é numa viagem a Espanha que ela acaba por encontrar o seu caminho e as respostas às suas dúvidas e tristezas.

Em Espanha ela ouve atentamente a história da família Ramirez. Uma família que sofre enormes perdas ao longo do tempo, mas que consegue manter a sua integridade e os seus ideias. Gostei muito dos progenitores desta família, principalmente da mãe Concha. Eram pessoas cheias de força e de coragem, e Concha é a grande representante dessa coragem. Aprecia as felicidades da vida da mesma forma que aguenta estoicamente as vergastadas que a vida lhe dá e fazem curvar, mas nunca cair. Em relação aos filhos, houve um que destacou pelo lado negativo, o Inácio. Um homem frio e cruel que me levou a odiá-lo, ainda tinha a agravante de ser toureiro (não gosto de touradas e sou contra, não consigo ver espectáculo naquilo).
Mercedes era a única filha mulher desta família e uma das grandes protagonistas do livro. Apaixonada pelo flamenco. Toda ela respira dança é a sua grande motivação e aquilo que a faz sonhar. É com esta grande paixão que ela descobre uma outra, Javier, um tocador de guitarra. Gostei muito das passagens em que Mercedes dançava. Ficava fascinada com tudo e principalmente com a facilidade com que a escritora passou para o papel a entrega que ele dava a dança. Era como se a estivesse a ver dançar! Infelizmente, o romance dela com Javier não me convenceu. Não me senti enfeitiçada pela paixão destes dois. Acho que não transpareceu a intensidade que a escritora pretendia que passasse. Na minha opinião, para que essa intensidade passe teria de ter havido mais momentos no livro que passassem a relação dos dois.

Houve aspectos descritivos em relação à guerra que me aborreceram um pouco. Acho que, muito facilmente, a escritora podia resumir para menos páginas e tornaria a leitura mais fluída e menos aborrecida.

Houve uma aspecto no livro que me desiludiu um pouco. É confuso eu explicar-vos o que de facto aconteceu sem meter aqui um grande spoiler, coisa que eu não quero fazer. O ponto chave da narrativa é revelado  no livro duas vezes. A primeira vez penso que foi um pequeno lapso da escritora, porque umas páginas à frente é que ele revelado com toda a intensidade que merece (apesar de ser fácil para o leitor descobrir muito antes).

Qual é vossa opinião? Nos vossos caminhos pela leitura já se cruzaram com Victoria Hislop? Espero que sim porque vale a pena ler um livro dela. Se ainda não leram nada, marquem um encontro numa paragem ao longo desse mágico caminho!

Deixem-se invadir pelas palavras!
Boas leituras.
Silvana

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Poetic Dreams

Tudo que faço medito

Tudo que falo medito
Fica sempre na metade,
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica,
E eu sou um mar de sargaço - 

Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.
             Fernando Pessoa

quinta-feira, 13 de junho de 2013

[Opinião] Jane Eyre



Autor: Charlotte Brontë
Ano: 2004
Editora: Difel
Número de páginas: 386 páginas
Classificação: 3 Estrelas
Desafio: Reading Romances / De A a Z...

Sinopse
Charlotte Brontë conseguiu em Jane Eyre uma fusão perfeita entre o realismo e o romance, incorporando dois temas que persistem no inconsistente colectivo porque expressam aspirações humanas permanentes: o mito de Cinderela, a rapariga pobre e oprimida que casa com o príncipe poderoso, e o mito do sucesso: a recém-chegada sofre, persevera e triunfa da adversidade.
No entanto, Jane Eyre não é um mero romance de evasão, tem uma verdade e um realismo totais; nos momentos mais empolgantes da acção, os detalhes, como na vida real, são solidamente prosaicos e mesmo o triunfo final de Jane é um triunfo incompleto, à escala humana.
O que caracteriza a arte desta grande romancista inglesa, e ainda hoje a impõe à nossa admiração é, essencialmente, ter sabido descer ao mais profundo dos seres, mostrando-nos, na sua verdade integral, o mau e o bom, o forte e o fraco, na complexidade das suas motivações e das paixões que os dominam, a verdade e a profunda riqueza das figuras que construiu, assim como a violência que as agita, e a humanidade de que vibram e que, página após página, não cessa de nos manter suspensos e ansiosos.

