segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Por detrás da tela | "O Principezinho" (2015)


Classificação: 7 Estrelas

Andava com imensa curiosidade para ver este filme, ou não fosse O Principezinho um dos livros mais tocantes que eu já li (e um dos livros que quero reler agora, mais adulta, visto que apenas o li em criança). 

Este filme, para além da história do Principezinho passa uma mensagem muito especial acerca da infância. É um filme que apela à necessidade das crianças brincarem, imaginarem, de exportar a sua fantasia para as brincadeiras enquanto experimentam outros papéis. 

Tudo no filme é bonito e aborda questões muito importantes acerca da relação adulto-criança, das expetativas dos adultos em relação às conquistas das crianças e do quão é importante oferecermos uma liberdade (apesar de controlada) às crianças. Todos estes aspetos vão surgindo com base numa história e na importância que ela tem no desenvolvimento da criança, na sua imaginação e na sua forma de ver o mundo. 

Aqui está um filme muito bom para ser visto em família. Assim, adultos e crianças poderão deixar-se invadir pelo imaginário ao mesmo tempo que podem pensar acerca das suas vidas e da forma como as suas relações se estão a construir e desenvolver. Acima de tudo, é um filme que vai estimular a imaginação de quem assiste e deixar aquela vontade única de nos perdermos no imaginário de uma bonita história.

sábado, 16 de setembro de 2017

Opinião | "Amor de perdição" de Camilo Castelo Branco

Amor de Perdição
Classificação: 3 Estrelas

No meu percurso literário, os clássicos, em particular os de autores portugueses, constituem uma enorme lacuna. Li os livros de leitura obrigatória na escola e depois poucas foram as minhas leituras dedicadas aos clássicos. É um aspeto que tenho de mudar, daí ter pegado no livro Amor de perdição.

Este livro de Camilo Castelo Branco é um livro com uma história trágica e com personagens marcantes. Para além da tragédia a crítica social e a ironia estão também presentes, sempre que o escritor faz referência às freiras e ao modo de vida dos conventos.

Simão e Teresa são o casal apaixonado, o Romeu e a Julieta portugueses, que se veem a braços com um amor impossível de concretizar. Gostei deste casal envolto em toda aquela intensidade de sentimentos, porém senti falta de algo que os materializa-se aos meus olhos como um casal unido por um laço especial. O engraçado é que senti um laço muito maior entre Simão e Mariana. Senti algo especial entre estes dois, e ainda pensei que os ventos iam soprar a favor deles.

Foi uma estreia bastante positiva com o autor. É um clássico da língua portuguesa que possuiu uma tipologia de escrita e de construção da narrativa que facilita a leitura e a torna agradável. Não é aborrecida, pois os acontecimento sucedessem de forma dinâmica e manteve-me interessada em tudo aquilo que se ia passando com as personagens.

Penso que, para quem sente algum relutância em se aventurar por clássicos portugueses, este poderá ser uma boa aposta. Dadas as suas características, é um livro que consegue captar a atenção e manter o leitor interessado na leitura.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Já cá chegou a casa mais um livro enviado pela Denise. 

Desta vez recebi o livro Uma boa mulher de Jill Alexander Essbaum. 


Não sei nada acerca deste livro, nem fui procurar. Quero que seja uma "leitura em branco", sem expetativas, sem ideias pré-concebidas. Uma leitura ao primeiro olhar.
Para já, posso apenas dizer que a capa é lindíssima. 
Não se esqueçam de passar pelo blog da Denise para conhecer os motivos que estão por detrás deste envio.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Palavras Memoráveis


De olhos fechados tudo é mais fácil. Tudo se esconde. Tudo pode deixar de existir, mesmo continuando lá. 
Carla Ramalho, Pelas ruas de uma cidade sem nome

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Iniciativa especial | Desafio para vocês

O aniversário do blog aproxima-se. Dia 22 de setembro, este meu cantinho aqui faz seis anos (nunca pensei que fosse durar tanto tempo). 
Andava aqui a magicar umas coisas para assinalar a data e tornar a semana de aniversário especial. Uma delas seria fazer entrevistas aos(às) dinamizadores(as) de alguns blogs. Porém, dada a falta de tempo para fazer algo mais intimista e com receio de não dar atenção a todos os blogs que a merecem criei uma entrevista aberta. Assim, qualquer pessoa que me siga e que tenham um blog, poderá participar na iniciativa.
Cada um será livre de responder e, a partir de dia 20, começo a publicar as respostas de quem respondeu.
O formulário com as perguntas estará disponível até dia 22 de setembro.

