quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Por detrás da tela | "Diana" (2013)

Classificação: 7/10 Estrelas

Diana é um filme inspirado nos últimos dois anos de vida da Princesa do Povo. Lembro-me perfeitamente do dia em que anunciaram a sua morte, lembro-me do estado de choque das pessoas a comentarem a notícia e a verem as imagens na televisão. 
Dessa altura ficou o fascínio por uma mulher que abraçava causas humanitárias, que mostrava um ar reservado e que guardava um sofrimento algures dentro dela. Penso que, ao logo dos anos ela se foi tornando como uma espécie de lenda e sendo algo da admiração de muitas pessoas.

Cresci com esta lenda e, apesar de me lembrar muito pouco dela quando estava viva, aquilo que fui sabendo dela me deixava um rasto de admiração. Quando vi que este filme ia passar na televisão sabia que o tinha de ver. 

Eu gostei muito do filme, mesmo não tendo a certeza de que tudo aquilo foi real. 
Uma das coisas que menos gostei no filme foi a interpretação de Diana. Pareceu-me uma versão um pouco plastificada da imagem mental que tenho desta mulher. Porém, se me desligar das minha ideia acerca daquilo que era a Princesa Diana, consigo gostar da forma como ela esteve no filme. 
A ser verdade aquilo que o filme retrata, é muito triste perceber que a Princesa "semeou" um pouco desta obsessão dos paparazzi. Este é daqueles aspetos que espero que não seja real, espero que ela nunca tenha pedido a alguém para a fotografar para causar alguma espécie de ciúmes àquele que lhe roubou um coração que havia saído despedaçado de um casamento.

Eu gostei muito de ver este filme sobre esta Princesa que ainda hoje faz com que muita tinta seja gasta para falar dela. Por vezes, dou por mim a pensar como seria a relação dela com os filhos e com os netos se ainda estivesse viva. Como seria, para ela, ver o filho casar... É estranho pensar que uma pessoa tão carismática, com tanto amor para dar, que poderia marcar muito mais conquistas a nível social partiu deste mundo demasiado cedo.
Onde quer que ela esteja, que tente projetar a sua bondade para Terra e ajudar a modificar algumas coisas que ainda precisam sofrer muitas mudanças para que a sociedade seja justa para todos.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Opinião | "Corações na Escuridão" de Laura Kaye (Hearts in Darkness, #1)


Classificação: 3 Estrelas

Corações na escuridão é a minha estreia com a autora Laura Kaye. Fiquei curiosa com este livro quando li a sinopse e estava na expectativa de como é que autora conseguiria dar corpo a uma história em tão poucas palavras.

Quando folheio o livro, gentilmente cedido pela editora, pude constatar o enorme cuidado com a edição. Os pequenos pormenores nos inícios de capítulo valorizam imenso a estética do livro e tornam-o muito apelativo ao olhar. A capa tem uma penumbra de mistério que me acicatou a curiosidade.

Agora que terminei de ler posso afirmar que a autora fez um excelente trabalho em condensar em tão poucas páginas uma história tão bem estruturada. Apesar de tudo decorrer de forma muito rápida entre Makenna e Caden, aquilo que passou para mim foi de algo natural, ou seja, em poucas palavras e em tão pouco tempo juntos, este casal e aquilo que passaram a sentir fez sentido (logo que que tenho sérias dificuldades em acreditar em amores à primeira vista).
O que me deixou frustrada foi o facto de querer conhecer mais destes dois e num abrir e fechar de olhos já estava a ler a última página. Penso que poderíamos ter acesso a mais das personagens, a mergulhar mais na sua escuridão e nos seus ângulos de luz, porém isso não impede que tenha gostado daquilo que li.

Estando numa época de verão, acho que este livro é um leitura ideal para noites de insónias, para quebrar o tédio enquanto se está na praia... E, para os mais arrojados, para uma leitura a dois que se possa estender ao longo da noite. 
Lê-se muito rápido e, no fim, fiquei foi a "salivar" por mais. Fiquei muito, muito curiosa para ver como é que a relação destes dois vai evoluir. 

Gostaria de saber se as pessoas que lerem este livro partilham da minha visão. Também acharam que a autora conseguiu fazer um bom trabalho em tão poucas páginas?

Leitura com o apoio de:

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Opinião | "A promessa" de Lesley Pearse (Belle #2)

A Promessa (Belle #2)
Classificação: 5 Estrelas

Pegar num livro de Lesley Pearse para ler é como voltar a um lugar onde fomos felizes. Apesar de tantas agruras pelas quais as personagens de Lesley passam, sinto-me tão feliz a ler livros dela. As suas histórias enchem-me o coração de esperança e, no fim, deixam aquela sensação de vazio tão grande que só me apetece voltar ao início do livro.

