domingo, 29 de maio de 2016

Por detrás da tela | Wimbledon - Encontro Perfeito

Classificação: 3 estrelas

Wimbledon - Encontro perfeito é um filme protagonizado por Kristen Dunst e Paul Bettany e conta-nos a história de Peter Colt, um tenista muito mal classificado no ranking mundial e uma tenista que é a estrela sensação do momento. Ambos se cruzam em Wimbledon para uma competição mundial. 
Peter estava em final de carreira e esta era a última competição em que participava, o que ele não esperava era apaixonar-se por Lizzie e nas implicações que isso iria ter para o seu desempenho na competição...

É um filme muito leve e divertido. Uma comédia romântica cheia de momentos engraçados mas, na minha opinião, pouco explorados e pouco desenvolvidos. Faltaram mais momentos de ação, interação e de conflitos internos e externos. Contudo, contribuiu para passar duas horas de forma divertida e ligeira. 
Achei imensa piada ao Peter e à forma como ele encarava o seu desempenho no ténis. Tinha um humor muito peculiar e uma forma muito própria de olhar para os adversários e para a competição. Gostei do lado mais sensível e humano que ele deixou transparecer em cada cena que aparecia. Tinha uma família muito característica e da qual que queria ver muito mais.

É o filme ideal para aqueles dias em que queremos limpar a cabeça de temas mais pesados e quando queremos desligar da nossa rotina. 
É um filme muito simples, mas que cativa. 

sábado, 28 de maio de 2016

TAG | Opiniões Impopulares


Vi esta tag no blog da Tita, O prazer das coisas, e fiquei com vontade de lhe responder.  
Foi criada por The book archer e traduzida por Palavras Radioactivas.

Categorias
1. Um livro ou uma série popular que você não gostou.
As cinquenta sombras de Grey de E. L. James.  
Estes livros deram imenso que falar. Muita gente os leu, viu o filme. É uma série adorada por muitos e odiada por outros tantos.
Eu não gostei. Uma leitura demasiado ligeira, numa escrita pouco criativa e nada interessante. Entretém, mas ao fim de algum tempo são poucas as coisas que retemos na nossa memória.
Acho que é uma série que está num nível demasiado básico para agradar a leitores mais experientes.

2. Um livro ou uma série popular que todos parecem odiar, mas você adora.
Aparição de Vergílio Ferreira
Aparição
A maior parte das pessoas que conheço e com quem falo sobre livros não olha para este livro de forma muito positiva.
Eu adorei lê-lo no secundário. Acho que para tal muito contribuiu a leitura orientada do meu professor de português. Mas foi um livro que me marcou pelas reflexões filosóficas a ele associadas. 
Gostava de o reler, mas ao mesmo tempo começo a ficar com medo de deixar de gostar tanto dele. Primeiro, porque já perdi um  bocadinho daquela miúda idealista que me acompanhava à onze anos atrás e, em segundo, porque me falar a visão sábia de alguém mais experiente em análise literárias que me faça voar mais fundo nas palavras.

3. Um triângulo amoroso em que o personagem principal terminou com a pessoa que você não queria que terminasse.
As gotas de um beijo de Carina Rosa
As Gotas de um Beijo
Aqui vou repetir a escolha da Tita, mas é mesmo este o primeiro livro que me vem à cabeça. Neste livro temos um triângulo amoroso entre Diana, David e Laura. David não terminou com a mulher com quem eu estava a torcer, mas compreendi as razões da autora para não o fazer. 
Apesar de tudo, acho que foi um triângulo amoroso bem conseguido.

4. Um género literário popular que você raramente deseja.
O género fantástico. Não sou fã de fantasia, aborrecem-me os livros deste género e, em muitos casos, não consigo retirar prazer na leitura. Há exceções, mas ainda não consegui definir como é que deve ser um livro de fantasia para conseguir encaixar nos meus padrões.

