sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

42ª Maratona Goodreads| Plano

A partir da meia noite irá dar início mais uma maratona do Goodreads. Decidi participar e hoje venho aqui apresentar-vos o meu plano.

Terminar

Faltam-me poucas páginas para terminar este livro. 

Para ler
 
Boas leituras e boa maratona!!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Palavras Memoráveis


(Imagem daqui)

Achamos sempre que já vimos tudo, achamos que conhecemos tudo de cor.

Mas esquecemos – disse Christy. – É tão fácil esquecer.

Ou nem sequer olhar.

Vamos prometer um ao outro – propôs ele, com o olhar a brilhar tanto como a aurora boreal – que não vamos nunca esquecer de olhar.
– Eu lembro-te… - disse ela. – Prometo.
Luanne Rice, Milagre em Nova Iorque

[Opinião] 6 de Abril '96


6 de Abril de '96

Autora: Sveva Casati Modignani
Ano: 2004
Editora: Asa
Número de páginas: 384 páginas
Classificação: 4 Estrelas

Sinopse
Numa manhã de Verão, na igreja milanesa de San Marco, uma jovem e belíssima mulher é brutalmente atacada. Quando desperta da delicada cirurgia a que foi entretanto submetida tem perante si a difícil tarefa de recuperar a sua própria identidade, já que a violência de que foi vítima lhe provocou a perda da memória. As recordações avivam-se pouco a pouco e é penosamente que ela recompõe a sua história e a da sua família. Mas é um processo doloroso, pois Irene Cordero – é este o seu nome – carrega consigo uma pesada herança. Já a mãe e a avó haviam pago caro as tentativas de seguir os ditames do seu coração, violando a moral, as convenções e a cultura de um mundo rural que as obrigava à submissão e à obediência; um doloroso estigma que tão- pouco poupa Irene que, com apenas dezoito anos, abandona o campo e parte em busca do seu próprio caminho. Porém, não obstante o sucesso profissional e o bem-estar económico, Irene não consegue encontrar o equilíbrio emocional. Será necessária uma crise profunda para que ela encontre forças para se renovar, para fazer as pazes com o passado e para aguardar o amanhã com serenidade e confiança.

Um romance intenso e empolgante dedicado às mulheres: as de ontem, que lutaram por assumir as rédeas do seu próprio destino, e as de hoje, que têm a sorte de poder usufruir da autonomia conquistada. Porque não há liberdade maior do que a que nos permite ser e viver segundo a nossa vontade.

Opinião
Descobri os livros da Sveva durante a minha adolescência e desde o primeiro livro que li, que foi A cor da paixão, fiquei fã das histórias da autora. Há livros que gosto mais, outros que não gosto assim tanto. Tudo depende do enredo com que me deparo, uma vez que a escrita é sempre envolvente e fluída.

Este livro é o somatório da vida de três mulheres com coragem para enfrentar as agruras da vida, mas com uma dificuldade em deixar entrar o amor nos seus corações. É no amor que encontram grandes insatisfações para a sua vida e é também o responsável por crises mais ou menos difíceis de ultrapassar. 

É a partir de Irene que a autora nos convida a fazer uma viagem às raízes desta mulher dando-nos a conhecer a história da sua avó Agostina e da sua mãe Rosanna.
Gostei das três histórias. Agostina e-nos apresentada como uma mulher de coragem e de personalidade decidida. Incapaz de ser submissa aos homens, trava duras batalhas em busca de si mesma. A sua filha Rosanna herda a mesma personalidade vincada da mãe, mas não é suficientemente forte deixando-se dobrar pela tristeza. Irene, filha de Rosanna, herda o que de melhor tem cada uma das suas principais referências familiares femininas, mas herda também a insatisfação em relação ao amor e à forma como olha para o casamento.

Gostei bastante da história familiar que une estas três mulheres. É envolvente e com algumas surpresas. No meu caso, fui mais surpreendida na história de Agostina. A história de Rosanna tem aspectos um pouco previsíveis enquanto que a história de Irene me deixou cheia de reticências. Acho que, em relação a esta última personagem, ficaram coisas por dizer e por resolver. Algumas partes não foram bem interligadas e eu esperava mais mistério e contornos obscuros no que respeita ao assalto que Irene sofre na igreja milanesa de San Marino. Senti-me um pouco desiludida porque todas as minhas teorias mirabolantes caíram por terra perante um episódio demasiado simplista. 
As relações e as vivências amorosas de Irene, também me deixaram insatisfeita. Senti falta de elos de ligações entre as partes da vida de Irene que nos eram cortadas (a história de Irene foi contada de forma intercalada com as histórias da mãe e da avó). 
Outro aspecto que estranhei foi o facto de que, no início do livro, a autora mostra-nos o primeiro contacto entre Angelo e Irene que deixa os leitores a pensar de uma forma que depois não se coaduna com o que de facto se passou. 

No geral posso dizer que gostei do livro e reforça a minha ligação com esta autora. Não fica a ocupar o lugar dos meus livros preferidos da autora, mas foi uma boa leitura e vai de encontro àquilo que já estava habituada.

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras.  

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Março | Maratona Viagens (In) Esperadas


Olá Maratonistas,

Março está aí à porta o que significa nova maratona! Março é um mês rico de acontecimento, mas nós escolhermos assinalar 2: o Carnaval e o Dia Internacional da mulher. 

Irá decorrer entre as 00:00 do dia 3 de Março e as 23:59 do dia 9 de Março.

Este mês não haverá votação, mas poderão ler livros de duas categorias diferentes. 

  • Ler livros escritos por autores que usaram pseudónimos (Uma forma de assinalar o Carnaval, uma vez estes autores usam “máscaras” para nos dar a conhecer as suas palavras)
  • Ler livros escritos por autoras e em que as personagem principal seja uma mulher (esta é a nossa forma de assinalar o dia da mulher que se comemora em Março).

Quem quiser juntar-se a nós, há um grupo muito dinâmico no facebook à vossa espera (aqui).

Boa maratona e esperamos que se divirtam!