A promessa é a continuação da história apaixonante de Belle do livro Sonhos proibidos. Adorei reencontrar todas as personagens, assim como conhecer outras tantas que deram uma tonalidade especial ao livro e a tudo o que foi acontecendo.
Com base numa escrita simples, fluída e cativante, Lesley Pearse leva-nos por locais e experiências tão diversas através de Belle, da Mog, do Jimmy e do Ettiene.
Toda a narrativa foi construída de forma muito inteligente recorrendo ao cenário histórico da Primeira Guerra Mundial.
Na minha opinião a autora soube explorar muito bem os acontecimentos da guerra e as consequência em termos de saúde mental que um acontecimento desta intensidade pode ter nas pessoas.

Consigo compreender Belle em todos os momentos do livro, mas nem sempre concordo com as suas opções. A essência dela ficou muito marcada por tudo aquilo que lhe aconteceu. Tornou-se num espírito livre, aventureiro e que, muitas vezes se sente como um pássaro selvagem colocado numa gaiola. Por tudo isto, percebo que ela precisava de caminhar pela vida com outro ser que fosse constituído pela mesma essência. 

Penso que Jimmy e Ettiene foram as personagens que sofreram mais transformações quer do livro anterior para este, quer ao longo deste mesmo livro. E foi neste livro que o lado bom de Ettiene se elevou para além do seu lado mau e sombrio. Continuo a achá-lo interessante e de quem gostaria de ter visto mais no livro. Porém, tendo em conta tudo o que foi acontecendo, faz sentido tudo aquilo que a autora nos ofereceu dele.

Uma personagem que apareceu neste livro foi Miranda. Uma amiga verdadeira que Belle conquistou para a sua vida. Escrevo sobre ela pois foi a personagem que me fez chorar em diferentes momentos do livro. 
A sua essência não era tão livre como a de Belle, mas guardava dentro dela um coração especial com vontade aventura. Uma mulher com garra que apenas queria descobrir o amor e ser feliz. Foi uma personagem muito intensa e que me ficará guardada no coração por todas as atitudes, comportamentos e relações que construiu. Eu gostaria de ser amiga da Miranda. 

Como já vem sendo hábito, adorei ler Lesley Pearse. É, sem dúvida, uma das minhas autoras favoritas. Os livros dela deixam-se sempre muito saudosista. Vivo tão intensamente a vida das suas personagens, que no fim tenho alguma dificuldade em separar-me delas. 
Estou muito, muito ansiosa por ler a continuação. Espero fazê-lo em breve. 

domingo, 27 de agosto de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Eu e a Denise estamos a aproveitar o mês de Agosto para rentabilizar as nossas leituras, por isso estes dias acabei de receber um novo livro.

Desta vez, o que é que ela escolheu para mim? Foi este:


Desaparecidos
Caroline Eriksson

Fiquei muito curiosa com este livro. E essa curiosidade agravou-se porque nem consegui folhear o livro devido às imposições do desafio que a Denise preparou para mim.
Será uma estreia com a autora e espero gostar :). 
Não se esqueçam de passar pelo blog Quando se abre um livro para conhecer o que motivou a Denise a enviar-me este livro. 

sábado, 26 de agosto de 2017

TAG | Títulos de livros

Vi esta Tag em vários blogs e canais. Achei muita piada ao facto de podermos relacionar títulos de livros com aspetos mais pessoais. 
O engraçado é deixa os leitores a pensar sobre o que estará para além dos títulos. 
Ficam aqui as minhas respostas. Espero que gostem. 

1. História da tua vida
Sim, sempre fui demasiado "certinha".

2. Fim de semana perfeito
Uma ilha, pouca gente, sem confusão, mar...
Sozinhos na Ilha

3. Uma aventura na qual gostasses de embarcar
Regresso a Mandalay

4. Nome a dar a um filho(a)
Oriana, um nome pouco comum e com uma sonoridade muito bonita.
A Fada Oriana

5. A tua profissão ideal
Se tivesse mais jeito e desse para fazer vida disto, gostava de ser uma contadora de histórias...
A Contadora de Histórias


6. A tua vida amorosa
Em Parte Incerta


7. Questões que fazes a ti própria
32996575


8. Um reino que queres governar
O Herdeiro de Sevenwaters (Sevenwaters, #4)

9. Uma banda tua
Soberba Escuridão (Trilogia Soberba #1)

10. O teu actual estado de espírito
Frágil

11. Cor preferida
O Vestido Cor de Pêssego

12 - Descreve a tua "bloguer bestie"
A Amiga

13. Opinião de 2017 até agora
E Tudo o Vento Levou, Vol. 1


14. Onde queres viajar?
A Bibliotecária de Auschwitz

15. Estado civil
Um Caso Perdido (Hopeless, #1)

16. Planos de Verão
Como Preparar um Mestrado ou Doutoramento

17. Objectivos para 2017
A Chama ao Vento

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Opinião | "Perfume da Paixão" de Jude Deveraux (Edilean #3)

Perfume da Paixão (Edilean, #3)

Classificação: 4 Estrelas

Jude Deveraux cria narrativas envolventes, simples e que me prendem quase desde as primeiras páginas. Este é o terceiro da série Edilean e a ação passasse no presente. Assim, ficamos a conhecer Sara, uma jovem considerada por todos como alguém muito bondoso, mas que não tem sorte nos "amores" que lhe saem em sorte.

