domingo, 30 de julho de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Acabei de receber mais um livro da Denise. 

O livro que ela escolheu para mim foi:


Se eu fosse tu
Meredith Russo

Não conhecia a autora, mas já tinha visto o livro aqui pela blogoesfera. 
Não tinha qualquer sentimento em relação ao livro, ou seja, nem estava desinteressada nem interessada. 
Acabou por ser uma surpresa porque não sabia que livro iria receber.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Palavras Memoráveis


A minha vida consiste em descer um elevador que só desce. E por mais rápido e por mais que corra, não saio do mesmo sítio deambulando, chegando a lado nenhum. 

Colleen Hoover, Confesso

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Palavras Memoráveis



- (...) Como é que ainda tens fé na humanidade depois de leres estas coisas? Ainda por cima todos os dias!
- (...) Na verdade, até me trazem mais respeito pelas pessoas, já que todos nós temos esta capacidade incrível de nos escondermos por trás de uma fachada. Especialmente ao interagir com os que nos são mais próximos.
Colleen Hoover, Confesso

Passatempo | "A fronteira do perpétuo" de Teresa Poças


Terminei a leitura e este livro procura agora uma nova casa.
Assim, com o apoio da Editorial Novembro, tenho um passatempo para vocês.

O passatempo estará ativo até às 23:59 do dia 11 de Agosto e as regras são as seguintes:


  1. Só é valida uma participação por pessoa/e-mail
  2. Conseguirão entradas extra se seguirem o blog e a página do facebook do blog.
  3. O livro será enviado por mim, mas não me responsabilizo por um eventual extravio dos correios. 
  4. Passatempo válido para Potugal Continental e Ilhas.

Boa sorte a todos!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Opinião | "A fronteira do perpétuo" de Teresa Poças


Classificação: 2 Estrelas

Li este livro a convite da Editorial Novembro. Acedi ao pedido porque é um livro de poesia e fiquei logo curiosa por ler os poemas. 
Eu gosto muito de ler poesia, apesar de não o fazer com grande frequência. Para mim, a poesia é uma expressão de sensibilidade. Acaba por ser um jogo de palavras que guarda muitos sentimentos e deixa transparecer a sensibilidade de quem escreve.

A fronteira do perpétuo consegue reunir poemas onde as palavras se arranjam de forma a transmitir os mais variados sentimentos. Apesar de, aparentemente, a maioria dos poemas tentar transmitir sentimentos ligados à solidão e a sentimentos mais negativos, em alguns deles eu consegui vislumbrar a esperança e vontade de ser diferente. No fundo, é como se, em alguns poemas, transparecesse a ideia de que o sofrimento é finito e que há outras coisas para além dele. 

Neste livro encontramos poemas que convidam à reflexão:

"A batalha mais difícil é sempre aquela que criamos com nós mesmos
Porque a guerra que declaramos aos outros,
Mesmo que perdida,
Nunca é culpa nossa"
(excerto de Autoadversário, p.63)

Este pequeno excerto remete-nos para as batalhas que travamos com nós próprios e com os outros, ao mesmo tempo que nos convida a olhar para estas batalhas do nosso ponto de vista. Sendo nós a criá-las, quer connosco quer com os outros, temos tendência a encontrar um "bode expiatório". 

Houve alguns poemas que não me parecem ter uma escrita e uma estrutura tão poética, daí não ter atribuído uma classificação mais alta. 
Foi uma leitura agradável, ajudou-me a relaxar e a desanuviar de uma leitura mais densa que me está a custar terminar.

Espero que a autora nos possa brindar, num futuro próximo, com poemas mais complexos ou até mesmo com um texto narrativo. 

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.
Uma leitura com o apoio da:

domingo, 23 de julho de 2017

Divulgação | "A fronteira do perpétuo" de Teresa Poças


A fronteira do perpétuo é um livro de poesia, escrito pela jovem autora portuguesa Teresa Poças. 

Foi recentemente publicado pela Editorial Novembro e reúne um conjunto de textos poéticos escritos pela Teresa Poças entre o secundário e o seu último ano de universidade. 

