domingo, 31 de julho de 2016

Maratona Cineverão | Divertida mente


3º Filme
Categoria: Animação
Classificação: 4 Estrelas

Foram várias as pessoas que me recomendaram este filme. Pelos comentários que iam partilhando comigo, eu cada vez mais ficava curiosa.

Posso dizer que achei o filme extremamente engraçado e uma excelente forma de falar de emoções e no impacto que elas têm na construção da nossa personalidade e na criação de memórias. 
Assim, somos convidados a entrar no mundo interior de Riley, uma menina de onze anos mentalmente saudável e com uma vivacidade contagiante. Quando conseguimos entrar no seu interior ficamos a conhecer aquelas que podemos classificar como emoções básicas e que estão na origem de outras mais complexas.

Gostei muito da caracterização de todas as emoções. A alegria é fabulosa e a sua interação com a tristeza é algo que nos faz pensar. Nem sempre acontece, mas quando estamos mais tristes, por vezes, tentamos procurar sempre alguma coisa que nos retire desse lado mais escuro do nosso ser. E melhor ainda é quando a alegria dos outros se junta a nós de forma a limpar a tristeza que sentimos no momento. Este aspeto ficou muito claro no filme. No fundo, quando estamos tristes, é sempre bom ter ali um ombro que ampare as nossas horas menos felizes, ajudando-nos a superar esse momento menos favorável.

Outro aspeto que não me passou despercebido é a forma como, no filme, retratam as emoções das crianças e dos adultos. Enquanto que Riley vive um enorme intensidade emocional, reagindo muito ao mundo e às mudanças e onde as suas emoções não estão "quietas", as emoções dos pais são mais controlas e não são muito levadas pela impulsividade, nem pela impaciência. Conseguem estar "sentadas" a gerir de forma ponderada o mundo interior de cada. Com isto, chegamos a ideia de maturidade e aquilo que ela faz com as nossas emoções. 

É um filme muito apelativo e que dá uma boa sessão com crianças. Na minha opinião tudo está muito bem construído neste filme. Aspeto gráfico, banda sonora e a construção da história conjugam-se de forma a dar um corpo muito coeso ao filme.
Aquilo que verdadeiramente senti é que é impossível chegar ao fim sem querer ver mais. 

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Palavras Memoráveis

Time, Clock, Watch, Pocket Watch, Hour, O'Clock, Late

As memórias podem estar armazenadas noutros lugares que não o cérebro.
Jojo Moyes, A última carta de amor

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Opinião | "As rosas de Atacama" de Luis Sepúlveda

As rosas de Atacama
Classificação: 2 Estrelas

As rosas de Atacama é o segundo livro que leio deste autor. Se relativamente ao primeiro guardo uma boa experiência, em relação a este, as coisas são diferentes. 

Este livro apresenta um formato diferente do livro que li anteriormente - História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar. Neste livro, o autor reúne com conjunto de textos baseados na sua experiência de vida e nas muitas histórias que com ele partilharam ao longo das suas inúmeras viagens. 

Há histórias mais interessantes do que outras, porém, no meu caso, foi difícil fixá-las na memória. (Penso que de deve ao facto de andar ligeiramente cansada e com pouca motivação para leituras).

Apesar de tudo, quero ler outros livro no autor para solidificar a minha opinião em relação aos livros dele. 

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Já há muito tempo que ando a dever este desafio à Denise. O facto de ter andado ocupada e a complexidade que este desafio acarretava levaram-me a demorar mais tempo. 
Ao início, pensei que o desafio seria bastante complicado. Contudo, depois de ter pensado nele e de o começar a fazer as coisas começaram a correr melhor. 

