quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Palavras Memoráveis


Livro: A felicidade de Kati
Jane Vejjajiva

À sombra do grande baniano, o avô inclinou uma vasilha de bronze e verteu água no chão, completando a oferenda aos monges. À semelhança de um rio que flutua das montanhas, a água simbolizava o mérito que eles tinham conquistado e que transmitiam aos entes queridos já falecidos.

O abraço transmitia palavras de amor que ela não era capaz de proferir: que amava a mãe do fundo do seu coração, que compreendia o motivo de terem de estar separadas, que tivera imensas saudades dela. 

Viver no presente não é tarefa fácil.

O amor aparece sob muitas formas e cores diferentes.

A felicidade dos que nos rodeiam é também a nossa felicidade.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Opinião | A estranha viagem do Senhor Daldry


A Estranha Viagem do Senhor Daldry

Autor: Marc Levy
Ano: 2012
Número de páginas: 240 páginas
Classificação: 4 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opinião
A estranha viagem do Senhor Daldry foi o livro escolhido pela Denise para me enviar no âmbito do nosso projeto conjunto.
A Denise sabia que eu já tinha lido outras obras do autor e que tinha gostado, mas como ela partilho comigo que não tinha gostado muito deste foi com poucas expetativas que parti para a leitura.

Como já escrevi em opiniões anteriores, Marc Levy tem uma forma muito própria de escrever e nem sempre as pessoas se sentem cativadas para a leitura. Eu não estranhei nada e posso dizer que gostei deste início e facilmente me senti envolvida pelo espaço narrativo, pelas personagens e pelo mistério que logo desde início o autor foi introduzindo,

São várias as personagens que compõem este livro, mas aquelas que nos prendem mais a atenção são Alice, Daldry, Can e, em certa medida, a vidente que é responsável por lançar todo o mistério. Eu gostei muito de todas as personagens, porque todas elas contribuíram positivamente para o desenvolvimento da ação. Alice, Daldry e Can chegam mesmo a proporcionar-nos momentos verdadeiramente divertidos e que facilmente nos fazem nascer sorrisos no rosto.

Um outro ponto bastante positivo neste livro é a forma como o autor nos descreve os lugares da Turquia e de Inglaterra. Parece que as suas palavras conseguem captar a essência do lugar e que facilmente chegam ao leitor para que ele se aperceba do espaço que rodeia as personagens. Aliada às descrições físicas surgem as descrições olfativas. Sendo Alice uma criadora de perfumes não podia faltar a este livro um toque aromático capaz de proporcionar verdadeiras sensações olfativas.

Aquilo que não gostei tanto foi a forma como o autor concluiu a história. Porém gostei da forma como todos os mistérios se foram desenvolvendo para que todas as pontas soltas fizessem sentido. Apesar de eu ter adivinhado parte do mistério (mais ou menos a meio do livro eu deduzi o que é que aconteceu à Alice no passado) consegui manter-me presa e interessada na história. Porém, o espaço final que o autor concedeu às personagens para que elas se alinhassem soube-me a pouco. Precisa de uma conclusão mais pormenorizada e concreta. Precisava de saber como ficaram os amigos de Alice e aquilo que ela decidiu em relação ao seu futuro. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


Este meu projeto conjunto com a Denise segue a todo o vapor. Mal terminei a minha leitura do livro que ela me emprestou, apressei-me a enviar-lhe mais um livro.
Desta vez fiquei com as voltas trocadas e tive algumas dificuldades em enviar o livro. Porém ao fim de tantas indecisões, escolhi aquele que me pareceu o mais certo. 

O livro eleito foi:
Alexander (The Bronze Horseman #2.5 )
Motivos:
  1. A Denise ia começar a ler o Tatiana e seu sabia que ela não iria aguentar sem ler a continuação logo de seguida.
Desta vez foi mesmo este o único motivo que me levou a enviar este livro.
Espero que gostes, Denise!! 
Não se esqueçam de ir ver as reações da Denise à recepção deste livro (http://quandoseabreumlivro.blogspot.pt/)

domingo, 25 de outubro de 2015

Projecto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


A Estranha Viagem do Senhor Daldry


Este foi o livro mais recente enviado pela Denise do blog Quando se abre um livro. A leitura terminou e chegou a altura de responder ao desafio. Vamos lá ver o que a Denise magicou para a minha pessoa.