Sobre o livro

«Em A Fronteira do Perpétuo, encontramos esta (…) consciência de um mundo contemporâneo com os seus excessos: o ruído, a ferocidade do consumismo, a impossibilidade do silêncio. (…) É, portanto, a percepção do vazio (…) que emerge nestes poemas de Teresa Poças, com a força vulcânica de uma voz jovem que deseja ainda encontrar aquela equação perfeita, aquela página limpa, onde as palavras redimem do vazio e abrem caminho para o perpétuo. O eu, que estabelece relação com eles, nós, vós, tu, parece dividir-se entre o que vê e o que pensa. Divide-se, mas não se fragmenta. O eu revela, como ponto de partida, a consciência de uma espécie de ruído, provocado pelo excesso de conhecimento das sociedades humanas, para, logo de seguida, se proteger, em objectos concretos. Esses pormenores, que sabe ser o que importa, situam-nos em elementos unificadores da dispersão do pensamento: o amor genuíno, longe das peias convencionais; a música que restaura a beleza do mundo e os silêncios plenos de promessas. (…)» 
Conceição Brandão in Prefácio

Preço: 12,00€
Autor: Teresa Poças
Pode adquiri-lo aqui

sábado, 22 de julho de 2017

Por detrás da tela | "Dirty dancing - Dança comigo (2017)

Classificação: 6/10 Estrelas

Dirty dancing é a versão atualizada do filme com o mesmo nome que foi exibido em 1987. Eu gosto muito da versão original, por isso quando vi que ia passar na televisão um remake fiquei logo muito curiosa para ver.

Esta versão atual está quase igual à versão original. Mudam apenas pequenos pormenores, mas os traços que servem de fio condutor à trama estão lá todos. Apesar de ter gostado, não consegui sentir o mesmo encanto do filme original. Nesta versão falta uma certa química aos atores que fazem de par romântico. Não passou para mim aquela faísca especial que passava entre Patrick Swayze e Jennifer Grey. 
A ligação entre eles é pobre, pouco expressiva e não passou para mim aquela ligação energética que a versão original passava. Mesmo nos momentos de dança, nesta versão original senti a Babe muito presa, pouco à vontade e sem ligação nenhuma à música e aos movimentos (mesmo depois de aprender). Na versão original, por exemplo, a dança final foi muito mais fluída e não me pareceu tão forçada como nesta nova versão.

Em termos de cenários e qualidade de imagens posso dizer que gostei muito, a banda sonora também (é a mesma do filme original). 

Parece-me que ver remakes pode ser um pouco perigoso para mim. Acho que se tiver uma ligação muito especial à versão original vai ser difícil deixar-me encantar pela versão mais recente.
Apesar de não ter adorado, foi bom ver de novo esta estória em personagens com características e formas de representar diferentes.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Opinião | "Reencontro com o amor" de Melissa Pimentel

Reencontro com o Amor
Classificação: 3 Estrelas

Reencontro com o amor é a minha estreia com a autora Melissa Pimentel e foi uma leitura, tal como prometia, bastante divertida.
Sempre gostei de livros onde a temática central passasse pelo reencontro de amores do passado. Sinto que, nestas narrativas, há uma mística especial a ligar as personagens e todo o enredo que é construído à volta deles. 

Neste livro assistimos ao reencontro entre Ethan e Ruby. Após dez anos de terem terminado o namoro, um casamento promove o reencontro. Estava muito curiosa por ver como tudo se iria processar. Apesar de ter gostado do reencontro entre eles senti falta de mais momentos de interação entre eles. Mesmo a conversa final foi muito unidirecional, ou seja, praticamente falou a Ruby e o Ethan também precisa de espaço para que a ligação entre eles fosse sentida de forma mais sólida.

Intercalado com os momentos presentes surgem capítulos com o passado de Ethan e Ruby. Foi a parte que mais que gostei e que sempre desesperei por mais. Conhecer como tudo começou entre eles foi muito importante para perceber o que é que os unia. Não senti um química instantânea. Foi mais um sentimento de que o amor vai crescendo aos poucos, onde cada um ia dando um pouco mais de si ao outro. Foi bonito ler estas partes, porém gostaria que tivessem sido mais aprofundadas e me tivessem oferecido mais deles os dois.

