sexta-feira, 31 de março de 2017

Desafio | Viajar no mundo com os livros


Este foi um desafio que já vi em muitos blogs e, sempre que o via, pensava Tenho de fazer este desafio
Através dos livros conseguimos viajar sem sair do lugar. Os autores conseguem trazer-nos muita coisa sobre as suas culturas. 

Estava a pensar seguir a listagem de países membros da ONU. Ao olhar para a lista, achei que seria complicado preencher todos os países, por isso, vou deixar isto um pouco mais livre e ver quantos países diferentes consigo visitar durante um ano. 
Esta visita é através dos autores, ou seja, pretendo ler livros de autores com diferentes nacionalidades.
Vou começar este desafio a 1 de abril de 2017 e terminar a 1 de abril de 2018. 
Vamos ver qual será o meu balanço daqui a um ano. 

quinta-feira, 30 de março de 2017

Palavras Memoráveis


Sê forte.
Sê diligente.
Sê conscienciosa. Nunca há nada a ganhar quando se escolhe o caminho mais fácil. (A não ser, é claro, que o caminho inicial seja fácil. Às vezes acontece. Se esse for o caso, não forjes um novo, mais difícil. Só os mártires vão à procura de problemas).

Julia Quinn, Para sir Phillipe com amor

Opinião | "Apenas um desejo" de Barbara O'Connor

Apenas um Desejo
Classificação: 5 estrelas

Apenas um desejo foi dos livros mais ternurentos que já li. É tão fácil sentir carinho pela Charlie, pela Bertha, pelo Gus e por toda a família de Howard. 
Embarcamos nos sonhos da Charlie é um privilégio para o leitor. Charlie é genuína, cheia de garra e com uma perceção sobre si própria que muitos adultos não têm. É uma crianças que apenas precisa de amor, que precisa de sentir que pertence a alguém. É de apertar o coração ler acerca de uma menina que sentia que não pertencia a ninguém. E, pior ainda, é ver que ela sabia que isso não era algo muito comum na vida das crianças. 

Charlie, uma criança feita de sonhos, que acredita nas estrelas cadentes capazes de tornar os desejos em realidade, vê-se obrigada a lidar com algo muito duro na vida de uma criança. Porém, a resiliência dela suplanta qualquer expetativa da parte do leitor. Ela seguiu o seu próprio caminho, deixou-se absorver pela sua genuinidade e pela sensibilidade que ela foi alimentado dentro dela. Toda esta mistura de cores que habitam dentro dela tornam-na especial e muito realista. Eu consegui ver aquela criança, como se ela estivesse ao meu lado. E depois temos a forma como ela lida com o Osso da Sorte e com o Howard. Aí conseguimos ver que ela é cheia de amor para partilhar, só precisa de alguém a quem o oferecer. Como é muito genuína e verdadeira acaba por magoar os outros, porém a compreensão que eles têm para com ela é extremamente importante. 

Bertha e Gus são uma casal excecional. O amor, a partilha, a compreensão, os bons sentimentos habitam dentro deles com uma força desconhecida. Eles exercem uma verdadeira parentalidade positiva com a Charlie. São pais no coração, apesar de a natureza não lhe permitir extrapolar esse amor parental que habita dentro e entre eles. 

Não podia deixar de falar no Howard... Que miúdo consciente e de bem consigo próprio. Identifica os seus defeitos e sabe lidar com eles de uma forma muito natural. Fiquei deliciada com a sua dedicação a Charlie. Gostava que houvessem mais miúdos assim. Fáceis de encontrar e que iluminam qualquer vida. 

Pessoalmente, não consigo dizer o que é mais me tocou o coração. Quando olho para o livro sei que será por muito tempo que vou recordar a natureza esperançosa e corajosa da Charlie, o amor e encanto que Bertha e Gus partilham entre eles e com o mundo que decidem abraçar e a doçura e assertividade de Howard a lidar com o mundo que nem sempre é simpático com ele. 

