quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Opinião | "Um estranho em casa" de Patricia MacDonald

Um Estranho em Casa

Classificação: 3 estrelas

Um estranho em casa marca a minha estreia com os livros de Patricia MacDonald. Nunca tinha lido nada da autora até à data e posso considerar que foi uma boa estreia. 
Muito resumidamente, este livro conta-nos a história da família Paul. Paul é um menino de quatro anos quando desaparece de forma inexplicável. Passados 11 anos, ele é encontrado e o sistema familiar tem de se re-arranjar tendo em conta as novas circunstâncias.

Ao longo da minha leitura, senti que as coisas eram um pouco previsíveis. Faltou o fator surpresa e um adensar do mistério para que eu me sentisse totalmente atraída para o livro em causa. 
Assim, penso que há uma necessidade clara de um melhor construção ao nível da narrativa, oferecendo uma maior exploração e apresentação dos acontecimentos. Paralelamente a este aspeto, seria fundamental tornar as personagens mais complexas e com mais informações e ações para eu pudesse criar uma melhor ideia delas. 

O facto de o livro ser fortemente concentrado em descobrir o que se passou no dia em que Paul desapareceu condiciona a forma como a narrativa passa a ser construída. Assim, há assuntos que nem sequer passam pela cabeça das personagens e isso torna a história demasiado forçada e pouco realista. Por exemplo, Paul, apesar de ter quatro anos quando desapareceu, não guarda quase memórias da suas vida dessa altura. Ele apenas se recorda da mãe que cuidou dele e o criou dos 4 aos 15 anos. Quando ele regressa a casa dos pais biológicos não há ninguém que se preocupe com os sentimentos e a confusão do rapaz. Para todos os efeitos, ele perdeu aquela que ele conhecia como mãe.

A única personagem que verdadeiramente me surpreendeu foi a Íris. As atitudes dela perante a vida acabam por nos surpreender no final do livro.  


domingo, 28 de agosto de 2016

Maratona Cineverão | "Brave" e "Ata-me"

10º Filme: Brave
Categoria: Aventura
Classificação: 5 Estrelas

Este meu enorme gosto por filmes de animação faz-me sentir uma criança. Sinto-me tão feliz e relaxada a ver este género de filmes que não consigo transpor para palavras. 
Desde que o filme Brave saiu que fui imediatamente cativada pelas imagens desta menina de cabelos ruivos e rebeldes (não fossem os meus também rebeldes) e nunca tinha surgido a oportunidade de ver este filme. Agora, não me podia escapar.

O filme é maravilhoso. Um dos meus filmes de animação preferidos. Adorei todo o contorno que foi dado a esta história. O que achei mais importante foi a desconstrução que fizeram em torno daquilo que é ser princesa e mulher. A quebra dos estereótipos está muito bem conseguida e quando aliada aquele espírito livre da Mérida torna-se ainda mais interessante. 

É certo que, a rebeldia e a sua ânsia de respirar liberdade fez com que ela se metesse em sarilhos. Mas é na resolução desses sarilhos que conseguimos ver que, por detrás daquela rebeldia, existe um coração amoroso e generoso. 

Fartei-me de rir com toda a família de Mérida... Mas os seus irmão são qualquer coisa de extraordinariamente cómica e doce. Dá vontade de saltar para a tela e pegar naquelas crianças. 

Vi a versão em inglês. Ainda quero ver a verão dobrada em português para ver apenas como ficaram as músicas. Adorei a versão original e fiquei curiosa por ver como as colocaram cá. 

É um bom filme para assistir em família. Acho que consegue conquistar miúdos e graúdos. 

11º Filme: Ata-me
Categoria: Décadas de 60 a 80
Classificação: 1 Estrela

Esta foi a minha primeira experiência com o cinema espanhol e as coisas não correram muito bem. 

Ricky é um homem que acaba de ter alta de um hospital psiquiátrico e a primeira coisa que faz é raptar uma atriz. 
A visualização deste filme foi algo muito estranha. Não senti ligação entre Ricky e Marina. É claro que num momento inicial, não se esperava isso. Contudo, chegar àquele final, implicava um certo crescimento em termos de formas de interação que não aconteceu no filme.