O excêntrico Senhor Daldry convenceu Alice a fazer a viagem que a vidente previu e os resultados foram espantosos e inesquecíveis para Alice. Agora chegou o momento do Senhor Daldry ajudar outra alma perdida.
Pensa nos últimos livros que leste e encontra uma personagem que precise de ajuda, seja para alcançar algum objetivo, ou para se reencontrar consigo mesma.
Decide o destino para onde o Senhor Daldry deverá encaminhá-la.
Arranja-lhe uma atividade que a mantenha ocupada nesse mesmo destino.
Escolhe 2 locais turísticos que ela deverá visitar obrigatoriamente.
Por fim, diz-nos se ela concretizou o seu objetivo.

Eu vou escolher o Luís do conto a Rapariga do Lago de Carina Rosa. 
A rapariga do lago

Eis o que aconteceu...
Daldry vivia feliz com Alice. Nunca tamanha felicidade se havia entranhado na sua pele. Nunca soube o que era amar verdadeiramente até se cruzar com Alice. Eram vários os gostos em comum. E as viagens figuravam no topo da lista. Então, nada melhor que uma viagem para comemorar os dez anos de uma vida em comum.

Sendo um homem dado aos mistérios e às surpresas, Daldry comprou dois bilhetes para Portugal. Queria levar a sua Alice ao Algarve para que ela sentisse um pouco do sol e do calor que marcou a sua viagem a Istambul. Viagem que os juntou! Era sempre bom avivar boas recordações. Será que iam encontrar alguém como aquele insuportável Can que atropelava a língua inglesa a casa sílaba que saía da sua boca arisca e zombateira.

Como é óbvio, Alice adorou a surpresa! Iria conhecer Portugal. E assim, com a bagagem cheia de entusiasmo e as mentes a fervilhar sobre o que haveriam de visitar, aterraram no aeroporto de Faro estarrecidos com o sol que brilhava lá alto no céu. 

Os dias passavam tranquilos. Muitos passeios à beira-mar, refeições em restaurantes de deixar o estômago a chorar por mais alimento e a boca a implorar mais sabores. Eram assim os dias que iam desfilando à sua frente. Tal como previam, aquilo que é bom tinha tendência a terminar depressa demais. Mas no último dia que passavam em terras tão solarengas, algo de inesperado lhe aconteceu... Claro, ou não estivéssemos na presença do estranho Sr. Daldry...

Enquanto passeavam, um som melancólico de um violino encheu-lhes os sentidos e prendeu-lhes a atenção. Dirigiram-se para o local de onde vinha o som e quando encontram o responsável pela bonita melodia deixaram-se estar a absorver a intensidade de cada nota musical. Estava decido tinham de conhecer o rapaz capaz de tal façanha. 

Assim que o arco deixou de tocar as cordas, Daldry e Alice foram ter com o rapaz. As palavras foram sendo trocadas e Daldry ficou emocionado com a história de do jovem violinista. O seu nome era Luís! Algo difícil de pronunciar na língua inglesa. Mas o jovem português teve a paciência suficiente para os ajudar a pronunciar e até ignorou os tropeções que de vez enquanto davam nas sílabas!! Fantástico este jovem... Era de uma sensibilidade tocante. Daldry sentiu que ele tinha uma alma especial, uma aura que atraía as pessoas... ou talvez fosse apenas bondade e respeito por aqueles que respeitavam o seu talento.

Quando Daldry ficou a conhecer a história de Luís, achou que estava aí uma nova oportunidade de dar uso às suas qualidades de "resolver os problemas dos outros". E, neste caso, a sua missão passaria por ajudar Luís a recuperar a sua visão para que ele pudesse conhecer ver a sua Luísa. E acrescentar uma imagem real àquela que os seus dedos conhecedores lhe deram a conhecer.

Daldry conhecia um cirurgião em Londres com muitos sucessos na área da visão. Estava decidido: iria levar Luís com eles. 
E assim aconteceu. Luís foi para Londres, conheceu o cirurgião e processo iniciou-se. Luís conseguiu recuperar a sua visão para enorme felicidade de todos, principalmente de Daldry que mais uma vez tinha dado cor à vida de alguém. E, desta vez, que cor!!!