5. Um personagem popular ou amado pela maioria do qual você não gosta.
Harry Potter

Muita gente me vai crucificar por esta minha escolha, mas é a minha opinião e vale o que vale. 
Eu só li o primeiro volume da série e embirrei logo com o rapaz. Não o acho corajoso, inteligente e destemido como a autora o quer fazer parecer. Acho que lhe falta o carisma de uma estrela, a coragem de um criança que passou por uma vida difícil e a curiosidade e perspicácia que só as crianças conseguem ter. 

6. Um autor popular com o qual você não consegue se dar bem.
John Green
Só li o livro A culpa e das estrelas e fiquei sem vontade de ler mais livros do autor. Ainda quero tentar ler pelo menos mais um para confirmar esta minha ideia formada acerca do trabalho deste autor.

7. Um enredo popular em livros que você está cansado de ver.
A da raparinha frágil que conquista um homem super bonito e interessante, os "Bad boys" e os triângulos amorosos.

8. Uma série popular que você não tem interesse em ler.
Série Eragon de Christopher Paolini
Ainda comecei a ler o primeiro volume da série, mas ao fim de sessenta e poucas páginas, desisti. Não são livro para mim.

9. O ditado diz “O livro é sempre melhor do que o filme”, mas qual adaptação para filme ou série de TV você prefere mais que o livro?
O véu pintado de Somerset Maugham
Tive muita dificuldade em conseguir terminar o livro, mas o filme é daqueles que fará parte dos preferidos de sempre. Um filme para rever e me emocionar. 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Palavras Memoráveis

Heart, Love, Romance, Valentine, Romantic

- Os corações aumentam quando as pessoas estão felizes? - perguntaram de novo as crianças a Ma Tsai.
- Quando crescerem verão como é verdade - respondeu Ma Tsai às crianças.
Alice Vieira, Um estranho barulho de asas in Contos e Lendas de Macau

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Opinião | "Um companheiro inesquecível" de Susanna Tamaro

Um Companheiro Inesquecível
Classificação: 3 estrelas

Trouxe este livro da biblioteca e que me atraiu pelo título. Não li a sinopse, nem prestei grande atenção à capa. Na minha cabeça formou-se a ideia de que iria encontrar naquelas páginas um história de amor bem romântica.

Quando começo a ler, vejo que tinha criado uma ideia completamente errada. Apesar de o livro não ser aquilo que eu estava à espera, a leitura foi muito agradável. Tudo nele transmite valores, aprendizagens, sentimentos e respeito. 

É um livro bastante pequeno, mas que não deixa de ser intenso nos conteúdos e nas personagens que nos dá a conhecer.

Facilmente me comovi com a história de Anselma que, ao chegar à velhice se vê confrontada com um mundo que não entende e onde a solidão passa a ser a rainha na sua vida. Porém, a chegada de um bonito papagaio à sua vida vai trazer a cor necessária para afastar as nuvens cinzentas da tristeza que se apoderou dela ao longo dos últimos anos.

É um livro que nos mostra o quanto um animal pode fazer a diferença na nossa vida. 
Para quem gosta de animais e de ler livros sobre eles, tenho a certeza que vai gostar de se perder nas páginas desta história. 

domingo, 22 de maio de 2016

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Finalmente terminei o livro que a Denise me enviou e agora chegou a altura de responder a mais um desafio.


O Casting

As obras da Tess Gerritsen têm feito imenso sucesso entre o público e, em 2010, estreou a série Rizzoli and Isles, baseada nos livros desta coleção.
O desafio que te proponho para este livro continua a inserir-se no campo imaginativo, tal como os anteriores.
A tua reunião com o agente literário da autora foi um sucesso. Conseguiste fazê-lo continuar a acreditar no talento de Tess e fortaleceste a tua amizade com a autora. Mas as boas notícias não terminam aqui.
Quando surgiu um realizador interessado em transformar A Pecadora num filme, foste a primeira a quem a autora contou a novidade. Mas não se ficou por aqui. Pediu a tua ajuda para participares no casting para o filme, e não pudeste dizer que não. Assim, escolhe algumas personagens deste livro, as que consideres mais importantes, e sugere atores para as interpretarem (não podem ser os mesmos da série real).
E agora, a cereja no topo do bolo! Um desses papéis será para ti! Que personagem escolherias interpretar e porquê?