A irmã de Ruby estava bastante bem caracterizada, tão bem ao ponto de eu a odiar e não perceber como é que elas duas poderiam ser irmãs. É uma pessoa demasiado fútil para os meus gostos, com comportamentos demasiado infantis para a idade, mas que acaba por ter um papel relativamente importante no desenrolar da ação. 

Este é daqueles livros que nos diverte e descontrai. Um livro que consegue reunir diversão e romance torna-se numa leitura agradável e, em certos momentos da narrativa, bastante compulsiva. 
Para todos os leitores que gostem de um livro como companhia de praia atrevo a dizer que este é o livro ideal. O seu tom descontraído e o facto de ser detentor de uma narrativa simples torna-o um bom companheiro para diferentes locais, podendo eles ser mais barulhentos ou mais calmos. 
É um livro que sabe aos dias descomplicados do verão. 

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.
Uma leitura com o apoio da:

Palavras Memoráveis


Cada um de nós transporta na pele o mapa das nossas vidas, na forma como caminhamos, até ao modo como crescemos.
Kiran Millwood Hargrave, A rapariga que lia as estrelas

terça-feira, 18 de julho de 2017

ACMA | Um livro para a praia e um filme para o sofá


A Cultura Mora Aqui é um projeto em que um conjunto diversificado de bloggers e youtubers recebe, todos os meses, um tema para desenvolver, ficando ao seu critério participar ou não.
Durante os próximos meses, o projeto irá assumir contornos ligeiramente diferentes. Assim, por cada duas semanas, haverá um tema a ser desenvolvido.

Para o período de tempo entre 15 e 31 de julho é-nos pedido para falar sobre Filmes, séries e livros relacionados com o tema VERÃO.
Como já devem ter reparado pela imagem, eu irei falar de um filme e de um livro. Não irei colocar uma série porque não sou a pessoa mais indicada para o fazer. A minha cultura em séries é nula. As poucas que conheço ou já acompanhei não estão relacionadas com o verão, por isso fico-me por estas duas sugestões.

Sozinhos na ilha de Tracey Garvis Graves
Li este livro em 2014, precisamente no verão e gostei muito da leitura. 
A maior parte da ação narrativa deste livro decorre numa ilha deserta, onde o sol, a praia e o calor abundam durante todo o ano. É um livro onde o amor acaba por ter a tónica central, sem surpreender o leitor. No fundo, acho que à medida que se vai lendo o livro sabemos como vai terminar o livro, mas isso não retira o prazer da leitura.
É um livro com um tom mais descontraído, fácil de ler e que se assume como uma excelente companhia para a praia. 

Podem ler a minha opinião ao livro clicando aqui.

A melodia do adeus
Neste filme, Veronica e o irmão vão passar as férias de verão com pai que já não veem com tanta frequência, uma vez que após o divórcio foi viver para uma região diferente.
Este filme é uma adaptação do livro de Nicholas Sparks com o mesmo nome, portanto, para quem já conhece a fórmula deste autor, sabe que o que vai encontrar. 
Assim, A melodia do adeus traz-nos uma estória com muito drama, amor, superação e reconciliação. Um filme ideal para ver no sofá, naqueles dias em que a chuva decide vir cumprimentar o verão ajudando-o a tornar-se mais fresco.

Se quiserem fazer parte deste projeto, basta falarem com a Ju, através do seguinte email, acma.cultura@gmail.com. O projeto também está presente no facebook, através da página que podem consultar aqui.

Lista de criadores:

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Divulgação | "Reencontro com o amor" de Melissa Pimentel


Sinopse
Ruby e Ethan eram perfeitos um para o outro…

Dez anos depois de se separar de Ethan, Ruby continua solteira e obcecada com a sua carreira e a vida agitada de Manhattan. Mas com a data do casamento da sua irmã a aproximar-se, Ruby terá de prescindir de uns dias da sua vida ocupada para viajar até Inglaterra.