O desafio é em relação ao livro Regressar de Catherine McKenzie. 
Regressar

Vidas do avesso
Era uma noite de tempestade. A chuva caía fortemente nas pedras da calçada e o vento assobiava com violência. Acordei de um sobressalto ao ouvir um barulho de algo a partir no quarto ao lado. Levantei-me e rapidamente alcancei a porta de onde conseguia escutar já um barulho mais forte. Rodei a maçaneta e, ao acender a luz, esbugalhei os olhos perante a confusão que se tinha instalado naquele quarto que era, afinal, a minha biblioteca. A janela estava partida e as cortinas esvoaçavam, enquanto deixavam a água da chuva entrar.

Enquanto o meu cérebro fervilhava, tentando perceber o que fazer para remediar aqueles estragos, um trovão fez-se ouvir lá fora no mesmo instante em que se dava um estrondo mesmo à minha direita. Uma das estantes partira-se e foi com grande pavor que vi os meus livros caírem em direção ao chão. Parecia que os meus olhos me mostravam tudo em câmara lenta. E foi assim que vi um enorme e brilhante relâmpago envolver o quarto no preciso momento em que o primeiro livro alcançava o chão. A luz cegou-me durante alguns segundos e, quando finalmente fui capaz de abrir os olhos, a confusão tinha-se instalado no chão à minha frente. Não só os livros estavam espalhados aos meus pés, como também dezenas de personagens pareciam estar a flutuar pelo quarto, perdidas, desorientadas, longe das suas páginas e das suas histórias.

Não fui capaz de me mexer perante aquela situação tão irreal. Em seguida, a luz falhou e, na escuridão, ouviu-se um rebuliço de páginas e vozes sussurradas. A luz voltou e as personagens tinham desaparecido, como se tivessem sido sugadas para dentro dos livros.

A tempestade lá fora amainara e a situação dentro do quarto parecia mais calma. Ajoelhei-me para começar a empilhar os livros, de forma a arrumá-los provisoriamente, contudo um pensamento horrível não me saía da cabeça. Peguei no primeiro livro, abri-o numa página qualquer e procurei aflitivamente os nomes das personagens. Sem querer acreditar no que lia, pousei-o no chão e peguei no segundo. Repeti o processo. Peguei no terceiro, e no quarto, e no quinto… até ter verificado todos os livros que estavam caídos. 

O que eu mais temia, acontecera. As personagens foram sugadas para os livros errados e estavam agora a viver histórias que não eram as delas. E agora?

No momento seguinte, abri os olhos e percebi que continuava deitada na minha cama. Não havia nenhuma tempestade lá fora.
 
Agora é a tua vez:
Tal como aconteceu no livro “Regressar”, Emma voltou a casa seis meses depois e encontrou a sua vida virada do avesso.
Escolhe alguns livros e algumas personagens e vira-lhes a vida do avesso. Imagina que essas personagens eram transportadas para os livros errados. Conta-nos o que estariam a sentir.

As personagens aqui referidas pertencem:
  • Série Bridgerton de Julia Quinn
  • Série Mortal de J. D. Robb
  • Séria Tatiana e Alexander de Paullina Simons

Esta vossa autora não tem tido mãos a medir nesta época. Os bailes, preenchidos de mães casamenteiras (desesperadas) , têm-se multiplicado na alta sociedade londrina. 

O último foi verdadeiramente especial e cheio de material de análise para esta vossa autora. Foi ótimo para quebrar o tédio do último baile na casa da Mrs. Montegomery. 

Podia dizer-vos que Benedict e a sua misteriosa companhia representaram o momento alto deste baile, mas estaria a enganar-vos, caro leitor. Daphne foi quem chamou mais atenção devido ao seu estranho comportamento para com o seu marido Simon, Duque de Hastings. Será esta a primeira crise nos amorosos casamento da família Bridgerton? 

O que é certo é que esta vosso autora continua na ignorância relativamente ao motivo que espoletou tal comportamento da Duquesa, mas longe de mim desejar mal a este jovem casal. Seria uma grande tristeza para Mrs. Bridgerton e para grande parte da sociedade londrina que admira esta família. 