[Opinião] A Prisão do Silêncio


A Prisão do Silêncio

Autora: Torey Hayden
Ano: 2009
Editora: Editorial Presença
Número de páginas: 328 páginas
Classificação: 5 Estrelas

Sinopse
A trabalhar no ensino especial, Torey Hayden, psicóloga e professora, procura devolver afecto às crianças perturbadas psiquicamente. A todas une o mesmo sentimento: problemas na infância que as leva a manifestar comportamentos invulgares e preocupantes, geralmente em consequência de algum tipo de maus-tratos. Com o dom de desbloquear estes sentimentos, Torey Hayden foi chamada por um centro de tratamento para ajudar um rapaz a sair da sua prisão de silêncio. Com 15 anos, Kevin ou Zoo Boy não falava, não mudava de roupa, não tomava banho e escondia-se debaixo de mesas construindo uma jaula com cadeiras dentro da qual se encerrava. A professora trabalhou a leitura com Kevin e passo a passo o rapaz foi recuperando e quebrando o silêncio. Sétimo livro de uma autora que já vendeu 100.000 exemplares em Portugal e se encontra publicada em 20 países.

Opinião
Já por diversas vezes dei a conhecer a minha admiração por Torey Hayden aqui no blog, referindo-a em algumas TAGs e numa opinião a um livro seu. Esta minha admiração cresce à medida que vou lendo os livros dela.

Neste livro, Torey conta-nos a história de Kenvin. Um adolescente atormentado por fantasmas de um passado que ficou, durante muito tempo, desconhecido para Torey. Não é uma história bonita, nem fácil de ler e digerir, mas quantos Kevins não andaram espalhados por este mundo? Talvez haja mais Kevins do que Toreys de coração enorme capazes de abraçar os desafios que estas crianças oferecem a técnicos de saúde mental.

Mais uma vez assistimos a uma boa exploração dos acontecimentos. Senti, por vezes, que Torey poderia ter ido um pouco mais longe nas suas reflexões e hipóteses sobre o caso. Oferecendo ao leitor um maior acesso ao seu consciente e ao seu pensamento nas questões ligadas a Kevin, Jeff e Charity.

Foi um livro que mexeu com as minhas emoções e sentimentos. Mexeu de uma forma um pouco inesperada e revi-me em muitas das atitudes de Torey em relação às suas atitudes profissionais. Torey descreve-se como sendo um pouco séptica em relação aos aspectos teóricos que servem como pano de fundo ao trabalho dos psicólogos. Em certa medida concordei com ela. Não sou tão radical como ela, mas reconheço que temos de olhar para as pessoas e para os seus problemas de uma maneira muito mais abrangente do que aquela que as teorias nos oferecem. Do meu ponto de vista é importante ajustar as técnica e os conceitos teóricos às pessoas do que procurar encaixar as pessoas nas teorias e arranjando uma forma de classificar o seu problema. É claro que existem aspectos que há necessidade de serem classificados, como por exemplo as questões relacionais com as doenças mentais, mas a forma de trabalhar com as pessoas deverá ser única. Talvez esteja a ser confusa para as pessoas que estão a ler está opinião de uma área profissional que não se enquadra com estes aspectos, mas no fundo o que pretendo passar, e que é algo bem visível no trabalho de Torey é: as pessoas têm as suas idiossincrasias e merecem a nossa total atenção e dedicação e neste sentido devemos procurar ajustar os nossos conhecimentos àquilo que elas são e representam. Se para isso temos de transpor as barreiras teóricas que nos são dadas a conhecer, deixa de se tornar um facto relevante quando os resultados atingidos com as pessoas são positivos. Naquele momento, o mais importante é estar ali para aquela pessoa, para o seu problema, para aquela forma de ver o mundo. Todos estes aspectos são bem visíveis no trabalho que Torey e Jeff fazem com Kevin. Eles ultrapassam muitas das barreiras teóricas. Interessaram-se genuinamente com Kevin e os resultados, depois de muito esforço, são muito positivos.

A prisão do silêncio activou o meu lado saudosista, transportando-me para lugares do passado. Senti saudades do meu trabalho e daquilo que já fiz, senti saudades de uma relação profissional que se transformou num boa relação de amizade, tal como Torey construiu com Jeff, e que a distancia tem dificultado o contacto.  

Não sei qual a relação que vocês têm com esta autora, mas aconselho àqueles que nunca se deixaram invadir pelas palavras desta senhora que colmatem esta falha e se entreguem aos livros dela. Do meu ponto de vista são particularmente úteis a quem tem uma actividade profissional ligada às crianças.

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras.

Palavras Memoráveis

Há quem diga que pelo começo de uma boa história se pode ler sempre nas entrelinhas qualquer coisa que ajude a imaginar o seu fim.


(...) não há nada que substitua uma palavra certa: doce ou amarga, pequena ou grande, não importa, que acima de tudo possa ser ela justa, consistente e... verdadeira.


Pedro Strecht, Final Feliz

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Top Ten Tuesday | REWIND - Histórias de Amor Preferidas (literárias)



O Top Ten desta semana é escolhido por nós de entre todas as categorias passadas. Pode ser alguma que não tenhamos feito, ou alguma que queiramos repetir. Eu cá optei por uma que ainda não fiz.

Sendo Fevereiro o mês do amor, decidi-me por este top ten.


10 Histórias de Amor Preferidas (literárias)

Aqui ficam as minhas 10 histórias de amor literárias preferidas, sem qualquer ordem específica.