Conto com a vossa participação. :) 

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Por detrás da tela | "Um sonho possível" (2009)

Classificação: 10/10 Estrelas

Há uns tempos atrás tinha este filme debaixo de olho para ver. Entretanto o tempo foi passando e o meu interesse foi diminuindo. Por mero acaso, apanhei-o na televisão e decidi resgatar o meu interesse e ver. Ainda bem que o fiz. Um sonho possível é um filme com uma mensagem extremamente forte e com interpretações excelentes.

Este filme narra a história verídica de Michael Oher, um jogador de futebol americano que sofreu, mas que teve a sorte de se cruzar com as pessoas certas. Assim, num dia frio, Michael cruza-se com uma família de coração bondoso e com boas possibilidades económicas. E, assim, de uma forma totalmente de coração aberto, acolhem o Michael integrando de forma integral na família.

O argumento é maravilhoso. Sente-se o cuidado que tiverem com a escrita dos diálogos o que permitiu que as personagens brilhassem nas suas interpretações. Sandra Bullock desempenhou um papel brilhante e foi merecido o Oscar que ganhou devido a esta interpretação. 

Toda a narrativa do filme é inspiradora e motivacional. Ao mesmo tempo que lutamos com o Michael admiramos toda a persistência e dedicação de todos os elementos da família que escolheu acolhê-lo. E no fim pensamos, se ele conseguiu ultrapassar tudo e ser um caso de sucesso, qualquer pessoa, que recebe "as ferramentas" certas também conseguirá. 

Adorei o filme e salta automaticamente para a minha lista de filmes preferidos. Emocionei-me imenso, tocou-me e inspirou-me. 

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Palavras Memoráveis


A arquiduquesa Sofia parou na soleira da porta enquanto as duas mulheres estabeleciam contacto visual. Nenhuma das duas se mexeu e Sissi pensou naquele momento: É realmente notável o que pode ser dito entre duas mulheres sem que seja proferida uma palavra. 
Allison Pataki, Sissi: coragem até ao fim

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Opinião | "Desaparecidos" de Caroline Eriksson

Desaparecidos
Classificação: 2 Estrelas

Nota: Esta opinião contém spoilers. (Desculpa, mas só assim consigo justificar a minha relação menos positiva com o livro).

Desaparecidos foi a minha estreia com a autora Caroline Eriksson. Quando vi o livro, e tendo em conta a bom experiência da Denise, estava à espera de me sentir muito mais envolvida na narrativa. 

Se me pedissem para descrever o livro numa palavra, eu escolheria confusão. Devem estar a pensar, mais isso é bom para um livro do género. Bem... seria se esta confusão tivesse lógica. Tem alguma! No final, consigo alinhar alguns dos momentos e perceber algumas situações, porém acho que a forma como a autora conduziu tudo e o fim que lhe deu simplesmente não funcionam para mim.
Na minha opinião, ela tentou pegar em algum comum, desaparecimentos, e procurou dar-lhe uma roupagem diferente daquela que vai povoando livros dos género. É preciso ter cuidado quando alinhamos neste tipo de estratégias. É preciso criar algo com coerência e que faça sentido. ALERTA SPOILER - Como é que a filha de um homem reage tão bem a uma mulher que não conhece e que para além disso é amante do pai???  Como é que uma criança de oito anos pode empurrar um adulto de uma janela, um lugar que é mais alto do que ela??? Apesar de este último ter uma resolução mais ajustada, não faz sentido a ideia que ela criou! - FIM SPOILER

Outro aspeto menos positivo foi uma narrativa paralela que ali juntaram. Simplesmente pegaram em adolescentes e colocaram-nos na ilha só porque até poderia funcionar e criar aqui uma relação complicada para fazer a Greta pensar. Infelizmente chegamos à Greta... Um dos comentários numa das abas do livro é que ela é uma personagem muito bem construída. Andei o livro todo à procura desses sinais. A autora, na minha perspetiva, não a conseguiu tornar perturbada o suficiente e isso deixou-a a meio caminho da boa construção. Há coisas nela que, simplesmente, não encaixam. Falta-lhe uma dimensão psicológica muito mais negra e que deveria ser adensada pela carga negativa que ela viveu na infância.