Foi abrupto na forma como as personagens se relacionavam. 
A história é demasiado simples para criar simpatia e interesse. 

Apesar desta má experiência, quero ver outros filmes espanhóis, Pode ser que fique mais convencida. 
Desse lado, conhecem algum filme espanhol que valha a pena ver?

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Palavras Memoráveis

Pumpkin, Bats, Night, Creepy, Darkness, Mystical

Afinal, a coragem - dum ponto de vista emocional - não passará por não termos medos, mas para podermos não fugir deles, crescendo quando ousamos conhecê-los.

Eduardo Sá, Más maneiras de sermos bons pais

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Opinião | "A Rapariga do Comboio" de Paula Hawkins

A Rapariga no Comboio

Classificação: 3 Estrelas

Muito foi o sucesso que este livro despertou na comunidade leitora. Cruzei-me com muitas opiniões positivas, mas também com opiniões menos favoráveis. Eu gosto de ler as opiniões das pessoas, mas elas não condicionam a minha escolha em ler ou não ler determinado livro. Somos todos diferentes e isso traduz-se em gostos diferentes, por isso, na dúvida dou sempre oportunidade ao livro. 

A Marta do blog I only have emprestou-me o livro e aqui surgiu a oportunidade de leitura. Muito obrigada, Marta. 

Começando por escrever sobre o início do livro, aquilo que eu senti foi aborrecimento. Penso que a autora não consegue cativar com a sua escrita e a narrativa não me pareceu muito interessante. À medida que a leitura vai avançando, vou conseguindo compreender a dinâmica das coisas e entrando mais no universo das personagens. 

Paula Hawkins consegue aqui um panóplia de personagens extremamente pesada. Cada um tem os seus fantasmas e os seus lados mais obscuros. Considero que algumas personagens precisavam de ser mais trabalhas, dar-lhe mais dimensão aos olhos do leitor. Para mim, a mais complexa é Megan. Ela tem um universo emocional muito característico e muito vincado pelo seu passado. Uma mulher completamente insatisfeita no que respeita ao amor. Acho que ela nunca consegui interiorizá-lo no seu ser. Andou demasiado tempo a fugir das sombras da sua vida. Só fiquei triste pela forma como ela nos foi sendo apresentada ao longo do livro. Foi confuso e merecia um maior destaque. 

Rachel e Anna são personagem com quem é muito difícil simpatizar. A primeira porque chega ao um ponto em que não aguentamos mais a sua falta de inércia em relação ao que a tormenta. A segunda porque assume uma atitude prepotente e egoísta. Acho que ela esteve bastante mal no final... Apeteceu-me bater-lhe. 
Apesar de toda aquela carga pesada, eu consegui perceber o que ia dentro dela. No fundo, ela apenas precisava de alguma coisa e de alguém que a arrancasse do poço. 

Se a autora pretendia manter a dúvida em relação ao responsável pelo assassinato, comigo não foi bem sucedida. Desde cedo comecei a desconfiar de quem seria o responsável pelo crime.

O desfecho final foi, em certos aspetos, apressado e pouco satisfatório.

De um modo geral, penso que faltou um pouco mais de complexidade na descrição dos crimes. Do meu ponto de vista houve um excesso de atenção em relação à Rachel e aos seus problemas com o álcool e dramas pessoais. Há uma necessidade de adensar e tornar ainda mais complexa a personalidade de Megan, para isso, era só dar-lhe um pouco mais de protagonismo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Opinião | " Uma dança com o Xeque" de Tessa Radley (Dynasties: The Kincaids #5)

Uma dança com o xeque (Minissérie Desejo)
Classificação: 2 Estrelas

As temperaturas têm estado horrivelmente altas e a necessidade de ler coisas mais ligeiras apoderou-se da minha pessoa. 
Enquanto pesquisa as minhas possibilidades cruzei-me com este livro e pensei que seria uma excelente oportunidade de sair um bocadinho da onda de crimes, sangue e livros com temáticas mais densas.