Para mim, eu escolho interpretar a Jane Rizolli, porque me identifico com ela e desde o primeiro livro que admiro as suas lutas internas e externas para vencer num mundo pouco simpático para as mulheres. 

Maura Isles - Kristen Dunst

Camille - Clöe Moretz

Gabriel Dean - Diogo Morgado

Estes são as personagens para as quais eu indicaria os autora. E como não iria abusar da boa vontade da escritora, deixaria as indicações de outros atores para ela. 

Divulgação | "A Rainha do Verão" de Elizabeth Chadwick


A Rainha do Verão (Leonor de Aquitânia, #1)


Título: A Rainha de Verão
Série: Eleanor of Aquitaine
Edição: 2016 
Autor: Elizabeth Chadwick
Editora: Topseller
Páginas: 480 
Preço: 21,98 €

Sinopse
Leonor de Aquitânia.

Uma das mulheres mais poderosas da História. 

Jovem, bonita e privilegiada, Leonor tinha tudo para viver um futuro brilhante como herdeira da próspera Aquitânia. Quando o seu pai, Guilherme, Duque de Aquitânia, morre subitamente no verão de 1137, Leonor tem de abandonar a sua infância e assumir-se como duquesa. 

Enviada para Paris e forçada a casar com o príncipe herdeiro Luís VII, Leonor pouco ou nada se tinha ainda adaptado à sua nova vida quando o rei morre e ela se torna Rainha de França. 

Com apenas 13 anos, tem de deixar tudo para trás e aprender a viver na bruma complexa da Corte e do Clero. Depois de se confrontar com os mais diversos desejos, intrigas e ambições, Leonor apercebe-se de que poderá controlar o futuro se souber escolher o momento certo para agir. 

Com Leonor de Aquitânia. A Rainha do Verão, Elizabeth Chadwick dá início a uma trilogia sobre Leonor de Aquitânia, onde nos deslumbraremos com a sua história, triunfos e tragédias, e nos deixaremos levar numa fascinante viagem ao alvor da Idade Média.


Sobre a autora




Autora bestseller do New York Times, Elizabeth Chadwick conta com mais de 20 romances históricos publicados em diversas línguas. Os seus livros foram contemplados com inúmeros prémios, entre os quais o de Melhor Romance Histórico da Romantic Novelists Association e o Betty Trask Award. 

Apaixonada pela Idade Média e pelo dia a dia desta época, Elizabeth é hoje uma das mais importantes romancistas históricas da Grã-Bretanha e foi considerada pela Historical Novel Society como «a melhor escritora de ficção medieval» da atualidade. 

Saiba mais sobre a autora em www.elizabethchadwick.com.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Opinião | "A Pecadora" de Tess Gerritsen (Rizzoli & Isles #3)

Classificação: 4 estrelas

A cada livro que vou lendo desta série, cada vez mais fico apaixonada pelas personagens e pelos enredos que vão sendo construídos.
Ao contrário dos dois livros anteriores, que estavam mais focados em Jane Rizzoli, este destaca mais Maura, a médica legista. Assim, paralelamente a todos os acontecimentos relacionadas com a parte criminal ficamos a conhecer o interior daquela a quem chama Rainha dos Mortos.

A parte criminal do livro continua a manter a mesma qualidade. A forma pormenorizada com que tudo é descrito torna esta série uma das melhor que já li. Para além deste cuidado em nos dar todos os pormenores, a autora constrói uma narrativa cheia de pontas soltas que no fim se unem numa teia com sentido. A "teia" final deste livro não foi das melhores, principalmente quando comparado com o segundo livro da série. Acho que ficaram coisas por explicar e explorar. Foi um final e um desenlace apressado.