Quando Luís estava totalmente recuperado levou-o para que ele pudesse explorar o seu sentido, recentemente readquirido. Levou-o ao Big Ben, passearam pelo rio Tamisa e para que ele conseguisse guardar uma imagem intemporal da cidade de Londres partilhou com ele um "viagem" no London Eye. 

Luís de Daldry ficaram amigos e acima de tudo, Luís sentia-se em dívida para com ele. Daldry permitiu que ele voltasse a olhar para o mundo onde podia reconhecer cores e texturas... Um mundo onde podia dar uma imagem, uma cor, um padrão às notas musicais que saiam do seu violino. Despediram-se no aeroporto com a promessa de um encontro em breve.

A partir daqui a ansiedade começou a correr galopante nas suas veias. Como iria ser quando encontrasse a Luísa no aeroporto. Ela já sabia que ele recuperara a visão. Mas como seria olhar para ela? Como seria dar uma imagem às feições que tinha gravado na sua cabeça, pelas muitas vezes que os seus dedos desenharam o contorno daquele rosto e daquele corpo? Teria apenas de esperar duas horas.

Aterrou, recuperou a sua bagagem e dirigiu-se para a saída. Assim que cruzou a porta de embarque e os seus olhos se cruzaram com uns outros sorridentes e estranhamente brilhantes ele soube que só podia ser ela. No fundo, sentiu como se sempre a imagem daquele rosto habitasse os seus pensamentos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Palavras Memoráveis


Livro: A menina mais triste do mundo
Cathy Glass

«Seria maravilhoso», pensei de novo, «se pudesse agitar a minha varinha mágica e fazer com que todas as crianças fossem desejadas e bem tratadas e todos os pais capazes de amor e cuidar dos seus filhos».

Beijei-lhe a testa e, ao sair, senti um nó na garganta. Dar as boas noites à Donna pela última vez foi um daqueles momentos sentidos que, sabia-o, ficariam comigo para sempre. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Palavras Memoráveis


Livro: Amor e Chocolate
Dorothy Koomson

A simples menção do nome dele, conversar sobre ele, fez-me sentir o pó das estrelas a dançar-me no estômago como a Lua dança sobre as águas.


Tinha a ver com casar com alguém que não se conhece muito bem e, por isso, à medida que se cresce, que se envelhece, e que se vai conhecendo essa pessoa, descobrem-se fissuras no relacionamento. Em pouco tempo as fissuras transformam-se em crateras, as crateras em vales, e os vales em inultrapassáveis extensões de terra. Quando a relação chega a esse ponto, já só se veem os aspetos negativos se a pessoa atravessa a nossa visão.


- Eu não costumo chorar - lembrei-lhe.
- Isso não é motivo de orgulho. Chorar quando estamos a sofrer liberta a dor, seja ela emociona, seja física.


Aquilo de que tens medo pode nem sequer acontecer, e se acontecer, tu sobreviverás.


Contigo, tive algo melhor que andar por aí com uma e com outra. E quando se prova do que há de melhor, já não se quer outra coisa. 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Opinião | Peripécias do Coração (Bridgertons #2)


Peripécias do Coração (Bridgertons, #2)

Autora: Julia Quinn
Ano: 2012
Número de páginas: 384 páginas
Classificação: 5 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opinião
Peripécias do coração é o segundo livro da série Bridgertons e segundo livro que leio da autora Julia Quinn. E se já tinha adorado o primeiro, este não ficou nada atrás. Para mim, até superou o anterior.

Julia Quinn consegue oferecer-nos histórias de amor de encher o coração, com toques de humor que nos arrancam leves sorrisos ou boas gargalhadas. Toda esta conjugação oferece-nos uma leitura agradável e, de certa forma, um pouco compulsiva (nem damos pelo virar das páginas).

Este livro é dedicado ao Anthony Bridgerton, uns dos libertinos da sociedade londrina mais cobiçado e que foge ao casamento como se ele o queimasse vivo. Mas, quando reflecte sobre a sua idade, ele acha que chegou a hora de casar. Então parte na conquista de uma jovem esposa que corresponda ao seus padrões e à condição que impôs a si próprio: nunca se apaixonar.

