quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Palavras Memoráveis


Livro: Uma promessa para toda a vida
Nicholas Sparks

O que não percebi foi que a culpa e a angústia, na verdade, nunca me tinham deixado. Estavam apenas adormecidas, como um urso que hiberna durante o Inverno, alimentando-se dos próprios tecidos, enquanto espera a chegada de uma nova estação.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Opinião | Coração de Corda


Coração de Corda




Autora:
Carina Portugal
Ano: 2013
Número de páginas: 26 páginas
Classificação: 2 Estrelas
Editora: Smashwords (download do conto aqui)
Sinopse: Aqui




Opinião
Coração de Corda é o segundo conto de Carina Portugal que leio e foi o escolhido para o desafio Português no Feminino.
Ainda não foi desta que fiquei encantada com as histórias da autora. Porém, gostei ligeiramente mais deste do que o anterior que li.
Posso dizer que ao longo da leitura se consegue perceber a criatividade da autora na construção de alguns elementos das personagens. Gostei bastante da particularidades em torno do coração de corda e de todas as outras invenções.
O facto de ser um conto, não permite um grande desenvolvimento dos acontecimentos e isto faz com que alguns aspectos da história surjam de modo apressado o que, encanto leitora, me deixa insatisfeita.
É uma leitura fluída, mas em que sinto que lhe falta qualquer coisa que teria a capacidade de me fazer agarrar mais à história e às personagens. Talvez o motivo esteja relacionado com a questão de o género fantástico não fazer parte das minhas preferências literárias. Já para gostar de livros deste género, a história tem que estar bem construída e conter elementos capazes de me prender à história. Infelizmente um conto não dá espaço a uma maior construção da narrativa. 

Top M & S | O que odiamos quando andamos de transportes públicos


Em Fevereiro, o Top M & S é dedicado aos transportes públicos.
Eu sou uma frequentadora assídua destes meios de transporte. Apesar de ter carta de condução e de conduzir, sempre que posso andar de transportes ando. É também um facto: eu não gosto de conduzir.

Quando o passageiro da frente baixa o banco
Ainda no domingo vivi esta situação. A pessoa que estava à minha frente baixou completamente o banco e eu vinha apertadinha no meu lugar. E muitas vezes nem estava deitada nos bancos. Eu raramente o faço, mas quando o faço, certifico-me que não estou a incomodar o passageiro que segue atrás de mim.

Pessoas a ouvir música com o volume muito alto
Existem pessoas que mesmo com os phones têm a música tão alta que somos obrigados a ouvir. Pior ainda é quando temos que ouvir várias pessoas, com diferentes músicas, mais a música da rádio que passa no autocarro. 

Pessoas que metem conversa
Eu sou uma mártir no que toca a este aspecto. É frequente as pessoas meterem conversa comigo, sem que eu lhes tenha dito o que quer que seja. Quando as viagens são curtas, não me incomoda, mas já cheguei a fazer viagens de cerca de 200 km com pessoas que não se calavam.

Pessoas que reclamam pelo número do lugar quando não há lugares marcados
Nas viagens mais longas que faço, os bilhetes trazem um número, mas eles avisam que as pessoas se podem sentar onde quiserem. Porém, há aquelas pessoas mais complicadas que são capazes de nos obrigar a sair do lugar e a procurar outro. Mesmo depois de lhe dizermos que não há lugares marcados ou que o nosso próprio lugar está ocupado. Às vezes é difícil manter a paciência e a educação.

Pessoas que falam ao telemóvel muito alto
É frequente as pessoas aproveitarem a viagem para falar ao telemóvel. Até aqui, tudo normal. A questão é que muitas vezes estão a falar ao telemóvel como se não houvesse mais ninguém à sua volta. Falam demasiado alto, e toda a gente fica a saber de coisas desnecessárias acerca da vida das pessoas.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Esta foi a minha vez de receber o livro para o projecto Empréstimo Surpresa
Para quem me acompanha sabe que este é um projecto que mantenho em conjunto com a Denise do blog Quando se abre um livro. É o segundo livro que recebo para o projecto e adorei a surpresa.


Desculpem a má qualidade da foto, mas o telemóvel nem sempre é muito bom para as fotos.
O livro é Amar em Francês e é da autora Ellen Sussman. Não conheço a autora, não conheço o livro, não conheço nada... Por isso será uma verdadeira descoberta para mim aos mais diversos níveis. 
Estou com boas expectativas para o livro. Veremos o que esta leitura me irá trazer. 

Palavras Memoráveis


Livro: A Filha da Profecia
Juliet Marillier

Por vezes os amigos aparecem sem que os tenhas procurado. E depois de os teres não é fácil livrares-te deles.


