quarta-feira, 26 de abril de 2017

Top 5 Wednesday | Autores de quem quero ler mais livros

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O Top 5 desta semana convida-nos a selecionarmos um conjunto de autores dos quais lemos poucos livros, mas que temos intenções de ler mais algumas das suas obras.

Aqui ficam eles.

Célia Loureiro Correia
Apenas li dois livros desta autora e um deles não era a versão definitiva. A forma como esta autora escreve é qualquer coisa de inexplicável. Fiquei rendida, por isso quero ler mais obras suas. 

Eça de Queirós
Um autor português que nos oferecer um conjunto de obras que se tornaram grandes clássicos da literatura portuguesa. Infelizmente ainda só li um livro e um conto. A minha professora de matemática do secundário disse que gostou tanto do livro "Os Maias" na altura em que ela estudava que, nas féria de verão do mesmo ano em que os estudou na aula leu todos os livros dele que estavam disponíveis na biblioteca. Segundo ela eram todos bastante bons e não ficou desiludida.

Guillaume Musso
Um autor que descobri graças à Denise do blog Quando se abre um livro. Desde o primeiro livro que ela me emprestou li mais dois e a minha boa impressão sobre a escrita e as estórias do escritor mantêm-se, portanto quero descobrir mais. 

Jojo Moyes
Uma autora que descobri por acaso e através dos livros da biblioteca. Já li três livros e apesar de não ter gostado de todos com a mesma intensidade, a curiosidade em conhecer mais narrativas da autora, mantêm-se.

Jodi Picoult
É uma autora conhecida pela profundidade que oferece às suas obras. Pega num tema complexo e desconstrói-o de uma forma arrebatadora. Já li dois livros e, sim, quero ler muitos mais.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Dia da Liberdade


Nasci em liberdade
Sem amarras
Sem correntes, nem barreiras.
Nasci num mundo que me deixa
Perder, correr, voar, ser
Por entre os diversos trilhos da vida
Aqueles que decido escolher
São as emoções a minha única censura 
Mas, felizmente, 
Sou livre para as sentir e expressar
E, apesar de o medo me impedir de muito, 
Sei que o mundo é uma porta aberta para mim
Porque um dia
Alguém ousou quebrar os muros
E oferecer-nos um futuro em liberdade
                                          Por detrás das palavras, 25 de Abril de 2017

O significado deste dia, desde que tomei consciência daquilo que ele significava para nós, me toca de forma particular. Cada vez mais devemos dar valor a esta liberdade e respeitá-la de forma a não deturpá-la. 
Para mim, devemos ser livres com responsabilidade, sem prejudicar aqueles que partilham o nosso espaço social. Porém, penso que é algo muitas vezes esquecido. Bem, também o verdadeiro significado de liberdade o é, pois são algumas as pessoas que não lhe dão o devido valor.
Eu valorizo muito a minha liberdade. Valorizo a possibilidade de ler o que eu quiser; poder escrever, sem medo, sobre o que me apetecer (mas sempre dentro dos limites do que é aceitável) e andar na rua sem medo e a poder olhar e admirar cada canto e recanto dos espaços que me acolhem.
Detesto quando usam a liberdade para ofender, gratuitamente os outros. Não gosto quando usam a liberdade para destruir algo que é Nosso. Não consigo compreender quando as pessoas decidem usar da sua liberdade sabendo que vão colocar outros em risco. 

Talvez não sejamos livres de forma plena. Esta plenitude está condicionada pelas regras da sociedade, da convivência... Contudo, eu acho-as importantes. Da mesma forma que as rotinas e as regras estruturam a personalidade das crianças, algumas das nossas regras sociais permitem "balizar" o nosso comportamento e a usar a nossa liberdade de forma saudável e protetora para todos. 

Acima de tudo, espero que nunca se percam as conquistas de abril (sabendo que, há 43 anos atrás nem tudo foi perfeito e idílico). Espero que, cada um de nós, saiba valorizar cada pedacinho de liberdade que nos foi oferecida. E que, para sempre, possamos gozar desta liberdade, sem prejudicar ninguém.

25 de Abril, ontem, hoje e para sempre

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]

 

E esta foi a minha vez de receber mais uma escolha surpresa da Denise. 
Aqui está ela:

9 de novembro
Colleen Hoover

Foi uma agradável surpresa quando abri o envelope e vi que era este o livro. Desde o Confesso que fiquei com vontade de ler mais obras da autora. Espero gostar.

sábado, 22 de abril de 2017

Opinião | "Eleanor & Park" de Rainbow Rowell

Eleanor & Park
Classificação: 4 Estrelas

Eleanor & Park foi uma agradável surpresa. Comecei a ler sem qualquer tipo de expetativas. A minha experiência anterior com a autora não tinha sido muito boa, portanto parti para a leitura com a mente livre. E, sem querer, fui apanhada numa teia de um amor simples, com muita complexidade à mistura.

O início da leitura não estava a ser nada de especial. Aliás, acabei por ativar as más recordações que restavam do Fangirl e dei por mim a pensar se isto não muda de plano eu desisto de ler esta autora, pois não me consigo deixar cativar pelas palavras dela. Contudo, as coisas mudaram. A minha experiência com a leitura é a verdadeira metáfora da relação entre Eleanor e Park. A minha ligação ao livro e às personagens cresceu à medida que eles se iam conhecendo e me iam dando um bocadinho mais deles. Quando o click entre eles aconteceu eu já estava rendida à capacidade que aqueles jovens tinham de se adaptar às adversidades e à capacidade de olhar no coração um do outro. No fundo, esta experiência de leitura muda com as personagens e com as situações. 

É uma estória tão simples, mas muito cheia de significados. A inocência de um primeiro amor, a descoberta de ligações especiais e a sobrevivência a meios agrestes, está impressa em cada passagem do livro que somos convidados a ler. É nesta interligação de situações que residem emoções realistas que passam por momentos de romance, de drama, de amizade, mas sem serem lamechas ou exagerados. Foi fácil para mim ir sentindo aquilo que as personagens viviam e isso deve-se à mestria da autora em nos contar os pormenores que fazem toda a diferença naquilo que unirá Eleanor e Park. 