De facto, é um livro que desempenha a sua função de nos entreter durante algum tempo. Não nos exige grande coisa em termos de pensamento e reflexão. Tal como muitos livros deste género e destas coleções, é um romance rápido, sem grande profundidade (este tinha algumas gralhas em termos de escrita) e que se lê com uma enorme facilidade.

domingo, 21 de agosto de 2016

Maratona Cineverão | "Belle" e "About time"

8º Filme: Belle
Categoria: Realizado mulher
Classificação: 5 Estrelas

A curiosidade para assistir a este filme surgiu após a publicação da Chris no grupo de facebook para a Maratona Cineverão. Vi o trailer e fiquei com bastante curiosidade em conhecer a história completa.

Belle é um filme que nos deixa conhecer a história de Dido, uma mulher negra, fruto de uma relação entre um oficial da marinha e uma escrava negra. Após a morte da mãe, ela é levada pelo pai até aos avós paterno para que eles assumam o papel parental. É neste contexto que Dido cresce. Aqui recebe uma educação ao nível da nobreza, porém alguns aspetos não lhe são permitidos uma vez que é negra. 

Tendo como pano de fundo a escravatura e o preconceito contra os negros a história desenrola-se acompanhada de discussões, comportamentos preconceitosos e maldosos e reflexões (que acabam por se estender aos espetadores). 

Foi um filme que me surpreendeu bastante. Não esperava algo tão cativante e emocionante. Considero que os atores assumiram o seu papel ao mais alto nível conjugando essa brilhante interpretação com bons cenários, bom guarda-roupa e uma banda sonora de ficar no ouvido.

É muito interessante assistirmos aos dilemas morais de algumas personagens e aquilo que os acontecimentos provocam nelas. 
Apesar de já não vivermos uma época onde já não há escravatura, a questão do racismo continua muito atual. Achei que o filme retratou muito bem a questão do racismos em relação às pessoas negras, quer de forma direta e aberta, quer sob uma forma mais "encoberta" e manifestada através de atitudes. 

É um filme que recomendo a todos os amantes de cinema, em especial aqueles que se interessam por estas questões e gostem de filmes de época.



9º Filme: About time
Categoria: Fantasia
Classificação: 3 estrelas

About time foi o filme que eu escolhi para a categoria "fantasia" devido à presença de viagens no tempo feitas pela personagem masculina. 
Neste filme ficamos a conhecer a história de Tim que, aos 21 anos, descobre que pode viajar no tempo e alterar a forma como alguns acontecimentos decorrem. 

Pessoalmente, esperava mais deste filme. Fiquei um pouco desiludida com a forma como a história foi sendo construída, porque, em algumas momentos se tornou confusa. 
É um filme muito simples, que procura focar-se nas relações e na forma como elas contribuem para a construção da nossa personalidade e como são importantes para a nossa vida.
Há um destaque especial para a relação entre Tim e o seu pai. É aqui que o filme ganha dimensão e emoção. A forma como Tim se preocupa com todos aqueles que estão à sua volta é igualmente enternecedora. 

Gostei da relação entre Tim e a Mary. Acabou por oferecer alguns momentos caricatos e pontuados com situações humorísticas. 

É um filme para ver de forma descontraída e que nos fazem desligar da realidade. Não sendo extraordinário, consegue entreter.

sábado, 20 de agosto de 2016

TAG | Loucura de Verão


Vi esta Tag no canal da Dora e achei que era uma excelente Tag para responder nesta altura do ano. Ficam aqui as perguntas. Espero que gostem.

1. Mostra um livro que tenha alguma coisa relacionada com o verão.
Sozinhos na Ilha
Tudo neste livro respira verão, desde a capa até à história que se desenvolve no seu interior.

2. Escolhe um lugar fictício para as tuas férias de verão.
A Filha da Floresta  (Trilogia de Sevenwaters, #1)
Uma boa semana na floresta de Sevenwaters faria milagres na minha saúde mental (ou não, caso encontrasse alguma criatura mística e apanhasse um susto de morte). 