Alex é homem que merecia que o seu lado negro e sombrio emergisse mais nesta narrativa. Ficou de forma muito superficial. 
Este livro iria funcionar se fosse narrado a mais vozes e de forma mais clara, objetiva e com mais acontecimentos interessantes. 
Penso que alternar capítulos entre Greta, a mãe de Greta, o Alex, a Smilla e a esposa de Alex traria uma maior dimensão ao livro e permitir-nos-ia conhecer mais das personagens, das situações. Para ficar melhor alteraria alguns aspetos da narrativa. É um livro que precisa de uma reestruturação no que acontece e na forma como acontece.

E é agora que a Denise me mata, esfola e prepara as coisas para escrever um policial sombrio e mórbido, onde eu sou o cadáver perfeito. Mas antes que ela deixe a sua raiva tomar conta das suas ações, deixo-lhe o título: "A rapariga que tornava os crimes imperfeitos".  

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Para este livro, a Denise elaborou um desafio repartido em diferentes partes. Eu vou dar aqui um cunho pessoa e vou adaptar a um diário de leitura.

Assim ao longo do livro, a minha "parceira" no crime das leituras foi colando post-its indicativos de como responder ao desafio.

Atenção!! A resposta a este desafio contém spoilers.

1º Post-it - 22 de Agosto de 2017
Este vinha na capa e dizia o seguinte:

A Denise sabe como eu me "auto spoiler" de uma forma maluca. Tenho tentado controlar-me e não ir ler páginas mais à frente, mas às vezes é mais forte do que eu.
Mas se a minha parceira pede, é para cumprir...
Vamos procurar mais post-its?

2º Post-it - 22 de Agosto de 2017

Este post-it estava logo no início e apraz-me escrever que este desafio promete... Teorias da conspiração e novelas mexicanas são coisas que abundam na minha cabeça.
Vamos lá "mergulhar" neste livro.

3º Post-it - 25 de Agosto de 2017

Não está a ser uma leitura muito clara. Até aqui, tudo está demasiado confuso e não dá para pensar de forma muito clara em relação a tudo o que poderá ter acontecido.
A Greta deve ter algum tipo de problema. Acho-a infantil e pouco ativa. Penso que o pai lhe possa ter feito alguma coisa enquanto criança. Agora não sei se ele simplesmente desapareceu ou se suicidou. 
Relativamento ao desaparecimento de Alex e de Smilla há ali qualquer coisa que não me está a tornar as coisas credíveis aos meus olhos. Tenho alturas em que penso que estou num sonho da Greta e que, afinal, ela é uma criança ou adolescente que, no seu sonho é adulta. 
Há coisas que eu quero mesmo clarificar: 1) Qual a verdadeira índole de Alex? e 2) Qual a relação exata de Alex com a filha.
Parece-me que Greta não conheceu verdadeiramente Alex. O que é que falhará nesta relação.
A forma como, no primeiro capítulo, Greta descreve a relação de Alex com a filha deixou-me um pouco reticente. Se por lado sei que as meninas criam uma relação especial com os pais, há ali qualquer coisa estranha. E depois, como é que Greta, numas férias em família se deixa ficar para trás num passeio?? Não me faz muito sentido. Assim como o episódio dos adolescente que aparecem por ali e têm uns atritos com a Greta me aprece algo forçado. 
Vamos ver o que encontro até ao próximo post-it.