Apesar de ter gostado imenso do livro e de, neste momento, sentir um enorme vazio por ter terminado a leitura e ter ficado com aquele final gravado na minha cabeça, não lhe consigo dar a classificação máxima porque senti que faltou ali qualquer coisa (que ainda não consigo explicar) para me arrebatar completamente. 
A estrutura do livro e o rumo da narrativa deixaram-me a pensar que foi tudo propositado de modo a ser dirigido a um público mais jovem. Assim, penso que a autora deixou muito espaço à nossa imaginação e que começa desde logo com a relação entre a Eleanor e o padrasto. 
Neste livro é também abordado um assunto que sempre me fez pensar e para o qual ainda não consegui elaborar uma explicação lógica e coerente aos meus olhos. Frequentemente me pergunto como é que uma mãe consegue abdicar do bem estar dos filhos em detrimento de uma relação doentia com um homem? A psicologia dá-me muitas respostas, porém o meu coração e a minha sensibilidade oferecem uma grande resistência na sua aceitação. Daí ter desenvolvido um pequeno ódio em relação a Sabrina (mãe de Eleanor). E é aqui que eu gostava de ver um final mais claro, o que é que de facto aconteceu à Sabrina e à sua família. 

Em relação ao final da Eleanor e do Park fez-me todo o sentido. Um amor assim, muito idealizado, muito sofrido, muito sentido enquadra-se na forma como a autora decidiu terminar a estória deles. Talvez não seja do agrado da maioria dos leitores, porém eu considero-o adequado e que torna aquela estória de amor ainda mais especial. Cada momento relatado nas últimas páginas contribui ainda mais para as minhas reflexões e imagens mentais de o que é que aconteceu a seguir. Como é que estarão a Eleanor e o Park na atualidade, passados cerca de 30 anos? Tenho imensa curiosidade e já imaginei uns quantos cenários.

Bem... Esta minha experiência tornou-me bipolar em relação a autora. Tenho de um lado um livro que não gostei e de outro que quase me encheu por completo. Tal situação não me permite elaborar uma opinião sólida em relação à minha experiência com ela. Terá de ser um próximo livro a contribuir para a minha decisão. 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

TAG | Rapid Fire Book Tag

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Já não respondia a uma Tag há algum tempo, por isso está na altura de responder a uma.
Vi esta tag no blog da Tita, O prazer das coisas
O original pertence aqui.

Aqui ficam as questões e as respetivas respostas. 

1. Ebook ou livro físico?
Livro físico. Apesar de reconhecer as vantagens dos ebooks e de me ir relacionando bem com eles, o prazer de ler um livro físico é inabalável.

2. Paperback ou hardback?
Paperback. O único motivo é apenas porque são mais fáceis de manusear e não cansam tanto os braços quando falamos de livros mais pesados.

3. Loja online ou loja física?
Loja física. Nunca comprei um livro numa loja online (bem, eu também não compro assim muitos livros). 

4. Trilogias ou séries?
Trilogias. Por vezes as séries tornam-se demasiado extensas e acabamos por nos perdermos na imensidão de acontecimentos e personagens. Poderá, também, acontecer que os livros já não venham acrescentar muito.

5. Heróis ou vilões?
Vilões. Um vilão bem construído dá uma tonalidade especial à narrativa.

6. Um livro que queres que toda a gente leia.
A criança que não queria falar de Torey Hayden. Infelizmente nem todas as crianças vivem uma infância feliz e cor-de-rosa. Todos nós devíamos conhecer estes lados mais negros da infância para ajudar a evitá-los. 

7. Recomenda um livro subvalorizado
O primeiro dia de Marc Levy. Tem uma classificação de 3.77 no goodreads, mas acho que merecia mais. Reconheço que não é um livro que agrade a toda a gente, mas acho que as pessoas não conseguem ver a qualidade que mora naquelas páginas.

8. O último livro que terminaste de ler?
Soberba Ilusão de Andreia Ferreira (provavelmente, quando esta Tag for publicada será outro)

9. O último livro que compraste?
A luz entre oceanos de M. L. Stedman.

10. A coisa mais esquisita que já usaste como marcador de livros?
Bilhete de autocarro.

11. Livros usados: sim ou não?
Sim, sim e mil vezes sim. Não tenho nada contra livros usados, aliás acho que todos eles devem guardar estórias bem interessantes. 

12. Top 3 de Géneros preferidos
Romance contemporâneo, Romance histórico e Policial.

13. Emprestado ou comprado?
Emprestado. Leio muitos livros emprestados e da biblioteca. Não me faz a mínima confusão porque ando a procurar ser menos agarrada às coisas materiais. Se acontecer gostar muito de um livro que li através de empréstimo tento arranjá-lo em segunda mão ou através de uma troca.

14. Personagens ou enredo?
Ambos. Não consigo escolher porque um condiciona o outro e se não existir harmonia entre estes dois elementos o livro acaba por ser menos interessante.

15. Livros longos ou curtos?
Longos. Fazem-me mergulhar mais fundo nos acontecimentos e nas personagens.

16. Capítulos longos ou curtos?
Curtos. É mais fácil para não nos perdermos nos acontecimentos.

17. Nomeia os três primeiros livros de que te lembrares.
A filha da minha melhor amiga de Dorothy Koomson
O grande amor da minha vida de Paullina Simons
O funeral da nossa mãe de Célia Loureiro 

18. Livros que te façam rir ou livros que te façam chorar?
Que me façam rir e chorar porque ambas as emoções devem fazer parte das nossas vivências.