Do outro lado da barricada temos sempre as jovens que procuram o seu par. Dentro do ciclo destas jovens temos as irmãs Kate e Edwina Sheffierd. Edwina é detentora de uma beleza ofuscante que desperta as atenções de todos os homens. Por sua vez, Kate não possui uma beleza tão notória e apesar de ocupar o lugar de irmã mais velha fica em segundo plano nas escolhas dos homens.

Partindo destas premissas nasce uma história cheia de peripécias que nos levam a conhecer bem as personagens.
Apesar da história ser um pouco previsível e seguir o padrões de acção do livro anterior, a autora consegue apresentá-la de uma forma que nos surpreende e nos deixa interessados.
Adorei a Kate e a sua forma de estar perante as situações. Também gostei de Edwina, embora, por vezes, me parecesse algo mais fútil, mas penso que isso esteja mais relacionado com o facto de ser mais nova e consequentemente mais imatura.

Anthony é engraçado e inteligente e a forma como ele se comporta com Kate é divertida e ao mesmo tempo capaz de descongelar os corações mais gelados. É fácil deixar-mo-nos encantar por ele, mesmo sendo ele um libertino sedutor e um pouco conflituoso.

É um facto, estou rendida aos livros e às maravilhosas histórias e personagens de Julia Quinn.
Resta-me agradecer à Marta, do blog I only have, pelo empréstimo do livro. Obrigada Marta!!!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Opinião | O ano em que não ia haver Verão


O ano em que não ia haver verão

Autora: Rute Silva Correia
Ano: 2014
Número de páginas: 208 páginas
Classificação: 1 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opinião
O ano em que não ia haver Verão foi o livro eleito para o mês de Setembro do desafio Português no Feminino e o que posso dizer é que foi uma das piores leituras até ao momento. É um livro com uma história pouco interessante e pouco cativante. Juntando à baixa qualidade do conteúdo é um livro que não está muito bem escrito e existem algumas incongruências a longo do desenrolar dos capítulos.

Neste livro ficamos a conhecer uma quantidade de pessoas que fazem parte da alta sociedade lisboeta, ou seja, a nata da nata. Assistimos aos seus dramas, romances que começam e acabam num piscar de olhos, encontros e desencontros, traições e outras coisas que tais.

Tudo isto é uma grande confusão, porque a forma como tudo nos é contado e apresentado é de baixa qualidade literária. Nada desperta interesse ou curiosidade na leitura. Para mim é um livro vazio do qual não retirei nada, nem sequer entretimento ou diversão. 

As coisas surgem como se fossem uma grande embrulhada sem ponta por onde se lhe pegue. As personagens surgem como cogumelos e não lhes é dado espaço para crescerem e se apresentarem aos leitores. No fundo, posso dizer que o livro até poderá ser uma boa metáfora daquilo que é a alta sociedade portuguesa e pelo mundo.

Para além de todo este meu desagrado houve uma coisa que me irritou solenemente. Raúl e Pedro são-nos apresentados no início do livro como psicólogos. Mais a meio surgem como psiquiatras!!! Psiquiatras e Psicólogos são duas categorias profissionais distintas. Podem trabalhar para um público-alvo com algumas semelhanças, mas há muitos aspetos que os diferenciam. Não é a primeira vez que assisto a estas confusões e acho que é um elemento que revela pouco cuidado dos autores no momento de revisão do texto. 

domingo, 11 de outubro de 2015

Por detrás da tela | A família Bélier










Título: A família Bélier
Género: Drama / Comédia/ Musical
Ano de Estreia em Portugal: 2015
Atores: Karin Viard, François Damiens, Eric Elmosnino, Louane Emera







Já andava com este filme debaixo de olho há algum tempo. A primeira vez que ouvi falar dele foi durante um programa de TV em que duas mulheres falavam da experiência de serem filhas ouvintes de pais surdos. Uma delas em particular descrevia a forma como se identificava com a personagem Paula. A segunda vez foi durante o casamento de uma amiga, em que uma colega falou-me maravilhas do filme. Por tudo isto, pela minha curiosidade em dinâmicas familiares e pelo meu fascínio já antigo pela língua francesa, eu tinha mesmo que ver este filme.