3. Vais viajar e queres um livro que dura o trajeto todo. Qual?
Tudo dependeria do número de horas de viagem. Mesmo não sabendo a história vou escolher um livro que se lê de forma compulsiva e permite algumas gargalhadas dado o situações caricatas que por lá são descritas.
O escolhido é Para sir Phillip, com amor de Julia Quinn.
Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons, #5)

4. Estás a passar uma tristeza de verão e tens de escolher um livro para ficares com um sorriso. Qual é?
Regressar
Eu escolheria o livro Regressar de Catherine McKenzie. Para além de nos fazer rir com algumas situações, passa uma mensagem de coragem e força. O livro mostra-nos que estamos sempre a tempo de mudar e recomeçar novas coisas na nossa vida, passando a ideia de que depois de períodos mais negros há novas possibilidades de felicidade.

5. Tu estás solteira(o) na praia. Quem é que escolhias para ser o teu namorado de verão?
Escolheria o Dean da série Rizzoli and Isles de Tess Gerritsen (só para não estar sempre a falar no Roarke, que é sempre o eleito neste género de questões).

6. Qual a personagem fictícia com quem partilharias o teu gelado?
Scarlett O'Hara para ver se ela ficava com uma personalidade um pouco mais docinha.

A sétima questão é para nomear pessoas a quem passamos esta Tag. Eu não vou passar a ninguém, acho que estas coisas devem ser respondidas de acordo com a vontade das pessoas.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


A Denise já recebeu mais um livro para fazer mais uma leitura no âmbito deste nosso projeto conjunto.
Desta vez foi muito fácil escolher o livro para lhe enviar. 

O escolhido foi:
Dias de Ouro (Edilean, #2)

Dias de Ouro
Jude Deveraux

Motivos
  • Possibilidade de continuar a série que começou o ano passado;
  • Penso que é um livro "saboroso" para ler nesta altura do ano;
Espero que gostes desta viagem ao passado, Denise. 
Não se esqueçam de passar pelo blog Quando se abre um livro e verem a reação da Denise. 

Opinião | "Para sir Phillip com amor" (Bridgertons #5)

Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons, #5)

Classificação: 4 estrelas

Para sir Phillip com amor, quinto livro da série Bridgertons, ficamos a conhecer o futuro de Eloise Bridgerton.
Em comparação com os livros anteriores, o romance desenvolve-se de uma forma ligeiramente diferente dado as características do personagem masculino. 

Phillip é um homem viúvo, que vive com os seus dois filho. Um homem reservado, que vive com o nariz enfiado nas suas plantas... Pensei que fosse mais bruto do que aquilo que se assistiu logo no início do livro. É um homem com os seus fantasmas e que vê o seu comportamento condicionado por eles. É como se estivesse preso a algo que o tortura... Eis que chega Eloise Bridgerton para afugentar os fantasmas e abalar o presente de Phillip e da sua família. 

Adorei a Eloise, o seu espírito prático e aventureiro. Uma jovem que insistiu em construir algo para a sua vida e para a sua felicidade (devia inspirar-me na sua persistência e resiliência). Também foi muito positivo a mudança em termos de perfil do personagem masculino. Quebrou com a rotina do jovem libertino e que foge ao compromisso. 

Um aspeto menos positivo foi a forma como abordaram a saúde mental de Marina, primeira esposa de Phillip. Pelo que me foi possível entender ao longo da história, Marina sempre foi uma pessoa mais triste e reservada... Após o nascimento dos filhos, ela "tropeça" em direção a uma depressão pós parto. Infelizmente, a mensagem que passa é que Marina é a única culpada pelo seu estado mental. A autora oferece-lhe uma tonalidade muito negativista e, em alguns momento, sobressaem notas de culpabilidade pela doença que a afetou... Acho que esta questão deveria ter sido abordada de forma mais sensível, permitir que uma mensagem diferente acerca da doença passasse... No fundo, era importante não estigmatizar estas pessoas.

Tive muitas saudades das crónicas da nossa Lady Whistledon, mas por outro lado gostei da substituição que fizeram. Não tiveram o mesmo impacto, porém permite-nos conhecer um outro lado da nossa Eloise e perceber alguns aspetos que foram abordados no livro anterior.

O humo, o dinamismo da narrativa, a intensidade dos acontecimentos e a leitura compulsiva continuam a marcar a minha experiência com esta autora. 

Nota: Um obrigada muito especial à Marta do blog I only have pelo empréstimo deste livro.