Do meu ponto de vista é um livro excelente para ser lido em conjunto com crianças. Através dele podemos chegar à reflexão de temas extremamente importantes para o desenvolvimento infantil. Questões como o bullying, a família, a agressividade, a importância de acreditar e mantermos a esperança são temas que habitam estas páginas e que podem ajudar outras crianças. Sem dúvida, um livro merecedor da nossa atenção.

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Opinião | "A Coroa de Inverno" de Elizabeth Chadwick (Leonor de Aquitânia # 2)

A Coroa do Inverno (Leonor de Aquitânia, #2)
Classificação: 4 Estrelas

A Coroa de Inverno é o segundo volume de um série histórica dedicada a Leonor de Aquitânia. No primeiro volume assistimos ao primeiros passos de Leonor no mundo dos reinados e das políticas que se vão estabelecendo. Agora, neste segundo volume somos convidados a entrar numa nova fase de vida desta rainha e dos novos desafios com que se depara. 

Aquilo que destaco desde logo neste livro é o excelente trabalho da editora com a edição. A capa consegue superar a anterior em beleza. É pessoal o gosto por cores mais frias, o que penso que dá uma tonalidade especial à capa e acabam por ser um pouco uma metáfora daquilo que será a nova vida de Leonor.
Para além da capa, o bom detalhe histórico é perceptível nas descrições bem conseguidas que nos oferecem boas imagens mentais da realidade da época. 

Relativamente às personagens, estas são muito bem apresentadas, permitindo-me construir um conjunto de opiniões e sentimentos muito sólidos em relação às mesmas. Assim, e de um modo mais geral, posso dizer que fiquei extremamente desiludida com Henrique. Não espera que ele se tornasse no homem que vim a conhecer ao longo destas páginas e sofri com Leonor por ter que lidar com um homem que se deixava dominar pela sua sede de poder e pela sua testosterona. 
Isabel e o irmão bastado de Henrique são um casal que gostei de conhecer e comecei a torcer por eles muito antes de o seu enlace se tornar oficial. Também sofri por Isabel nos seus momentos mais negros. 

Em alguns momentos senti falta da Leonor do primeiro volume. Apesar de a sua fibra e tenacidade se manterem intactas, ela, por força das circunstâncias, teve de as adormecer. Viveu momentos muito complicados e isso fez com que ela brilhasse um bocadinho menos. Admiro a sua coragem, principalmente nos momentos finais do livro que me deixaram muito, muito curiosa para saber  que se segue. 

A narrativa, apesar da sua densidade factual, tem uma boa dinâmica. Prendeu-me à leitura e ficava sempre curiosa por ver o que aconteceria de seguida. 
O final é extremamente sugestivo abrindo a porta da curiosidade para os acontecimentos que precedem este volume. 

Opiniões anteriores:

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Palavras Memoráveis


Não sabes o que é sentires-te encurralado, sem saída, sem esperança. Esforçares-te tanto e nunca, nunca conseguir uma brecha.
Julia Quinn, Para sir Phillip com amor

terça-feira, 21 de março de 2017

Dia Mundial da Poesia

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Hoje é o dia Mundial da Poesia. 
Não sei qual é a vossa relação com este género literário, mas eu gosto bastante de ler poesia. Infelizmente já há muito tempo que não pego num livro deste género, mas é algo que quero mudar ao longo deste ano.

Para assinalar este dia, deixo-vos uma "espécie" de poema que eu escrevi.

Há molduras vazias
Espalhadas pela casa
Que guardam a vã esperança
De serem preenchidas
De momentos... De sonhos realizados

No interior de ti
Essa esperança vai morrendo
O silêncio e o vazio das molduras 
Fazem eco na tua cabeça
E tudo fica escuro dentro de ti

Mas tu queres ocupar essas molduras
Queres, que dentro de ti, 
A luz se acenda e brilhe da forma mais intensa
Queres que o silêncio
Seja, apenas, o doce murmúrio dos bons sentimentos