Paula é filha de pais surdos e tem um irmão também ele surdo. Ela é a única ouvinte e aquela que usa a linguagem oral e a linguagem gestual.
Ao longo do filme vamos assistindo à forma como Paula tem de responder aos desafios de ter uma família diferente e com um mundo muito pouco ajustado às suas necessidades. É muito interessante assistir a toda a dinâmica que se estabelece naquela família. Paula torna-se uma grande ajuda para todos que faz com que se criasse uma certa dependência dela.
E, sem nada o fazer prever, Paula descobre o seu talento para cantar. E agora como fazer os pais entenderem isso? Como é que Paula pode voar sozinha sentindo-se tão ligada à família?

O filme explora as dificuldades familiares, as relações fortes e fracas que se estabelecem, o que é ser adolescente. Há momento carregado de emoção, há momentos divertidos e que facilmente arrancam sorrisos e há momentos que espelham muito bem a realidade em que pessoas com surdez são obrigadas a viver. 
Quero destacar, também, as excelentes interpretações dos autores. Foram brilhantes e facilmente nos prendem ao ecrã.


Houve uma parte do filme que foi muito interessante e transmitia uma forte mensagem. Não o posso descrever porque estaria a dar um spoiler. Foi algo que me deixou a pensar durante muito tempo e permitiu que nos aproximássemos da realidade que é a vida dos pais e do irmão de Paula.

É um filme que considero encantador e que pode ser visto em família. Os pais da Paula são muito divertidos e engraças e oferecem momentos únicos ao longo do filme. 

sábado, 10 de outubro de 2015

TAG | Géneros Literários


1. Qual o género literário que mais lês e qual o livro preferido deste género?
O género literário que mais leio é Romance Contemporâneo. Gosto de tantos que é complicado dizer qual o meu livro preferido dentro do género. Vou indicar o primeiro que me veio à cabeça:

Jogo de Mãos de Nora Roberts
Jogo de Mãos

2. Qual o segunda género mais lido e qual o livro preferido do género?
Romance histórico penso que seja aquele género que surge logo a seguir ao Romance Contemporâneo. Mais uma vez gosto de tantos que é muito complicado identificar um só. Vou aqui deixar o último que li e que me deixou ainda mais fã da autora.

Peripécias do Coração de Julia Quinn
Peripécias do Coração (Bridgertons, #2)

3. Qual o género menos favorito e porquê?
O género que me desperta menos interesse é Fantasia. Para que um livro de fantasia me cative é precise que seja interessante e com uma boa história. Há poucos/as autores/as deste género que me levam a ler os seus livros.

4. Qual o género que nunca leste mas gostarias de ler?
Penso que já li um bocadinho de tudo... Talvez aquele com menos expressão seja o género de ficção científica. É algo que quero ganhar coragem para ler. 

5. Porque qual género te estás a interessar? Recomendações?
Não tenho uma resposta a esta pergunta, porque simplesmente não há nenhum que neste momento esteja numa fase inicial do meu interesse.

6. Qual o género que gostas e as pessoas não sabem?
Também não é segredo nenhum, mas talvez passe despercebido que gosto muito de policiais e thrillers. 

7. Se tivesses de parar de ler um género qual seria?
Fantasia.

8. Qual o género que gostas e achaste que nunca gostarias?
Policial. Pensei que iria haver sangue demais para mim. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Palavras Memoráveis


Livro: Amar em francês
Ellen Sussman

Mas por vezes temos de fugir de nós mesmos para nos encontrarmos.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Opinião | A Troca (The Campus Trilogy #1)


A Troca

Autor: David Lodge
Ano: 1995
Número de páginas: 208 páginas
Classificação: 3 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opinião
A Troca é a minha estreia com David Lodge. Não conhecia o autor nem o seu trabalho literário.
Não foi uma leitura com um início muito fácil. Uma escrita muito descritiva e em alguns momentos um pouco aborrecida. É um início que faz parecer que nos vamos deparar com uma narrativa lenta e em que as coisas demoram a acontecer. Porém este início é enganador. Aliás, neste livro todas as nossas impressões e ideias vão sendo fintadas à medida que vamos lendo. Acho que o autor consegue imprimir um toque de surpresa a cada capítulo. Podemos ser surpreendidos pelos acontecimentos que acompanham o capítulo, pela forma que o autor escolhe para os contar... Tudo muda a cada capítulo, o que torna a leitura engraçada e dinâmica.

