quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Palavras Memoráveis


Amo-a, porque somos parecidos, porque somos dois renegados, dois egoístas da pior espécie. Nenhum de nós se importa com o que possa acontecer ao mundo, desde que nos sintamos sãos e salvos.
Margaret Mitchell, E tudo o vento levou

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Palavras Memoráveis


Obrigada, a palavra mágica - como lhe chamava quando estava com os seus alunos: mágica porque abria as portas e fechava com delicadeza as que devia fechar -, tinha desaparecido dos lábios das pessoas do mundo civilizado.

Susana Tamaro, Um companheiro inesquecível



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


Como podem ver, este é um projeto para continuar em 2017. Vamos entrar no terceiro ano de empréstimos surpresa que me tem surpreendido a mim e sei que à Denise também. 
Este ano calhou ser eu a enviar o livro que marca a primeira leitura para o desafio deste ano. 

O livro que escolhi para enviar em 2017 foi:
Sissi - Coragem até ao Fim (Sisi, #2)

Sissi: uma coragem até ao fim foi um das minhas melhores leituras de 2016. É um livro que se insere num género que sei que a Denise, ultimamente, não tem lido muito e, daí o ter enviado.
Um outro motivo passa por querer desafiá-la a ler algo mais denso e que implica um ritmo leitura ligeiramente diferente de outro tipo de livros.
Ansiosa por conhecer a reação da Denise e a sua opinião ao livro.
Passem pelo blog Quando se abre um livro para conhecerem a reação dela. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Opinião | "O meu nome é Leon" de Kit de Waal

O Meu Nome é Leon
Classificação: 3 Estrelas

Parti para esta leitura sem saber muito bem o que ali poderia encontrar. Li a sinopse, mas não fazia ideia da complexidade emocional com que me ia cruzar.

Em O meu nome é Leon conhecemos a estória de um menino de 9 anos, Leon com uma sensibilidade e uma maturidade anormais para a idade, mas talvez sejam normais tendo em conta toda a situação com que ele se vê confrontado com tão poucos anos de vida. 
A estória de Leon é triste e tocante. Eu queria mais informação sobre ele e sobre a sua família biológica. Senti-me insatisfeita com a informação que a autora partilhou porque me senti tão próxima deste menino que queria conhecê-lo em todas as suas dimensões. Acho que seria facilmente integrada informação mais pessoal do Leon, eliminando algumas partes que aparecem mais ou menos a partir de metade do livro que não acrescentam muito à narrativa.

Acho que nos defrontamos com uma visão muito crua e realista dos processos de adoção e de acolhimento de crianças. É duro perceber que há crianças que não são desejadas por outros adultos. É duro assistir à frieza dos profissionais sociais que perdem um pouco da sua sensibilidade e inteligência emocional para, simplesmente, se atirarem para processos estruturados e burocráticos. Não são todos assim, felizmente. Porém, no caso deste livro, Leon teve a infelicidade de se cruzar apenas com profissionais pouco inteligentes a nível emocional. Senti que andavam todos um pouco desligados do que realmente interferia no bem estar emocional daquela criança. 

A relação que Leon mantém com o seu irmão bebé, Jake, é tão terna que me deixa angustiada quando as coisas começam a correr de outra forma.
Maureen surgirá aqui como uma bóia de salvação emocional. Leon precisa de saber o que é ser cuidado. Precisa de aprender a deixar de ser cuidador e entregar-se aos cuidados de outras pessoas. É nesta mudança de papéis que Maureen se tornou a chave. Uma mulher extremamente sensível e que "abraça" o coração de Leon de uma forma especial. Acho que ela no final não percebeu muito bem uma situação do Leon. Compreendeu algumas coisas, mas não se consegui aperceber da verdadeira essência daquilo que deixava o Leon à beira de uma ataque de nervos.