4º Post-it - 28 de Agosto de 2017

Não, ainda não desvendei mistério nenhum. Continuo muito confusa e cheia de interrogações.
Não está a ser uma leitura fácil. É-me difícil encontrar o suspense e a adrenalina que a Denise apontou para este livro. Talvez eu esteja a racionalizar demasiado as coisas. Apesar de todo o nevoeiro que este livro adensa nas minhas ideias, é um livro que me está a fazer pensar. E em que é que eu penso?
  • Na desorganização mental de Greta! Uma personagem que é como as cebolas: cheias de camadas. Mas são camadas tão esquisitas que não as consigo "descascar" de forma a conhecê-la como devia. Numa das abas do livro aparece um frase a elogiar a forma como esta personagem está muito bem construída... Ainda estou a tentar perceber em que se basearam para afirmar isto. 
  • Alex revelou-se um valente tarado. Deve ter andado a ler As 50 sombras de Grey, mas esqueceu-se que até o Grey tem alguns princípios e respeito pelas mulheres. Ainda me pergunto o que lhe passou pela cabeça para levar a filha ao encontro com a amante. 
  • E depois vem este encontro com a amante que me deixa a revirar os olhos. Como é que se transparece proximidade entre a amante e a miúda logo no primeiro encontro? Como é que esta miúda não estranha a presença de outra mulher na vida do pai? - bem... ela pode já estar habituada a este tipo de comportamentos. 
  • Sendo assim, como é que eu explico este desaparecimento? Apareceu a esposa de Alex e, das duas umas, ou apertou-lhe a garganta e obrigou-os a ir com ela, ou simplesmente eles foram ter com ela e agora andam a divertir-se com os fantasmas que Greta contrata para ela própria.
  • E voltamos à Greta e aos seus fantasmas... Como é que uma miúda de 8 anos consegue empurrar o pai de uma janela? Este é daqueles mistérios que ainda preciso de resolver internamente.
  • E depois ainda temos aquele bando de adolescentes que continua a dar o ar de sua graça, apesar de ser indiretamente, e que eu acho que é apenas uma manobra de diversão. Ainda quero perceber o que é que eles têm para oferecer a este desaparecimento.
Já sei que a Denise quando ler isto vai revirar os olhos. Dizer que eu implico com tudo, que reparo em tudo o que é pormenor. O que fazer? Sou assim enquanto leitora. Não acho que seja necessariamente uma coisa má, sou apenas diferente.

5º Post-it - 31 de Agosto de 2017


Eu não consegui resolver o mistério. Porém, depois de ler o capítulo a seguir ao 4º Post-it comecei a desconfiar mais seriamente da sanidade de Alex. 
Eu fiquei um pouco mergulhada na confusão. Aliás, ler o livro foi como se eu própria tivesse caído ao lago que serve de cenário a esta narrativa. 
A sensação com que fiquei no fim foi que a autora quis dar um toque criativo ao livro, mas não o fez da melhor maneira. A forma como terminou foi desprovida daquela emoção que costuma acompanhar os livros deste género. 
Acho que muita desta minha insatisfação com o livro vem com a falta de garra das personagens. São tão "mornas", falta-lhes alma e realismo. 
A fórmula da autora não funcionou comigo. Eu sou muito racional e, na minha opinião, estes livros são marcados pela racionalidade, objetividade e ação. Assim, não é benéfico histórias paralelas que em nada acrescentam ao desenrolar dos acontecimentos, exceto mostrar que qualquer pessoa, de qualquer idade, pode ser vítima de submissão. Apesar de loucas, as coisas têm que ser credíveis, mesmo quando nos mostram uma coisa e depois a realidade é outra. Aqui refiro-me à relação entre Greta e Smilla.
Greta limita-se a andar em círculos e mais círculos no que toca ao desaparecimento de Alex e Smilla. Só serviu para termos acesso ao passado dela.

sábado, 2 de setembro de 2017

Reflexões | Um olhar sobre as leituras beta


Hoje dou início a uma nova rubrica aqui no blog que será dedicada a reflexões de temas variados (aceito sugestões - podem deixar em comentário). Serão textos relacionados com as minhas visões acerca de temas diversos que podem, ou não, estar relacionados com o mundo literário. 

Para o primeiro tema escolhi falar sobre um assunto que me diz muito: as leituras beta ou beta reading. 