19. O mundo real ou mundos fictícios?
Mundo real. Eu e a fantasia não nos entendemos muito bem. 

20. Audiobooks: sim ou não?
Não... Facilmente me desligo do que estou a ouvir.

21. Costumas julgar o livro pela capa?
Geralmente não. Aliás, por vezes as capas passam-se ao lado, a não ser claro aqueles que parecem verdadeiras obras de arte ao ponto de as querermos emoldurar. 

22. Adaptações para cinema ou adaptações para TV?
Para cinema. Não costumo ver muitas séries, elas ocupam imenso tempo.

23. Um filme ou série que preferiste ao livro?
O véu pintado. Adorei o filme, mas tive algumas dificuldades na leitura do livro.

24. Séries ou livros individuais?
Livros individuais. As séries é sempre uma complicação para quem vive dos livros da biblioteca. Ou não têm os volumes pela ordem correta, ou só têm até determinado volume.... Sem dúvida que os livros individuais são os meus preferidos.

Palavras Memoráveis

Não consigo explicar porquê, sei que não faz sentido nenhum, mas, quando não nos lembramos do que fizemos, começamos a tentar preencher as lacunas, e passa-nos pela cabeça toda a espécie de coisas horríveis.
Paula Hawkings, A Rapariga no Comboio

terça-feira, 18 de abril de 2017

ACMA | Hobbies e Saúde Mental


Recentemente, decidi aderir a um projeto bastante interessante que fiquei a conhecer aqui na blogosfera: denomina-se A Cultura Mora Aqui e reúne um conjunto diversificado de bloggers e youtubers que todos os meses recebem um tema para desenvolver, ficando ao seu critério participar ou não nesse mês. 

Eu apanhei um tema transversal aos meses de março e abril. Contactei a Ju, do blog Cor Sem Fim, o cérebro desta iniciativa, no final de março e comprometi-me a abraçar o tema que estava em curso.

Desta forma, o tema escolhido foram os hobbies. Penso que seja um assunto muito vasto e comum a todos os humanos. Dada a sua vastidão, poderia escrever sobre qualquer coisa. Contudo, decidi fazê-lo acerca da relação entre hobbies e saúde mental.

Normalmente, todos nós encaramos os hobbies como aquelas atividades que, para além de preencher os nossos tempos livres, funcionam como uma alternativa aos empregos, que nos tornam o dia preenchido e cheio de responsabilidades. Assim, gosto de olhar para eles como uma espécie de libertação mental, como se fosse uma aspiração central do nosso meio interior, do nosso pensamento, do nosso consciente e subconsciente. 

Geralmente, os hobbies são uma enorme fonte de prazer para quem os pratica. Estes podem passar pela leitura, pelos trabalhos manuais, pelo exercício físico. No fundo, são um conjunto infinito de atividades que fazemos por prazer, que nos proporcionam um enorme bem-estar, que favorecem a nossa autoestima (pois, por norma, sentimo-nos realizados e competentes nos nossos hobbies) e que nos permitem desligar de aspetos negativos, de sentimentos de tristeza, de falta de motivação. Penso que, em muitos casos, os hobbies são uma espécie de antidepressivo natural, que nos ativam de forma positiva e que facilitam a forma como encaramos os desafios mais intensos do nosso dia-a-dia.

Sinto que as preocupações com a saúde mental nos países desenvolvidos têm tendência a aumentar. O estilo de vida intenso, os problemas sociais e a forma como decidimos viver a nossa vida poderão ser elementos que destabilizem o nosso equilíbrio emocional, fragilizando a nossa saúde mental e, consequentemente, conduzindo-nos a determinadas perturbações mentais. Assim, torna-se urgente sensibilizar as populações para estes aspetos e incentivá-las à adoção de atividades de tempos livros que as fortaleçam enquanto pessoas. Em jeito de conclusão, quero destacar que, dado todos os aspetos que mencionei anteriormente, os hobbies poderão ser um fator protetor na manutenção de uma saúde mental sólida, que nos tornam pessoas resilientes e capazes.

Se quiserem fazer parte deste projeto basta falarem com a Ju, através do seguinte email, acma.cultura@gmail.com. O projeto também está presente no facebook, através da página que podem consultar aqui.


Lista de criadores:

domingo, 16 de abril de 2017

Por detrás da tela | Fixing Luka (2011)


Classificação: 8/10 estrelas

Fixing Luka é uma curta metragem que nos dá a conhecer a relação de uma menina com o seu irmão autista. 
Ao longo da pelicula, assistimos a forma como Lucy olha para os comportamentos característicos do irmão e de como a isso a deixa triste e frustrada. Perante tais sentimentos, e assistindo a uma situação especial com o seu irmão, ela foge de casa  e acaba por encontrar, num casebre, aquilo que pensa ser a solução para a mudança do seu irmão.

É muito enternecedor assistir à relação entre as duas crianças e, num momento mais final com mãe. Penso que passa uma mensagem muito importante acerca do autismo e quanto estas crianças/pessoas são especiais. Sentimentos de impotência, de frustração, de alguma tristeza estão muito bem apresentados neste pequeno filme e passam uma mensagem realista e que permite uma fácil identificação com todos os personagens. 

A metáfora das chaves e da nossa mente está fenomenal. Muito bem conseguida.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Opinião | "Soberba Ilusão" de Andreia Ferreira (Trilogia Soberba #3)

Soberba Ilusão (Trilogia Soberba, #3)
Classificação: 2 Estrelas

Soberba ilusão não é um livro que se encaixe nos meus gostos literários. Li os dois primeiros, mas muito pouco me ficou das personagens e da narrativa, o que tornou difícil esta leitura. Gostava de dar mais, mas a minha falta de simpatia para com a estória não me permite. 

Para quem gosta mais do género ligado à fantasia, aos anjos e vampiros penso que esta trilogia será uma excelente aposta. Posso dizer que, esta trilogia, termina num livro estruturalmente melhor que os seus antecessores, nota-se uma preocupação da autora em criar um fio condutor perceptível e pautado por momentos que prendem o leitor. 
É um livro bem escrito, bem estruturado e que dá um final muito bom a esta série. Apesar de tudo eu gostei muito do final. Terminou de uma forma interessante e que nos faz pensar sobre a vida das personagens após certos acontecimentos.