Debruçando-me agora sobre as personagens e a história em si, posso dizer que até foi uma leitura engraçada em determinados momentos. Neste livro temos dois professores universitários: Philip Swallow do Reino Unido, e Morris Zapp dos EUA, que trocaram de lugar, fazendo um intercâmbio universitário. Agregado a eles ficamos a conhecer e a acompanhar as histórias das suas respetivas famílias. 
Philip é um homem pouco cativante. Acho-o fraco, pouco assertivo e muito vulnerável e influenciável pelo meio que o rodeia. Não simpatizei nada com ele, mas considero e reconheço que é ele que imprime um certo dinamismo à história e à forma como os acontecimentos vão surgindo.  Penso que ele tem consciência das suas fragilidades e por isso tentou "anular" a vida profissional da sua esposa Hilary remetendo-a para uma vida familiar. Na minha opinião, ele tinha medo que a Hilary o ofuscasse no seu trabalho mediano.

Morris aparenta ser um homem mais interessante e dinâmico. A sua mulher tem uma certa dose de loucura o que faz com que todas as suas ações, por mais disparatadas que sejam, estão bem enquadradas.

No livro esta gente toda vai transforma-se numa autêntica salada russa. Há muita mistura e muita troca e no fim... Nada. Pois, o autor conseguiu dar-nos um final que me deixou de boca aberta e sem saber muito bem o que dizer sobre aquele final. No fundo há uma razão para aquele desfecho. De facto, a nossa vida é um conjunto de acontecimentos, fortemente potenciados pelas nossas decisões. A vida é imprevisível e subjetiva e, muitas vezes, partimos para a leitura de um livro esperando um final conclusivo e com alguma objetividade, Contido, o autor não nos quis oferecer isso. Assim temos um final que eu classifico como um final que vai muito para além de um final aberto.
Senti-me algo frustrada!! Queria um final mais papável, que não me deixasse o pensamento a funcionar a alta velocidade sobre o futuro daquelas personagens. Porém reconheço o talento do escrito e a forma inteligente e original como conduziu e decidiu terminar a sua história. Acreditem, é um final inesquecível!!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Opinião | O Rapaz do Pijama às Riscas


O Rapaz do Pijama às Riscas

Autor: John Boyne
Ano: 2008
Número de páginas: 176 páginas
Classificação: 5 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opinião
O período da História referente ao pré, pós e durante a Segunda Guerra Mundial desperta em mim uma grande sede de conhecimento acerca de tudo o que envolveu essa época. Tenho consciência de que por muitos livros que leia, por muitos filmes que veja, por muitas fontes que consulte, nunca irei conseguir assimilar na totalidade tudo aquilo que as pessoas da época viveram ou sentiram. Considero que tido foi demasiado complexo e doloroso e que agora nós, a distância de um bom par de anos, não conseguimos entrar nessa realidade.

O Rapaz do Pijama às Riscas é mais um dos livros que nos dá a conhecer um bocadinho da realidade do período da 2ª Guerra Mundial, desta vez através dos olhos de uma criança.
Bruno é um menino que desconhece aquilo que de facto se está a passar na Europa. A sua pureza infantil faz com que seja uma criança sensível e incapaz de compreender a maldade dos adultos. As atitudes dele para com os empregados, para com o menino do "pijama às riscas", que se tornou um amigo especial, fizeram-me querer conhecer esta criança. Ela pareceu real porque apesar desta sensibilidade e respeito pelo outros ele também tem os seus momentos mais cinzentos. No fundo, o facto de ele não ter uma "alma" totalmente cor-de-rosa e de em certos momentos nos mostrar alguns sentimentos mais egoístas fazem com que aos olhos do leitor pareça uma criança real como tantas outras.

Apesar do final ser marcado pela crueldade e infelicidade é algo que torna o livro mais real. Penso que se tivesse terminado de outra forma não teria tanto impacto. 