Gostei muito de assistir às mudanças emocionais de Jane Rizzoli ao longo do livro. Acho que este foi um crime que a fez pensar na sua própria vida e nas decisões que precisa de tomar. Adoro a Jane e a sua personalidade. Maura também é especial, mas sinto-me mais próxima de Jane. Bem, no fundo aquilo que eu sinto é que tenho características das duas.

É uma série que pretendo continuar.

Opiniões a outros livros da série:

domingo, 15 de maio de 2016

Por detrás da tela | Love, Rosie


Classificação: 5 Estrelas
Já há muito tempo que por aqui não aparecia uma opinião a um filme. A realidade é que já não via um filme há muito, muito tempo. 
Há uns dias, enquanto via trailers no youtube cruzei-me com este Love, Rosie e fiquei logo com curiosidade para o ver. 

Adorei o filme. Eu tenho um carinho especial por histórias de amizade que, aos poucos, se vão solidificando em algo mais importante. E assim nasce um amor... Porém, nem sempre é fácil chegar a essa conclusão acerca dos novos sentimentos que vão aparecendo. 

Rosie e Alex são os protagonistas deste filme e adorei as interpretações de ambos. Transmitem muito bem os sentimentos, têm um entendimento que contribui muito para a história em si. 

O enredo acaba por ser simples, mas muito bonito. 
É um filme para todos aqueles e aquelas que gostam de romance e de dramas que tendem a afastar caminhos que deviam estar a cruzar-se algures nos trilhos do destino.

Só no fim do filme é que me apercebi que era uma adaptação do livro Para sempre, talvez de Cecelia Ahern. Fiquei com vontade de ler, porém tenho que receio que aconteça o mesmo que o P.S. I love you. O que aconteceu com este último foi que vi primeiro o filme, fiquei com vontade de ler o livro e quando o consigo para ler não consigo passar das 30 páginas. Este acontecimento deixa-me com o pé atrás para partir para a leitura.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


A Denise já recebeu mais um livro da minha estante que voou até à estante dela. E o eleito desta vez foi:

O ano mais estúpido do meu irmão mais novo
Miguel Morais
O Ano mais estúpido do meu irmão mais novo 1

Motivos da minha escolha:
  • Queria proporcionar à Denise uma leitura mais leve e rápida para quebrar com outras leituras mais densas e extensas.
  • Enviei um livro mais pequeno para compensar a demora na leitura do livro que ele me enviou anteriormente. 
  • Como ainda não o li, quero ver se a Denise me recomenda a leitura.
Não se esqueçam de ir ao blog Quando se abre um livro ver a reação da Denise.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Palavras Memoráveis

Sillhouette, Sunset, People, Jump, Orange

Sabes o que é que acontece quando olhamos sempre antes de saltar? Nunca chegamos a fazê-lo. 
Nora Roberts, A chave da luz

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Opinião | "Vidas Suspensas" de Rita Montez

Vidas Suspensas
Classificação: 4 Estrelas

Tomei conhecimento deste livro através do blog da Tita, O Prazer das Coisas, que por sua vez o tinha descoberto através do blog da Isaura, Jardim de Mil Histórias.

Assim que soube da temática que abordava, a violência doméstica, achei que devia ler tendo em conta a minha profissão. 

Neste livro ficamos a conhecer a realidade da violência conjugal e doméstica através dos relatos de doze mulheres. Não fiquei muito impressionada com as situações ligadas aos comportamentos violentos que iam sento apresentados. Assim como não me surpreenderam os comportamentos das vítimas e dos agressores. São histórias que, infelizmente, chegam até nós com muita facilidade. 
Pessoalmente, aquilo que mais me impressionou foi o comportamento de alguns profissionais. A falta de ética, as ideias machistas a insensibilidade perante as vítimas e a má interpretação "do superior interesse da criança" foi algo que me assustou, revoltou e repugnou. Tendo eu uma profissão ligada a esta área fico revoltada com a forma com que assistentes sociais, psicólogos, juízes e advogados lidam com estas vítimas e com todos os processos em que têm de intervir. 