Contudo, ausentar-se do emprego e dispor de uns dias para uma viagem não é o único problema de Ruby — Piper vai casar-se com o melhor amigo de Ethan, pelo que também este estará presente no evento.

À medida que o grande dia se aproxima, e enquanto ajuda nos preparativos para o casamento, Ruby terá de perceber se a escolha que fez no passado foi a correta. Passada uma década, poderão Ruby e Ethan retomar a sua história de amor?

Uma história apaixonante e muito divertida sobre o amor e o reencontro, que prova que existe sempre uma segunda oportunidade para ser feliz.

****

Eu gosto de romances. Gosto ainda mais quando são sobre amores passados que se reencontram num futuro. Devido a estes factos, este livro é excelente para mim.
Tem uma capa bastante apelativas. A conjugação de cores é bastante bonita e a forma como construíram a imagem tendo em conta a temática do livro ficou muito adequada. 

Espero encontrar um romance leve, divertido e com personagens que nos façam querer saltar para dento daquelas páginas.

Estou curiosa para descobrir o interior deste livro.
E a vocês, que sentimentos vos despertam?

domingo, 16 de julho de 2017

Opinião | "Se isto é um homem" de Primo Levi

Se Isto é um Homem
Classificação: 4 Estrelas

Há muito tempo que a leitura do livro Se isto é um homem era algo que eu queria fazer. Queria muito lê-lo pela temática que aborda (a vida num campo de concentração) e pelo facto de ser um livro onde o autor conta a sua própria experiência.

É um livro duro. Um relato de nos fazer arrepiar, de me deixar sem palavras (que palavras poderão ser usadas para descrever tamanha crueldade?). 
A experiência de leitura é indescritível. À medida que avançamos nas páginas, a dureza das situações começa a entranhar-se na nossa mente e começamos a sentir um pouco do sofrimento daqueles para quem o sofrimento se tornou a "ração" diária, um dado adquirido. 

Sempre que leio livros que abordam a temática do Holocausto, questiono-me acerca do que é que passaria pela cabeça dos muito militares que coordenavam os campos, que recolhiam as pessoas, que espalhavam terror só por existirem. Haveria alguém com um mínimo de humanismo? Terá havido militares piedoso? O que é que lhes passava pela cabeça? 
Sei que deve ter sido grande a lavagem cerebral das SS nazistas, mas como é que possível deixarem morrer sentimentos de compaixão, de empatia nos seus corações?

Não consigo sentir a totalidade do sofrimento de Primo Levi. Consigo imaginá-la, consigo ficar revoltava e fico ainda mais por saber que foi algo que marcou toda a sua vida. 
Estas pessoas que vivenciaram a dureza e a crueldade de um campo de concentração não trazem apenas a tatuagem com o número de identificação do campo. Trazem tatuadas em cada célula do seu corpo os sentimentos mais negros que um ser humano poderá ser convidado a viver.

Este livro deveria ser de leitura obrigatória para que nunca seja esquecido aquilo que o ser humano foi capaz de fazer a outro ser humano.
O Holocausto existiu. Milhares de pessoas morreram e sofreram horrores às mãos de quem se achava capaz de controlar o mundo. As pessoas que viveram durante estes anos irão desaparecer. Cabe-nos não deixar que o assunto morra e que o mundo se esqueça do horror que foram aqueles anos. É preciso lembrar para evitar que tudo aconteça novamente.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Por detrás da tela | "Perseguição Escaldante" (2015)

Classificação: 4/10 Estrelas

Perseguição Escaldante serve apenas para entreter num momento de tédio e, mesmo assim, teremos de nos manter minimamente interessados para não morrer de tédio durante o filme. 
Tem alguma ação e procura fazer um pouco de comédia com situações caricatas e inesperadas. Porém, eu não achei muito cómico. Aliás, em alguns momento considero que o filme foi bem aborrecido. 

A ação que procuraram gerar durante o filme também não foi muito eficaz porque acabava sempre por me levar às mesmas situações. Faltou algo que tornasse o filme inesperado, cativante e que, efetivamente, me prendesse ao ecrã. 