Na minha opinião, as coisas em torno de Sara e o Mike aconteceram de uma forma demasiado instantânea. Porém acho que é um casal que funciona e transmitiram-me química.
Em termos de acontecimentos significativos ao longo do desenvolvimento da narrativa, senti que alguns aspetos careciam de mais explicações. A parte mais policial foi a mais confusa para mim. Talvez por fazerem referência a imensas personagens, a acontecimentos passados... não sei, simplesmente não fiquei totalmente convencida.
Para além desta confusão tudo acontece demasiado depressa, não há tempo para as personagens crescerem e se mostrarem para além do seu aspeto físico e dos seus problemas.
Senti falta de uma maior profundidade.

Foi uma leitura agradável, com momento de alguma compulsividade mas que não encantou tanto como os livros anteriores.
Curiosa para avançar com mais livros da série.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Palavras Memoráveis


Dor era aquilo, que doía o coração todinho, que a gente tinha que morrer com ela, sem poder contar para ninguém o segredo. Dor que dava desânimo nos braços, na cabeça, até na vontade de virar a cabeça no travesseiro.

José Mauro de Vasconcelos, Meu pé de laranja lima

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Top 5 Wednesday | Livros favoritos

Imagem relacionada

O tópico desta semana tem como objetivo partilhar 5 livros lidos antes de criar o blog e que ficaram como nossos preferidos. 
Aqui ficam os meus, sem nenhuma ordem em particular.

Onze Minutos  O Sétimo Selo  O Diário da Nossa Paixão  Segue o Coração - Não Olhes Para Trás  Lição de Tango

Estes livros foram lidos em diferentes fases da minha vida, numa vida muito anterior à criação do blog (nessa altura, criar um blog, nem sequer me passava pela ideia). 
Já leram algum?
Por qual sentem maior curiosidade?

Por detrás da tela | "La vie en rose" (2007)


Classificação: 7/10 Estrelas

La vie en rose é um filme que retrata a vida de um do maiores símbolos da música francesa, Edith Piaf. 
Não conhecia nada acerca da vida desta cantora, apenas conhecia as músicas (um dia ainda vos falo do meu "amor" secreto que é a música francesa). Portanto, parti para a visualização deste filme totalmente às escuras e acabo por me confrontar com uma história de vida densa, nega e que me deixou completamente estarrecida. Não esperava nada daquilo que vi. Edith Piaf teve uma vida extremamente dura e cruel e conseguiu fazer dela o melhor que conseguiu. Nem sempre foi uma mulher simpática e afável para os outros, aliás, em todo o filme a imagem que me passou dela era de uma mulher dura, que adora os seus amigos mas que tem dificuldades em fazer-se expressar. Acho que um dos pouco momentos em que a senti realmente afável foi quando conheceu o grande amor da sua vida.

Há coisas que se destacam no filme e que o tornam soberbo. Um filme vive muito dos efeitos especiais, da qualidade da fotografia, da banda sonora, da qualidade do guarda-roupa... Mas se tudo isto não estiver encaixado em boas interpretações, tudo se esfuma oferecendo um filme mediado e que não deixa marcas nas pessoas que assistem a estes filmes. 
Em La vie en rose, Marion Cotillard é Edith Piaf e foi sublime na forma como encarou esta personagens. Todos os elementos de caracterização foram igualmente muito bons e conferiram muito realismo às cenas, mas esta atriz elevou todos os acontecimentos de forma a tornar o filme numa experiência inesquecível.

A única coisa que me não gostei no filme foram os constantes "saltos" temporais. A narrativa não segue uma linha temporal linear e, por vezes, estes avanços e recuos no tempo tornam-se algo confusos. Pessoalmente, houve partes do filme que me deixaram sem saber muito bem onde se situava a história e qual o ponto de situação das personagens. 
No final, tudo me fez sentido, mas só depois de ir ler algumas informações na Wikipédia e perceber, de facto, como é que os elementos da história de vida de Edith Piaf se encaixavam e só assim consegui algum sentido para a forma como os acontecimentos se encaixavam uns nos outros.

Desde que vi o filme Frida que fiquei mais interessada em ver filmes biográficos. Adorei o Frida e gostei muito deste filme sobre a Edith Piaf e que recomendo a quem goste deste género de filmes.
Se tiverem outras sugestões para mim, façam-nas através dos comentários. Sugestões são sempre bem-vinda.