Palavras Memoráveis

Boy, Child, Family, Female, Guardian, Kid, Male, Mom

As crianças procuram sempre os olhos dos pais para os verem por dentro.

Eduardo Sá, Más maneiras de sermos bons pais


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Opinião | "As raparigas esquecidas" de Sara Blaedel (Louise Rick #7)

As Raparigas Esquecidas (Louise Rick, #1)

Classificação: 4 Estrelas

Em primeiro lugar quero agradecer à Topseller por tão gentilmente me ter cedido um exemplar e, assim, me ter proporcionado a oportunidade de me estrear com a autora.
Os thillers e policiais nórdicos têm conquistado muito terreno por terras lusas e consequentemente os leitores que apreciam este género literário. 
Eu sou uma dessas pessoas. Gosto deste género literário e este ano tem sido um ano rico em leituras deste género literário.

As raparigas esquecidas é um livro que começa com um crime pouco complexo. Porém, à medida que vamos avançando na leitura conseguimos sentir a história a crescer. Tudo se torna mais complexo, aparecem mais personagens e é-nos apresentado um conjunto de contornos muito específicos. As personagens também se desenvolvem ao ponto de serem capazes de deixar transparecer outro tipo de emoções mais complexas e que oferecem maior riqueza à história.

Gostei bastante da dupla Louise e Eik. Ambos têm personalidades sombrias e tudo se vai encaixando e complementando.
Ao longo da leitura há certos aspetos que deixaram a minha curiosidade em ebulição. Eu queria saber mais sobre Louise e Kim, Queria esmiuçar sem piedade o passado desta agente. Para adensar ainda mais a curiosidade há uma situação final que me deixou em grande expetativa para o livro seguinte da série.
Este livro é o 7º livro de uma série e o terceiro de uma trilogia. Gostava muito que fosse publicada a partir do volume... Acho que há coisas que estão para trás que nos permitiriam outra compreensão do universo da personagem Louise.

Um aspeto que valoriza este livro é a região de Eliselund e a realidade da saúde mental entre os anos 50 e 80. O impacto deste tipo de doenças numa pequena comunidade está bastante bem enquadrado tendo em conta a época em que alguns factos ocorreram.

É certo que os crimes que vão aparecendo no livro não são muito chocantes. Contudo, são suficientemente complexos para nos agarrar à leitura e despertar curiosidade. Para além disso, a narrativa está muito bem organizada e os acontecimentos encadeados de acordo com uma sequência lógica.

domingo, 14 de agosto de 2016

Maratona Cineverão | Anna Karenina e A Bela e o Monstro


6º Filme 
Categoria: Adaptado livro
Classificação: 4 Estrelas

Li o livro Anna Karenina pela primeira vez em 2014. Foi uma leitura difícil, mas bastante agradável. Sei que há várias adaptações, mas tinha mais curiosidade em relação a esta porque tem sabia que tinha uma forma original de nos apresentar a história e porque tinha a Keira Knightley, uma atriz com a qual simpatizo, a interpretar Anna Karenina.

Relativamente à interpretação de Keira, fiquei bastante desiludida. A actriz não conseguiu passar a melancolia e aquele estado limite que a Anna do livro tem. Ou seja, o filme não possui a mesma carga emocional. Isto deve-se à fraca interpretação de Keira (talvez não tenha lido o livro). 

Quanto à forma como decidiram apresentar a história, eu gostei bastante. Conseguiram captar os momentos essenciais do livro. É muito complicado adaptar um livro tão grande, por isso acho que dentro dos possíveis conseguiram fazer um bom trabalho. 

Em termos de produção está fantástico. Um guarda-roupa soberbo, cenários lindíssimos e uma excelente banda sonora a acompanhar. 

Esta adaptação deixou-me com vontade de ver outras. 



7º Filme
Categoria: Décadas de 90 a 2010
Classificação: 4 estrelas

Eu sou uma nulidade no que toca à visualização dos clássicos da Disney. É algo que quero mudar, por isso aproveitei a maratona para ir juntando filmes à minha parca lista de filmes de clássicos da Disney.