Contudo, não consegui criar muitas ligações com o livro, mas não se deixem levar totalmente pela minha opinião. E, se gostam de fantasia, apostem nos livros e, acima de tudo, apoiem a literatura nacional e os talentos que vão surgindo. Quem me segue, já vai conhecendo um bocadinho os meus gostos e sabe que este tipo de livros não se encaixa nas minhas preferências de leitura. 

Acreditem que é muito difícil escrever que não gostamos de um livro que nos foi oferecido pela própria autora e que conhecemos pessoalmente. 
Foi um livro que me foi entregue em mãos pela Andreia (a quem agradeço a oferta, mais uma vez). Depois deste encontro, já me voltei a encontrar com ela e tivemos uma conversa agradável. A Andreia é esforçada, curiosa e, quando não sabe procura informar-se e dar o melhor que pode ao seu trabalho. Por tudo isto, é muito complicado não classificar melhor o livro. Se fosse pela escritora trabalhadora e empenhada que conheci, merecia mais. Acho que a Andreia já estava um bocadinho à espera, mas como já lhe disse, conhecendo um trabalho dela que é posterior a esta trilogia e que achei com uma narrativa bem mais interessante, não consigo dar uma classificação maior a este. 

Acima de tudo, desejo imenso sucesso à Andreia e espero que ela saía mais da sua "zona de conforto" (livros deste género) e nos mostre a versatilidade na construção de novas narrativas. 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Palavras Memoráveis


A verdade é que fiquei mais triste, e a tristeza às tantas acaba por se tornar aborrecida, tanto para a pessoa triste como para toda a gente que a rodeia.

Paula Hawkings, A Rapariga no Comboio

terça-feira, 11 de abril de 2017

Opinião | "Para sempre não é muito tempo" de Carolina Pascoal

Para Sempre não é muito tempo
Classificação: 1 Estrela

Para mim, está será uma das opiniões mais difíceis de escrever porque me deparei com um livro de um nível bastante inferior ao que estou acostumada. Torna-se ainda mais difícil porque é o primeiro livro da escritora e não deve ser nada agradável assistirmos a um impacto negativo nos leitores logo ao primeiro livro.

Começo por apontar dois aspetos que gostei: a capa e a cidade onde se desenvolver a narrativa. Relativamente à capa, acho que está bem conseguida e é apelativa. Coimbra é a cidade que serve como pano de fundo à maioria dos acontecimentos desta estória. É uma cidade que eu conheço muito bem e pela qual tenho um carinho enorme. Por tudo isto, foi muito bom revisitar alguns cantos da cidade que nunca morre no coração de por quem lá passou.

Os problemas deste livro são vários, infelizmente, passo a enumerá-los:
  1. O desenvolvimento da narrativa - da minha perspetiva a estória que nos é narrada é extremamente pobre, cheia de expressões clichés e com pinceladas de psicologia que não dignificam a formação que a autora teve (falo por conhecimento de causa). Não interessa ao leitor os chavões da psicologia, nem as metáforas, nem as reflexões que devem ser circunscritas a um contexto de terapia. Seria muito mais interessante usar os conhecimentos de psicologia para fazer crescer a narrativa em acontecimentos, mostrar-nos personagens com pensamentos e comportamentos complexos... No fundo aplicar o conhecimento e não transmiti-lo.
  2. Os personagens - todos eles muito pobres, demasiado artificiais e nada reais aos meus olhos. Não me identifiquei com nenhuma personagem. Demasiada futilidade em algumas, comportamentos improváveis, uma caracterização medíocre e demasiada infantilidade em pessoas de quem já se exigia alguma maturidade dado o contexto socioeconómico em que se encontravam. Precisavam de estar à altura. 
  3. Diálogos - muito, muito pobres. Somos confrontados com a ausência de descrições coerentes das expressões das personagens e dos seus comportamentos. As conversas de Leonor com a prima do Porto fizeram-me revirar os olhos devido ao discurso estupidificado e sem nexo algum. Uma partilha de psicologia barata que em nada abona à nossa perceção da narrativa. 
  4. O início e o fim do livro - o início pareceu um daqueles chavões de cinema que em nada ajudam no estabelecimento da relação entre os leitores e as personagens que habitam aquelas páginas. Eu precisava que a escritora me apresentasse sentimentos, que colocasse a nu o interior de um homem que já não sabia como viver. E o fim, para mim, foi o pior que a autora poderia ter escolhido. Penso que não revela crescimento das personagens, não nos traz nada de novo e, simplesmente, é aquilo que logo no início achamos que vai acontecer, ou seja, é tudo demasiado previsível.   
Quero, com esta opinião, possibilitar à escritora uma reflexão sobre este seu primeiro trabalho. Talvez não fosse má ideia entregar o manuscrito, antes de publicá-lo, a um ou dois leitores-beta. Se é algo que pretende fazer ao longo da sua vida, acho que se deve ler vários livros, de géneros diferentes e absorver a mecânica da escrita e da construção da narrativa. Tornar-se mais observadora daquilo que a rodeia e não cair na tentação de nos contar uma estória e sim de nos mostrar as personagens, de nos mostrar os seus comportamentos, sentimentos, dilemas. Contar é diferente de mostrar e aquilo que nos cativa enquanto leitores é quando o escritor nos mostra o que está para além das palavras imprimidas naquelas páginas.

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

sábado, 8 de abril de 2017

Por detrás da tela | Mulher Infiel (2015)

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Classificação: 3/10 Estrelas

Há umas semanas atrás apanhei este filme na TV. Estava a passar na SIC e o início interessou-me. Infelizmente, foi só mesmo o início. O desenvolvimento do filme é muito pobre, as interpretações deixam muito a desejar e dei por mim a revirar os olhos perante algumas cenas.