É daqueles livros que consegue mexer com o meu lado emocional de uma forma extrema e especial. Eu gosto muito de ler este tipo de livros, porém são livros que me absorvem emocionalmente e deixam muito espaço às minhas divagações e reflexões. 
Recomendo a este livro a todas as pessoas que gostam de crianças, que trabalham com crianças ou que simplesmente se interessem por saber mais daquilo que está por detrás de uma infância nem sempre muito fácil

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

sábado, 14 de janeiro de 2017

TAG | Resoluções literárias


O ano de 2017 é ainda um bebé com apenas cinco dias, desta forma acho que esta Tag é adequada à ocasião. 
Tenho esta Tag guardada há muito tempo e já não me lembro de onde a retirei nem quais são os seus autores. (Caso seja alguém que está a ler este post seja o autor, poderá deixar isso nos comentários que eu trato de alterar).

No fim, vou adicionar estas resoluções à páginas dos desafios para ver se as consigo cumprir.

1. Um autor que nunca leste e queres ler.

José Saramago
É uma vergonha nunca ter lido nada de um escritor tão importante para a literatura portuguesa. 2017 tem de ser o ano em que me inicio com as suas obras.

2. Um livro que queres muito ler.
Pedaços de Ternura
Pedaços de ternura
Dorothy Koomson

Esta é outras das minhas autoras preferidas. Este livro já está na minha estante há algum tempo. Como tem sido hábito, todos os anos leio um livro deste autora. Espero que em 2017 cumpra este hábito.

3. Um clássico que queres ler.
Sensibilidade e Bom Senso
Sensibilidade e bom senso
Jane Austen

Depois a minha boa experiência com o livro Orgulho e preconceito tenho muita curiosidade em ler outras obras da autora. Este já ali esta na estante.

4. Um livro que queres reler.

O Escultor
O escultor
Carina Rosa
Li este livro diversas vezes enquanto leitora beta, mas agora quero ter a experiência de o ler em formato físico.

5. Um livro que tens há séculos e queres finalmente ler.
A Bibliotecária de Auschwitz
A Bibliotecária de Auschwitz
António G. Iturbe

Já vi tanta palavra positiva em relação a este livro que não posso deixá-lo mais tempo na minha estante.

6. Um livro gigante que queres ter a coragem para ler.
O Filho de Thor - Volume 1 (Saga das Ilhas Brilhantes, #1.1)
O filho de Thor
Juliet Marillier
É um livro gigante, mas que quero muito ler. A minha experiência com a autora foi positiva. É dos poucos livros de fantasia que me cativa de uma forma completa.

7. Um autor que já leste e queres voltar a ler.
                                                            
Lesley Pearse

Esta é uma das minhas autoras preferidas. Já há muito tempo que não leio nada dela e é algo que tenho de resolver.

8. Um livro que te ofereceram no Natal e que queres ler.
A Guerra Não Tem Rosto de Mulher
A guerra não tem rosto de mulher
Svetlana Alexievich
Neste último Natal apenas recebi um livro, mas fiquei muito curiosa para o ler. O tema parece que me vai cativar imenso.

9. Uma série que queres ler, do primeiro ao último livro.
Este ano gostava muito de conseguir ler a Série Victoria Bergmans svaghet. Tenho imensa curiosidade em lê-la.
A Rapariga-CorvoFome de Fogo (Victoria Bergmans svaghet, #2)As Instruções da Pitonisa (Victoria Bergmans svaghet #3)

10. Uma série que já começaste e queres terminar.
Queria terminar a Série Asas da Glória de Sarah Sundin. Li apenas o primeiro volume e são apenas mais dois para a terminar. 
Nas Asas da MemóriaNas Asas do Amanhã

11. Quantos livros queres ler em 2017?
Eu quero ler, pelo menos, 50 livros.

12. Mais algum objectivo literário que queiras partilhar?
Ler mais autores portugueses dos que nos anos anteriores. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Por entre mundos diversos (4)

 
As bandas sonoras dos filmes

Já não escrevia nada para esta rubrica desde 2014. Ou seja, ela esteve abandonada durante dois anos. Ou por falta de temas para aqui colocar, ou por falta de vontade em escrever sobre as mais diversas coisas do mundo. E então, lá foi ficando adormecida. 

Hoje decidi ressuscitá-la para falar de algo que tenho passado a prestar mais atenção: as bandas sonoras que acompanham os filmes. 