É um filme com uma trama simples: uma agente da polícia que tem de proteger uma testemunha e levá-la até à cidade onde irá decorrer o julgamento. Pelo meio, a agente descobre coisas sobre a sua equipa de polícia que a irão fazer  brilhar. 
Algumas partes cómicas estão relacionadas com ela, uma vez que é um pouco desajeitada. 

É um filme que não vai deixar qualquer marca em mim e tenho a certeza que daqui a uns dias não me vou lembrar de nada.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Palavras Memoráveis


Confissões destas parecem muito mais fáceis no escuro, onde não temos de ver o olhar piedoso na cara de outra pessoa, um olhar de algum modo nos faz sentir pior, ainda que o propósito seja o oposto.
Mary Kubica, Verdade Escondida

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Top 5 Wednesday | Livros infantis

Imagem relacionada

Esta semana, o Top 5 Wednesday é uma verdadeira viagem à infância. Assim, teremos de eleger o nosso top de livros infantis. 

A fada Oriana de Sophia de Mello Breyner Andresen
A árvore de Sophia de Mello Breyner Andresen
A Lua de Joana de Maria Teresa Maia Gonzalez
Apenas um desejo de Barbara O'Connor
Os livros da Anita (agora Martina)

A Fada OrianaA ÁrvoreA Lua de JoanaApenas um DesejoResultado de imagem para livros da anita

Sophia de Mello Breyner é a escritora da minha infância. Apesar de terem sido livros de leitura obrigatória na escola eu lia com imenso prazer e, à sua maneira, cada uma das estórias ficou no meu coração. Destaco estes dois livros por ainda hoje me fazerem pensar. 
A lua de Joana é o livro da minha adolescência e a minha primeira leitura compulsiva. Li o livro imensas vezes entre os meus 13 e 15 anos. 
Os livros da Anita foram os primeiros livros que li, assim que aprendi a ler, e os primeiros livros que recebi como prenda de aniversário. Também foram lidos muitas vezes. Tenho apenas dois, num estado um pouco degradado dado a quantidade de uso. São livros fantásticos para quem está no início da sua vida enquanto leitor.
Apenas um desejo já li enquanto adulta, mas traz-nos uma narrativa tão cheia de mensagens e tão profunda que tenho a certeza que se o tivesse lido mais cedo iria gostar igualmente dele.

domingo, 9 de julho de 2017

Por detrás da tela | "Meia noite em Paris" (2011)

Classificação: 6/10 Estrelas

Já há muito tempo que queria assistir ao filme Meia noite em Paris. Fiquei curiosa quando fiquei a saber um bocadinho mais sobre a estória, contudo fiquei um pouco desiludida com o filme. Esperava algo mais dinâmico e intendo do que aquilo que realmente encontrei.

Meia noite em Paris traz-nos a estória de Gil, um homem que escreve guiões para Hollywood, mas que tem a aspiração de escrever e publicar um livro memorável. A viver dias especiais em Paris, na companhia da sua noiva Inez, acaba por viver uma experiência memorável. 

A relação entre e Inez e Gil era estranha. Senti falta de qualquer coisa que me desse a entender uma maior ligação entre eles. Faltava ali um entendimento que acho que devia ter passado. Por outro lado, e tendo em conta a forma como tudo se desenvolver, sou levada a pensar que a forma destes dois lidarem um com o outro era propositada. 

Na minha perspetiva, penso que tudo decorreu de forma muito rápida. Faltou espaço para que algumas coisas no filme evoluíssem e me convencessem. Adorei o que acontecia depois da meia noite, nas ruas de Paris... Mas como é que acabaram de forma tão simplista? Senti falta de mais... 

Por fim, e mais uma vez, o final foi demasiado precipitado. Para que as coisas tenham algum sentido para mim, há que ir preparando o terreno e aqui não foi muito bem preparado. 
Adorei todas as imagens que passaram de Paris, reforçaram ainda mais a minha vontade de querer visitar a cidade.
Fico triste por não conseguir que este filme signifique mais para mim, porque acho que as estórias que servem de base à construção de toda a trama são interessantes e cativantes, contudo faltou-lhes uma certa profundidade que fosse capaz de me fazer vibrar com este filme.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Por detrás da tela | "A proposta" (2009)

Classificação: 7/10 Estrelas


Gosto muito da Sandra Bulock. Posso ir mais longe e escrever que ela é a minha atriz preferida. Acho que ela se encaixa muito bem em filmes com temáticas diferentes. Assim, gosto muito de vê-la num registo mais cómico, como também se enquadra perfeitamente num registo mais dramático.