Opinião
Jane Eyre despertou e mim sentimentos muito diversos. Houve momentos em que gostei, outros em que os acontecimentos não faziam sentido nenhum e outros em que me aborreci. Não considero uma leitura fácil. É uma narrativa densa, preenchida por muita informação que necessita ser absorvida de uma forma ponderada. 

A parte inicial é um convite a uma viagem pela infância da nossa protagonista. Uma criança órfã, Jane, que se vê abraços com uma tia que a trata de forma negligente não actuando de forma justa, ou seja, é incapaz de ver o que se passa na realidade entre Jane e os seus filhos. Solução: mandar Jane Eyre para uma espécie de orfanato.

No orfanato, a narrativa torna-se um pouco mais aborrecida. Após conhecermos bem a dinâmica dos acontecimentos, existem partes que se tornam aborrecidas. O que salva esta parte é a exploração da amizade de Jane com outra criança.

Jane atinge a maioridade e decide dar um novo rumo à sua vida e decide colocar um anuncio de preceptora. Rapidamente é chamada para uma casa, Thornfield, torna-se a nova morada de Jane. Esta parte do livro é, na minha opinião, bastante cativante sobretudo devido ao enorme mistério que envolve esta casa. Jane vive coisas estranhas naquela casa e pressente o mistério que paira sobre as paredes e sobre uma determinada pessoa que vive num quarto do terceiro andar. 
Mr Rochester é o dono desta casa. Um homem inteligente e perspicaz. Muito observador das pessoas e da sociedade fazem dele um homem conhecedor do carácter de cada ser humano com quem se vai cruzando. Um homem que aprecia o bom carácter humano, desde logo se encanta pelos modos simples de Jane Eyre. Mas este senhor guarda um segredo... Um segredo que torna a sua vida bastante complicada. 

O final, é mais ou menos previsível, ou seja, é fácil saber, em traços gerais o que irá acontecer. Porém, as particularidades que envolvem o final é que são surpreendentes.

Um aspecto que gostei bastante no livro foi a forma eloquente com que a escritora o escreveu, dirigindo-se por diversas vezes ao leitor. É um aspecto engraçado, parece que estamos numa conversa com a Jane.

Ao longo do livro houve apenas um episódio que achei que não se enquadrava muito bem na história em si. Foi um pouco estranho a leitura dessa parte, não me fez muito sentido. Para não vos estragar a leitura apenas posso adiantar que o episódio envolve uma vidente... Um tanto ou quanto estranha!

Deixem-se invadir pelas palavras.
Boas leituras.
Silvana

terça-feira, 11 de junho de 2013

Top Ten Tuesday: 10 livros que considero uma "Leitura de Praia" (7)



O Top Ten Tuesday desta semana lança-nos o desafio de elegermos dez livros que consideramos uma boa leitura de praia. 

Para mim, um livro ideal para ler na praia deverá ter uma narrativa leve e envolvente. Não deverá ser algo complexo e que envolva muitas reflexões, uma vez que o ambiente ao ar livre não combina com este tipo de livros.

Aqui fica a minha lista.

1. Jardim de Alfazema - Jude Deveraux 

2. Feitiço da Lua - Sarah Addison Allen

3. Lua de Mel em Paris - Elizabeth Adler 
Lua de Mel em Paris

4. Viagem a Capri - Elizabeth Adler 
Viagem a Capri

5. Antes de te esquecer - Melissa Hill
Antes de te Esquecer

6. Tudo sobre ti - Melissa Hill 
Tudo Sobre Ti

7. O Jardim encantado - Sarah Addison Allen
O Jardim Encantado

8. O quarto mágico - Sarah Addison Allen
O Quarto Mágico

9. O recife - Nora Roberts
O Recife

10. Romance em Amesterdão - Tiago Rebelo
Romance em Amesterdão



Resultados da 2ª Maratona Surpresa (individual)

O resultado não foi mau de todo, apesar de não ter conseguido cumprir os meus objectivos iniciais!

 Consegui ler 279 páginas

Ligação (Anjos Negros #1) Consegui ler 35 páginas

Total: 314 páginas

Acabei por deixar o livro A mulher do viajante do tempo para a próxima maratona que começa já sexta-feira.