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Divulgação | "Corações em silêncio" de Laura Kaye


Corações na escuridão é um livro publicado pela editora O Castor de Papel. O título e a capa sugerem-me algo sombrio, o que me deixou com uma enorme curiosidade para ler. 
Com o livro vinha um pequeno marcador a Insónia (outro livro que me parece interessante dado o título sugestivo). Aqui fica o meu agradecimento à editora por ter disponibilizado este exemplar e por oferecer um marcador muito bonito para a minha coleção.
fazer referência ao livro

Sinopse do livro:
Dois estranhos...
Makenna James acha que o seu dia não pode ficar pior até que no edifício do seu escritório corre para apanhar o elevador. Enquanto se distrai para atender uma chamada o elevador pára e fica às escuras. Makenna encontra-se assim na companhia de um estranho do qual apenas vislumbrou a tatuagem de um dragão numa das suas mãos antes das luzes se apagarem.

Quatro horas...
Caden Grayson diverte-se com esta linda ruiva tão atrapalhada com a sua mala e o telemóvel. Mas logo a diversão acaba quando o elevador se imobiliza e ele, apesar dos seus piercings, tatuagens e cicatrizes, entra em pânico. Agora está preso dentro do seu pior pesadelo… durante quatro horas. Somente abrindo-se com Makenna é que Caden poderá vencer os seus demónios, da mesma foram que Makenna consegue ultrapassar o seu terror do desconhecido. Aos poucos e apesar da escuridão, ambos acabam por descobrir o muito que têm em comum. Na escuridão a atração e o desejo crescem e os dois não resistem a envolver-se com paixão. Mas, perguntam-se, irão sentir o mesmo quando as luzes voltarem? E quando forem salvos do elevador que os aprisiona o que farão?

É um livro bastante pequenino e que irei começar a ler em breve. Espero que seja uma leitura interessante.
Conhecem o livro?


Opinião | "Cama supra" de Jerry Scott e Rick Kirkman (Baby Blues Scrapbooks #30)

Cama Supra (Baby Blues, # 31)
Classificação: 3 Estrelas

Não sou muito fã de banda desenhada. Em miúda ainda li algumas coisas, mas nunca foi um género literário que se traduzisse numa leitura empolgante e que me deixasse cheia de vontade de agarrar no livro.

Este livro estava na minha estante há muito tempo, mas ia sempre adiando a sua leitura. Como uma das categorias do Bingo em que estou a participar durante este Verão nos convidava a ler este género literário decidi que estava na hora de o tirar da estante.

Esta banda desenhada ilustra o dia-a-dia, por vezes caótico, de um casal com três filhos pequenos. Os dois filhos mais velhos acabam por assumir um papel destacado ao longo das tiras. Os dois miúdos têm saídas muito engraçadas e, em muito momentos, são capazes de deixar os pais à beira de um ataque de nervos. 

Foi uma leitura divertida e rápida. Acho que este livro é ideal para quem gosta deste género de livros e com histórias com temáticas ligadas à vida familiar.
Penso que para jovens entre os 10-14 anos será uma leitura animada, com aspetos com os quais eles se vão identificar. Poderá ser uma boa forma de aproximar os miúdos das leituras e fazê-los sentir que ler também pode ser divertido.

sábado, 19 de agosto de 2017

Opinião | "Frágil" de Jodi Picoult

Frágil
Classificação: 4 Estrelas

Jodi Picoult tem uma forma muito especial de construir as suas narrativas. Para além de todo o cuidado na construção e em delinear os acontecimentos de forma coerente, a autora desenvolve um grande trabalho de investigação acerca da temática que pretende abordar bem como na forma como decide construir as personagens que dão corpo a esta história.

Em Frágil conhecemos Willow, um menina muito especial que sofre de osteogénese imperfeita (doença dos ossos de vidro) e assistimos ao impacto desta doença e da decisão da mãe em processar Piper, a sua obstetra e melhor amiga, relativamente ao diagnóstico da pequena Willow. 

As personagens que compõem a narrativa são bastante complexas, onde facilmente identificamos características que as tornam muito humanas. As minhas impressões em relação a Charlotte e Sean (mãe e pai da Willow) oscilaram um pouco ao longo do livro. Willow, Amelia e Piper sempre as olhei de forma positiva, ou seja, gostei delas logo nas primeiras páginas e esse sentimento manteve-se até ao fim do livro. No final, também Charlotte e Sean me conquistaram. Apesar de não concordas com muitos dos comportamentos da Charlotte, no fim conseguir compreender tudo aquilo que ela fez. Ela era, também, uma pessoa que precisava de muito apoio. 