Basicamente, este filme dá-nos a conhecer uma mulher insatisfeita com o seu casamento que cede aos avanços de um sedutor barato e que esconde "fantasmas" de um passado. Estes fantasmas do passado também não foram muito claros.

Pessoalmente, penso que a temática e os assuntos que servem de base ao filme foram muito mal explorados e aproveitados. Porém, penso que se o rumo tomado na abordagem da estória fosse outro (e talvez com outros atores) poderíamos ter aqui um bom filme de suspense. 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Palavras Memoráveis


De cada vez que estou prestes a apreender o momento, este volta a recuar ainda mais para as trevas, um pouco para lá do meu alcance.
Paula Hawkings, A Rapariga no Comboio


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Opinião | "Perfeito para mim" de Jill Shalvis (Ceder Ridge #2)

Perfeito Para Mim (Cedar Ridge, #2)
Classificação: 3 Estrelas

Perfeito para mim é aquilo que eu chamo uma leitura de conforto. É leve, carinhoso, que apela ao nosso coração e nos faz sonhar com amores especiais. 
Apesar de ser o segundo livro de uma série e de eu não ter lido o anterior, posso dizer que dá para ler e entender tudo na perfeição. Assim, para quem não leu o anterior e quer apostar neste, podem fazê-lo pois vão conseguir compreender cada pedacinho da narrativa.

Neste livro conhecemos Hud e Bailey. Gostei muito dos dois apesar de achar que eles mereciam um pouco mais de romance. Começa tudo de uma forma muito física e com uma exploração muito superficial dos sentimentos que habitam no coração destes dois. Com o avançar da narrativa dá para perceber que eles estão lá, mas não são expressos nem nas suas interações nem através das palavras do narrador. 
Este aspeto leva-me a outro ponto do qual senti falta: a necessidade de termos mais interações sociais entre Hud e Bailey para conseguirmos ver os dois para além da sua ligação sexual. 

Adorei as descrições da estância de ski e da família de Hud. O toque de humor que todos os irmão imprimem à narrativa é sensacional e oferece-nos uma boa dose de bem estar. 
Bailey vai para a estância para pintar um mural... Digo-vos dadas as descrições só queria era uma imagem daquele mural. Pela minha imaginação deve ter ficado magnífico. 

A todos aqueles e aquelas que gostam de um romance bem cor-de-rosa, cheio de erotismo, com pinceladas de humor e drama este poderá ser um livro ideal para vocês.

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.


terça-feira, 4 de abril de 2017

Por detrás da tela | Piper (2016)

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Classificação: 10/10 Estrelas

Eu adoro ver curtas metragens de animação. Então, quando vi a publicidade desta tive logo que ir ver e foi uma excelente aposta.

Piper conta-nos a estória de um pequeno pássaro que tem de lutar contra algumas adversidades para conseguir alimentar-se.
É muito interessante assistir à persistência deste pequeno pássaro. 
Penso que a mensagem que está implícita em toda a narrativa é um excelente ponto de partida para reflexões e discussões em grupos de pessoas. Penso que também será um excelente filme para mostrarmos às crianças.

domingo, 2 de abril de 2017

Quem chegou? | Março

Mais um mês que terminou e é chegada a altura de fazer um balanço dos livros novos que chegaram.

Este mês foi mais contido e não foram muitas as chegadas, mas elas cá ficam.

Ofertas Editoras
Apenas um Desejo  Para Sempre não é muito tempo

Tenho de agradecer às editoras as ofertas. O primeiro livro já está lido e foi dos livros mais bonitos que já li este ano. O segundo é uma leitura em andamento e não está a ser assim muito agradável.

Biblioteca
Mil Sóis Resplandecentes

Um livro que já há muito tempo que quero ler. Leio coisas tão boas acerca dele que a minha curiosidade é imensa. Espero que corresponda às minhas expetativas.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Desafio | Viajar no mundo com os livros


Este foi um desafio que já vi em muitos blogs e, sempre que o via, pensava Tenho de fazer este desafio
Através dos livros conseguimos viajar sem sair do lugar. Os autores conseguem trazer-nos muita coisa sobre as suas culturas. 

Estava a pensar seguir a listagem de países membros da ONU. Ao olhar para a lista, achei que seria complicado preencher todos os países, por isso, vou deixar isto um pouco mais livre e ver quantos países diferentes consigo visitar durante um ano. 
Esta visita é através dos autores, ou seja, pretendo ler livros de autores com diferentes nacionalidades.
Vou começar este desafio a 1 de abril de 2017 e terminar a 1 de abril de 2018. 
Vamos ver qual será o meu balanço daqui a um ano. 

quinta-feira, 30 de março de 2017

Palavras Memoráveis


Sê forte.
Sê diligente.
Sê conscienciosa. Nunca há nada a ganhar quando se escolhe o caminho mais fácil. (A não ser, é claro, que o caminho inicial seja fácil. Às vezes acontece. Se esse for o caso, não forjes um novo, mais difícil. Só os mártires vão à procura de problemas).

Julia Quinn, Para sir Phillipe com amor

Opinião | "Apenas um desejo" de Barbara O'Connor

Apenas um Desejo
Classificação: 5 estrelas

Apenas um desejo foi dos livros mais ternurentos que já li. É tão fácil sentir carinho pela Charlie, pela Bertha, pelo Gus e por toda a família de Howard. 
Embarcamos nos sonhos da Charlie é um privilégio para o leitor. Charlie é genuína, cheia de garra e com uma perceção sobre si própria que muitos adultos não têm. É uma crianças que apenas precisa de amor, que precisa de sentir que pertence a alguém. É de apertar o coração ler acerca de uma menina que sentia que não pertencia a ninguém. E, pior ainda, é ver que ela sabia que isso não era algo muito comum na vida das crianças. 