Crónicas da Sociedade de Lady Whistledown 

10 de Maio de 1814

Daphne despertou. Estranho, não se lembrava de ter adormecido. Mas será mesmo de estranhar? Cada vez mais se sentia aborrecida nestes bailes de caça maridos e esposas para onde as mãe a arrastava a si e aos seus irmãos. 

Olhou em redor. Nem a mãe, nem os irmão estavam por perto. Ao seu lado estavam as mulheres casadas e aquelas que, depois de muitas épocas sem sucesso matrimonial, eram atiradas para a prateleira e rotuladas de solteironas.

Uma expressão estranha toldou o rosto de Daphne. Havia aqui qualquer coisa que não estava a bater certo. Por muito que ela fugisse dos caçadores entedientes de jovens casadoiras, jamais se iria juntar àquele aborrecido grupo.

Decidiu ver o que se passava na pista de dança e algo chamou a sua atenção. Primeiro, era um baile de máscaras e ela não estava mascarada (ela cumpria sempre o código do vestuário de cada festa); segundo, os seus irmão mais velhos. Anthony dançava com a jovem Kate trocando olhares apaixonados e beijos de fazer corar os dinossauros da sociedade londrina. No outro extremo da sala, Benidict concentrava todas as suas atenções a uma misteriosa jovem que não consegui reconhecer através da máscara. 

Só então se fez luz na sua cabeça e conseguiu identificar o motivo pela qual não estava vestida a rigor. Antes de ter adormecido, ou que quer que se tenha passado com ela, não estava num baile de máscaras. Mais, Benedict não estava presente e Anthony andava colado àquele seu amigo irritante (mas até agradável à vista), o Simon. Alguma coisa não estava certa. 

Levantou-se para ir beber limonada e limpar as ideias. Sentia-se desconfortável e... pesada. Pesada?? Olhou para o seu ventre e viu um estranho volume, tão estranho que se teve de controlar para não gritar uma série de palavras menos próprias a uma senhora da alta sociedade. O que é que tinha acontecido à sua barriga?

- Ai!! - Daphne não conseguiu controlar um pequeno grito de dor depois da enorme pontada que sentiu nas costas.

- Acho que vem aí mais um rapaz, querida Daphne. Foi um pontapé dos fortes. Digno de homenagear o pai. - disse Lady Dunbury ao mesmo tempo que exibia o seu maior sorriso. 

Dapnhe, alarmada, só exibiu o seu típico sorriso amarelo. Aquele que guardava para os jovens inconvenientes. Agora, grávida! Como podia estar grávida? Casou? Quem seria o seu marido? Teria cometido alguma loucura? Teria sido escolhida para um milagre? Estava desesperada e a noite só poderia piorar. Pois claro que sim, lá vinha o Simon na sua direção com um sorriso de pateta apaixonado. Apaixonado??? Nããããooooo. 

- Querida, onde estiveste? Estou farto de correr por este salão, fitando velhinhas coscuvelheiras, a ver se te encontrava. 

Querida?! Todos os alarmes soaram na cabeça de Daphne, tocavam tão alto que já nem a limonada conseguiu engolir, acabando esta na imaculada camisa de Simon.

- Amor, estás bem? Estás indisposta? - Simon exibia uma genuína expressão de preocupação.

- Querida? Amor? De onde é que vem isso agora, Simon? - Os olhos de Daphne pareciam fogo de artifício de tanta raiva que destilavam. - Acho que aquilo que combinamos foi fazer companhia um ao outro para evitar sermos atirados aos jovens e às jovens em busca de par romântico. 

Simon, riu: - Isso foi à uns bons tempos atrás.

A fúria deu lugar à raiva no rosto de Dapnhe. Estava confusa e sem perceber nada do que se estava a passar. Até que se lembrou de fazer um simples pergunta.

- Simon, em que ano estamos?
- 1814. - respondeu Simon, apesar de confuso e surpreso com a questão da sua esposa. - Dapnhe, tens a certeza de que é limonada aquilo que tens estado a beber? 

Até Simon começava a ficar confuso com o comportamento da sua esposa.