A forma como a doença interfere nas dinâmicas e comunicações familiares está descrita de uma forma muito realista e que se coaduna com aquilo que a investigação na área indica acerca do impacto de uma doença na família e nos cuidadores. 
Uma das pessoas que mais sofre ao longo de todo este processo é Amelia. Uma jovem que adora a irmã, mas que está envolta num véu de insegurança, receios e de uma dor emocional que se transforma em bulimia e comportamento autolesivos. Sofri por esta jovem, a única coisa que achei estranha foi que, perante tantos sinais de alerta, esta miúda passar despercebia aos professores e a outras pessoas que passam tempo suficiente com ela para perceber que o seu estado emocional tinha levado uma facada.

Willow, para mim, significa a doçura, a leveza de uma pena que voa, sem destino ao vento. É uma miúda impressionante que nos mostra uma forma especial de lidar com uma doença muito limitante. Há uma passagem no livro em que ela, a mãe e a irmã vão a um encontro de pessoa com osteogénese. Foi aconhegante perceber o quanto Willow e Amelia conquistar naqueles dias e o quanto lhes fez bem. Charlotte é que teve a sua vida mais complicada, porém foi importante para fazê-la pensar.

O final é agridoce e ao estilo da autora. Eu percebi o que aconteceu,  mas não concordo com a forma como aconteceu. Dado todo o contexto em torno da situação não faz muito sentido como as coisas culminaram. Infelizmente não posso ser muito mais específica, caso contrário oferecia-vos um grande spoiler e não seria nada agradável.

Para terminar, quero agradecer as meninas com quem fiz a leitura conjunta. Foi muito bom poder trocar ideias com vocês e ter acesso a outros pontos de vista. Espero participar numa outra leitura ao longo do projeto Um ano com a Jodi.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Palavras Memoráveis


Matar não quer dizer a gente pegar no revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.

José Mauro de Vasconcelos, Meu pé de laranja lima

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Opinião | "Uma nova esperança" de Colleen Hoover (Hopeless #2)

Uma Nova Esperança (Hopeless, #2)
Classificação: 4 Estrelas

Colleen Hoover costuma ser sempre uma aposta certeira. É uma autora que tem magia diferente no que toca à combinação de palavras e construção de diálogos. Ela consegue encaixar muito bem os acontecimentos, preenchendo-os com uma narrativa apelativa, diálogos marcados pelas emoções e narrativas bem realistas.

Uma nova esperança é o segundo volume da série Hopeless. Apesar de não ter lido o livro anterior em nada interferiu para a minha compreensão do factos. Aliás só fiquei com mais curiosidade para saber e conhecer melhor toda a história em volta da Sky -  é que houve ali umas passagens que não me convenceram e não me pareceram muito realistas.

Uma das grandes características dos livros desta autora é a sua capacidade de usar palavras e construir diálogos portadores de uma sensibilidade e emotividade que conseguem chegar até mim de uma forma especial.
Na minha opinião, é esta capacidade de tornar as emoções tão reais que me deixa presa ao livro.

Nós aqui acedemos a todos os acontecimentos através dos olhos de Holder, um jovem que se vê com muitas feridas para cicatrizar. A relação que ele vai construindo com a Sky é de cortar a respiração. O jogo de palavras que Colleen Hoover usa para descrever tudo deixou-me muito presa à narrativa e ao que se iria seguir com estes dois.

Até ao momento foi o livro menos satisfatório que li da Colleen Hoover. Apesar de ter gostado bastante, ficaram ali umas coisas que não me convenceram e que achei que foram mal conduzidas.
Porém, penso que só com a leitura do primeiro volume me vou inteirar da situação.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Opinião | Livros infantis de Fabíola Lopes


Vou fazer um único post de opinião a estes três livros infantis, porque se o fizesse individualmente iriam ficar post muito pequeninos.

Aqui estão três livros, com textos dirigidos aos mais pequenos. 
Achei muito engraçado que o livro O que há nas mãos da minha avó / O que há nas mãos do meu avô é dois em um, ou seja, no mesmo livro temos duas capas e duas histórias, é só virar o livro.

Cada um deles aborda as temáticas de forma engraçada e lúdica para as crianças. Os textos, em alguns momentos, rimam tornando a leitura divertida e engraçada para se fazer em grupo. 
Destaco, também, como aspeto positivo a presença de atividades para as crianças no final de cada livro. Na minha perpetiva é algo interessante pois poderá contribuir para uma maior ligação das crianças às narrativas e proporcionar um envolvimento diferente com a leitura.

Classificação: 
O que há na barriga do meu pai - 3 estrelas
O que há nos cabelos da minha mãe- 3 estrelas
O que há nas mãos da minha avó / O que há nas mãos do meu avô - 3  estrelas

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Motivos]


Para este desafio, a minha última leitura foi bem rápida o que fez com logo de seguida conseguisse enviar mais um livro à Denise.

Desta vez escolhi:

Reencontro com o Amor

Reencontro com o amor de Melissa Pimentel

Escolhi este livro porque me pareceu ser uma boa leitura para entreter durante estes dias mais quentes. 
Com uma narrativa leve e descontraída pareceu-me uma leitura que a Denise andava a precisar.