  1. Diário da Nossa Paixão (Nicholas Sparks) - Acho que é difícil ficar indiferente à história de amor entre a Allie e o Noah. É uma amor adolescente que nunca esmorece e que mesmo depois de estarem separados, o que sentem um pelo outro é igualmente forte. 
  2. Amor em Lume Brando (Anna Casanovas) - Emma e Guillermo são os protagonistas de uma história de amor bem doce e recheada de bons momentos. Adorei estes dois e a forma como eles cresceram ao longo do livro. Emma aprendeu muito, olhando para aquilo que realmente iria fazer sentido para si própria. Guillermo manteve-se fiel ao romantismo dele e à sua personalidade. Um livro que recomendo. 
  3. Um momento inesquecível  (Nicholas Sparks) - Esta é uma história de amor com um final triste, muito ao género daquilo a que Nicholas Sparks nos acostumou. Landon e Jamie são apresentados como opostos, mas ao longo do livro vão descobrir que aquilo que os une é muito mais do que aquilo que os coloca em zonas opostas. Mais um livro e uma história de amor difícil de esquecer.
  4. O Grande Amor da Minha Vida (Paullina Simons) - Tatiana e Alexander encantaram-me desde as primeiras páginas. Todo o livro oferece-nos uma história de amor inesquecível e memorável, uma história que acompanhou o meu pensamento durante muito tempo. 
  5. A Mulher do Viajante no Tempo (Audrey Niffenegger) - Como escrevi na minha opinião a este livro, esta é uma história bonita para ler a dois. Claire e Henry protagonizam uma história de amor incomum, ou não fosse ele um homem de todos os tempos. Ao início parece confuso, somos apanhados em momentos diferentes do crescimento de Claire, mas depois de entrarmos no ritmo somos facilmente agarrados a história de amor destes dois.    
  6. Sedução Intensa (Lisa Klypas) - Lillian e Marcus oferecem-nos momentos muito diversificados à medida que a história de amor deles se desenvolvem. Apesar de desde cedo se sentirem bastante atraídos, entram num jogo de provocação que deixa o leitor divertido. Porém, há uma altura em que esta provocação dá uma tórrida relação. 
  7. És o meu segredo (Tiago Rebelo) - Tiago Rebelo é dos autores portugueses que nos oferece bonitas histórias de amor. A história de amor deste livro ocupa um lugar especial no meu coração. Filipa sempre gostou do Tomás, mas ele nem sempre andou muito encantado por ele. Contudo, há um momento em que os corações de ambos se encontram e uma amizade dá origem a uma bonita história de amor. 
  8. Inverso (Liliana Lavado) - Ivana e Gabriel são dos poucos casais adolescentes que me conquistaram. Um amor mágico e inocente que me prendeu da primeira à última página. 
  9. Um dia (David Nicholls) - O que tanto me apaixonou na história de Emma e Dexter foi o factor amizade que eles vão construindo ao longo dos anos. Eles têm a noção de que se apaixonaram, mas preferiram ir mantendo a amizade que os unia. 
  10. O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (Jorge Amado) - Esta é das histórias de amor infantis que mais me recordo. Sofri um pouco com o Gato Malhado. Um gato mal visto pelos outros animais lá do sítio e que se apaixona por uma Andorinha um pouco convencida. É engraçado ver a forma como a relação deles evolui. 


[Opinião] A Filha da Floresta (Sevenwaters # 1)


A Filha da Floresta  (Trilogia de Sevenwaters, #1)

Autora: Juliet Marillier
Ano: 2002
Editora: Bertrand Editora
Número de páginas: 448 páginas
Classificação: 4 Estrelas

Sinopse
A Filha da Floresta é uma história do tempo em que a Irlanda e a Bretanha ainda não eram "uma só ilha", do tempo em que a honra era a razão de viver de muitos homens e também do tempo em que o amor entre irmãos vencia qualquer contratempo, derrotando quem os tentasse separar.

Colum, senhor de Sevenwaters, tinha sido abençoado com sete filhos: Liam, Diarmid, os gémeos Cormack e Connor, o rebelde Finbar e o novo e compassivo Padriac. Mas Sorcha, a sétima filha do sétimo filho, única mulher da família e muito nova para ter podido conhecer a sua mãe, está destinada a proteger a sua família e a defender as suas terras dos Bretões e do clã conhecido como Northwoods. Após a chegada de Lady Oonagh, uma traidora que se infiltrou em Sevenwaters, bela como o dia mas com o coração negro como a noite, tudo mudou. Para alcançar o seu objectivo, enfeitiçou Lord Colum e transformou os seus seis filhos em cisnes, tendo ficado unicamente Sorcha. Depois de escapar ao poder da feiticeira, Sorcha refugiou-se na floresta, longe de casa para poder cumprir a sua tarefa e salvar os seus irmãos. Mas é, entretanto, capturada pelo inimigo, ficando assim todo o seu futuro nublado, uma vez que Sorcha irá estar dividida entre o mundo que sempre tomou como seu e um amor, que só aparece uma vez na vida.

A Filha da Floresta é o primeiro livro de uma belíssima trilogia sobre sete irmãos, que pertencem à mesma corrente do mesmo lago e ao profundo bater do coração da floresta.

Opiniões
A Filha da Floresta é o primeiro livro da trilogia Sevenwaters da escritora Juliet Marillier. É, também, o primeiro livro que leio da autora e posso já dizer que me deixou com vontade de ler mais. 

Não me apaixonei pelo livro e por esta história logo nas primeira páginas. Para mim, o início da leitura foi difícil porque estava a achar o livro demasiado descritivo, faltando-lhe aspectos que me prendessem à vida daquelas personagens. Sensivelmente, até à página cento e muitos vi os meus sentimentos em relação ao livro a oscilarem. Houve momentos em que tinha imensa vontade de avançar na história, contrastando com outros em que lia meia dúzia de páginas e me via obrigada a parar, sentindo, por vezes, vontade de desistir. Mas eu sou teimosa e raramente desisto! E assim lá ia avançando. Até que se dá um determinado acontecimento no livro. A minha ideia inicial foi: Ok! A partir daqui é que as coisas serão ainda piores e vou ganhar uma aversão ao livro. Este preconceito revelou-se nitidamente errado. A partir deste ponto comecei a ganhar uma imensa vontade de ler para saber o que se iria passar. Só tenho a dizer: ainda bem, que continuei a ler! É claro que não vou revelar o acontecimento, seria spoilar e perderia o interesse para quem ainda pretende ler o livro.

Este livro insere-se no género da fantasia. Quem por aqui vai passando sabe que eu não morro de amores pelo género. Devem estar a pensar que provavelmente este livro me deixou com menos reticências em relação ao dito género, mas lamento informar que as reticências continuam as mesmas. Aquilo que mais me rendeu ao livro e me fez apaixonar pelo conteúdo destas páginas ultrapassa, em grande escala, os elementos fantasiosos que estão presentes. É certo que eles fazem parte e tornam-se fundamentais para o decorrer dos acontecimentos, mas eu consegui olhar para algo mais profundo. As personagens e as missões que acarretam superam a fantasia devia às mensagens úteis que nos deixam.

Sorcha, a Filha da Floresta, é uma personagem fantástica. Lutadora e teimosa no cumprimento de todas as suas missões. Ao mesmo tempo é detentora de uma doçura e bondade que não passam despercebidas ao leitor. Sofri imenso com a Sorcha e com a dura missão que lhe caiu aos ombros. Admirei a coragem dela e todos os passos que dava em direcção ao final da sua missão. Uma boa personagem feminina... Admirável e memorável.