- Simon, acho que aqui, quem anda a beber coisas que não limonada és tu. 1814??? - Daphne estava irritada e aquele olhar amoroso de Simon estava a deixá-la possessa e com vontade de se atirar a ele. - Não, nós estamos em 1812. Eu sou uma jovem debutante e tu és o amigo irritante do meu irmão, e que eu deixei sem palavras no nosso primeiro encontro há dois dias atrás no baile de uma dondoca da sociedade de quem já nem me lembro o nome.

Simon leva a mão à testa da esposa e leva um valente safanão.

- Ei, estava só a ver se tinhas febre. Temos de ter cuidado, tendo em conta o teu estado. E, decididamente, não estás bem... Será melhor irmos para casa e chamarmos um médico?

- Ainda mais essa... - bufou Daphne - o estado em que estou. Como é que isto me foi acontecer?

Simon ria ao mesmo tempo que um ar maliciosa se alojou no seu olhar. Depois, aproximou-se do ouvido de Daphne e sussurrou:

- Oh! Eu sei muito bem como isso aconteceu. Tenho recordações bem vivas dessa noite. Querida esposa, queres que te avive a memória? Aqui? Ou preferes ir para casa e te mostre como isso aconteceu?

Um punho bem fechado e com toda a força atingiu o peito musculoso de Simon. 

- Ai! Isso doeu, querida? Lembraste-te da nossa noite? Costumas ser bem mais carinhosa. Já há muito tempo que não sentia essa tua agressividade. 

Daphne começa a sentir-se esgotada e sem forças para discutir. 

- Simon, por favor, podes explicar-me o que aconteceu? Como é que posso ser tua esposa? Lembras-te, nós não queremos casar!

- Vem comigo. Vamos procurar um lugar mais discreto para tentarmos perceber o que se está a passar. 

Daphne aceitou o braço que Simon lhe estendeu e foram até um banco no jardim, longe dos olhares da sociedade. Sentaram-se e Simon iniciou a conversa. Doí-lhe o coração ver a expressão confusa e perdida da sua adorada esposa.

- Dapnhe, querida, - ao mesmo tempo ia-lhe acariciando a mão para a ajudar a acalmar - nós casamo-nos à dois anos atrás. Inicialmente tinha sido como falaste à pouco, mas nessa nossa fuga às mães casamenteiras, acabamos por nos apaixonar. Desde aí, casamos e temos vivido uma união muito feliz, e estamos à espera do nosso segundo filho.

- Não pode ser, Simon. Antes de eu ter adormecido, desmaiado, ou sei lá bem o que me aconteceu ali dentro, eu estava em 1812, num baile qualquer a evitar um Lorde aborrecido...

Simon olhava para a sua esposa com uma expressão confusa. Não costumava acreditar em coisas do outro mundo, como o seu velho mordomo, mas só isso conseguia explicar o que se estava a passar com a sua esposa.

De repente, algo começou a brilhar à sua frente. E, num instante, aquele ponto de luz transformou-se numa bonita Fada. Duas enormes asas azuis saiam das suas costas, e os seus cabelos cor de mel emolduravam um belo rosto. Mas não tão belo como o de Daphne, pensou Simon.

- Querida, estás a ver o mesmo que eu?? - Simon olhou para a esposa, mesmo a tempo de a ver a acenar positivamente e com a expressão mais estarrecida do mundo. - Então acho que, de facto, andamos os dois a beber algo que não limonada. 

- Tenham lá calma. Eu sou a Fada dos Livros e venho aqui resolver uma pequena troca.

Simon e Daphne começaram a rir feitos doidos.

- Ei... Ei... Deixem-me falar. Vocês são dois personagens de uma série de livros. Porém, são os protagonistas do primeiro volume e só vão aparecendo de vez enquanto nos seguintes. É nesse volume que se conhecem, apaixonam, casam,... e blá... blá... blá.

- Livros?? Simon, nós somos personagens de livros? Essa é boa! - Daphne continuava a rir. 
- Amor, isto não será uma partida dos teus irmão? - perguntou Simon para depois continuar a rir-se de forma histérica. 