Não sei se é algo que vocês, normalmente prestam atenção. No meu caso, é algo a que estou bem atenta e, muitas vezes vou ao youtube procurar as ditas músicas.

Dos vários filmes que vi, e tendo em conta a minha pesquisa, Rachel Portman é das compositoras que mais aprecio. É ela a autora de algumas das minhas músicas preferidas que passaram em filmes que eu já vi. Já foi vencedora de um Oscar, em 1996, pela sua banda sonora no filme Emma

As minhas músicas preferidas desta compositora são:

One day, do filme com o mesmo nome e que foi uma adaptação do livro

The portrait is revealed do filme Belle

No filme Belle é difícil escolher uma única música. Eu gostei de todas, mas este tocou-me em particular. Todas as músicas são obra da responsabilidade da Rachel Portman.

Há músicas que ficam para sempre na nossa memória quando assistimos a determinados filmes. 


Comptine d'un autre été de Yann Tiersen do filme O fabuloso destino de Amélie

A banda sonora deste filme é magnífica. Gosto de todas as músicas, mas este em particular é especial. Adoro ouvi-la vezes e vezes sem conta. 

Una Mattina de Ludovico Einaudi do filme Intouchables

Este é daqueles filmes que é um verdadeiro murro no estômago. Tem uma mensagem muito forte e esta música é simplesmente bonita, simples e tocante.

Theme from Schildler's list de John Williams do filme a Lista de Schildler

Esta música provoca-me arrepios na pele. Traz com ela toda a intensidade que o filme transparece. É, para mim, uma música triste e cheia de significado. Uma música que, tal como o filme, jamais vou esquecer.

Je vole de Michel Sardou interpretada por Louane Emera no filme A família Bélier

Eu adorei este filme. Adorei-o pela seriedade dos temas que aborda, pelos momentos divertidos que me proporcionou e pelas músicas que foram interpretadas.

E vocês? Têm músicas de filmes que vos tenham marcado? Partilhem comigo, gosto sempre de descobrir novas músicas.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Balanço | Empréstimo Surpresa


O projeto Empréstimo Surpresa que mantenho com a Denise do blog Quando se abre um livro é dos melhores projetos que já alguma vez criei aqui para o blog. Tem sido uma experiência maravilhosa tentar adivinhar qual o livro que no calha em rifa, como tem sido estimulante criar desafios. 

Acho que, acima de tudo, este desafio permite-nos ler outro tipo de livros, bem como poupar algum dinheiro através de empréstimos.
Já lá vão dois anos e achamos que seria importante fazermos um pequeno balanço desta nossa experiência.

Vamos a números...
Livros que enviei: 12 livros
Livros que recebi: 13 livros

Algumas reflexões...
1. Top 3 de desafios criados
  1. O desafio da carta que eu criei para o livro Jardim de Alfazema de Jude Deveraux (aqui);
  2. O acróstico do livro Dias de Ouro de Jude Deveraux (aqui);
  3. O desafio da mão do livro Tudo o que temos cá dentro de Daniel Sampaio (aqui).
2. Top 3 desafios respondidos
  1. Vidas do avesso, do livro Regressar de Catherine McKenzie (aqui)
  2. Exposição, do livro Confesso de Colleen Hoover (aqui)
  3. O desafio do livro A estranha viagem do Senhor Daldry de Marc Levy (aqui)

3. O livro que mais gostei de ler
Confesso

Foi o primeiro livro que li desta autora e fiquei rendida à sua estória e a sua escrita (já sabes Denise, quero ler mais livros dela ;), fica a dica para as alturas em que te sentires indecisa).

4. O livro que menos gostei de ler
Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter, #1)

Este foi uma leitura desafiante. Eu não sou fã do género e nunca tinha lido nenhum livro da série. Aliás, este livro figurava na minha lista dos livros que saberia que nunca iria ler. Por outro lado acho que foi uma excelente atitude da Denise, pois surpreendeu-me e obrigou-me a sair da minha zona de conforto.

5. Livro cuja receção nos surpreendeu
Tão Veloz Como o Desejo

Não estava nada à espera de receber este livro. Foi um choque quando o retirei do envelope e vi qual era a autora. Como tinha tido uma experiência anterior com Laura Esquivel menos satisfatória pensei que iria ser um tormento ler este livro. Felizmente acabei por gostar mais do que aquilo que estava à espera.