De entre todos os irmão de Sorcha, destaco Finbar (se fosse a falar de todos eles a opinião iria alongar-se em demasiado). Foi o que que mais gostei, mas ao mesmo tempo foi o que mais fugiu à minha compreensão. Espero que no próximo volume as coisas se clarifiquem e eu fique a saber mais do futuro deste personagem que me fez doer o coração com aquele final.

Gostei muito do Red. Um homem com bom coração, capaz de o abrir mesmo às coisas que não compreende. Um exemplo daquilo que é ser paciente, respeitador e sensível. 

Outro aspecto interessante, é a importância que as histórias têm para Sorcha. São a sua fonte de paz espiritual, uma forma de aguentar as coisas menos boas. Adorei! Acho que é também isso que procuro nos livros, uma maneira de fugir às coisas dolorosas da vida. 

Este livro transporta muitas mensagens, dá origem a muitas reflexões. Até onde iríamos por amor à nossa família? Que sofrimento estaríamos dispostos a suportar para salvar alguém de quem gostamos? Até onde podemos ser pacientes quando estamos sedentos de respostas às nossas interrogações? 
Um livro intenso, cheio de boas mensagens e espero que quem ainda não leu se sinta motivado a fazê-lo.

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras. 



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

[Opinião] O passado que seremos


O Passado que Seremos

Autora: Inês Botelho
Ano: 2010
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 208 páginas
Classificação: 1 Estrelas

Sinopse
Elisa e Alexandre conhecem-se num fim-de-semana no Caramulo. São ambos jovens, pertencem a círculos diferentes, vêem o mundo de perspectivas quase sempre opostas – e, no entanto, parecem incapazes de escapar à atracção que lentamente os envolve. Com avanços e recuos, iniciam então uma relação que não entendem e questionam. Mas que os marcará para sempre.
Elisa tem medo da lua e das janelas sem cortinas. Pensa de mais e quer entender o mundo nas suas múltiplas facetas. Alexandre, pelo contrário, avança sem grandes reflexões, preocupado em aproveitar cada momento do presente antes que as responsabilidades o amarrem.
Romance de iniciação à idade adulta, O Passado Que Seremos dá-nos o(s) retrato(s) de uma geração e dos caminhos onde procura encontrar a “sua” verdade.

Opinião
Esta foi a minha estreia com Inês Botelho e não foi um bom começo. Não foi uma boa leitura!

O Passado que seremos traz-nos a história de Elisa e Alexandre. Eles são dois jovens provenientes de mundos e famílias diferentes. O meu desagrado para com este livro não está relacionado com o conteúdo da história, mas sim com o tipo de escrita da autora e a forma usada para conduzir os acontecimentos.

A história é narrada na primeira pessoa, quer pela Elisa, quer pelo Alexandre. Porém, não é dada essa indicação ao leitor. Eu só me apercebia de quem estava a narrar depois de ler algumas linhas. Sei que é uma forma diferente de nos apresentar as coisas, mas para mim, o início foi muito complicado. Tornava-se confuso tentar descobrir a quem pertencia determinado capítulo.

Inês Botelho usa um tipo de escrita muito próprio. Por vezes, sentia que ela usava um amontoado de palavras para explicar acontecimentos mais simples. Pessoalmente, não me identifico muito com este estilo. Complica a narrativa, dificulta a compreensão da história e não me motiva para a leitura. Senti-me a arrastar ao longo daquelas páginas, algumas vezes perdidas na complexidade das frases usadas para descrever os acontecimentos. 

Depois desta experiência com Inês Botelho não fiquei com muita vontade de ler outras obras da escritora. Fiquei um pouco desiludida, pois tinha lido opiniões positivas às obras da escritora e a esta em particular.

E vocês, já leram obras de Inês Botelho? O que é que acharam?

Boas leituras e deixam-se invadir pela palavras.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Maratona Viagens (In)Esperadas (2) | Desafio 7 e 8

DESAFIO 7
Mostra-nos 3 livros de 3 países diferentes de um só continente que gostarias de ler/comprar.
Eu escolho o continente Americano (abrangendo Norte e Sul) e gostaria de ler os seguintes livros:
1. Capitães na Areia de Jorge Amado - Brasil
2. O Caderno de Maya de Isabel Allende - Chile
3. A culpa é das estrelas de John Green - Estados Unidos da América

DESAFIO 8
Faz um balanço final das tuas leituras. Quantos livros/países leste? Qual o número total de páginas lido?
Este é o último desafio da maratona. Eu terminei as minhas leituras durante a tarde. Consegui cumprir o plano a que me tinha proposto. "Visitei" 3 países: 
  • E.U.A. - A prisão do Silêncio de Torey Hayden- Livro terminado - 290 páginas
  • Itália  - 6 de Abril de 96 de Sveva Modignani -  384 páginas 
  • Portugal - Duas gotas de sangue e um corpo para a eternidade de Carina Portugal - 21 páginas


As minhas leituras deram-me um total de 695 páginas lidas.

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Resultados Anteriores:
Maratona 1 | Janeiro - 534 páginas lidas

Maratona Viagens (In)Esperadas (2) | Desafio 5 e 6


DESAFIO 5
Que imagem escolherias para uma capa alternativa do livro que estás a ler (sugerido pela Cláudia Oliveira).

Cá continuo a minha leitura do livro 6 de Abril de 96. Eu gosto da capa da edição portuguesa uma vez que me repete para uma das partes do livro que mais gosto. Apesar disso, acho que a imagem de um anel com a inscrição 6 de Abril de 96 no interior também seria bastante adequada. Não, não é data de casamento. Aconselho-vos a ler o livro, porque até eu andei longe de adivinhar o significado daquele anel com aquela inscrição. 

O anel poderia ser algo do género (não consegui encontrar um que fosse de encontro ao descrito no livro).
(imagem retirada daqui)


DESAFIO 6
De que país é o autor do livro que estás a ler? É a primeira vez que lês um livro de um autor com essa nacionalidade? Se não, deixa algumas recomendações de bons livros desse país ou os últimos livros que gostaste desse país?