- Pfff... Começo a perder a paciência. - A Fada gesticulava com a sua varinha enquanto pedia um pouco mais de atenção dos seus interlocutores. - Olhem, é o seguinte, é melhor despacharmos isto porque tenho uma Daphne no primeiro volume completamente fora de controlo a exigir atenções de Simon e a acusá-lo de traição. E temos um Simon, completamente em pânico desde que Daphne o chamou de marido e exigiu um beijo de boas-vindas.

- Esta minha esposa é verdadeiramente impossível. Ma eu adoro-a. - Simon dirigiu um olhar cheio de amor a Daphne e continuou: - Acreditando no que nos está a dizer, respeitada Fada, faça lá as trocas que tem de fazer, porque agora eu próprio preciso de um grande beijo da minha esposa.

- Com certeza senhor Duque. Desculpem lá o que aconteceu. Os Deuses dos livros zangaram-se, provocaram uma tempestade e algumas personagens desorientaram-se, indo parar a outros livros. Acreditem, o vosso caso nem foi dos piores. Pelo menos ficaram na mesma série, apenas houve pequeno avanço no tempo. Já imaginou se a sua esposa estivesse agora na cama com o Roarke da série mortal? Pois é, foi o que aconteceu à Tatiana da série Tatiana e Alexander. A Eve ia-lhe partindo as costelas se eu não tivesse chegado a tempo. - A fada suspirou. - A vida de Fada dos Livros é difícil. 

Agitou a sua varinha, fez a respetiva troca e desapareceu. 

A Daphne atual regressou ao seu marido.

- Simon, querido, já estava farto de ter ver fugir de mim. É bem melhor este nosso presente, onde me posso perder nos teus braços...

E, assim, tudo voltou ao seu lugar. 


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Maratona Cineverão | You're not me

2º Filme
Categoria: Drama Pessoal
Classificação: 5 estrelas

You're not me era um filme que me ficou debaixo de olho assim que me cruzei com o trailer. 
A premissa que serve de base a este filme é muito interessante e com uma mensagem brutal para quem assiste ao filme. 
Kate, uma mulher bem sucedida na vida, com um emprego estável e um casamento feliz vê-se, de um momento para o outro, a braços com uma doença que afectará toda a sua vida. Ela tem ELA (Esclerose lateral amiotrófica), uma doença degenerativa que conduz à falência progressiva dos músculos. A forma como Hilary Swant interpreta o papel de Kate é soberba. Ela consegue entregar-se de corpo e alma à Kate lidando com a doença e com as mudanças que ela trouxe à sua vida. 

Totalmente dependente de terceiros, Kate precisa de uma pessoa que cuide dela e a ajude nas tarefas do dia-a-dia. Depois de muitas enfermeiras, Kate quis alguém diferente para a ajudar e, assim contrata Bec. A entrada de Bec na vida de Kate é uma verdadeira lufada de ar fresco. À medida que vemos estas duas a interagir, cada vez mais ficamos presas à personalidade de cada uma e sentimo-nos verdadeiramente emocionados com a relação de amizade que se vai solidificando entre elas.

Acho que é um filme extremamente emotivo e cativante. Chorei bastante com o final, emocionei-me com a grandeza de sentimentos da Bec e da Kate. Consegui colocar-me no papel do marido, apesar de não concordar com algumas das suas atitudes. Penso que a Kate foi muito mais assertiva e conseguiu segurar as rédeas daquilo que restava da sua vida.

Gostei imenso quando Kate contacta com outra doente. Neste contacto, conseguimos ver o outro lado da doença, ao mesmo tempo que somos confrontados com outra maneira da doença interferir na relação de casal.