Mas afinal o que é isto das leituras beta? 
Muitos escritores, antes de enviarem os manuscritos para as editoras, sentem necessidade de ouvir uma opinião de alguém. Normalmente procuram alguém que consiga encontrar incongruências, assuntos mal explorados, frases confusas... No fundo, procuram alguém que identifique aspetos que, durante o complexo processo de escrita, passam despercebidos.

O que é que eu faço enquanto leitora beta?
Há muitas maneiras de encarar este tipo de tarefa que nos pedem. Pessoalmente, eu sou exaustiva e minuciosa. Gosto de ver tudo quanto é pormenores. Para além disso, a minha formação académica torna-me mais acutilante em alguns temas. Isto reflete-se nos comentários que vão sendo feitos ao longo da leitura.
Gosto de fazer sugestões relativamente aos acontecimentos e desenvolvimento da narrativa, gosto de dar ideias de possíveis caminhos. Estou atenta a frases que me parecem confusas, às incongruências narrativas, personagens mal construídas. Tento ver tudo com o máximo pormenor possível. 
Só tendo este tipo de comportamento me faz sentido. Gosto de ser o mais honesta possível com os escritores que me procuram para fazer estas leituras. O meu papel é ajudar, logo ficar-me por comentários como "Não gostei", "Adorei", não vão ajudar nem servir o propósito do escritor. 

Dicas para quem quer experimentar fazer leituras beta
  1. Ser leitor assíduo - Não faz sentido partirem para leituras beta se não têm hábitos de leitura. Têm de ser pessoas que gostam de ler e que seja uma atividade regular na sua vida.
  2. Aceitar manuscritos de géneros que vos interessam - Se não gostam de ler romances não me parece que sejam uma grande ajuda se tiverem de ler esse tipo de livros. Facilmente se vão aborrecer e achar que está tudo mau. No meu caso, fantasia, distopias são o meu martírio. Já o fiz, mas senti que não fui tão bem sucedida como se se fosse em géneros que aprecio e me fazem pensar.
  3. Estar atentos aos pormenores - Neste tipo de leituras é importante estar atento a tudo o que seja mínimo. Pequenos detalhes fazem a diferença. 
  4. Digam tudo o que vos vai na alma - Escrevam tudo aquilo que o livro vos fez sentir. Se gostaram ou não gostaram, o que mudariam... Mesmo que os autores não concordem com aquilo que comentem, não deixem passar isso em branco. Vocês escrevem o que acham, depois cabe ao autor escolher o que acha mais adequado de acordo com a sua intenção. 
  5. Olhar para as personagens como se elas existissem - Eu gosto de materializar as personagens. Gosto de as tornar reais, de as analisar e esmiuçar e, assim ajudar o escritor à dar-lhes alguma dimensão, a torná-las apelativas aos olhos do leitor.
  6. Escrever um comentário final -  No final de cada leitura eu gosto de escrever um documento onde abordo tudo aquilo que senti com a leitura. Aqui também costumo fazer algumas sugestões de melhoria (por exemplo: indicar alguns acontecimentos que poderiam tornar o livro mais interessante), indicar mudanças mais detalhadas nas personagens... No fundo, devolvo ao escritor as minhas impressões. 
Já perdi a conta aos manuscritos que me passaram pelas mãos. Gostei imenso de todas as experiências que tive. Fico genuinamente feliz por ver as histórias que me passam pelas mãos voar e materializarem-se na publicação de um livro. Sinto-me muito grata pelos contactos que fiz com os mais variados escritores e as experiências positivas superam em grande escala as experiências negativas.

Apesar de gostar muito desta atividade vou entrar num período de "descanso". Andava a ameaçar-me a mim mesma que tinha de para um bocado. Para mim, este tipo de trabalho é uma aventura frenética. Quase que fico com comichão nos dedos para começar a "atacar" os manuscritos. Vivo aquilo de uma forma demasiado intensa e, nesta fase da minha vida, tenho de canalizar estas minhas energias para outro lado. Neste sentido, e pelo menos no próximo ano e meio, vou parar de fazer leituras beta. Poderei contribuir com pequenas coisas, mas não vou abraçar grandes manuscritos. 
Foi uma decisão muito ponderada e pensada. Daqui a um ano e meio logo penso se termino a "licença sabática" ou se me "reformo" desta atividade. 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Agosto | Quem chegou?