A proposta é um filme cómico onde, mais uma vez Sandra Bulock brilha no papel de Margaret, com todo o seu ar sério e profissional, ao mesmo tempo que quebra quando na presença Andrew. 
Margaret e Andrew contracenam de forma muito credível o levaram-me muitas vezes ao riso. Estava à espera que a química entre eles transparecesse mais para mim. Senti que eles se encaixavam, mas queria ter sentido mais.

Penso que o final foi um bocadinho apressado, bem como o crescimento da relação entre eles. Na minha opinião faltaram momentos de ligação, ou seja, queria ver mais situações de interação entre eles que me fizesse sentir que eles funcionam como um bom casal. 

Foi um filme divertido, ótimo para descontrair de dias mais cheios. É uma excelente companhia para dias de calor extremo, em que é possível andar na rua, como para dias chuvosos. 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Palavras Memoráveis


Um amor de infância é sagrado, nada nos pode roubar um amor assim. Permanece lá, ancorado ao mais profundo de nós. Assim que uma recordação o liberta, ele vem à superfície, mesmo com as suas assas quebradas.
Marc Levy, O ladrão de sombras


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Opinião | "Doces silêncios" de Deborah Smith

Doces Silêncios
Classificação: 5 Estrelas

Doces silêncios marca a minha estreia com os livros da autora Deborah Smith e posso dizer-vos que foi uma excelente leitura de estreia. 
Neste livro a autora consegue interligar dramas familiares, ação, relações, amor e tudo com um leve toque de humor que facilmente nos faz sorrir. 

Ao longo destas páginas acompanhamos a saga de duas famílias. A família de Hush McGillien e a família de Edwina e Al Jacobs. Muito afastas estas duas família, mas o amor entre David, o filho de Hush, e Ellie, a filha de Edwina e Al acaba por aproximá-las. Esta aproximação dá-se uma forma muito divertida e cheia de segredos que ao longo dos anos foram guardados à custa dos doces silêncios.

Adorei a Hush e a sua tenacidade e garra. Ela agarrou o mundo desde muito cedo e mesmo perante grandes adversidades não baixou os braços. A certa altura vê-se obrigada a lidar com Edwina. São mais parecidas do que aquilo que querem admitir e acabam por ser protagonistas de diálogos acutilantes e, ao mesmo tempo, repletos de situações caricatas que me obrigaram a para a leitura para rir à vontade e imaginar estas mulheres num cara a cara que salta das páginas do livro.

Um aspeto curioso quando li a sinopse e comecei a leitura foi que iria desenvolver sentimentos extremos e contraditórios em relação às diferentes personagens. Assim, iria adorar umas por viverem na simplicidade do campo e odiar aquelas que viviam guardadas pelo mundo protegido da política e dos tribunais. Claro, saiu-me completamente ao lado. São personagens tão bem construídas e humanas que conseguimos gostar deles e aceitar os seus defeitos. Não há uma distinção claro entre bons e maus. Aquilo que Deborah Smith tão bem nos apresenta são personagens reais que crescem com as suas qualidades e aprendem com os seus defeitos e dificuldades diárias. É essa dimensão tão realista, concreta e palpável que me fez adorar cada pedacinho desta narrativa apaixonante. 

A única coisa que me deixou ligeiramente aborrecida foi o final. Penso que uma determinada situação era desnecessária e que poderia ser substituída por outro tipo de interações que me fizesse ver mais das personagens e da relação que acabaram por construir. 

É um livro doce, com uma narrativa que vive dos silêncios e das narrativas de vida que decidimos construir à nossa volta. É uma estória de lutas e resiliência, onde o amor, por muitas voltas que se dê acaba por pintar de forma muito especial a vida das personagens que habitam aquelas páginas.