Então caminhas,
Rápido, devagar... rápido, devagar...
Porque no fundo de ti
Apesar do negro que pinta os teus pensamentos
O teu coração jamais deixou
Que a pequena chama do sonho e da esperança
Se apagasse
(Março de 2017)

Não nenhuma obra prima... É apenas uma forma de eu brincar com as palavras e uma forma de lidar com os muitos sentimentos, angustias, revoltas e sonhos que fazem eco dentro de mim.
Ansiosa pela vossa opinião. 

segunda-feira, 20 de março de 2017

Listas | Lista de livros a ler na Primavera


Hoje começa a primavera e cá estou eu para vos apresentar a minha lista de livros a ler durante esta estação.

Antes de vos mostrar os livros que pretendo ler, farei o balanço da minha lista de inverno e do estado das listas anteriores. 

Em relação à lista de inverno de 2016/2017 estou muito contente com o meu desempenho. Pela primeira vez desde que comecei a fazer listas que consegui terminar uma dentro do tempo estipulado. 

Podem ver a minha lista aqui.

Relativamente às listas das estações anteriores continuam todas na mesma situação. 

Para esta primavera quero perder-me por...

1. Para sempre não é muito tempo de Carolina Pascoal
2. Mors tua, vita mea: a tua morte, a minha vida de Vanessa Santos
3. Eleanor & Park - Rainbow Rowell 

Para Sempre não é muito tempoMors Tua, Vita Mea: A tua morte, a minha vidaEleanor & Park

4. Mil sóis resplandecentes de Khaled Hosseini
5. Perfeito para mim de Jill Shalvis
6. Apenas um desejo de Barbara O'Connor

Mil Sóis ResplandecentesPerfeito Para Mim (Cedar Ridge, #2)Apenas um Desejo

7. Soberba Ilusão de Andreia Ferreira
8. Regresso a Mandalay de Rosanna Ley
9. Casamento em Veneza de Elizabeth Adler
10.Uma noite de amor de Mary Balogh

Soberba Ilusão (Trilogia Soberba, #3)Regresso a MandalayCasamento em VenezaUma Noite de Amor (Bedwyn Prequels #1)

domingo, 19 de março de 2017

Resultado do Passatempo

O passatempo para ganhar o livro "Maria, vai-te deitar! e outros contos" terminou ontem.
Hoje já fiz o sorteio e a vencedora foi:

A inscrição número 15
que pertence à
Ana Isabel Machado 
de Santo Tirso


A vencedora terá 48 horas para responder ao e-mail que lhe foi enviado. Se não responder farei novo sorteio.

Desde já agradeço a todas as pessoas que participaram no passatempo.

sábado, 18 de março de 2017

Divulgação | "Para sempre não é muito tempo" de Carolina Pascoal




                                   Para Sempre não é muito tempo





Autora: Carolina Pascoal
Editora: Capital Books
Preço: 14.50€
Número de Páginas: 290 páginas






Sinopse
Gonçalo é um advogado de 46 anos que entra numa depressão sombria quando Leonor, o amor da sua vida, decide sair de casa sem hipótese de reconciliação e lhe pede o divórcio. Desesperado e cansado de travar uma luta contra a solidão, Gonçalo decide pôr termo à vida e numa madrugada conduz até à ponte de Santa Clara, em Coimbra, para se atirar às águas do rio Mondego. Mas é nesse momento que ouve a voz de Francisca, que lhe traz o poder das segundas oportunidades.
A consciência de que vamos sempre a tempo de ser felizes outra vez. Mas se o destino quis que a Francisca aparecesse naquele momento, continuará a querer que fique durante muito tempo?
Uma história de amor única, por não haver dois dias iguais, duas pessoas iguais, dois amores iguais. Traz-nos as dúvidas, os recuos, os desvios e as paragens dos corações apaixonados, enquanto nos mostra que para sempre não é muito tempo, quando para sempre é a única opção possível.