Agosto foi um mês bastante ativo no que toca a livros que cá chegaram.
Aqui ficam eles.

Emprestados
Sinto a Tua Falta Desaparecidos O Intestino Também Sente

O primeiro foi-me emprestado pela minha cunhada e os dois seguintes foi a minha amiga Denise. O Desaparecidos chegou no âmbito do projeto Empréstimo surpresa e O intestino também sente foi um empréstimo livre. Obrigada!

Editora

Agradeço à editora Castor de Papel a oportunidade de conhecer uma nova autora e ler uma história que, apesar de pequena está bem construída. 

Compras
És o Meu Destino (Belle #3)
Este mês perdi um pouco a cabeça e decidi dar continuidade à aquisição de livros para a minha coleção de livros da Lesley Pearse. Como li há pouco A promessa e quero, o quanto antes dar continuidade à série, aproveitei e comprei este livro usado e que me custou 11€ já com portes.

Biblioteca
Amor de Perdição  Morte Súbita

As idas à biblioteca são sempre tentadoras. Desta vez decidi apostar num clássico português que está na minha lista de leituras de verão e será para cumprir uma categoria do Bingo em que estou a participar.
Morte súbita é uma forma de ler algo de uma autora muito conhecida e que fez as delícias de muitos jovens com a saga Harry Potter. Comecei a série por culpa da Denise, mas acho que sou demasiado velha para conseguir deixar-me encantar por aquele mundo. Porém quero dar uma oportunidade à autora. Vamos ver como corre.

Passatempo
A Rainha Perfeitíssima

Este mês ainda tive a sorte de ganhar um passatempo e foi este o que me calhou em sorte. Estou muito curiosa para lê-lo.

Trocas
O Vendedor de Sonhos - O Chamamento  Meu Amo e Senhor  Lavrar o Mar - Um Novo Olhar Sobre o Relacionamento Entre Pais e Filhos

Estes foram os que chegaram cá a casa através de trocas. Estou muito curiosa em relação ao livro do Daniel Sampaio. 
Numa das trocas que realizei a senhora foi tão simpática que ainda me enviou um livrinho extra que foi este:
Resultado de imagem para temporal de Keith Heller

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


Aproveitando para rentabilizar as nossas leituras numa altura em que as coisas andam mais calmas, já enviei um novo livro à Denise. Desta vez escolhi:

Corações na escuridão
Laura Kaye


Escolhi este livro porque permite uma leitura rápida e intensa. Para além disso é um livro pequeno, de leitura fácil, o que permite continuar a rentabilizar o tempo que temos disponível.
Espero que a Denise goste da leitura e fique com vontade de ler mais livros desta autora.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Por detrás da tela | "Diana" (2013)

Classificação: 7/10 Estrelas

Diana é um filme inspirado nos últimos dois anos de vida da Princesa do Povo. Lembro-me perfeitamente do dia em que anunciaram a sua morte, lembro-me do estado de choque das pessoas a comentarem a notícia e a verem as imagens na televisão. 
Dessa altura ficou o fascínio por uma mulher que abraçava causas humanitárias, que mostrava um ar reservado e que guardava um sofrimento algures dentro dela. Penso que, ao logo dos anos ela se foi tornando como uma espécie de lenda e sendo algo da admiração de muitas pessoas.

Cresci com esta lenda e, apesar de me lembrar muito pouco dela quando estava viva, aquilo que fui sabendo dela me deixava um rasto de admiração. Quando vi que este filme ia passar na televisão sabia que o tinha de ver. 

Eu gostei muito do filme, mesmo não tendo a certeza de que tudo aquilo foi real. 
Uma das coisas que menos gostei no filme foi a interpretação de Diana. Pareceu-me uma versão um pouco plastificada da imagem mental que tenho desta mulher. Porém, se me desligar das minha ideia acerca daquilo que era a Princesa Diana, consigo gostar da forma como ela esteve no filme. 
A ser verdade aquilo que o filme retrata, é muito triste perceber que a Princesa "semeou" um pouco desta obsessão dos paparazzi. Este é daqueles aspetos que espero que não seja real, espero que ela nunca tenha pedido a alguém para a fotografar para causar alguma espécie de ciúmes àquele que lhe roubou um coração que havia saído despedaçado de um casamento.