Do meu ponto de vista, considero um filme muito bem produzido, com excelentes interpretações e que é, até ao momento, um dos melhores filmes que vi este ano.

sábado, 23 de julho de 2016

TAG | NY-Times "By the book"

Já estava com saudades de responder a uma TAG, por isso hoje trago mais uma TAG, desta vez NY-Times By the Book, que vi no canal da Dora - Books and Movies - e no blog da Tita - O Prazer das coisas - mas foi criada por esta menina.

1. Que livro está na tua cabeceira agora.
As Raparigas Esquecidas (Louise Rick, #1)

2016 tem sido o ano dos policiais / thrillers. As raparigas esquecidas tem se revelado uma boa leitura.

2. Qual o livro realmente bom que leste.
Já li tantos que é muito difícil identificar apenas um. Assim, vou identificar o melhor livro, para mim, que li mais recentemente.
E Tudo o Vento Levou, Vol. 1

3. Se pudesses conhecer um escritor vivo ou morto, quem seria?
Gostaria de conhecer tantos.. 

Morto
Florbela Espanca
Penso que esta não seja surpresa para aqueles que acompanham o blog desde o início. Eu tenho um carinho especial por esta escritora portuguesa. Admiro a mestria com que colocava as suas emoções em palavras. Uma mulher insatisfeita, diferente, emotiva e que não conseguia sentir-se parte deste mundo. 
Já devorei biografias, já vi o filme, já li imensa poesia... Foi um carinho que ganhei nos finais da adolescência e que se foi solidificando com o passar o tempo. 

Vivo

Paullina Simons

Só com ela poderia esmiuçar tudo em volta da Tatiana e do Alexander. Queria descobrir mais para além da história que nos é dada a conhecer nos livros. No fundo, queria conhecer os meandros e tudo a que a autora recorreu para construir um dos livros que nunca irá abandonar a minha estante. 

4. Que livro é que podemos achar surpreendente que esteja na tua estante?

O Filho de Thor (Saga das Ilhas Brilhantes, #1)

Fantasia é o género que menos gosto de ler. Não me cativa, não me fascina, não me deixa absorvida... Porém, uma amiga soube que gostei de ler a trilogia de Sevenwaters e decidiu oferecer-me este livro. Ando a reunir coragem para pegar nele.

5. Como organizas a tua estante pessoal?

A minha estante está organizada por ordem alfabética... Já vi estantes organizadas por cores, gostei, mas para mim não funciona.

6. Que livro tens vergonha de ainda não teres lido?
Não tenho vergonha de nenhum... Se ainda não o li, foi porque ainda não era para ser lido. 

7. Qual foi o último livro que não terminaste?

Eragon (The Inheritance Cycle, #1)

Estava a ser uma tortura ler este livro. 

8. Que tipo de livros te atraem e que tipo de livros não te atraí.
Eu gosto de muita coisa, e isso poderá ser um grande problema para conseguir definir o tipo de livros que me atraem. Gosto muito de policiais, como gosto de romances, como gosto de um bom thriller ou romance histórico... No fundo, tudo depende da forma como está escrito e do conteúdo que nos apresenta, e aí considero-me uma pessoa bastante exigente. 
Porém, há um género que eu consigo dizer que não me atraí, que é fantasia. Posso ler, mas tem que ser um tipo de fantasia muito específico e que seja capaz de me satisfazer. 

9. Se pudesses recomendar um livro ao nosso presidente o que recomendarias?
Uma pergunta muito difícil. Tendo em conta a quantidade de livros que o nosso presidente já leu é um bocado complicado recomendar algum... Porém, vou arriscar e eleger um livro. Aqui está ele:
Preciso de ti
Preciso de ti
Pedro Strecht

Esperava que esta leitura sensibilizasse o nosso presidente para a Saúde Mental de crianças e adolescentes, uma área a precisar de muita atenção tendo em conta o último relatório de Saúde Mental publicado pela Direção Geral de Saúde.