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.
Uma leitura com o apoio da:

Resultado de imagem para porto editora

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Opinião | "As impertinências do cupido" de Ana Gil Campos

As Impertinências do Cupido
Classificação: 3 Estrelas

As impertinências do cupido é o mais recente trabalho de Ana Gil Campos. 
Li o anterior trabalho da autora, Quando ruiu a ponte sobre o Tamisa, e tinha imensa curiosidade em saber que novo trabalho é que a autora tinha para nós. 

Este é um livro leve que aborda a complexidade das relações amorosas no mundo moderno. Encarei a leitura como uma subtil caricatura à forma como hoje em dias as pessoas se entregam às relações e como decidem relacionar-se com os outros. 
Assim, fui confrontada com apontamentos mais divertidos, com situações de comportamento humano que convidam à reflexão e com a forma como as escolhas condicionam a nossa vida.

O tempo quente está aí e este livro é uma excelente companhia para estes dias e para levar para a praia. O seu tom descontraído e leve faz com que seja possível lê-lo em qualquer lado sem que o barulho de fundo nos atrapalhe. São narrativas tão dinâmicas e simples, que facilmente entramos nas vidas mais ou menos complexas das personagens que habitam outras páginas.

Por fim, não podia deixar de referir que senti evolução na forma de escrever da autora. Apesar da complexidade deste livro não ser elevada, a autora conseguiu ser mais coerente e sequencial no processo de escrita. Desejo que, no futuro, a autora nos ofereça uma estória com mais nós para desatar e com personagens com mais dimensões para descobrir.

Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião sincera.
Uma leitura com o apoio da:
Resultado de imagem para coolbooks

domingo, 2 de julho de 2017

TAG | 50%

Esta é uma Tag dedicada a fazermos uma análise das nossas leituras do primeiro semestre do ano. O ano passado respondi e, este ano, decidi repetir.
Espero que gostem.

1. Melhor livro que li até agora
Este ano ainda só cinco livros foram merecedores da classificação máxima de cinco estrelas. Entre estes cinco tenho de destacar aquele tem me feito pensar muito. Ainda hoje me recordo das personagens e das suas lutas. Estou a falar de Mil sóis resplandecentes de Khaled Hosseini. 
Mil Sóis Resplandecentes
É um livro muito bem escrito e com uma estória como momentos que me arrepiaram.

2. Melhor continuação que li até agora
Eu dedico-me menos a leituras de séries... Prefiro livros únicos. Das duas séries a que dei continuidade este ano destaco A coroa de inverno de Elizabeth Chadwick.
A Coroa do Inverno (Leonor de Aquitânia, #2)

É um livro histórico que me deu a conhecer a forma como continuou a vida de Leonor de Aquitânia. 

3. Lançamento do primeiro semestre que ainda não li, mas quero muito
Isto Acaba Aqui
Cá está ele. Quero muito ler Isto acaba aqui de Colleen Hoover. Desde o primeiro livro que fiquei fã da autora. 

4. Mais aguardado do segundo semestre
Não podia deixar de ser o livro da minha escritora de eleição, Lesley Pearse.
Uma Mulher em Fuga
Uma mulher em fuga sai já no próximo dia 11 de julho e gostaria muito de o ter.

5. Me decepcionou esse ano
Até ao momento foram quatro os livros que receberam uma estrela. Comparativamente aos anos anteriores já este tem sido um ano um pouco negro de leituras. Por exemplo, no ano de 2014 atribui uma estrela a quatro livros, tantos como em seis meses de 2017. Bem, mas pode ser que ao longo do ano não apanhe nenhum livro mau. 
Para esta categoria não vou atribuir um ao qual dei uma estrela, mas sim um que recebeu duas, e porquê? Porque decepcionou-me mais dadas as expetativas que tinha para ele. 
Falo do livro Fangirl de Rainbow Rowell.
Fangirl
É uma autora muito acarinhada pelos leitores e que recebe críticas muito positivas aos seus livros, daí que esperava mais desta leitura. Infelizmente não foi um livro com uma narrativa que me enchesse as medidas. 