Para 2017...
Fui eu que dei inicio aos envios deste ano e estou ansiosa por ver o que a Denise acha do livro que lhe enviei.
Espero que este nosso projeto se reflita em mais livros lidos e em novas experiências de leitura. 
Espero que a criatividade nunca nos falte para criarmos desafios alucinantes.
Espero continuar a surpreender a Denise e espero que ela me surpreenda também.

Palavras Memoráveis


A memória era de facto estranha, às vezes parecia agir como um prestigiados, agitava a cartola e dela retirava instantâneos que se julgavam esquecidos para sempre.
Susana Tamaro, Um companheiro inesquecível

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Top Ten Tuesday | 10 livros que planeei ler em 2016, mas não li

Este é o primeiro Top Ten que respondo em 2017. Esta semana, depois de uma pequena alteração ao tema que consta no site, decidi eleger o top 10 de livros que planeei ler no ano passado e acabei por não ler. 

Aqui ficam os 10 livros que eu queria ter lido em 2016, mas que pelos mais variado motivos não consegui ler.

Um Estranho Caso de Culpa

A Linha Ténue do Passado

Orbias - As Guerreiras da Deusa (Orbias, #1)

Ensaio Sobre a Cegueira

Corações Gelados

Casamento em Veneza

Uma Noite de Amor (Bedwyn Prequels #1)

Morte Súbita

O Jogo do Anjo (O Cemitério dos Livros Esquecidos #2)

Pedaços de Ternura

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Opinião | "O ano mais estúpido do meu irmão mais novo" 1 de Miguel Morais

O Ano mais estúpido do meu irmão mais novo 1
Classificação: 1 Estrela

Este livro veio ter até mim num passatempo realizado nos primeiros dias do ano de 2016. Foi um livro que me despertou a curiosidade pelo tom engraçado que se avizinhava pela leitura da sinopse e pela reação positiva de uma adolescente a quem emprestei o livro. 

Como faltavam poucos dias para terminar 2016 e não queria estar a iniciar uma leitura mais extensa peguei neste livro. O meu entusiasmo e curiosidade foram diminuindo à medida que ia lendo. Fiquei bastante desiludida com o que li e não acho, de todo, que deva ser uma leitura para crianças/jovens imaturos e com pouco sentido de responsabilidade.  

O que é que conduziu à minha desilusão?
1. Não consegui ver naqueles comportamentos uma criança do ensino primário com uma idade entre os 8/10 anos. Da experiência que vou tendo e partindo da observação de crianças com esta idade há certo tipo de comportamentos e atitudes que se distanciam em muito de crianças com esta idade que eu conheci.

2. Não achei nada correta a forma como dão início ao livro. Ou seja, usar um diário pessoal para que um profissional de saúde ajude a mudar o seu comportamento. Outro aspeto menos positivo deste início é ser o irmão mais velho a acompanhá-lo em vez de serem os pais.

3. O conteúdo é algo repetitivo. Excesso de maus comportamentos e de atitudes negativas. Uma relação com a aprendizagem e com os testes demasiado negativa. Todos estes aspetos passam uma mensagem pouco positiva para crianças e adolescentes que venham a ler este livro e tenham uma certa tendência para a asneira.

4. Irritou-me a inércia dos pais perante a falta de educação, o desinteresse pela escola e a forma como ele se comportava na relação com os outros. 

Este é apenas o primeiro volume. Não sei o conteúdo dos volumes seguintes. Porém não tenho qualquer interesse em ler os restantes livros. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Opinião | "Porque te amo" de Guillaume Musso

Porque Te Amo
Classificação: 4 Estrelas

Guillaume Musso tem sido uma surpresa. Já li três livros dele e senti coisas diferentes em cada uma das leituras. Tive uma primeira leitura que gostei muito, uma outra que não me deixou tão convencida e agora esta que me ofereceu a mesma sensação da primeira leitura.