O livro está escrito numa linguagem simples e compreensiva o que o torna acessível a qualquer público. Desta forma, acho que a sua inclusão no PNL é mais do que adequada e justificada.

Este foi um dos casos em que vi o filme antes de ler o livro. Na altura adorei e fiquei muito emocionada. Por isso considero que o filme foi mais eficaz a produzir emoções em mim do o livro. Apesar de me ter emocionado também com o livro, o filme foi mais intenso. 

domingo, 4 de outubro de 2015

Por detrás da tela | Olga


Olga (2004) Poster




Título: Olga
Género: Drama / Biografia / Histórico
Ano de Estreia: 2004
Atores: Camila Morgado, Caco Ciocler, Luís Melo, Eliane Giardini





Olga é um filme brasileiro que retrata a vida de Olga Benário, uma mulher alemã, judia e comunista que persegue os seus ideais numa Alemanha nazi. Os seus ideais comunistas arrastam-na para a União Soviética e é aí que dá início a uma grande aventura da sua vida. Esta aventura leva-a ao Brasil na companhia de um líder comunista Luís Carlos Prestes. 

Descobri este filme por mero acaso e graças à escritora Carina Rosa. No passado sábado, ela apanhou o filme na TV e comentou comigo. Depois de alguma procura, encontrei-o e pelo que li e pela opinião da Carina, decidi que seria um filme interessante para ver. 

Ao início estranhei um bocado por ser brasileiro. Nunca tinha assistido a nenhum filme brasileiro, mas a experiência foi mais do que positiva. Um filme muito bem feito, com interpretações de nos deixar pregados ao ecrã e com um contexto histórico da Segunda Guerra Mundial.


É um filme duro, realista e que mexe com as emoções. É fácil nos apaixonamos pela força de Olga, pela persistência em defender aquilo em que acredita. Ao mesmo tempo sofremos com os momentos menos felizes que ela viveu. Ao longo do filme somos presenteados por um conjunto de frases inspiradoras, ditas por uma mulher que nunca desiste, apesar de todas as adversidades que lhe aparecem pela frente. Nos momentos finais do filme, ela diz "Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo." e vai mais além nas suas reflexões, mas eu vou-me ficar por esta para não vos oferecer spoilers


Foi um filme que prendeu toda a minha atenção e que me fez chorar. Fiquei tão curiosa em saber mais sobre Olga Benário e sobre outros aspectos da sua vida que fui pesquisar mais sobre ela na internet. Principalmente, aquilo que me deixou mais curiosa foi saber mais sobre o que aconteceu no futuro a todas as personagens. 
Recomendo este filme a todos aqueles que tenham curiosidade sobre história, em particular sobre o período da Segunda Guerra Mundial e para quem gosta de filmes em que a protagonista é uma mulher cheia de força e personalidade. 

sábado, 3 de outubro de 2015

Projecto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Desta vez, o livro enviado pela Denise não foi uma completa surpresa. Eu estava com dois livros em vista que ela me podia enviar, e este era um deles.
Eis o "menino" que cá chegou a casa durante esta semana:


A estranha viagem do Senhor Daldry
Marc Levy

Estou com algumas expectativas em relação a este livro, porque já li livros do autor e gostei bastante deles. 
O autor tem uma escrita muito própria e constrói enredos cativantes. O primeiro dia e A primeira noite são dos meus livros preferidos de sempre. 
Espero que este seja também uma boa surpresa.

Obrigada Denise.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Palavras Memoráveis


Livro: Em parte incerta
Gillian Flynn

Os amigos veem a maior parte dos defeitos uns dos outros. Os cônjuges veem tudo, até ao mais ínfimo pormenor.


Disseram-me que o amor devia ser incondicional. É essa a regra, toda a gente o diz. Mas se o amor não tivesse fronteiras, limites, condições, porque é que alguém havia de tentar alguma vez fazer o que é certo? Se souber que sou amada, aconteça o que acontecer, onde é que está o desafio?


O amor devia requerer que ambos os parceiros fossem o melhor possível em todas as alturas. O amor incondicional é um amor indisciplinado e, como todas vimos, o amor indisciplinado é desastroso.