Uma boa canção, tal como uma boa história, fala a cada ouvinte de maneira diferente. Faz surgir o que vai no espírito de cada um, acorda o que ele mal sabe ter lá dentro, tão tapado está pela desordem da vida de todos os dias, pela capa da autoprotecção.


Aprendi que o amor é a mais cruel das coisas e a mais maravilhosa. Aprendi que se encontram amigos nos sítios mais estranhos, se souberem os procurar. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Opinião | O coração do Mar (Gallaghers of Ardmore #3)


O Coração do Mar (Trilogia Irlandesa #3)



Autora: Nora Roberts
Ano: 2006
Número de páginas: 288 páginas
Classificação: 3 Estrelas
Editora: Saída de Emergência
Sinopse: Aqui




Opiniões
De todos os livros de Nora Roberts que li, este foi aquele que menos gostei até ao momento. A embirração começou logo no início e fez questão de se manter até ao final.

O Coração do Mar é o 3º livro da série Gallaghers e apesar de eu não ter lido os anteriores não interferiu na compreensão do conteúdo deste livro.
Aquilo que menos gostei foi mesmo o casal principal: a Darcy e o Trevor. Foi um casal com quem não simpatizei nada, porque a autora deu-lhes uma personalidade que a mim não me cativou. Foi tudo muito físico e isso fez com que faltasse alguma emoção e sentimento. Neste sentido, achei que o romance foi pouco emocionante e não me conquistou.

Este livro tem alguns momentos de magia. Gostei desta parte e de toda a lenda que lhe está associada. Gostei também do paralelismo entre a história de amor do passado e aquela que estava a acontecer no presente. Contido, o casal do presente não esteve à altura de mostrar o valor do amor e dos sentimentos a ele associados. Quando se aperceberam foi tudo demasiado apressado e a autora nem deu ao leitor tempo para que ele se apercebesse das coisas.

Nos momentos finais ainda me ri um pouco com a bebedeira de Trevor, mas de resto considero que foi um livro bastante "morno".

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Fevereiro | Português no Feminino


Fevereiro é um mês pequenino e devido a outras solicitações tenho muito pouco tempo para as leituras. 
Devido a esta falta de tempo, este mês optarei por ler um conto de uma autora portuguesa. 

A autora escolhida é a Carina Portugal de quem já li um conto (ver opinião aqui). Na altura não fiquei muito convencida, mas irei dar uma nova oportunidade à autora. 

Desta vez, o conto escolhido será Coração de Corda.

Coração de Corda

Sinopse
Um sorriso doce pode esconder o segredo mais obscuro. Philip Reeve é um artesão reconhecido e Angelique uma frágil bailarina francesa que, no Teatro Dark Forest, o encantou com a sua arte . Quando a dama o visita na loja de brinquedos, Philip não consegue esquecer a cena presenciada nos bastidores, nem o medo que vê nela. Contudo, é incapaz de imaginar a magnitude da tempestade que se adivinha.

Noveleta nomeada na categoria de Ficção Fantástica em Conto, dos Prémios Adamastor do Fantástico.

Caso me queiram acompanhar na leitura, podem sempre fazer o download gratuito do conto aqui: https://www.smashwords.com/books/view/387230.

Este é um projecto conjunto com a Marta do blog I only have. O mês passado lê-mos o mesmo livro e acabamos por fazer leitura conjunta. Este mês vamos divergir na nossa leitura, por isso não se esqueçam de ver qual a escolha dela para este mês. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Opinião | O vestido cor de pêssego


O Vestido Cor de Pêssego




Autora: R.A. Stival
Ano: 2014
Número de páginas: 320 páginas
Classificação: 4 Estrelas
Editora: Editorial Planeta
Sinopse: Aqui




Opiniões
Ao longo das minhas viagens pela blogoesfera já  muitas vezes me tinha cruzado com boas opiniões a este livro. Em conjugação com um título bastante sugestivo, posso dizer que fiquei com bastante vontade de o ler. Numa das minhas últimas idas à biblioteca, cruzei-me com ele na secção de destaques e decidi trazê-lo. 

As primeiras páginas do livro não se revelaram uma leitura muito fácil. Não me estava a sentir cativada, não estava a sentir empatia pelas personagens e sentia-me bastante confusa em relação ao enredo. Isto aconteceu até ao momento em que Adeline toma uma posição em relação ao seu namorado Philipe e parte em busca de mudanças. E foi aqui que o meu verdadeiro interesse pelo livro começou e a cada capítulo que lia crescia a vontade de ler mais. 