Charlie, uma criança feita de sonhos, que acredita nas estrelas cadentes capazes de tornar os desejos em realidade, vê-se obrigada a lidar com algo muito duro na vida de uma criança. Porém, a resiliência dela suplanta qualquer expetativa da parte do leitor. Ela seguiu o seu próprio caminho, deixou-se absorver pela sua genuinidade e pela sensibilidade que ela foi alimentado dentro dela. Toda esta mistura de cores que habitam dentro dela tornam-na especial e muito realista. Eu consegui ver aquela criança, como se ela estivesse ao meu lado. E depois temos a forma como ela lida com o Osso da Sorte e com o Howard. Aí conseguimos ver que ela é cheia de amor para partilhar, só precisa de alguém a quem o oferecer. Como é muito genuína e verdadeira acaba por magoar os outros, porém a compreensão que eles têm para com ela é extremamente importante. 

Bertha e Gus são uma casal excecional. O amor, a partilha, a compreensão, os bons sentimentos habitam dentro deles com uma força desconhecida. Eles exercem uma verdadeira parentalidade positiva com a Charlie. São pais no coração, apesar de a natureza não lhe permitir extrapolar esse amor parental que habita dentro e entre eles. 

Não podia deixar de falar no Howard... Que miúdo consciente e de bem consigo próprio. Identifica os seus defeitos e sabe lidar com eles de uma forma muito natural. Fiquei deliciada com a sua dedicação a Charlie. Gostava que houvessem mais miúdos assim. Fáceis de encontrar e que iluminam qualquer vida. 

Pessoalmente, não consigo dizer o que é mais me tocou o coração. Quando olho para o livro sei que será por muito tempo que vou recordar a natureza esperançosa e corajosa da Charlie, o amor e encanto que Bertha e Gus partilham entre eles e com o mundo que decidem abraçar e a doçura e assertividade de Howard a lidar com o mundo que nem sempre é simpático com ele. 

Do meu ponto de vista é um livro excelente para ser lido em conjunto com crianças. Através dele podemos chegar à reflexão de temas extremamente importantes para o desenvolvimento infantil. Questões como o bullying, a família, a agressividade, a importância de acreditar e mantermos a esperança são temas que habitam estas páginas e que podem ajudar outras crianças. Sem dúvida, um livro merecedor da nossa atenção.

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Opinião | "A Coroa de Inverno" de Elizabeth Chadwick (Leonor de Aquitânia # 2)

A Coroa do Inverno (Leonor de Aquitânia, #2)
Classificação: 4 Estrelas

A Coroa de Inverno é o segundo volume de um série histórica dedicada a Leonor de Aquitânia. No primeiro volume assistimos ao primeiros passos de Leonor no mundo dos reinados e das políticas que se vão estabelecendo. Agora, neste segundo volume somos convidados a entrar numa nova fase de vida desta rainha e dos novos desafios com que se depara. 

Aquilo que destaco desde logo neste livro é o excelente trabalho da editora com a edição. A capa consegue superar a anterior em beleza. É pessoal o gosto por cores mais frias, o que penso que dá uma tonalidade especial à capa e acabam por ser um pouco uma metáfora daquilo que será a nova vida de Leonor.
Para além da capa, o bom detalhe histórico é perceptível nas descrições bem conseguidas que nos oferecem boas imagens mentais da realidade da época. 

Relativamente às personagens, estas são muito bem apresentadas, permitindo-me construir um conjunto de opiniões e sentimentos muito sólidos em relação às mesmas. Assim, e de um modo mais geral, posso dizer que fiquei extremamente desiludida com Henrique. Não espera que ele se tornasse no homem que vim a conhecer ao longo destas páginas e sofri com Leonor por ter que lidar com um homem que se deixava dominar pela sua sede de poder e pela sua testosterona. 
Isabel e o irmão bastado de Henrique são um casal que gostei de conhecer e comecei a torcer por eles muito antes de o seu enlace se tornar oficial. Também sofri por Isabel nos seus momentos mais negros. 

Em alguns momentos senti falta da Leonor do primeiro volume. Apesar de a sua fibra e tenacidade se manterem intactas, ela, por força das circunstâncias, teve de as adormecer. Viveu momentos muito complicados e isso fez com que ela brilhasse um bocadinho menos. Admiro a sua coragem, principalmente nos momentos finais do livro que me deixaram muito, muito curiosa para saber  que se segue. 

A narrativa, apesar da sua densidade factual, tem uma boa dinâmica. Prendeu-me à leitura e ficava sempre curiosa por ver o que aconteceria de seguida. 
O final é extremamente sugestivo abrindo a porta da curiosidade para os acontecimentos que precedem este volume. 

Opiniões anteriores:

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Palavras Memoráveis


Não sabes o que é sentires-te encurralado, sem saída, sem esperança. Esforçares-te tanto e nunca, nunca conseguir uma brecha.
Julia Quinn, Para sir Phillip com amor

terça-feira, 21 de março de 2017

Dia Mundial da Poesia

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Hoje é o dia Mundial da Poesia. 
Não sei qual é a vossa relação com este género literário, mas eu gosto bastante de ler poesia. Infelizmente já há muito tempo que não pego num livro deste género, mas é algo que quero mudar ao longo deste ano.

Para assinalar este dia, deixo-vos uma "espécie" de poema que eu escrevi.

Há molduras vazias
Espalhadas pela casa
Que guardam a vã esperança
De serem preenchidas
De momentos... De sonhos realizados

No interior de ti
Essa esperança vai morrendo
O silêncio e o vazio das molduras 
Fazem eco na tua cabeça
E tudo fica escuro dentro de ti

Mas tu queres ocupar essas molduras
Queres, que dentro de ti, 
A luz se acenda e brilhe da forma mais intensa
Queres que o silêncio
Seja, apenas, o doce murmúrio dos bons sentimentos

Então caminhas,
Rápido, devagar... rápido, devagar...
Porque no fundo de ti
Apesar do negro que pinta os teus pensamentos
O teu coração jamais deixou
Que a pequena chama do sonho e da esperança
Se apagasse
(Março de 2017)

Não nenhuma obra prima... É apenas uma forma de eu brincar com as palavras e uma forma de lidar com os muitos sentimentos, angustias, revoltas e sonhos que fazem eco dentro de mim.
Ansiosa pela vossa opinião. 

segunda-feira, 20 de março de 2017

Listas | Lista de livros a ler na Primavera


Hoje começa a primavera e cá estou eu para vos apresentar a minha lista de livros a ler durante esta estação.