Curiosamente, é a única escritora italiana que li. Não me lembro de ler livros de mais autores italianos. Eu gosto muito da Sveva e da forma como ela constrói histórias apaixonantes sobre mulheres de coragem. Já li muitos livros desta autora, mas vou recomendar os meus dois livros preferidos até ao momento: A siciliana e Lição de tango.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Uma história inspiradora

Há coisas que valem a pena partilhar.
Estou sem palavras para o que acabei de ver...

Um vídeo mágico... Vejam, não se vão arrepender!


Maratona Viagens (In)Esperadas (2) | Desafio 4


DESAFIO 4
Que estás a achar do livro que estás a ler? Que palavra na língua do autor usarias para descrever o livro?

Continuo com o livro que iniciei ontem, 6 de Abril de 96 de Sveva Casati Modignani e tal como todos os outros livros desta autora que já li estou a gostar bastante. A autora presenteia-nos como uma escrita fluída e com histórias que envolvem romance e alguns mistérios que prendem o leitor à história. 

A autora é italiana. Eu não sei italiano, mas gosto muito da sonoridade da língua. A palavra que acho que descreve a história para já é MISTERO (espero não ter sido enganada pelo google tradutor).

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Maratona Viagens (In)Esperadas (2) | Desafio 3


DESAFIO 3
Que personagem serias do livro que estás a ler ou que já leste para a maratona?

Neste momento, encontro-me a ler 6 de Abril de 96, mas como ainda li poucas páginas não dá para ter uma opinião formada sobre as personagens. Mas, baseando-me no análise bastante superficial, poderia ser a Elena. É uma neurologista que se dedica ao estudo do funcionamento da memória. Pessoalmente, é um tema também do meu interesse e via-me a fazer investigação nessa área.

Palavras Memoráveis

(imagem retirada daqui)
- Avô, posso perguntar-te uma coisa? - disse com timidez própria dos adolescentes.
- Claro, Guillermo, o que tu quiseres. - O avô, que estava na varanda a ler o jornal, endireitou-se um pouco na cadeira.
- Quanto tempo demora alguém a apaixonar-se? - Guillermo fingiu estar muito interessado no rótulo de uma garrafa de água que estava ali ao lado.
- Porque queres saber?
- Por nada. Coisas da escola - respondeu, um pouco corado.
- Depende - replicou o avô, tirando-lhe a garrafa das mãos antes que ele entornasse toda a água. - Há quem nunca se consiga apaixonar, mas se a pessoa certa aparecer... - Esboçou um sorriso enigmático, com o qual pretendia captar a atenção do seu neto preferido.
- Se a pessoa certa aparecer, o quê?
- Se a pessoa certa aparecer... - estalou os dedos - ... basta um segundo.

Anna Casanovas, Amor em Lume Brando

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Palavras Memoráveis

Simbolicamente, é isso o Natal. A celebração da nossa ligação aos outros. A parte mais pequena dos outros e de todos nós.
Pedro Strecht, in Final Feliz

Maratona Viagens (In)Esperadas (2) | Desafio 2


DESAFIO 2
De que país é o autor do livro que estás a ler? Gostarias de visitar esse país? Qual a principal atracção/monumento/cidade que gostarias de conhecer?

Ainda continuo com a leitura do livro A prisão do silêncio da autora Torey Hayden que é oriunda dos E.U.A,, mais especificamente de Montana.
Não é um dos países que me chama mais a atenção. Mas há algumas coisas que eu gostaria de visitar. E se lá conseguisse ir gostaria de ir no Inverno, umas semanas antes do Natal para poder "respirar" toda aquela magia que se instala em Nova Iorque. 

O que é que eu gostaria de ver nos E.U.A. está situada na cidade de Nova Iorque. E são os seguintes.

Times Square

Empire State Building 

Museu de História Natural

Não me importava de conhecer outras localidades dos E.U.A. como é o caso de Chicago, São Francisco, Califórnia... Mas também não sei muito bem podia encontrar aí para ver. Até nós chegam sempre muito mais coisas sobre Nova Iorque do que sobre outras zonas.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Top Ten Tuesday | 10 motivos porque adoras ser blogger/leitora




Esta semana o Top Ten leva-nos a pensar nas razões porque adoramos ser bloggers/ leitores. Como faço parte dos dois grupos irei indicar 5 razões para cada uma das categorias.



Blogger

  1. A possibilidade de conhecer pessoas fantásticas - Sinto-me bafejada pela sorte que tive em "conhecer" pessoas simpáticas que tornam esta aventura tão especial. Não vou enumerar nomes, porque tenho a certeza que as pessoas em causa o sabem. Para vocês, só tenho uma palavra: OBRIGADA!
  2. Tornar-me leitora-beta - Adoro fazer leituras beta. Não sou nenhuma profissional no mundo da edição, mas procuro sempre dar a minha opinião sincera acerca daquilo que os manuscritos têm de melhor e de pior. Se não me tivesse tornado blogger nunca teria sabido que a Liliana Lavado andava à procura de leitores beta, e nunca me teria oferecido. Mas felizmente, eu já por cá andava e assim dei início a algo que me dá imenso prazer.
  3. Possibilidade de ocupar o tempo - O blog é um ferramenta útil de ocupar tempo. Ajuda-nos a ter uma gestão mais "saudável" do tempo livro que temos.
  4. Melhorias ao nível da expressão escrita - Quase sem querermos, o blog torna-se num instrumento muito útil no que diz respeito à nossa expressão escrita. Ajuda-nos a melhor a forma como colocamos as nossas ideias em palavras.
  5. Aumento da cultura literária - Foi a partir do blog que conheci outros autores e me aventurei por outros géneros. Fiquei a saber mais sobre livros, sobre autores e sobre este mundo imenso que é a literatura.
Leitora
  1. Esquecer os problemas - A leitura é o meu grande refugio para esquecer os problemas. Permite-me esquecer um pouco as coisas que me atormentam diariamente.
  2. Aprendizagem - Aprendo imenso com os livros, sejam eles de ficção ou científicos. A possibilidade de contactar com diferentes realidades estimulam o nosso pensamento e a nossa criatividade. 
  3. Ocupação do tempo - Tenho alguns passatempo, mas nenhum me dá tanto prazer como abrir o livro e mergulhar no mundo paralelo ao meu.
  4. Felicidade e Prazer - Sinto-me feliz no mundo dos livros. O problema é que muitas pessoas não compreendem, acho que só mesmo as pessoas que têm paixão pela leitura conseguem compreender o que ela nos dá.
  5.  Criatividade - Sinto que a leitura me torna uma pessoa mais criativa em diversos campos da minha vida. Acrescento ainda que a minha faceta de leitora me ajudou muitas vezes em contexto profissional.