A bela e o monstro é um filme simpático e que sabe sempre bem ver. 
Eu gostei bastante, até porque me sinto tão estranha como a Bela. É claro que é um filme com os seus momentos mais clichés, mas que não interferem negativamente na nossa satisfação em ver o filme.

É um filme para ver e rever porque nos faz sentir coisas boas. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Maratona Cineverão | Ida

5º Filme
Categoria: Filme Europeu
Classificação: 3 Estrelas

Ida é um filme polaco que nos conta a história de uma freira, Ida, que parte em descoberta do seu passado. 
A jovem Ida foi deixada num orfanato católico e sabe muito pouco das suas origens. Sabe da existência de uma tia e é, em conjunto com ela, que desvenda a história que a conduziu ao orfanato. 

É um filme bastante pequeno, por isso não dá para explorar muito. É possível constatar que tudo na produção é muito simples. O vestuário, a forma como o filme é filmada, a banda sonora são minimalistas, porém não retiram o interesse que está singela história nos consegue oferecer. 

Eu gostei mas senti falta de uma maior exploração de tudo o que foi aparecendo no filme. Queria saber mais sobre o passado da tia de Ida. Soubemos o essencial para perceber a forma como ela se comportou ao longo de todo filme, bem como o final que lhe foi oferecido. Porém acho que seria uma personagem tão interessante devido à sua complexidade emocional e à sua personalidade muito característica que merecia um maior relevo.

A Ida surpreendeu-me. Depois de algumas escolhas e comportamentos que ela teve sempre pensei que iria escolher um futuro diferente para si. Mas quando as últimas imagens do filme estavam a fui apanhada um bocadinho de surpresa.

Recomendo o filme. 

Palavras Memoráveis


Alguém sábio me disse uma vez que escrever é perigoso, pois nem sempre conseguimos garantir que as nossas palavras sejam lidas com a mesma entoação com que foram escritas.

Jojo Moyes, A última carta de amor

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Opinião | "A grande revelação" de Julia Quinn (Bridgertons #4)

A Grande Revelação (Bridgertons, #4)
Classificação: 4 Estrelas

A grande revelação é o quarto livro de uma série que se tem mantido divertida, leve, bem disposta e que nos permite quebrar com momentos de leituras mais densas. Cada vez mais vou admirando a forma como a autora Julia Quinn consegue dar um toque de um humor e construir narrativas sólidas e cativantes. 

O título, por si só, é já um grande spoiler daquilo que poderão encontrar nestas páginas e isso irritou-me ligeiramente. 
Penelope Featherington e Colin Bridgerton são os grandes protagonistas deste livro. Continuamos a ter a presença das varias personagens do clã Bridgerton, mas o grande destaque é para Colin e para a descoberta do amor. 

O tipo de romance que acompanha estas páginas é muito semelhante aos livros anteriores. No fundo, os contornos acabam por ser os mesmos, apenas mudam os acontecimentos e as interações entre as personagens. Assim, podemos dizer que mantém a mesma essência desta série: uma escrita leve, dinâmica e cativante pincelada com um toque de humor muito característico.

A grande revelação que se faz neste livro deixou-me algo surpreendia, porque não estava à espera da pessoa que a protagonizou... Aliás, em alguns aspetos nem me fez muito sentido e pareceu-me um pouco estranho que essa personagem assumisse tal papel. 

Por fim, acho que foi um final abrupto e apressado... Senti que faltou ali qualquer coisa que tornasse aquele final mais composto e satisfatório. 


Nota: Um grande obrigada à Marta do blog I only have (que tem estado muito parado) pelo empréstimo do livro.

sábado, 6 de agosto de 2016

Maratona Cineverão | Em parte incerta

4º Filme
Categoria: Mistério
Classificação: 3 Estrelas

Li o livro Em parte incerta em 2015 e fiquei com alguma curiosidade em ver o filme. 
A minha relação com o livro foi surpreendente. Foi uma leitura que me marcou devido à genialidade da escritora. 
Obviamente que esta minha experiência com o livro aumentou as expetativas em relação à adaptação cinematográfica.

Apesar de ter gostado do filme, sinto que não gostei tanto como a maioria das pessoas. Para além disso, o filme não conseguiu oferecer-me o efeito surpresa que o livro me proporcionou. 