Não se esqueças de passar pelo blog Quando se abre um livro para conhecerem as reações da Denise.

domingo, 13 de agosto de 2017

Passatempo | "A fronteira do perpétuo" - Resultado

A vencedora está escolhida.
Irei enviar um e-mail a solicitar a morada.

a Rafflecopter giveaway

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Aqui fica a minha resposta ao desafio proposto para o livro Se eu fosse tua de Meredith Russo.

Se Eu Fosse Tua

Grupo de leitura

És convidada para ir a uma escola, a uma reunião de um grupo de leitura, organizada por alunos do secundário. Pedem-te que escolhas um livro e que fales um pouco dele para os jovens.

Escolheste o livro “Se Eu Fosse Tua”. O que dirias a estes estudantes, no sentido de os cativar para a leitura e discussão deste romance juvenil?

Há livros que guardam uma mensagem importante e que nos deixam algum espaço para pensar sobre os assuntos que tratam.

Desta vez, para este grupo de leitura, escolhi o livro Se eu fosse tua de Meredith Russo. É um livro que trata um tema ainda muito pouco falado e refletido: a transexualidade. 

Gostaria que, ao longo da leitura, fossem registando:
  • Os sentimentos que a leitura, ou determinada passagem provoca em vocês.
  • Reflexões acerca do comportamento das personagens e de como as coisas se vão desenvolvendo. – é um livro com personagens da vossa idade, com interesses semelhantes e que, com alguma probabilidade, vocês se irão identificar com algumas coisas.
  • Para o fim da leitura apontem situações que gostariam de reforçar. 
Quando nos encontrarmos da próxima vez para debater um livro eu irei dinamizar um debate acerca da sexualidade, transexualidade, bissexualidade e homossexualidade onde terão de representar pois assumirão a posição das personagens que fazem parte do livro.

Espero que fiquem entusiasmados com a leitura.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Opinião | "Se eu fosse tua" de Meredith Russo

 Se Eu Fosse Tua
Classificação: 2 Estrelas

Se eu fosse tua foi um livro que, quando saiu, não me despertou grande atenção nem espicaçou a minha curiosidade. Assim que ele me chegou aqui a casa pelas mãos da Denise, li a sinopse e achei que o tema era suficientemente forte para o livro me "encher as medidas". Infelizmente, ficou um bocadinho aquém da sua potencialidade.

Amanda é uma jovem que vivia num corpo que estava longe de corresponder aos seus sentimentos mais profundos. Munida de toda a sua coragem embarca numa mudança de sexo. Deixa de ser o Andrew e passa a ser a Amanda.
Dada toda a complexidade que este processo acarreta eu senti falta de alguma profundidade psicológica. Na minha opinião, a autora não "mexeu na ferida" de forma profunda e esgotante de modo a fazer-me sentir todos os medos, ansiedade, insegurança, sofrimento que trespassou cada um dos dias desta jovem e dos seus pais. 
Dada a força e a inovação da temática, o livro merecia ter ido mais longe. Eu precisava de entrar bem mais a fundo no mundo interior da Amanda para sentir como ela, para a acompanhar neste processo de transformação exterior, interior e de relação com o próximo. 
Apesar de saber de períodos de grande sofrimento para a Amanda, esse sofrimento não chegou até mim. Penso que não consegue sair daquelas páginas e desprender-se das palavras que são usadas para nos narrar os acontecimentos.

Em relação a todos os acontecimento que contribuem para a construção da narrativa, penso que também carecem de algumas novidades e desenvolvimentos que saíssem do padrão normal que é utilizado na construção destes livros. 
A dada altura já estava aborrecida com a quantidade de vezes que a palavras "linda" aparecia. Irritou-me esta pobreza de vocabulário para caracterizar uma personagem. Eu consigo perceber a importância do aspeto físico para a Amanda, mas será que não a conseguíamos de definir recorrendo a outros aspetos? Ela era muito mais que invólucro físico que a dava a conhecer ao mundo. 

Apesar desta minha visão mais descontente com este livro, quero destacar a importância de personagens como a Amanda. É de valorizar este aspeto inovador e que, até ao momento, eu nunca tinha lido nenhum livro que se dedicasse a abordar as questões de transgénero e toda a descriminação que, infelizmente, ainda existe relativamente a estes assuntos.
Por esta razão, este seria um excelente livro para discutir as relações interpessoais, a descriminação, o bullying e a importância de aceitarmos e sabermos lidar com as diferenças.

Palavras Memoráveis


Quando sentimos tão rapidamente tamanha empatia por alguém e tiramos tamanho carinho do seu beijo, não nos é fácil esquecê-lo, mesmo que nos tenha feito algum mal.

Colleen Hoover, Confesso

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Por detrás do autor | Teresa Poças



Hoje trago-vos mais uma entrevista. Desta vez é à autora Teresa Poças, que escreveu o livro de poesia A fronteira do perpétuo publicado pela Editorial Novembro.