10. Que livro pretendes ler a seguir?
Ainda não sei bem... Tenho alguns em lista de espera, mas será um dos seguintes:
A Rapariga no ComboioA Grande Revelação (Bridgertons, #4)

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Maratona Cineverão | Presos no paraíso

Imagem relacionada

1º Filme 
Categoria: Comédia
Classificação: 1 Estrela 

O meu tempo livre tem sido escasso e, quase sempre, uso-o para ler e pouco para ver filmes. Por isso, e já me sentindo um bocadinho atrasada, aproveitei os filmes que passam na TV para cobrir algumas categorias. 

Então, no sábado passado aproveitei este filme que passou na Sic. É uma comédia romântica que nos conta a vida de uma mulher que, de um momento para o outro, vê a sua vida a mudar drasticamente. 
Não gostei nada do filme... Faltou tudo: cenários, banda sonora, história e química entre o par romântico. 
Teve algumas cenas cómicas, mas no geral foi um filme aborrecido. 

Não acertei na escolha do filme, mas ainda falta muito tempo e espero ver mais e bons filmes.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Palavras Memoráveis

Mãos, Perto, Emoções, Amizade, Cuidado, Segurança

De cada vez que eu saía de ao pé de si, levava comigo pedaços da sua amizade, que semeava no meu coração.
Guillaume Musso, Volto para te levar

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Opinião | "Teia de Mentiras" de Heather Gudenkauf

Teia de Mentiras
Classificação: 4 Estrelas

Em primeiro lugar quero agradecer à Topseller por tão gentilmente me ter cedido um exemplar e, assim, me ter proporcionado a oportunidade de me estrear com a autora.

Com o avançar da idade tenho começado a desenvolver um carinho especial pelos livros de thriller, mistério e policial. Se há dez anos atrás, as minhas leituras focavam-se quase exclusivamente em romances de cariz mais romântico, atualmente o meu leque de géneros literários que me vão acompanhando desenvolver-se e leio muito mais coisas. 

Teia de mentiras é um thriller com um enredo muito interessante e apelativo. Nele encontrei um emaranhado de segredos e meias verdades que me prenderam a atenção logo nas primeiras páginas. A forma como a autora articula os acontecimentos, as relações entre as personagens, as "mentiras" e os crimes é muito boa e conseguiu semear as dúvidas na minha cabeça em relação a todas as personagens.

Todas as personagens contribuem de forma muito positiva para um enredo curioso e cativante. Jack e Sarah protagonizam grandes momentos de tensão psicológica e incertezas. Adorei a Sarah e o seu espírito corajoso e curioso. Ela é o grande motor da ação. Com ela, intrometi-me num agregado familiar cheio de silêncios e coisas mal resolvidas. Dean e Célia também ajudam na solidificação das dúvidas que se vão criando na mente de Sarah, deixando-a insegura e pouco à vontade. Hall e Julia são o casal mais idoso e de quem tive curiosidade em saber mais.

Apesar de ser uma ótima leitura, senti falta de saber mais sobre as personagens e sobre o papel delas nas relações que se foram estabelecendo, apagando e modificando ao longo do tempo. Achei o final ligeiramente apressado, onde a Sarah e Jack mereciam mais espaço para crescer e assimilar todas as provas a que foram sujeitos. A identificação da pessoa responsável pelo desassossego em Penny Gate também não é difícil de identificar. Um pouco de atenção e conseguimos chegar lá. Agora as motivações dessa pessoa e a forma como ela lá chegou é que se torna interessante.

Para quem gosta de livros marcados por momentos de suspense e intrigas, penso que este livro poderá responder positivamente às expetativas desses leitores.  

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Palavras Memoráveis

Ampulheta, Tempo, Horas, Areia, Relógio

Vivam intensamente, amem intensamente, porque não sabem quanto tempo têm de vida. Nós pensamos sempre que temos tempo, mas não é verdade. Um dia tomamos consciência de que transpusemos o ponto de não-retorno, mas nesse momento é tarde de mais.
Guillaume Musso, Volto para te levar

terça-feira, 12 de julho de 2016

Opinião | "Quando ruiu a ponte sobre o Tamisa" de Ana Gil Campos

Quando Ruiu a Ponte sobre o Tamisa
Classificação: 2 Estrelas

Quando ruiu a ponte sobre o Tamisa foi o primeiro livro que li da escritora Ana Gil Campos e desde já quero agradecer à Editorial Novembro por tão gentilmente me ter cedido um exemplar e, assim, me ter proporcionado a oportunidade de me estrear com a autora.