Boas leituras!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Maratonas Literárias - Maratona Surpresa 2

Maratonas Literárias

Cá está mais uma maratona. É uma maratona surpresa porque acabou de ser anunciada... 
Na outra não tive oportunidade de participar, mas nesta já marquei a minha presença. Façam o mesmo inscrevendo-se aqui: http://www.goodreads.com/topic/show/1360213

A maratona começa daqui  a menos de 5 minutos e termina segunda-feira às 23h59min.

Para esta maratona os livros escolhidos serão:

     

O meu objectivo será começar e terminar O regresso e ler algumas páginas do livro A mulher do viajante no tempo.

Boa Maratona!!!
Deixem-se invadir pelas palavras!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Palavras Memoráveis

Há raparigas que têm o dom de troçar de nós sem pronunciar uma palavra desagradável; uma certa arrogância do olhar, uma frieza de maneiras e um tom negligente bastam para produzir tal efeito.
Charlotte Brontë, Jane Eyre

Top Ten Tuesday - Livros que, de alguma forma, implicam viajar (6)



O Top Ten Tuesday desta semana convida-nos a apresentar os dez livros que, de alguma forma, nos fizeram viajar.
Acho que todos os livros nos fazem viajar por algum lado... Conduzem-nos a lugares encantados e mágicos, florestas obscuras, reinos de príncipes e princesas, fazem-nos entrar nas mais duras Guerras e olhar de frente o sofrimento... No fundo, em todos eles viajamos e em todos eles sonhamos.

Da minha lista apenas fazem parte livros que eu já li e nos quais embarquei numa "viagem" que me marcou significativamente.

 1.  Nunca me esqueças (Lesley Pearse) 
Neste livro acompanhamos a viagem de Mary até à Austrália e depois de regresso a Inglaterra... Duas viagens cheias de acontecimentos que tornam este livro inesquecível.
 

2. Mensagem do Vietname (Danielle Steel)
Neste livro a viagem leva-nos ao Vietname e ao cenário da guerra. Pelos passos de Paxie ficamos a conhecer um realidade assustadora com descrições maravilhosas.

3 e 4. Primeiro dia e Primeira noite (Marc Levy)
Estes dois livros são fantásticos em termos de viagens. Com eles visitamos a Europa, a África, a Ásia e América onde em cada lugar acontece qualquer coisa intensa. São dois livros fantásticos, quer em termos dos locais que nos são apresentados quer de toda a história que os envolv.

5. O grande amor da minha vida (Paullina Simons)
Já não sei o que mais posso acrescentar acerca deste livro. Aliás, ele tem  dom de me deixar sem palavras. Com ele entramos na Rússia Comunista que vive a Segunda Guerra Mundial. As descrições dos lugares e dos acontecimentos são tão boas que nos sentimos lá, a viver tudo aquilo.

6. Nómada (Stephenie Meyer)
A viagem que este livro nos oferece é uma viagem a um mundo diferente daquele com que convivemos. Sem sair de um país conhecemos duas realidades diferentes que nos conduzem numa viagem reflexiva sobre a condição humana, os valores e comportamentos humanos.

7.  Onze minutos (Paulo Coelho)
Neste livro acompanhamos a viagem de Maria desde o Brasil até à Suiça. É um livros de contrastes e que me fez ler vários livros deste autor.
  

8. Jardim dos Segredos - Kate Morton
Cassandra, movida pelo desejo de desvendar as origens da sua história familiar, embarca numa viagem até a Inglaterra. Oriunda da Austrália, Cassandra parte com base tendo por base as informações deixadas pela sua avó. Com esta viagem descobre um mundo novo que proporciona ao leitor uma leitura fantástica. 

9. Uma paixão indiana - Javier Moro
Se querem conhecer a cultura indiana e as particularidades este é o livro ideal. Com ele embarcamos numa viagem ao pormenores de uma cultura tão distante da nossa. 

10. Viagem a Capri (Elizabeth Adler)
Elizabet Adler, em qualquer um dos seus livros, faz-nos embarcar em viagens por locais paradisíacos que nos fazem sonhar e relaxar. Este foi o primeiro livro que li da autora e daí a minha escolha, mas qualquer um dos outros é um excelente "Guia de Viagens".

Viagem por estas páginas!