Eu gostei muito de ver este filme sobre esta Princesa que ainda hoje faz com que muita tinta seja gasta para falar dela. Por vezes, dou por mim a pensar como seria a relação dela com os filhos e com os netos se ainda estivesse viva. Como seria, para ela, ver o filho casar... É estranho pensar que uma pessoa tão carismática, com tanto amor para dar, que poderia marcar muito mais conquistas a nível social partiu deste mundo demasiado cedo.
Onde quer que ela esteja, que tente projetar a sua bondade para Terra e ajudar a modificar algumas coisas que ainda precisam sofrer muitas mudanças para que a sociedade seja justa para todos.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Opinião | "Corações na Escuridão" de Laura Kaye (Hearts in Darkness, #1)


Classificação: 3 Estrelas

Corações na escuridão é a minha estreia com a autora Laura Kaye. Fiquei curiosa com este livro quando li a sinopse e estava na expectativa de como é que autora conseguiria dar corpo a uma história em tão poucas palavras.

Quando folheio o livro, gentilmente cedido pela editora, pude constatar o enorme cuidado com a edição. Os pequenos pormenores nos inícios de capítulo valorizam imenso a estética do livro e tornam-o muito apelativo ao olhar. A capa tem uma penumbra de mistério que me acicatou a curiosidade.

Agora que terminei de ler posso afirmar que a autora fez um excelente trabalho em condensar em tão poucas páginas uma história tão bem estruturada. Apesar de tudo decorrer de forma muito rápida entre Makenna e Caden, aquilo que passou para mim foi de algo natural, ou seja, em poucas palavras e em tão pouco tempo juntos, este casal e aquilo que passaram a sentir fez sentido (logo que que tenho sérias dificuldades em acreditar em amores à primeira vista).
O que me deixou frustrada foi o facto de querer conhecer mais destes dois e num abrir e fechar de olhos já estava a ler a última página. Penso que poderíamos ter acesso a mais das personagens, a mergulhar mais na sua escuridão e nos seus ângulos de luz, porém isso não impede que tenha gostado daquilo que li.

Estando numa época de verão, acho que este livro é um leitura ideal para noites de insónias, para quebrar o tédio enquanto se está na praia... E, para os mais arrojados, para uma leitura a dois que se possa estender ao longo da noite. 
Lê-se muito rápido e, no fim, fiquei foi a "salivar" por mais. Fiquei muito, muito curiosa para ver como é que a relação destes dois vai evoluir. 

Gostaria de saber se as pessoas que lerem este livro partilham da minha visão. Também acharam que a autora conseguiu fazer um bom trabalho em tão poucas páginas?

Leitura com o apoio de:

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Opinião | "A promessa" de Lesley Pearse (Belle #2)

A Promessa (Belle #2)
Classificação: 5 Estrelas

Pegar num livro de Lesley Pearse para ler é como voltar a um lugar onde fomos felizes. Apesar de tantas agruras pelas quais as personagens de Lesley passam, sinto-me tão feliz a ler livros dela. As suas histórias enchem-me o coração de esperança e, no fim, deixam aquela sensação de vazio tão grande que só me apetece voltar ao início do livro.

A promessa é a continuação da história apaixonante de Belle do livro Sonhos proibidos. Adorei reencontrar todas as personagens, assim como conhecer outras tantas que deram uma tonalidade especial ao livro e a tudo o que foi acontecendo.
Com base numa escrita simples, fluída e cativante, Lesley Pearse leva-nos por locais e experiências tão diversas através de Belle, da Mog, do Jimmy e do Ettiene.
Toda a narrativa foi construída de forma muito inteligente recorrendo ao cenário histórico da Primeira Guerra Mundial.
Na minha opinião a autora soube explorar muito bem os acontecimentos da guerra e as consequência em termos de saúde mental que um acontecimento desta intensidade pode ter nas pessoas.