A autora
Ana Carolina Freitas Pascoal nasceu em 1992 na cidade da Figueira da Foz. Atualmente reside em Lisboa.
É licenciada em Psicologia Clínica, a maior das suas paixões, tendo concluído os seus estudos na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. O gosto pela escrita surgiu desde cedo. Quando frequentava o 3º ciclo do ensino básico, ganhou dois Concursos Literários promovidos pela escola EB 2/3 Dr. João de Barros, na categoria
de prosa. “Para sempre não é muito tempo” é o seu primeiro manuscrito, que escreveu quando se mudou para Lisboa.

O que me motiva para esta leitura?
  • Gostei do título. Apesar de ser extenso, acho-o sugestivo.
  • Partilho com a autora a paixão pela psicologia.
  • O facto de o romance se centrar em personagens mais maduras. 

quinta-feira, 16 de março de 2017

Palavras Memoráveis


Talvez essa fosse a definição de amor. Desejar uma pessoa, precisar dela, adorá-la a tal ponto que, mesmo furioso, se estava pronto a amarrá-la à cama apenas para a impedir de sair e arranjar mais problemas.
Julia Quinn, A grande revelação

terça-feira, 14 de março de 2017

Por detrás da tela | Victoria (2016) - série

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Classificação: 9/10 estrelas

Assim que vi o anuncio a esta série na RTP fiquei logo atenta. O que é me chamou a atenção? Vários motivos!
  1. Ser uma série histórica;
  2. Ter como personagem principal a Rainha Victoria de Inglaterra;
  3. As imagens fabulosas que iam passando na TV. 
Agora, terminada a visualização da primeira temporada, só posso dizer que adorei e que, ao chegar ao fim do último episódio já chorava pelo meu bom momento de sábado à noite ter terminado. 

Penso que quase tudo na série foi muito bem conseguido. Os atores e atrizes foram escolhidos a dedo, conferindo um tom muito realista, intenso e dramático a todas as cenas que se foram desenrolando. Apesar de toda a narrativa ser centrada na Rainha Victoria é muito interessante acompanhar os desenvolvimentos de outras personagens, nomeadamente a mãe da Rainha, Lorde Melbourne (primeiro ministro inglês), as relações entre os criados do palácio (houve dois em particular que me deixaram a espumar de raiva pelo fim que tiveram) e claro, Albert, o marido da Rainha. 
Outro ponto extremamente agradável na série é a banda sonora. Eu fiquei encantada e já perdi a conta às vezes que ouvi as músicas no youtube. 

Espero que façam uma segunda temporada, e que esta seja exibida em breve. 
Recomendo a série a todos(as) aqueles(as) que têm um gosto por séries e, em particular, por aqueles que se dedicam a narrar os acontecimentos históricos do mundo. 

segunda-feira, 13 de março de 2017

Divulgação | "Apenas um desejo" de Barbara O' Connor





Título: Apenas um desejo
Autora: Barbara O' Connor
Número de páginas: 237
Editora: Booksmille





Sinopse
A Charlie acaba de se mudar para a casa dos tios numa cidade do interior. Com apenas 11 anos, ela precisa agora de se adaptar a uma nova realidade.
Um dia, vê um cão esfomeado e sente uma ligação imediata com ele. Encantada e completamente derretida, dá-lhe o nome de Osso da Sorte e toma uma decisão: aquele cão há de ser seu!
Com a preciosa ajuda dos tios e do seu novo amigo Howard, a Charlie arranja um plano para apanhar o Osso da Sorte e embarca, mesmo sem saber, numa grande aventura. Ela está prestes a reencontrar a alegria e a redescobrir o lado maravilhoso da vida.
Apenas um Desejo é uma história comovente que nos ensina uma grande lição: muitas vezes, aquilo que mais desejamos não é necessariamente o que nos torna mais felizes.