Maratona Viagens (In)Esperadas (2) | Desafio 1


DESAFIO 1
Publica uma imagem/foto dos livros que planeias ler para a maratona.

Desta vez prefiro não fazer um plano muito ambicioso e conseguir cumprir os meus objectivos.
Assim, proponho-me a viajar por três países.

Em primeiro lugar terminarei a minha visita pelos E.U.A com a leitura do livro A prisão do silêncio de Torey Hayden. Como já é costume com esta autora, estou adorar aquilo que ela tem para contar no livro. Em contrapartida está a mexer com as minhas emoções, uma vez que me está a activar memórias passadas. Mas é sempre muito bom ler esta autora.

De seguida irei partir para Itália e irei encontrar uma das minhas escritoras preferidas, Sveva Casati Modignani. Espero gostar muito deste 6 de Abril de 96.

Por fim, irei regressarei a Portugal para uma leitura conjunta de um conto de Carina Portugal, Duas gotas de sangue e um Corpo para a Eternidade. Nunca li nada da autora e já tinha este conto aqui em lista de espera há já algum tempo. 

Boa Maratona para todas!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

[Opinião] Milagre em Nova Iorque


Autora: Luanne Rice
Ano: 2011
Editora: Quinta Essência
Número de páginas: 236 páginas
Classificação: 3 Estrelas

Sinopse
Christy Byrne é um viúvo que ganha a vida a cultivar pinheiros de Natal no Canadá e a vendê-los em Manhattan. Um dia, o impensável acontece. Christy discute com o filho, Danny, de dezasseis anos. A polícia é chamada e, enquanto Christy é algemado, Danny foge. A viúva Catherine Tierney vê a luta, toma Danny sob a sua protecção, e dá-lhe acesso à biblioteca privada onde trabalha.
Passa um ano e Christy regressa a Nova Iorque com a filha de doze anos para vender as suas árvores. Ele e Catherine sentem-se atraídos um pelo outro, mas ela enfrenta um dilema: irá dizer a Christy que sabe onde Danny está e quebrar a confiança do rapaz, ou trair Christy, mantendo o paradeiro do seu filho um segredo? Unidos na sua preocupação partilhada por Danny, Christy e Catherine vão ajudar-se a esquecer os seus passados conturbados e a avançar juntos em direcção ao futuro.

Opinião
O primeiro contacto que tive com esta autora foi o ano passado com o livro A minha verdade é o amor. Na altura gostei do livro, mas não me convenceu. Milagre em Nova Iorque deixou-me a mesma sensação. No fundo, tal como o primeiro livro que li da autora, sinto que falta qualquer coisa ao livro que me prenda à história e às personagens. Porém, não consigo explicar o quê.

O livro apresenta-nos uma história marcada pela magia de Natal e pela incessante busca de sonhos.
Danny, de todas as personagens, é aquele que mais se empenha por seguir os seus sonhos, em lutar por aquilo que deseja e que acha ser a chave para a sua felicidade, mesmo que para isso tenha de se colocar contra o pai.
Esta busca de Danny acaba por inspirar outras personagens da história e no final do livro assistimos a um verdadeiro milagre de Natal.

Gostei bastante de Catherine, mas senti falta de saber um pouco mais da sua história e da sua relação com marido. Daquilo que a autora nos dá a conhecer, era uma relação muito bonita que merecia mais páginas. Eu sei que talvez os acontecimentos seguintes não teriam o mesmo impacto no leitor e na história em geral.

Uma das falhas do livro, a meu ver, é o facto de a autora não esgotar os temas que aborda. Parece que ela não esmiúça aquilo a que se propõe, deixa os assuntos e os acontecimentos um pouco no vazio. Por exemplo, Danny tinha uma relação com uma menina que depois de um acontecimentos importante no livro desapareceu. A autora nunca mais falou nela e na situação dela com o Danny. Para mim era importante, uma vez que ela assumiu um papel importante em alguns momentos do livro.

O final do livro foi um pouco fraquinho. Esperava que, pelo menos, a autora fechasse mais a narrativa e nos oferecesse um visão mais pormenorizada do futuro e do rumo das personagens.

Apesar das minhas reticências em relação aos livros de Luanne Rice e de não me sentir em sintonia com as personagens, espero ler outros livros da autora.

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

TAG | Namorados Literários


Vi esta TAG no blog da Patrícia do blog Chaise Long, e achei que seria engraçada respondê-la no dia de hoje uma vez que se assinala o dia dos Namorados. Espero que gostem e estejam à vontade para responder.

Beija-me!
Qual o beijo literário que te fez derreter bocadinho a bocadinho?
Qualquer um dos casais do livros de Karen Rose que já li nos brindam com beijos de tirar o fôlego. De todos vou escolher um beijo de Tess e Aidan que aconteceu na garagem da casa de Aidan. 

Na Cama
Qual foi a cena mais escaldante que já leste?
A cena escaldante mais recente que li foi a da Emma e do Guillermo que envolve gelado de Morango. Esta cena (e outras, sim o livro ainda tem algumas) faz parte do livro Amor em lume brando de Anna Casanovas.


O Melhor é fazer as Pazes
Eles só discutem mas cada vez que se vêem é fagúlhas por todo o lado! Nomeia um casal assim.
Lillian Bowman e Lord Westcliff do livro Sedução Intensa de Lisa Kleypas. Estes dois começam com um ligeiro atrito, mas desde cedo é visível a paixão que os invade.

O Fruto Proibido 
Qual a relação proibida porque torces de qualquer jeito?
Pela relação de Belle e Ettiene do livro Sonhos Proibidos de Lesley Pearse. Neste momento Belle está casada com Jimmy, mas eu sempre achei que ela tinha uma química mais especial com o Mounsieur Ettiene. Espero que no livro que dá continuação a esta história estes dois se reencontrem. 

Suspiros, suspiros
Qual é o casal mais fofo da literatura?
Julien e Grace do livro Amante de sonho de Sherrilyn Kenyon. É assim aquele casal que me lembro de ter lido mais recentemente.