A atriz Rosamund Pike, que interpretou o papel de Amy, não conseguir construir a personalidade da personagem da mesma forma que acontece no livro. Na minha opinião, era importante que a actriz tivesse acentuado a dualidade da sua personalidade de acordo com o momento do filme. 

Nunca antes me tinha acontecido, mas fiquei super incomodada com o filme. Quando terminei de ver estava mal disposta e com dores de cabeça. Isto aconteceu, porque a dada altura do filme comecei  a ficar muito irritada com aquilo que estava a ver. Faltou alguma dimensão às personagens de forma a torná-las credíveis aos nossos olhos. É importante que à medida que vamos vendo um filme, nos esqueçamos que aquilo são personagens interpretadas por outras pessoas. Mas isso eu não consegui sentir com este filme. Faltou alguma naturalidade e mesmo a relação entre as personagens não foi muito eficaz.

Ben Affleck no papel de Nick também não convenceu.

O filme é bastante fiel ao livro e penso que foi isso que não contribuiu para uma relação muito positiva entre mim e o filme. O facto de ter lido antes o livro não permitiu que o factor surpresa se mantivesse. Eu sabia o que ia acontecer e com quem, e isso fez com que o filme não causasse tanto impacto em mim. 

Quem já viu o filme, o que é que acha? 
A leitura do livro (para quem leu antes de ver o filme) interferiu na forma como vocês assistiram e assimilaram o filme? 

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Este meu projeto conjunto com a Denise do blog Quando se abre um livro, continua a correr muito bem e já recebi mais um livrinho (que por acaso já comecei a ler).

Desta vez, a Denise escolheu enviar o seguinte livro:

Um estranho em casa
Patrícia MacDonald

Nunca tinha lido nenhum livro da autora, nem tive curiosidade em saber sobre as suas obras. Por isso, quando recebi o livro não tive nenhum tipo de reação muito efusiva. Espero gostar da leitura.

Não se esqueçam de passar pelo blog Quando se abre um livro para conhecerem os motivos que levaram a Denise a enviar-me este livro. 

Alguém já o leu? Conhecem a autora? Contem-me tudo nos comentários.  


Palavras Memoráveis



Mas percebi, no meio daquele caos, que ter alguém que nos compreenda, que nos deseje, que nos veja como uma versão melhor de nós próprios é o presente mais maravilhoso de todos.

Jojo Moyes, A última carta de amor

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Quem chegou? | Julho

Este foi um mês mais calmo no toque a livros que vieram aterrar aqui em casa.
Este mês tenho apenas um para vos mostra.

Passatempo
Não Digas Nada

Assim, em julho ganhei o livro Não digas nada de Mary Kubica num passatempo promovido pelo blog Quando se abre um livro
Fiquei bastante contente, uma vez que é um livro que tenho bastante interesse em ler.

Opinião | "A livraria" de Penelope Fitzgerald

A Livraria
Classificação: 1 Estrela

A livraria é o primeiro livro que leio da autora Penelope Fitzgerald e foi uma das minhas piores leituras até ao momento.

Vai ser muito complicado escrever uma opinião, porque são poucas as recordações que tenho da história. Sei que ocorreram alguns conflitos, há um problema inicial que condiciona o livro e há a solução final. Isto deve-se ao facto de ser um livro muito confuso, aborrecido e desinteressante. 
A relação difícil com este livro advém das suas características da narrativa e da forma como está escrito. Assim, somos confrontados com uma escrita pouco cativante aliada a uma narrativa pouco empolgante.

Do meu ponto de vista, mudando a forma de escrever e criando mais situações de interesse e conflito, o livro poderia tornar-se mais apelativo. 
Para além disso, a autora deveria recorrer a uma escrita que mostrasse mais o que acontecia na vida exterior e interior das personagens, em vez de se limitar apenas a contar o que se ia passado. As personagens também mereciam uma maior caracterização.

É um livro que facilmente se apagará da minha memória. Não me marcou e não compreendo o facto de ele ter sido vencedor de um prémio. É um livro muito fraco em todos os elementos que compõem a história do livro. 

Quem tiver uma visão diferentes, por favor, partilhe. Gosto de conhecer outros pontos de vista.