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Barbara O' Connor
Nasceu e cresceu na Carolina do Sul, EUA. Quando era criança, fazia sapateado e adorava salamandras e cães. É o amor pelos animais que a leva a gostar de incluir estes companheiros de quatro patas nas suas histórias. Também costuma escreve​​r sobre as memórias de infância, sendo muitos detalhes dos seus livros inspirados nelas.
​ Repletos de personagens peculiares e cativantes, os seus livros têm sido alvo de excelentes críticas e distinguidos com mais de uma centena de prémios, entre os quais os prestigiados Junior Library Guild Selection, American Booksellers Association Best 

Book of The Year, Parents’ Choice Gold Award e Kirkus Best Books of the Year.

O que me despertou o interesse?
Este livro mereceu a minha atenção pelos seguintes motivos:
  1. A capa lindíssima e ternurenta;
  2. Haver um cão na estória;
  3. Os prémios do livro.
Vamos lá ver até que ponto me deixo arrebatar por esta narrativa! E vocês, ficaram curiosos?

sábado, 11 de março de 2017

Opinião | "Doze semanas para mudar um vida" de Augusto Cury

Doze Semanas para Mudar Uma Vida
Classificação: 3 Estrelas

Podemos encaixar este livro na categoria dos livros de auto-ajuda. Foi a minha experiência com os livros do género e, apesar de não ter adorado, foi um livro que me fez pensar, olhar para dentro de mim e identificar aspetos que me andam a atormentar. Apesar de o livro tentar fazer com que olhamos o nosso pensamento passe a ser mais positivo, para mim tem sido um pouco complicado fazer valer as palavras do autor. 

Sei que muitas pessoas olham um pouco de lado para os livros de auto-ajuda. Por um lado, eu entendo as desconfianças e as reticências, por outro acho que é a forma como nos comprometemos a ler estes livros que fazem a diferença.

A minha experiência com este livro baseou-se muito num olhar crítico e reflexivo. Li as passagens e procurava enquadrar aquilo nos meus conhecimentos e depois procurava fazer uma ponte com aquilo que eu sou, que sinto e da minha forma de olhar para mundo. 
Considero que devemos "demonstrar" as palavras do autor e procurar retirar aspetos mais gerais com os quais nos possamos identificar. Depois pensar se é algo que queremos mudar, manter ou modificar. 

Por fim, fiquei com o bichinho da curiosidade em descobrir mais sobre este tipo de livros. E já tenho em mente um próximo (sugestão de uma amiga). 

quinta-feira, 9 de março de 2017

Palavras Memoráveis


Um bom livro é o precioso sangue vital de um espírito mestre, embalsamado e entesourado de propósito para uma vida para lá da vida, e como tal deverá seguramente ser um bem de primeira necessidade. 
Penelope Fitzgerald, A livraria

quarta-feira, 8 de março de 2017

Top 5 Wednesday | Livros de Fantasia

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Esta semana decidi estrear um novo Top aqui no blog. 
Este top é da responsabilidade de um grupo no goodreads. Eu já conhecia, mas ia sempre adiando a publicação aqui no blog. E agora como o Top Ten Tuesday entrou numa pausa e não tem publicado temas, é uma boa altura para iniciar este. 

Esta semana o tópico é sobre os nossos livros de fantasia favoritos.
Este é um verdadeiro desafio para mim porque leio muito poucos livros dentro deste género (sim, não é um género que me fascine). 

Fica aqui o meu top 5.

O Filho das Sombras (Trilogia de Sevenwaters, #2)Estarás aí?O Ladrão de SombrasA Filha da Floresta  (Trilogia de Sevenwaters, #1)O Quarto Mágico

O primeiro O filho das sombras é um dos meus livros preferidos de sempre. Juliet Marillier é das poucas autoras de fantasia que me conquistou verdadeiramente. Estarás aí? de Guillaume Musso e O ladrão de sombras de Marc Levy não são aqueles livros puros de fantasia, porém tem lá elementos que me fazem encaixá-los neste género. Curiosamente são dois autores franceses e que eu posso dizer que adoro. Nunca me canso de os ler. Segue-se A filha da floresta, o primeiro livro de fantasia que me fez ler de forma compulsiva, porém dadas algumas particularidades não me conquistou tanto como o segundo volume da série (que ocupa o primeiro volume desta série). Termino com outro livro que não é um livro puro de fantasia, O quarto mágico, mas que me ofereceu uma leitura bem ligeira e prazerosa.  



terça-feira, 7 de março de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Ando a dever a resposta a este desafio à Denise.