Teresa Poças nasceu em 1996 e é natural da freguesia de Melres, Gondomar, onde viveu toda a sua infância e adolescência.

Wook.pt - Teresa Poças
Dotada de uma mente poética que desconhecia, desde cedo começou a ler e a escrever. Sentiu-se compreendida quando leu o seu primeiro poema. Percebeu como poderia expressar a sua essência quando leu as metáforas de Sophia de Mello Breyner: as coisas não eram só coisas. Depois de muitos rascunhos, encontrou o seu estilo próprio e, aos 14 anos, publicou o seu primeiro livro, Imensidão do Vazio.

Na simplicidade de uma pré-adolescente, espelhou-se a si própria de forma genuína: um mineral em bruto, talvez um dia um diamante. A pedra foi ganhando resistência e, após um longo período afastada da escrita – uma fase Caeiriana da sua vida –, voltou a sentir necessidade de se expressar, concluindo uma obra que reflete a entrada na idade adulta e a consolidação de si própria. 

A fronteira do perpétuo é uma das muitas fronteiras que terá de ultrapassar ao longo da sua vida. Foi escrita durante o seu secundário e o seu último ano de faculdade, incluindo uma passagem pela Dinamarca durante 4 meses. 

Atualmente, estuda Gestão na Universidade Católica Portuguesa e tem o sonho de usar a poesia em áreas diversas: afinal, não foi Pessoa que escreveu o primeiro slogan da Coca-Cola? (Biografia retirada do site Wook).

*****
Por detrás das palavras (PDDP) - É uma jovem escritora portuguesa que está a dar os primeiros passos no mundo literário. Quem é a Teresa enquanto pessoa comum e a Teresa enquanto escritora? Em que se completam essas duas facetas?
Teresa Poças (TP) - Terminei a licenciatura em gestão na Universidade Católica Portuguesa do Porto este mês de Julho e vou começar o mestrado em Marketing Estratégico na Católica Lisbon em Setembro deste ano. Perguntam-me muitas vezes porquê estudar gestão, sendo eu uma pessoa ligada à literatura. Admito que muitas das cadeiras mais técnicas me aborreceram, mas sou uma pessoa muito ligada ao mundo, à sociedade e ao funcionamento dos seus grupos e instituições e achei que gestão me poderia dar um conhecimento abrangente sobre esses tópicos, algo que se verificou. Acredito que esse meu lado mais concreto, realista e racional é o que diferencia a minha poesia. Ao mesmo tempo, tenho um lado bastante irreal em mim. Vejo mais nas coisas do que apenas elas mesmas porque sinto bastante tudo o que acontece e procuro significado nos pequenos pormenores da vida. Talvez porque acredito que a vida tem de ser mais do que aquilo que é e a única forma de o ser é atribuirmos o nosso próprio significado às coisas. Ao longo deste livro, está bastante claro a conjugação desses meus dois lados, um mais concreto, outro mais subjetivo, e os próprios conflitos que enquanto pessoa ultrapasso por os ter a ambos dentro de mim e é essa conjugação que me caracteriza enquanto escritora, nomeadamente enquanto poetisa e sujeito poético.

PDDP  -Como é que foram os seus primeiros passos na escrita? Quais as suas inspirações? O que é que a fascina?
TP - Eu digo isto na minha biografia: Senti-me compreendida no momento em que li o meu primeiro poema. Percebi de imediato que seria através daquele formato que me iria poder expressar. Sempre me fascinou a existência do eu e da alma, o conflito entre os sentimentos e a razão e a nossa capacidade de os controlar. Os meus primeiros poemas foram bastante focados nessas questões, de uma forma muito pura e genuína, de quem está ainda a construir a sua personalidade e a descobrir o mundo que o rodeia. Comecei por ler bastante sophia de mello Breyner, incluindo a sua poesia, porque ficava fascinada com as suas metáforas. Como disse antes, para mim, uma coisa não é só uma coisa e comecei a fazer várias associações entre vários objetos, sistemas, situações, grupos, elementos naturais e a usá-las para descrever melhor a complexidade da mente humana e dos seus respetivos comportamentos. Atualmente, tenho escrito uma poesia mais concreta, mais realista, talvez na procura da verdade, da disciplina do pensamento.

PDDP - A fronteira do perpétuo é o seu primeiro livro publicado. O que é que os leitores poderão encontrar neste livro?
TP - Neste livro os leitores poderão encontrar um pedaço de mim e da minha perspetiva do mundo e da sociedade. É um livro muito direto, apesar de toda a subjetividade intrínseca na linguagem poética. É um livro honesto, puro, muito sentido e ao mesmo tempo com alguma racionalidade.