Olhando para todas as personagens posso dizer que nem todas me cativaram de igual forma. Esperava mais de Philipe. Pensei que ao longo do livro me fosse presentear com mais garra e determinação, mais atitude e que, de alguma forma, fosse abalar mais intensamente as outras personagens. Talvez isto se deva à personalidade que a autora lhe quis dar, porém sinto que talvez tenha sido mal aproveitado.
Por outro lado, fiquei encantada com Amadeus e Adeline. Duas personalidades fortes que se conjugam de uma forma perfeita e encantadora. Foi bonito ver o coração duro de Amdeus guerreiro derreter perante o carácter forte e decidido de Adeline. Foi igualmente bonito, ver Adeline a dar toda a sua bondade e amor a Amdeus. Penso que nesta relação a autora foi bem sucedida. 

O livro conta ainda com um contexto histórico que ajuda a complementar todas as outras cenas. A acção do livro decorre durante as invasões francesas e das guerras travadas durante esta altura. Gostei de ler sobre estes aspectos apesar de às vezes me sentir um pouco aborrecida quando as descrições se arrastavam sem levar o leitor a um lugar específico.

Gostei bastante desta leitura.

Palavras Memoráveis


Livro: Ana Karenina
Leão Tolstoi

Todas as famílias felizes se parecem umas com as outras, cada família infeliz é infeliz à sua maneira.


Amo-te e sempre te amei, quando se ama assim, ama-se tal qual ela é, e não tal como se queria. 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

[Clube de Cinema] O Feitiço do Tempo (Filme 1)


O Feitiço do Tempo é um filme de 1993 que conta a história de Phil, um apresentador do boletim meteorológico arrogante e demasiado convencido. Destacado para cobrir o evento da Marmota que prevê o tempo, Phil demonstra o seu desagrado perante tal trabalho. Mas o tempo decide pregar-lhe um partida. E depois de fazer a cobertura do evento irá acordar sucessivamente no mesmo dia: O Dia da Marmota.

Eu não adorei o filme. Gostei, fez-me rir em alguns momentos, mas achei que faltava ali qualquer coisa. A determinado momento, eu própria comecei a ficar demasiado aborrecida por ver o mesmo dia a suceder-se vezes e vezes sem conta. Aborreceu-me a forma como ele usou isso a seu favor para manipular as situações. 
Um outro aspecto que me aborreceu foi o facto de não haver uma explicação para a paragem no tempo. Como é que surgiu aquilo? De onde surgiu? Qual a justificação para que aquilo acontecesse com ele?

É certo que esta situação teve repercussões na vida do Phil, acabando por fazê-lo pensar na vida e na pessoa em que ele próprio se tornou.

Foi um filme leve, com alguns momentos divertidos, mas que não foi suficiente para me encantar e deixar marcas. Possivelmente, daqui a uns tempos já nem me vou lembrar dele.

Classificação:



Este foi o nosso primeiro filme do Clube de Cinema.
Este é um desafio mensal com a Catarina do Sonhar de olhos abertos e a Marta do I only have. Por isso vejam o que elas têm a dizer sobre o mesmo.


Também já temos o filme eleito para Fevereiro. O escolhido foi  O meu pé esquerdo (My left foot), um filme de 1989, que conta com o Daniel Day Lewis no papel principal (inclusivamente recebeu um Óscar por esta interpretação). [IMDB]


Christy Brown é um quadriplégico nascido no seio de uma familia pobre irlandesa. A sua mãe, Ms.Brown é a única a reconhecer-lhe qualidades como inteligência e humanidade, todos os outros o consideram um inútil...Christy cresce e torna-se um escritor que utiliza o seu único membro funcional, o seu pé esquerdo, para escrever.


Não se esqueçam que podem sempre juntar-se a nós na visualização do filme do mês!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Palavras Memoráveis


Livro: Almas Cinzentas
Philippe Claudel

Para tentar compreender os homens, é preciso escavar até às raízes. E não basta dar um empurrão ao tempo para conseguir ir mais longe: é preciso lancetá-lo até jorrar pus.


Há palavras mágicas. Juiz é uma palavra mágica. Como Deus, como morte, como criança e outras mais. São palavras que suscitam respeito, diga-se o que disser.


Sabemos sempre o que os outros representam para nós, mas nunca sabemos o que somos para eles.


Estar só é a condição humana, aconteça o que acontecer.


O tempo parece-me um monstro criado para separar aqueles que se amam, para os fazer sofrer até ao infinito.


É muito curiosa a vida. Chegamos algumas vez a saber porque vimos ao mundo e por que aqui ficamos?