Recomendo a leitura a todas as pessoas, em especial a todos aqueles que lidam com estes casos.


É um livro que vocês podem pedir diretamente à autora através do seguinte e-mail: vidassuspensas16@gmail.com

sábado, 7 de maio de 2016

Opinião | "O Espião Português" de Nuno Nepomuceno (Freelancer #1)

O Espião Português
Classificação: 3 Estrelas

O livro O espião português estava na minha estante há muito tempo. Em 2013, ganhei-o num passatempo e desde aí tem estado na estante à espera de vez.
Comecei a leitura sem grandes expetativas. Apesar de ter lido diferentes opiniões acerca do livro, não sabia muito bem o que esperar. Fui com a cabeça livre e aberta para aceitar a história que aquelas páginas tinham para me oferecer.

No geral gostei da história e das personagens. Porém, há alguns aspetos que não foram bem abordados, existem algumas incongruências e personalidades que na minha opinião não estão muito bem conseguidas.

André é a personagem central deste livro. Ele é o nosso espião português ao serviço de uma agência internacional. Gostei de algumas coisas no André, mas outras não fazem muito sentido tendo em conta os desafios que a sua profissão o obriga a enfrentar. Sendo um agente especial, quase de certeza que deve ter de passar por uma bateria de avaliações psicológicas, para além de todas as outras que iam aparecendo no livro. Neste sentido, André teria que nos ter sido apresentado como alguém forte, psicologicamente saudável e resiliente e que, apesar de ser uma pessoa sensível, sabe lidar melhor com as emoções negativas que a vida nos apresenta. Porém, André mostrou-se fraco na forma como lidou com a sua relação com Mariana. Questiono-me como é que deixam uma pessoa assumir missões especiais e que envolvem risco quando se encontra em notória vulnerabilidade emocional. Não há congruência entre a vida de André e a forma como ele se comporta e lida com as suas situações pessoais. Cheguei a achá-lo infantil e imaturo, principalmente no fim do livro.

O segredo que acompanha grande parte do livro e que envolve o André é fácil de deduzir a  partir de certa altura do livro. Contudo, o facto de ter deduzido não atrapalhou o meu interesse pela leitura. Continuei curiosa em relação à forma de como as coisas iriam acontecer.
Os acontecimentos chave foram surgindo e em algumas situações, o autor não deixou crescer o conflito. Esgotava-o sem explorar as suas enormes potencialidades.

Relativamente às outras personagens só aponto o dedo a Diogo. Aquela revelação final não era necessária, não faz muito sentido e não acrescenta grande relevância à história. Esta situação deu-me a sensação que o autor queria introduzir mais assuntos no livro. Mas não acho que isso seja algo que valorize um livro ou uma histórias. É importante ter menos assuntos, mas eles serem bem explorados.

Ao longo da narrativa também surgem incongruências, nomeadamente com a linha temporal do relacionamento com Mariana e com os contornos de um novo emprego que anda a seduzir André.
A escrita do livro é simples, mas tem frases demasiado curtas. Em certas passagens senti como se estivesse a ler recados. Uso o constante de frases com uma, duas palavras torna a leitura pouco fluída.