Felizes para Sempre
De todos os casais sobre os quais já leste, qual deles significa para ti a perfeição?
Roake e Eve da Série Mortal de J.D. Roob. Cada um tem o seu lado obscuro e um passado cheio de falhas, mas os dois entendem-se na perfeição respeitando o tempo do outro. Roarke é um cavalheiro que aos poucos vai conseguindo quebrar o gelo que isola o coração de Eve.


Queres Casar Comigo?
Qual foi a troca de alianças que te deixou nas nuvens?
Há uma troca de aliança muito especial, mas que ainda não posso referir, porque li o livro como leitora beta. A falta deste, tenho de concordar com a Patrícia e escolher a troca de alianças entre Tatiana e Alexander, do livro O grande amor da minha vida. Demorou a acontecer, mas quando aconteceu foi bonito de ler.


Amo-te!
Vá, conta-me lá... Qual é aquela declaração de amor?
Há declarações muito bonitas, mas há uma que ficará para sempre na minha memória, a declaração de Aidan a Keira no livro A primeira noite. Uma declaração inesperada que arranca alguns suspiros.
Deixo-a aqui, para que também vocês se deliciem com esta declaração de amor.

- Não te preocupes, Martyn, não tenho nenhum trabalho em vista, além de também já quase não ter dinheiro no banco, mas há já algum tempo que acordo ao lado da mulher que amo, uma mulher que me surpreende, me faz rir, me abana e me apaixona, uma mulher cujo entusiasmo me fascina ao longo do dia, uma mulher que quando se despe à noite me faz terrivelmente… como hei-de dizer?... Me comove; como vês, não posso lamentar-me e, não querendo estar a gabar-me, digo-te sinceramente que nunca estive tão feliz em todo a minha vida.
(…)
Tinha acabado de desligar depois de uma conversa que me deixara nas nuvens, quando uma voz me fez dar um salto no meio da rua.
-Pensas mesmo isso tudo de mim?
Voltei-me e vi Keira; tinha vestido novamente um pulôver meu e estava com o meu casaco comprido pelos ombros.

Marc Levy, in A primeira noite

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Palavras Memoráveis

(imagem daqui)

Por que razão é sempre muito mais difícil na época natalícia? – perguntou Catherine, olhando para as luzes coloridas que piscavam à volta do espelho, para o Pai Natal pintado de cores vivas e para as árvores de Natal decoradas nas janelas da cafetaria.

Por que a aposta é muito mais alta – disse Lizzie.

Aposta – repetiu Catherine. – Fazes com que pareça um jogo em que apostamos todos.

É exactamente o que estamos a fazer. Apostarmos no amor e na felicidade. E nas pessoas que mais interessam. Achamos que temos tudo planeado, mas quando alguém de quem gostamos, a quem amamos com todo o coração, nos desilude, perdemos a aposta.
Luanne Rice, Milagre em Nova Iorque

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Palavras Memoráveis

Pela primeira vez sentiu-se duvidar de que a bondade dos seres humanos fosse realmente maior do que a maldade.
Camilla Läckberg, A princesa de gelo

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Fevereiro | Maratonas Viagens (In)Esperadas


O mês de Fevereiro já chegou o que significa que em breve haverá nova maratona promovida por mim e pela Catarina R. do blog A sonhar de olhos abertos.

A maratona irá decorrer das 00:00 do dia 18 até às 23:59 do dia 23. 

Como foi anunciado as três meninas com maior número de páginas lidas na maratona anterior iriam indicar os temas a votação para a próxima maratona. Já está a decorrer a votação no grupo do facebook, mas venho aqui deixar os temas, para as participantes que estão não fazem parte do referido grupo. 
Para votarem basta deixarem-me a vossa escolha nos comentário.

Aqui ficam os temas:
  1. Autores Portugueses
  2. Um autor, um país (ler livros de autores de países diferentes)
  3. Comédias Românticas (Chick-lits)

Top Ten Tuesday | 10 livros que te farão extremamente feliz



Esta semana o Top Ten, pede-nos para elegermos livros que nos farão desmaiar (top ten books that will make you swoon), isto se fosse feita uma tradução à letra. Mas como até ao momento nenhum livro me fez desmaiar (e duvido que o faça) penso que uma tradução para os 10 livros que te farão extremamente feliz soa melhor.

Sendo assim, estive a pensar naqueles livros que gostaria de ler e que assim que o conseguir fazer ficarei muito feliz. 

Aqui ficam:

  1. Tenho o teu número (Sophie Kinsella) - Este livro é bastante recente. A capa e a sinopse chamaram-me bastante a atenção. Parece ser um romance leve e descontraído, óptimo para quando necessitamos de um incentivo na leitura.
  2. Orgulho e Preconceito (Jane Austen) - Já ando há imenso tempo para ler este livro. É um clássico (e eu preciso de ler mais clássicos) e fiquei apaixonada pelo filme. Devia ter lido o livro primeiro, mas antes de ver o filme não me sentia muito entusiasmada para o fazer.
  3. Sozinhos na ilha (Tracey Garvis-Graves) - Tanta coisa boa que eu já li sobre este livro. Tenho uma enorme vontade de o ler. 
  4. A filha do capitão (José Rodrigues dos Santos) - Gosto bastante de ler os livros deste autor português. Prefiro os livros que não têm como personagem principal Tomás Noronha. O ano passado li O Anjo branco e adorei. É o meu livro preferido do autor até ao momento. Sempre que o vejo na estante da biblioteca tenho vontade de o trazer, mas depois há qualquer coisa que me leva para outras estantes e chego ao fim da escolha sem pegar nele. 
  5. A Promessa (Lesley Pearse) - Quem por aqui vai passado sabe da minha paixão pela Lesley Pearse. Depois de no passado ter lido e adorado Sonhos Proibidos aguardo, ansiosamente, o momento em que ficarei a saber qual o destino de Belle. 
  6. Cinder (Marissa Meyer) -  Eu adoro contos de fadas e sabendo que este livro é uma versão futurista da Cinderela deixou-me com imensa vontade de ler. 
  7. Um beijo inesquecível (Teresa Medeiros) - Nunca li nada de Teresa Medeiros, mas tenho lido opiniões positivas aos livros dela. O título chamou-me a atenção. Adoro romances e este parece-me ser mesmo à medida dos meus gostos.
  8. Tudo aquilo que nunca foi dito (Marc Levy) - Adoro Marc Levy. Infelizmente, a biblioteca que frequento só tem três livros do autor e já os li todos. O autor tem uma escrita muito bonita e tocante, mas não é lamechas. Consegue transmitir sentimentos sem cair no ridículo e emocionar verdadeiramente o leitor. Este parece-me ser um livro fantástico. Para quem não conhece o autor, recomendo. 
  9. Trilogia Tatiana e Alexander  - Os dois livros que faltam (Paullina Simons) - Que mais posso dizer desta trilogia. Fiquei rendida ao primeiro volume e aguardo ansiosamente pelos livros que se seguem e que, ao que tudo indica, verão a luz do dia este ano. 
  10. Qualquer livro da Série Mortal (J. D. Roob) - Esta é a minha série de eleição, por isso qualquer livro que dela faça parte me deixará imensamente feliz.
O Top Ten Tuesday é uma rubrica semanal do The Broke and The Bookish.