6. Me surpreendeu esse ano
Para aqui escolhi Corações gelados de Laurie Halse Anderson.
Corações Gelados
Não esperava gostar tanto deste livro. Uma estória aparentemente simples que guarda uma mensagem muito importante. 

7. Novo autor favorito que foi lançado/ conheceu no primeiro semestre
Khaled Hosseini. Quero ler tudo deste autor. 

8. Sua quedinha por personagem fictício mais recente
Esta é fácil. A minha escolha recai sobre Ramon do livro Regresso a Mandalay de Rosanna Ley. Uma personagem masculina coesa, com uma personalidade simples e cativante. 
Regresso a Mandalay

9. Seu personagem favorito mais recente
Mariam do livro Mil sóis resplandecentes de Khaled Hosseini. A coragem desta mulher faz-me vergar perante ela. A grandiosidade do seu coração é inexplicável por palavras. Irei sempre recordar os seus momentos finais e aquilo que ela representou na vida de Laila.

10. Um livro que te fez chorar no primeiro semestre
Mil sóis resplandecentes de Khaled Hosseini. É um livro com uma narrativa tão intensa e com acontecimentos tão duros que aperta o coração de uma forma inexplicável.

11. Livro que te deixou feliz no primeiro semestre
Doces Silêncios de Deborah Smith. 
Doces Silêncios
Foi a minha estreia com a autora e adorei. Fez-me rir e diverti-me imenso. Claro, quero ler mais livros da autora.

12. Melhor adaptação
Não tenho nenhum livro para esta categoria porque não li nenhum livro que tenha sido adaptado ao cinema ou à televisão.

13. Resenha favorita esse ano, escrita ou em vídeo
A opinião que escrevi sobre o livro Regresso a Mandalay de Rosanna Ley. Podem ler aqui.
14. Livro mais bonito que comprou ou recebeu esse ano
Para esta categoria escolhi o livro mais bonito que veio parar à minha estante este ano. É ele Tempo de dizer adeus de S. D. Robertson. 
Tempo de dizer adeus
15. Quais livros quer ou precisa ler até o final do ano
São tantos para tão pouco tempo, mas vou indicar um de uma autora nacional e outro de uma autora internacional. São eles: A filha do barão de Célia Loureiro e A livraria dos finais felizes de Katarina Bivald.
A Filha do BarãoA Livraria dos Finais Felizes

Junho | Quem chegou?

O mês dos Santos Populares passou a voar. Apesar da pressa que o mês tinha em acabar, houve tempo para alguns livros chegarem cá a casa.

Aqui ficam eles:

Biblioteca
Uma ida à biblioteca é sempre uma animação. Muitas vezes vezes vou lá apenas com o objetivo de trazer apenas um livro, porém nem sempre acontece. Este mês vieram dois. 
Sangue-do-CoraçãoUma Nova Esperança (Hopeless, #2)

Já não leio nada de Juliet Marillier há muito tempo e a Catarina do blog Sede de Infinito falou tão bem deste livro que tive de o trazer.
Colleen Hoover tem-me oferecido leituras viciantes. Infelizmente só quando cheguei a casa e fui ao goodreads descobri que o livro era o segundo de uma série. Penso que, pelo que li da sinopse, dá para ler em separado.

Trocas
Segue o Coração - Não Olhes Para TrásGrande Mulher

Apesar de já ter lido Segue o coração, não olhes para trás de Lesley Pearse eu quero ficar com todos os livros da autora na estante. Já consegui reunir seis e destes só foram comprados dois. 
Os livros de Danielle Steel estão  acumular-se aqui na estante para ler. Só com trocas vieram cá parar a casa cinco livro da autora. Grande mulher foi o mais recente. Tenho de começar a ler para que eles não se acumulem.

Ofertas
As Impertinências do CupidoDoces Silêncios

Fica aqui, mais uma vez, o meu agradecimento à Coolbooks e à Porto Editora por me terem cedido os livros As impertinências do cupido e Doces silêncios, respetivamente. Já estão lidos e, em breve. publicarei opinião. Contudo posso já avançar que foram duas boas leituras do mês que terminou.