Antes de vos mostrar os livros que pretendo ler, farei o balanço da minha lista de inverno e do estado das listas anteriores. 

Em relação à lista de inverno de 2016/2017 estou muito contente com o meu desempenho. Pela primeira vez desde que comecei a fazer listas que consegui terminar uma dentro do tempo estipulado. 

Podem ver a minha lista aqui.

Relativamente às listas das estações anteriores continuam todas na mesma situação. 

Para esta primavera quero perder-me por...

1. Para sempre não é muito tempo de Carolina Pascoal
2. Mors tua, vita mea: a tua morte, a minha vida de Vanessa Santos
3. Eleanor & Park - Rainbow Rowell 

Para Sempre não é muito tempoMors Tua, Vita Mea: A tua morte, a minha vidaEleanor & Park

4. Mil sóis resplandecentes de Khaled Hosseini
5. Perfeito para mim de Jill Shalvis
6. Apenas um desejo de Barbara O'Connor

Mil Sóis ResplandecentesPerfeito Para Mim (Cedar Ridge, #2)Apenas um Desejo

7. Soberba Ilusão de Andreia Ferreira
8. Regresso a Mandalay de Rosanna Ley
9. Casamento em Veneza de Elizabeth Adler
10.Uma noite de amor de Mary Balogh

Soberba Ilusão (Trilogia Soberba, #3)Regresso a MandalayCasamento em VenezaUma Noite de Amor (Bedwyn Prequels #1)

domingo, 19 de março de 2017

Resultado do Passatempo

O passatempo para ganhar o livro "Maria, vai-te deitar! e outros contos" terminou ontem.
Hoje já fiz o sorteio e a vencedora foi:

A inscrição número 15
que pertence à
Ana Isabel Machado 
de Santo Tirso


A vencedora terá 48 horas para responder ao e-mail que lhe foi enviado. Se não responder farei novo sorteio.

Desde já agradeço a todas as pessoas que participaram no passatempo.

sábado, 18 de março de 2017

Divulgação | "Para sempre não é muito tempo" de Carolina Pascoal




                                   Para Sempre não é muito tempo





Autora: Carolina Pascoal
Editora: Capital Books
Preço: 14.50€
Número de Páginas: 290 páginas






Sinopse
Gonçalo é um advogado de 46 anos que entra numa depressão sombria quando Leonor, o amor da sua vida, decide sair de casa sem hipótese de reconciliação e lhe pede o divórcio. Desesperado e cansado de travar uma luta contra a solidão, Gonçalo decide pôr termo à vida e numa madrugada conduz até à ponte de Santa Clara, em Coimbra, para se atirar às águas do rio Mondego. Mas é nesse momento que ouve a voz de Francisca, que lhe traz o poder das segundas oportunidades.
A consciência de que vamos sempre a tempo de ser felizes outra vez. Mas se o destino quis que a Francisca aparecesse naquele momento, continuará a querer que fique durante muito tempo?
Uma história de amor única, por não haver dois dias iguais, duas pessoas iguais, dois amores iguais. Traz-nos as dúvidas, os recuos, os desvios e as paragens dos corações apaixonados, enquanto nos mostra que para sempre não é muito tempo, quando para sempre é a única opção possível.


A autora
Ana Carolina Freitas Pascoal nasceu em 1992 na cidade da Figueira da Foz. Atualmente reside em Lisboa.
É licenciada em Psicologia Clínica, a maior das suas paixões, tendo concluído os seus estudos na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. O gosto pela escrita surgiu desde cedo. Quando frequentava o 3º ciclo do ensino básico, ganhou dois Concursos Literários promovidos pela escola EB 2/3 Dr. João de Barros, na categoria
de prosa. “Para sempre não é muito tempo” é o seu primeiro manuscrito, que escreveu quando se mudou para Lisboa.

O que me motiva para esta leitura?
  • Gostei do título. Apesar de ser extenso, acho-o sugestivo.
  • Partilho com a autora a paixão pela psicologia.
  • O facto de o romance se centrar em personagens mais maduras. 

quinta-feira, 16 de março de 2017

Palavras Memoráveis


Talvez essa fosse a definição de amor. Desejar uma pessoa, precisar dela, adorá-la a tal ponto que, mesmo furioso, se estava pronto a amarrá-la à cama apenas para a impedir de sair e arranjar mais problemas.
Julia Quinn, A grande revelação

terça-feira, 14 de março de 2017

Por detrás da tela | Victoria (2016) - série

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Classificação: 9/10 estrelas

Assim que vi o anuncio a esta série na RTP fiquei logo atenta. O que é me chamou a atenção? Vários motivos!
  1. Ser uma série histórica;
  2. Ter como personagem principal a Rainha Victoria de Inglaterra;
  3. As imagens fabulosas que iam passando na TV. 
Agora, terminada a visualização da primeira temporada, só posso dizer que adorei e que, ao chegar ao fim do último episódio já chorava pelo meu bom momento de sábado à noite ter terminado. 

Penso que quase tudo na série foi muito bem conseguido. Os atores e atrizes foram escolhidos a dedo, conferindo um tom muito realista, intenso e dramático a todas as cenas que se foram desenrolando. Apesar de toda a narrativa ser centrada na Rainha Victoria é muito interessante acompanhar os desenvolvimentos de outras personagens, nomeadamente a mãe da Rainha, Lorde Melbourne (primeiro ministro inglês), as relações entre os criados do palácio (houve dois em particular que me deixaram a espumar de raiva pelo fim que tiveram) e claro, Albert, o marido da Rainha. 
Outro ponto extremamente agradável na série é a banda sonora. Eu fiquei encantada e já perdi a conta às vezes que ouvi as músicas no youtube. 