PDDP - O que é que a inspirou na escrita deste livro? Quais os pontos mais fáceis e os pontos mais difíceis durante o processo de escrita deste livro?
TP - Perguntam-me muitas vezes como obtenho inspiração e em tom de brincadeira costumo responder: às vezes preferia não a ter. Por vezes forço-me a parar de escrever porque não quero pensar sobre as coisas ou ter os sentimentos tão à flor da pele. Mas é engraçado que consigo prever quando vou escrever um poema. Há um estado característico que me leva isso e normalmente é quando não consigo explicar o que sinto através de um discurso narrativo. Há sentimentos, situações e momentos que precisam de algo mais alto para os descrever e só a poesia é capaz de o fazer.

PDDP - Achei interessante a forma como dividiu os poemas ao longo do livro, distribuindo-os por seis partes e tendo em conta os pronomes pessoais. Pode explicar-nos um pouco os motivos que a levaram a fazer esta divisão? Tem algum significado especial?
TP - A separação dos capítulos é talvez aquilo de que mais me orgulho neste livro. Enquanto procurava um nome para cada uma das partes percebi que as podia dividir pelos pronomes pessoais e penso que muitos outros livros de poesia poderiam ser divididos da mesma forma. Afinal, a poesia baseia-se na definição do sujeito poético e nas suas várias dimensões enquanto ser social, ser pensante, que se situa em vários espaços, em relação consigo próprio, com o mundo, com a sociedade e com os que os rodeiam.

PDDP - Quais são os temas gerais que podemos encontrar nos poemas deste livro? Há algum tema em particular que lhe desperte maior interesse ou pelo qual tem um carinho especial?
TP - Os temas predominantes neste livro são a crítica social, a definição do “eu”, a procura de uma filosofia de vida ideal, a transição para a fase adulta e o amor.

PDDP - No poema Rede escreveu que “Não me quero arrepender de deitar um vestido ao lixo/ Quando encontrar os sapatos perfeitos para ele”. Fazendo um pequeno paralelismo com um livro, quais serão os leitores ideias para este livro? No fundo, que leitores não desistirão deste livro?
TP - Apesar de estudar gestão e de começar o mestrado em marketing estratégico já em setembro, nunca pensei nos leitores ideias para este livro. Não o escrevi com a intenção de me dirigir a um target específico até porque a poesia tem inúmeros interpretações possíveis e pode fazer sentido em diversos momentos da vida de um mesmo indivíduo. No entanto, penso que obviamente o público mais jovem, a partir dos 20 anos, irá sentir naturalmente uma forte ligação com a obra pelos temas abordados e pela forma como são abordados. Como disse, a minha poesia é bastante direta e tem traços claros da minha juventude e de espírito aventureiro associado a esta fase da minha vida. Para além disso, muitos dos poemas refletem a descoberta das várias dimensões da vida: o amor, as amizades verdadeiras, os sonhos, o “eu” enquanto ser social, entre outros. No entanto, é um livro que faz sentido ler noutras idades porque expressa os sentimentos humanos de forma crua e já muitas pessoas mais velhas me disseram: já tinha sentido isto, mas nunca tinha conseguido exprimir desta forma. É um livro muito jovem, mas ao mesmo tempo com pensamentos muito claros e definidos e por isso penso que faz sentido para várias idades.

PDDP - Em termos futuros, o que é que a Teresa espera conquistar relativamente ao mundo literário? Quer-se aventurar por outros géneros? Quais serão os eleitos?
TP - Não desenhei a minha carreira a nível literário, mas sonho com um mundo mais pensante, com mais sentimentos e mais poético. Penso que a poesia nos pode ajudar em vários momentos da nossa vida a pensarmos no que queremos para nós próprios e no caminho mais certo a percorrer. Não porque a poesia contenha respostas, mas porque nos faz pensar e porque vai até ao centro de várias questões, de forma filtrada, sem espinhos. É por isso que não escrevo com palavras complexas porque o importante para mim é a mensagem e a intensidade com que a mesma é passada.

Deixo aqui o meu profundo agradecimento à Teresa Poças pela amabilidade e disponibilidade em responder às minhas questões.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Divulgação | Livros Infantis da Editorial Novembro

Hoje venho divulgar um conjunto de livros infantis muito bonitos e que tenho a certeza que farão as delicias das crianças.


Estes três livros são da autoria de Fabíola Lopes que escolheu o público infantil para partilhar as suas palavras.

O que há na barriga do meu pai

O que há nas mãos da minha avó / O que há nas mãos do meu avô

Estes livros são um verdadeiro dois em um. No mesmo livro podemos perder-nos no abraço carinhoso do avô e sentir o cheiros dos cozinhados especiais da avó.

O que há nos cabelos da minha mãe

As história que habitam estas páginas são muito simples e ainda têm umas pequenas surpresas no final que são extremamente úteis para, por exemplo, trabalhar as expressões.
As ilustrações são muito bonitas e apelativas. Ficam aqui algumas...



Espero que gostem...