Este é um primeiro livro de um série. Fiquei com curiosidade de saber o que vai acontecer. Apesar de algumas falhas, conseguimos perceber que há potencial e criatividade.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Palavras Memoráveis

Rain, Lovers, Man, Woman, Pair, Love, For Two

Quando me vim embora à chuva, eu sabia que tu estarias lá. Tens de saber que independentemente do que buscas no teu passado, do que encontrares, quando virares costas a tudo isto, eu estarei à tua espera.
J. D. Robb, Conspiração Mortal

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Opinião | "Alma Rebelde" Carla M. Soares

Alma Rebelde
Classificação: 4 Estrelas

Andei muito tempo a pensar sobre que classificação atribuir ao Alma Rebelde. Eu gostei muito da narrativa e das personagens, porém aquele final deixou-em bastante frustrada e estava a condicionar a minha reflexão sobre o livro. Para ser mais justa, procurei deixar as minhas frustrações de lado e olhar de forma mais racional para o livro. E então vêm as quatro estrelas.

O que também me estava a condicionar a decisão era o facto de estar a comparar este livro com o A chama ao vento. Quando olho para os dois sinto que gostei mais do livro A chama ao vento. Porém, o Alma Rebelde também está bem escrito e tem uma história que me deixou agarrada. Só o final é que me faz gostar menos dele quando comparado com o outro livro da Carla. Por isso, achei que esta classificação se adequava.

Joana é a personagem feminina que vai dominando a narrativa. Uma alma rebelde que se sente frustrada pela sua pouca sorte. Uma mulher que é obrigada a casar com alguém que ela não conhece. Na sua cabeça cria uma imagem do homem que lhe foi destinado, uma imagem totalmente diferente daquela que conheceu. Joana acabou por se cruzar com outra alma rebelde, o Santiago. Enquanto ela tentava reprimir esta sua personalidade, Santiago desde logo que se mostrou em toda a sua rebeldia, deixando-a "desarmada".

Nem sempre gostei da Joana. Em alguns momento achei-a demasiado irritante. Apesar de perceber a situação que ela foi obrigada a viver, acho que ela se queixou muito e manteve uma personalidade demasiado reservada. Gostava de ter visto um bocadinho mais desta sua alma rebelde e pouco conformada com as condições sociais.
Santiago e a D. Ana, mãe de Santiago, são duas personagens muito interessantes e que despertaram logo o meu interesse. Cativaram-me e era como se elas fossem reais aos meus olhos.

Penso que havia temáticas, situações que podiam ter sido mais esmiuçadas. Acho que houve certas coisas que aconteceram demasiado depressa e que não tiveram tempo para criar raízes na histórias e memórias no leitor.

Um aspeto muito interessante do livro foi a forma como a narrativa foi conduzida. As cartas trocadas entre Ester e Joana e entre Santiago e o Rei e os pequenos apontamentos do diário de Joana ofereceram uma boa dinâmica ao livro e à história. Gostava de ter lido mais partes do diário de Joana.

O final foi frustrante. Parece que autora estava com pressa de terminar a história. Consigo perceber a intenção em terminar desta forma. No fundo, conseguisse oferecer uma forma diferente de terminar a narrativa que não deixa de ser interessante, Eu é que sou insatisfeita e, como gostei tanto das personagens, queria sugar mais acontecimentos e mais vivências deles. 

terça-feira, 3 de maio de 2016

Balanço | Abril em Português

O mês de Abril chegou ao fim e com ele o fim do meu projeto Abril em Português
Tinha-me proposto a ler quatro livros e consegui cumprir o meu plano. Assim, durante o mês passado li: 
  1. O funeral da nossa mãe de Célia Correia Loureiro
  2. O espião português de Nuno Nepomuceno
  3. Sombras de Patrícia Morais
  4. Alma Rebelde de Carla M. Soares
No blog já estão publicadas duas opiniões, O funeral da nossa mãe e Sombras. Durante os próximos dias saem as opiniões aos outros dois livros.

Sem contar com o Sombras, que li em ebook e não tenho o número de páginas, li 1053 páginas. 

É um balanço muito positivo e um tipo de projeto que pretendo repetir ainda durante este ano. 

Em Abril leram algum livro de um(a) autor(a) nacional? 
Se sim, partilhem comigo aqui nos comentários. É sempre bom termos novas sugestões de leitura.