Espero que façam uma segunda temporada, e que esta seja exibida em breve. 
Recomendo a série a todos(as) aqueles(as) que têm um gosto por séries e, em particular, por aqueles que se dedicam a narrar os acontecimentos históricos do mundo. 

segunda-feira, 13 de março de 2017

Divulgação | "Apenas um desejo" de Barbara O' Connor





Título: Apenas um desejo
Autora: Barbara O' Connor
Número de páginas: 237
Editora: Booksmille





Sinopse
A Charlie acaba de se mudar para a casa dos tios numa cidade do interior. Com apenas 11 anos, ela precisa agora de se adaptar a uma nova realidade.
Um dia, vê um cão esfomeado e sente uma ligação imediata com ele. Encantada e completamente derretida, dá-lhe o nome de Osso da Sorte e toma uma decisão: aquele cão há de ser seu!
Com a preciosa ajuda dos tios e do seu novo amigo Howard, a Charlie arranja um plano para apanhar o Osso da Sorte e embarca, mesmo sem saber, numa grande aventura. Ela está prestes a reencontrar a alegria e a redescobrir o lado maravilhoso da vida.
Apenas um Desejo é uma história comovente que nos ensina uma grande lição: muitas vezes, aquilo que mais desejamos não é necessariamente o que nos torna mais felizes.

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Barbara O' Connor
Nasceu e cresceu na Carolina do Sul, EUA. Quando era criança, fazia sapateado e adorava salamandras e cães. É o amor pelos animais que a leva a gostar de incluir estes companheiros de quatro patas nas suas histórias. Também costuma escreve​​r sobre as memórias de infância, sendo muitos detalhes dos seus livros inspirados nelas.
​ Repletos de personagens peculiares e cativantes, os seus livros têm sido alvo de excelentes críticas e distinguidos com mais de uma centena de prémios, entre os quais os prestigiados Junior Library Guild Selection, American Booksellers Association Best 

Book of The Year, Parents’ Choice Gold Award e Kirkus Best Books of the Year.

O que me despertou o interesse?
Este livro mereceu a minha atenção pelos seguintes motivos:
  1. A capa lindíssima e ternurenta;
  2. Haver um cão na estória;
  3. Os prémios do livro.
Vamos lá ver até que ponto me deixo arrebatar por esta narrativa! E vocês, ficaram curiosos?

sábado, 11 de março de 2017

Opinião | "Doze semanas para mudar um vida" de Augusto Cury

Doze Semanas para Mudar Uma Vida
Classificação: 3 Estrelas

Podemos encaixar este livro na categoria dos livros de auto-ajuda. Foi a minha experiência com os livros do género e, apesar de não ter adorado, foi um livro que me fez pensar, olhar para dentro de mim e identificar aspetos que me andam a atormentar. Apesar de o livro tentar fazer com que olhamos o nosso pensamento passe a ser mais positivo, para mim tem sido um pouco complicado fazer valer as palavras do autor. 

Sei que muitas pessoas olham um pouco de lado para os livros de auto-ajuda. Por um lado, eu entendo as desconfianças e as reticências, por outro acho que é a forma como nos comprometemos a ler estes livros que fazem a diferença.

A minha experiência com este livro baseou-se muito num olhar crítico e reflexivo. Li as passagens e procurava enquadrar aquilo nos meus conhecimentos e depois procurava fazer uma ponte com aquilo que eu sou, que sinto e da minha forma de olhar para mundo. 
Considero que devemos "demonstrar" as palavras do autor e procurar retirar aspetos mais gerais com os quais nos possamos identificar. Depois pensar se é algo que queremos mudar, manter ou modificar. 

Por fim, fiquei com o bichinho da curiosidade em descobrir mais sobre este tipo de livros. E já tenho em mente um próximo (sugestão de uma amiga). 

quinta-feira, 9 de março de 2017

Palavras Memoráveis


Um bom livro é o precioso sangue vital de um espírito mestre, embalsamado e entesourado de propósito para uma vida para lá da vida, e como tal deverá seguramente ser um bem de primeira necessidade. 
Penelope Fitzgerald, A livraria

quarta-feira, 8 de março de 2017

Top 5 Wednesday | Livros de Fantasia

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Esta semana decidi estrear um novo Top aqui no blog. 
Este top é da responsabilidade de um grupo no goodreads. Eu já conhecia, mas ia sempre adiando a publicação aqui no blog. E agora como o Top Ten Tuesday entrou numa pausa e não tem publicado temas, é uma boa altura para iniciar este. 

Esta semana o tópico é sobre os nossos livros de fantasia favoritos.
Este é um verdadeiro desafio para mim porque leio muito poucos livros dentro deste género (sim, não é um género que me fascine). 

Fica aqui o meu top 5.

O Filho das Sombras (Trilogia de Sevenwaters, #2)Estarás aí?O Ladrão de SombrasA Filha da Floresta  (Trilogia de Sevenwaters, #1)O Quarto Mágico

O primeiro O filho das sombras é um dos meus livros preferidos de sempre. Juliet Marillier é das poucas autoras de fantasia que me conquistou verdadeiramente. Estarás aí? de Guillaume Musso e O ladrão de sombras de Marc Levy não são aqueles livros puros de fantasia, porém tem lá elementos que me fazem encaixá-los neste género. Curiosamente são dois autores franceses e que eu posso dizer que adoro. Nunca me canso de os ler. Segue-se A filha da floresta, o primeiro livro de fantasia que me fez ler de forma compulsiva, porém dadas algumas particularidades não me conquistou tanto como o segundo volume da série (que ocupa o primeiro volume desta série). Termino com outro livro que não é um livro puro de fantasia, O quarto mágico, mas que me ofereceu uma leitura bem ligeira e prazerosa.