Infelizmente, esta minha primeira experiência com a autora não foi extraordinária. A capa é lindíssima e a premissa que serve de ponto de partida para a construção do livro é bastante interessante. Assim, a conjunção destes dois aspetos fez com que a minha vontade de ler e as minhas expetativas se elevassem.

Neste livro somos convidados a conhecer a vida de Chandni, um princesa indiana, e todo um conjunto de personagens com quem ela se relaciona, são elas: Bapuj, Nadir, Paula, António e as suas irmãs. Servindo-se dos aspetos socioculturais da Índia, Ana Gil Campos vai-nos dando a conhecer a personalidade e os dilemas de Chandni. Apesar de toda a riqueza contextual à qual a autora poderia recorrer, tudo foi abordado de forma muito superficial e sem oferecer às personagens toda aquela dimensão que as torna inesquecíveis e reais aos olhos do leitor.

Em termos de escrita e de conteúdos abordados considero, ainda, que algumas passagens apenas servem para encher páginas uma vez que não acrescentam nada de substancial à história e à realidade que a autora pretendia criar. Há partes do livro que são bastante confusas, destacando-se algumas incoerências na forma como os eventos narrativos se vão articulando.

Senti-me frustrada ao longo desta leitura por ver que autora poderia ter ido mais longe. São evidentes grandes potencialidades. A autora escreve bem, tem criatividade e deixa transparecer que pesquisou bastante para a construção desta narrativa. Porém, na altura de concretizar tudo o conhecimento que reuniu, não consegue fazer de forma apelativa e estrutura. Desta forma, penso que este livro teria beneficiado imenso de uma beta-reading, porque iria ajudar a autora a limar a narrativa no sentido de a tornar mais coesa e interessante.

Espero ler mais trabalhos da autora, porque apesar de não ter adorado este livro, consegui perceber que Ana Gil Campos poderá oferecer-nos boas histórias e bons momentos de leitura. 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Palavras Memoráveis

Letras, Idade, Antiguidade, Caligrafia, Fonte, Escritos

Devemos aprender a viver o presente. Por olharmos demasiado para o passado, repisamos dos nossos remorsos e os nossos desgostos. Por esperarmos demasiado do futuro, embalamo-nos com ilusões. 
Guillaume Musso, Volto para te levar

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Quem chegou? | Junho

Junho chegou ao fim. Durante este mês, foram muitos os livrinhos que vieram até à minha estante.
Cá estão eles...

Trocas
Loanda

Eu continuo uma fã de trocas, por isso cá está mais um. 

Biblioteca
     

Apesar de na minha estante existirem bastantes livros por ler, não me consigo "desligar" da biblioteca. Adoro ir lá, ir trazendo uns livros para ir intercalando com aqueles que habitam a minha estante. 
Às vezes, vou à procura de um livro em específico, de um livro que quero trazer para casa. Isto aconteceu com E tudo o vento levou volume 2. Recentemente, li o primeiro volume e estou muito interessada em saber o que vai acontecer.
As rosas de Atacama veio porque queria trazer um livro pequeno para compensar o anterio.
Empréstimo
Regressar

Ofertas Editoras
Teia de Mentiras     Quando Ruiu a Ponte sobre o Tamisa     As Raparigas Esquecidas (Louise Rick, #1)

Teia de mentiras é a minha leitura atual e estou a gostar bastante. Também já terminei o livro Quando ruiu a ponte sobre o Tamisa, porém a leitura foi apenas satisfatória. Estou com elevadas expetativas para o livro As raparigas esquecidas.

E desse lado, que livros foram parar às vossas estantes?
Curiosas(os) em relação a algum destes livros?