Desafio | Palavras de Portugal



Braga - O passado que seremos de Inês Botelho  (opinião aqui)
O que podem visitar em Braga:

  • Sé Catedral de Braga
  • Santuário do Bom Jesus


Guimarães - Duas Gotas de Sangue e um Corpo para a Eternidade de Carina Portugal (Opinião aqui)
O que podem visitar em Guimarães:

  • Santuário da Penha
  • Castelo de Guimarães


Porto - O Intruso de Carina Rosa (Opinião aqui)

  • Ribeira;
  • Torre dos Clérigos 


Coimbra - A Filha do Capitão de José Rodrigues dos Santos (Opinião aqui)

Óbidos - Romance de Cordélia de Rosa Lobato de Faria (Opinião aqui)

Porto Santo

Ponta Delgada

Mirandela

Aveiro

Vila Viçosa

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

41ª Maratona do Goodreads | Balanço

Esta maratona foi um verdadeiro fiasco pessoal. Nunca li tão poucas páginas uma maratona, e isso deixa-me um pouco triste. 

É verdade que ando com alguma dificuldade em me concentrar nas leituras e com pouca vontade de ler. 

Ficam aqui os meus resultados:

  • O passado que seremos (Inês Botelho) - 128 páginas (livro terminado)
  • Milagre em Nova Iorque (Luanne Rice) - 198 páginas (livro terminado)
  • A filha da floresta (Juliet Marillier) - 70 páginas (livro iniciado)
Total: 396 páginas

Contribui com muito pouco para a minha equipa, mas foi o que se conseguiu.

Por detrás da tela | A Rapariga que roubava livros








Título: A rapariga que roubava livros

Género:  Drama

Realizado: Brian Percival

Ano de estreia: 2013 (EUA) / 2014 (Pt)


Elenco: Ben Schnetzer; Emily Watson; Geoffrey Rush; Hildegard Schroedter; Kirsten Block; Sophie Nélisse



Finalmente, hoje consegui ver esta adaptação. Estava muito ansiosa para ver o resultado da adaptação do livro à grande tela. 

O filme consegue passar a mensagem geral do livro, mas senti falta de certas coisas que são abordadas no livro.

Antes de passar à comparação filme/livro e focando-me apenas no filme, tenho a dizer que gostei muito do filme. Conseguiu emocionar-me e as interpretações são muito boas. Adorei esta Liesel e o seu amigo Rudy. Funcionaram muito bem os dois e conseguiram passar a imagem de uma amizade verdadeira. Os pais adoptivos de Liesel também estão bem caracterizados e a bondade deles transparece para fora, mesmo no caso da mãe foi fácil conseguir detectar bondade, amor e respeito por debaixo de uma armadura forte que ela construiu em torno de si própria.


É um filme com um final duro de ver. Dói ver até onde vai a crueldade humana, é impressionante receber estes pequenos relatos de um passado que marcou imensas pessoas. Na verdade, nunca iremos ter noção daquilo que de facto as pessoas passaram. Por muitos filmes que surjam, por muitos livros que sejam publicados, nunca iremos sentir na pele a dureza de uma guerra que destruiu muitas coisas. 

Apesar do lado negativo do filme ser a guerra, há o outro lado positivo que o filme passa. Num cenário onde as pessoas são julgadas pelas as suas orientações politicas e/ou religiosas, há pessoas como o Hans e a Rosa que conseguem ver para além do óbvio e acreditam que acima de todas as características individuais, todos somos pessoas e como tal merecemos ser cuidadas, amadas, acarinhadas. 

Do livro ao filme...
É óbvio que quando se fazem adaptações de livros ao cinema há sempre necessidade de fazer algumas alterações. Por questões de tempo, é impossível passar toda a informação que o livro nos oferece. No caso d' A Rapariga que roubava livros, o que senti mais falta foi da exploração da relação entre Liesel e Max. Acho que o livro nos oferece uma riqueza de conteúdos no que respeita às interacções e aos diálogos entre estas duas personagens, que o filme não passa. Não quero entrar em detalhes, mas há um aspecto no livro que aguardava ansiosamente que aparecesse no filme, mas não apareceu... Apesar desta falha, o filme consegue mostrar ao espectador que Max e Liesel foram muito importantes um para o outro, apenas faltou profundidade nesta relação. 
Só por curiosidade, eu não tinha imaginado o Max tão novo. Na minha leitura do livro, imaginava sempre o Max com mais dez anos do que aquele que aparece no filme. Mas gostei de ver esta versão mais nova.

O narrador, que é a Morte, tem mais impacto no livro do que no filme. Falta-lhe alguma da ironia que é bem patente no livro.

Porque é que devem ver este filme...
Para quem já viu o filme, acho que deve ler o livro para terem acesso ao lado mais profundo dos sentimentos humanos, das relações entre as personagens e da importância das palavras para Liesel. 
Para quem ainda não viu, acho que só tem a ganhar se ler o livro antes.

Devem ver este filme, porque:

1. É delicioso assistir à amizade entre Liesel e Rudy;
2. A leitura e as palavras assumem aqui um papel de salvação. Liesel viu na leitura a possibilidade de sonhar e de ajudar os outros. É comovente quando ela própria começa a contar uma história para distrair as pessoas do ataque aéreo;
3. No meio de tantos seres humanos sem escrúpulos, há sempre alguém em que o coração não se deixa toldar pelo negro da destruição e consegue fazer coisas maravilhosas;
4. Tal como a Morte irão ver coisas que surpreendem pela positiva e coisas que surpreendem pela negativa.


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