Consigo compreender Belle em todos os momentos do livro, mas nem sempre concordo com as suas opções. A essência dela ficou muito marcada por tudo aquilo que lhe aconteceu. Tornou-se num espírito livre, aventureiro e que, muitas vezes se sente como um pássaro selvagem colocado numa gaiola. Por tudo isto, percebo que ela precisava de caminhar pela vida com outro ser que fosse constituído pela mesma essência. 

Penso que Jimmy e Ettiene foram as personagens que sofreram mais transformações quer do livro anterior para este, quer ao longo deste mesmo livro. E foi neste livro que o lado bom de Ettiene se elevou para além do seu lado mau e sombrio. Continuo a achá-lo interessante e de quem gostaria de ter visto mais no livro. Porém, tendo em conta tudo o que foi acontecendo, faz sentido tudo aquilo que a autora nos ofereceu dele.

Uma personagem que apareceu neste livro foi Miranda. Uma amiga verdadeira que Belle conquistou para a sua vida. Escrevo sobre ela pois foi a personagem que me fez chorar em diferentes momentos do livro. 
A sua essência não era tão livre como a de Belle, mas guardava dentro dela um coração especial com vontade aventura. Uma mulher com garra que apenas queria descobrir o amor e ser feliz. Foi uma personagem muito intensa e que me ficará guardada no coração por todas as atitudes, comportamentos e relações que construiu. Eu gostaria de ser amiga da Miranda. 

Como já vem sendo hábito, adorei ler Lesley Pearse. É, sem dúvida, uma das minhas autoras favoritas. Os livros dela deixam-se sempre muito saudosista. Vivo tão intensamente a vida das suas personagens, que no fim tenho alguma dificuldade em separar-me delas. 
Estou muito, muito ansiosa por ler a continuação. Espero fazê-lo em breve. 

domingo, 27 de agosto de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Eu e a Denise estamos a aproveitar o mês de Agosto para rentabilizar as nossas leituras, por isso estes dias acabei de receber um novo livro.

Desta vez, o que é que ela escolheu para mim? Foi este:


Desaparecidos
Caroline Eriksson

Fiquei muito curiosa com este livro. E essa curiosidade agravou-se porque nem consegui folhear o livro devido às imposições do desafio que a Denise preparou para mim.
Será uma estreia com a autora e espero gostar :). 
Não se esqueçam de passar pelo blog Quando se abre um livro para conhecer o que motivou a Denise a enviar-me este livro. 

sábado, 26 de agosto de 2017

TAG | Títulos de livros

Vi esta Tag em vários blogs e canais. Achei muita piada ao facto de podermos relacionar títulos de livros com aspetos mais pessoais. 
O engraçado é deixa os leitores a pensar sobre o que estará para além dos títulos. 
Ficam aqui as minhas respostas. Espero que gostem. 

1. História da tua vida
Sim, sempre fui demasiado "certinha".

2. Fim de semana perfeito
Uma ilha, pouca gente, sem confusão, mar...
Sozinhos na Ilha

3. Uma aventura na qual gostasses de embarcar
Regresso a Mandalay

4. Nome a dar a um filho(a)
Oriana, um nome pouco comum e com uma sonoridade muito bonita.
A Fada Oriana

5. A tua profissão ideal
Se tivesse mais jeito e desse para fazer vida disto, gostava de ser uma contadora de histórias...
A Contadora de Histórias


6. A tua vida amorosa
Em Parte Incerta


7. Questões que fazes a ti própria
32996575


8. Um reino que queres governar
O Herdeiro de Sevenwaters (Sevenwaters, #4)

9. Uma banda tua
Soberba Escuridão (Trilogia Soberba #1)

10. O teu actual estado de espírito
Frágil

11. Cor preferida
O Vestido Cor de Pêssego

12 - Descreve a tua "bloguer bestie"
A Amiga

13. Opinião de 2017 até agora
E Tudo o Vento Levou, Vol. 1


14. Onde queres viajar?
A Bibliotecária de Auschwitz

15. Estado civil
Um Caso Perdido (Hopeless, #1)

16. Planos de Verão
Como Preparar um Mestrado ou Doutoramento

17. Objectivos para 2017
A Chama ao Vento