Assim aqui a resposta ao meu desafio para o livro Crenshaw - O grande gato imaginário de Katherine Applegate.




Amigos imaginários

Este desafio consiste em duas questões, uma mais orientada para recordações passadas, e outra mais direcionada a ação futura. Aqui estão elas:
A primeira resposta é simples: não, eu não tive nenhum amigo imaginário na infância. Porém, acho que em alguns momentos poderia ser bastante útil. 

A segunda resposta é mais complexa. Quando fiz prática clínica eu usa muito as estórias com crianças. E das vezes que as usei as coisas correram muito bem. Só as usei atendendo a alguns fatores, designadamente:
  1. O gosta da criança pelas estórias (o mais importante de todos);
  2. Crianças para as quais fosse mais fácil falar de si, partindo das estórias dos outros;
  3. Crianças que precisam de se inspirar tendo em conta outras vivências;
  4. A minha forma de interagir com a criança - as minhas ideias para as consultas partiam sempre das características da criança, e era esse conhecimento que me permitia escolher aquilo que funcionaria comigo e com elas. 

Então, se pelo menos o primeiro fator estivesse assegurado eu iria pegar neste livro nas seguintes situações:
  • Crianças com um situação de vida complicada - esta narrativa poderia ser útil para passar a mensagem de superação e de somos capazes de lidar com as situações. 
  • Para mostrar as crianças que ter uma amigo imaginário não é mau.
  • Crianças que precisassem de soltar a sua imaginação.
  • Crianças com determinas problemáticas que eu achasse que iriam benefeciar de conhecer o Crenshaw. 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Opinião | "Chamas" de Patrícia Morais (Sombras #2)

Chamas
Classificação: 3 Estrelas

O ano passado, a convite da autora, li o primeiro volume desta série (Sombras)  e um conto que está disponível gratuitamente na Smashwords e que pode ser lido independentemente de se conhecer os livros da série. 
Comparando esta leitura com a anterior, posso desde logo afirmar que a Patrícia se esforçou e apresenta-nos um livro com qualidade superior ao anterior. É notório uma maior preocupação na construção da narrativa e na apresentação dos factos. 

Apesar de sentir uma evolução bastante positiva em termos dos aspetos formais da escrita, a forma como a autora nos mostra as personagens é ainda pouco profunda. Fazem falta as emoções, os sentimentos, as relações... A forma como todos estes aspetos surgem no livro é algo muito superficial. Na minha perspetiva isso é importante para que eu me consiga sentir ligada às personagens que habitam as páginas de uma estória.

Esperava uma maior intensidade na relação de Liam e Lilly. Senti-os muito afastados. Eles precisavam de umas conversas mais profundas, com algum sentimentalismo à mistura para que a este lado me chegasse a química que vive ali um bocadinho adormecida entre eles. 

O livro apresenta dinamismo, as coisas vão acontecendo de forma a não permitir aborrecimento. Algumas vezes achei positivo, outra vezes senti que a autora precisa de explorar mais a situação (lá está as sensações). 

Para quem gosta do mundo sobrenatural este livro poderá apresentar-se como uma boa leitura. Para mim é um aspeto muito bem conseguido do livro, assim como todas as descrições dos conflitos físicos. É palpável o conhecimento e o investimento da autora nestes momentos do livros. Só lhe falta mesmo ser mais sensitiva. 

A forma como este livro termina é aquele tipo de finais que nos deixa em plena expetativa para o que vem a seguir. A Patrícia, nestas últimas páginas, semeia a dúvida e oferece ao leitor um período de espera para saber o que de facto vai acontecer tendo em conta aqueles últimos momentos. Só nos resta aguardar pelo próximo volume da série e esperar que a Patrícia não demore muito a dar-lhe vida.


Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


Chegou a minha vez de enviar um novo livro à Denise.
Desta vez decidi escolher o seguinte livro:


Caçadores de Cabeças

Caçadores de cabeças de Jo Nesbø

Motivos para o envio:
  • Contribuir com um livro que se enquadra num dos desafios literários;
  • Um livro mais curto (o último livro que enviei à Denise era muito grande, aliás tem sido um pouco prática comum);
  • Um novo autor para descobrir. 
Não se esqueçam de ir conhecer a reação da Denise

Palavras Memoráveis


(...) porque o amor não consiste apenas em conseguir a felicidade do ser que amamos, mas também em evitar-lhe sofrimentos e preservar a sua dignidade.

Luis Sepúlveda, As rosas de atacama

quarta-feira, 1 de março de 2017

Passatempo | "Maria vai-te deitar! E outras histórias" de Lubélia Sousa

Maria vai-te deitar! e outros contos

De forma a agradecer àqueles que, gostam de passar aqui pelo meu humilde espaço, decidi fazer um passatempo com um livro da minha estante. 

Há livros que estão na nossa estante e que, por vezes, poderão fazer outras pessoas felizes, por isso é sempre bom dar uma nova casa a estes magníficos "amigos". 

Regras:
  • Ser seguidor do blog;
  • Se residente em Portugal Continental ou Ilhas;
  • Preencher o formulário;
  • O vencedor será escolhido aleatoriamente, através do Random;
  • Só é permitida uma participação por pessoa;
  • O vencedor será publicado no blog e contactado por email, tendo 48h para responder, indicando a morada para envio do prémio;
  • Passatempo ativo até dia 18 de Março.

Opinião | "Um Mar de Rosas" de Nora Roberts (Bride Quartet #2)

Um Mar de Rosas (Quarteto de Noivas, #2)
Classificação: 3 estrelas

Já há muito tempo que não lia nenhum livro de Nora Roberts, e esta é daquelas autoras que sabe sempre bem ler. São leituras descontraídas e com muito romance. 
Pensando em todos os livros que já li da autora, este foi o que menos gostei. Considero que lhe faltou algum tipo de conteúdo e de enredo que me arrebatasse mais. É como se fizéssemos um bolo e nos esquecêssemos de algum ingrediente não muito importante. Conseguimos comer o bolo, e até gostamos, mas sentimos que falta ali qualquer coisa. Com este livro foi isso que senti. Estava lá o essencial, mas faltou qualquer coisa. 

Um dos aspetos que mais gostei foi da amizade entre as diversas personagens que compõem o livro. Nota-se que é sincera, verdadeira e cheia de coisas muito pessoais. Como já sabem, sou uma romântica que adora romance, porém as amizades e tudo o que elas envolvem é bem capaz de me deixar mais derretida do que alguns casais literários. 

Gostei de algumas características da Emma. Até certo ponto consegui identificar-me com ela (já agora acho que os pais dela mereciam um livro só deles) e perceber a sua mente mais idealista. Mas faltou qualquer coisa. Chega a uma altura em que fiquei um bocado farta de ler sobre flores e casamentos (e eu adoro flores). 

A sensação com que fiquei no fim da leitura é a de que autora não nos permitiu conhecer de uma forma profunda as personagens. Senti que foi tudo muito superficial. Pode ser um defeito meu. Tenho lido livros mais densos e repletos de pormenores no enredo e nas personagens que fazem toda a diferença. E como já há muito tempo que não pego em livros desta autora poderá ter influenciado. 

Sinceramente, esperava bem mais do livros. Queria mais pontos de conflito, pontos de interesse na estória e menos histerismo por parte da Emma nos momentos finais (é verdade, começo a ficar sem paciência para este tipo de atitudes de personagens femininas). 

Quero só agradecer à minha amiga C. o empréstimo. Não fosse eu ter ido dar aquela aula de Psicologia do Desenvolvimento e não teria "cravado" este e outro livro da estante dela. Ela ofereceu-me dormida e eu aproveito-me da estante dela. Obrigada querida, C.