Porque te amo é uma viagem ao mundo do luto, do sofrimento e da forma como escolhemos lidar com as nossas dores. Também nos convida a pensar no papel do amor, das relações de amizade e da empatia nas nossas relações interpessoais na resolução dos nossos problemas. Adicionalmente a estes aspetos, ainda somos confrontados com a força da lealdade que os laços de amizade nos convidam a construir.

À medida que fui lendo, foram várias as pontas soltas que iam ficando. Estava a ficar confusa com tudo aquilo que aproximava ou afastava as personagens. Queria compreender o que de facto aconteceu com Layla e o que é que ligava três pessoas aparentemente sem nada em comum. Estava a ficar uma grande confusão na minha cabeça e começava a ficar aborrecida com a falta de respostas. Para mim era como se aquilo que eu estava a ler não fizesse sentido. Juntado a isso estava a ficar um pouco confusa com a evolução temporal da narrativa e da forma como os acontecimentos se desenrolavam.

Depois de várias voltas, reflexões, pensamentos e interações o autor conduz-nos a um final surpreendente e que nem me tinha passado pela cabeça. Eu pensava que iria ser algo um pouco na linha dos livros anteriores que li, mas enganei-me redondamente.
Ao ler aquelas últimas páginas tudo passou a fazer sentido. É com aquele final que ficamos a perceber tudo o que se passa por ali. Permite-nos encaixar todas as pontas soltas que vão habitando no nosso pensamento.

Eu gostei muito de ler este livro. Gostei de ver a força das amizades e o quão boas podem ser nos momentos mais fulcrais da nossa existência. Senti que temos um poder especial para ajudar as pessoas de quem mais gostamos e que, apesar das dificuldades não devemos desistir delas. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]



Terminei, recentemente a leitura de mais um livro enviado pela Denise. Fica aqui a minha resposta ao desafio que ela me propôs. 

O Telegrama
Jubilo trabalhou como telegrafista durante vários anos, transmitindo e recebendo as mensagens que as pessoas enviavam umas para as outras.
Não vou pedir que escrevas em código Morse, mas que, em vez disso, escrevas um telegrama com uma breve opinião deste livro. Lembra-te, tens de ser sucinta, só tens 25 palavras disponíveis.

Queres saber o valor das palavras? Queres saber como elas interferem na comunicação e nas nossas relações? Então, atreve-te a conhecer o dom do Jubilo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Opinião | "Romance com o duque" de Tessa Dare (Castles Ever After #1)

Romance Com o Duque (Castles Ever After, #1)
Classificação: 4 Estrelas

Romance com o duque é daqueles romances de época que nos proporcionam momentos de leitura divertidos e descontraídos. 
No geral, foi um livro muito engraçado. Fez-me rir, suspirar e sonhar. Tem uma escrita bastante viciante e a narrativa convida a uma leitura compulsiva porque queremos sempre saber o que vem por aí.

Izzy é a nossa personagem feminina principal. Uma jovem que não se acha bonita e que vê os seus sonhos destruídos com o avançar dos anos. Aquilo que ela queria que acontecesse na vida dela, tarda em acontecer e ela vai perdendo a esperança. Eu gostei muito de ler sobre esta personagem. Gostei de a acompanhar nas suas lutas e nas suas tristezas. Gostei de sentir que, mesmo com as coisas a não correrem da forma como ela idealizou, sempre consegui guardar dentro de si alguma esperança de forma a enfrentar as adversidades. 

E depois, aparece-lhe o Duque. Um homem muito interessante, inteligente e amargurado com as situações da vida. Temos aqui uma personagem muito bem caracterizada e cheia de carisma. Nota-se o cuidado da autora na forma como desenvolveu os comportamentos deste homem em relação à sua cegueira. 
Na minha perspetiva, Tessa Dare conseguiu apanhar os sentimentos, as atitudes e as competências que pessoas que vivem na mesma situação têm de viver. 

A relação que cresce entre o Duque e a Izzy é algo peculiar e muito semelhante ao que já li em outros livros do género. Porém, no meu caso, é uma fórmula que não aborrece. Algo que eu gostei de ver foi a forma como o Duque prestou atenção aos detalhes da personalidade de Izzy. Conheceu o seu interior e deixou-se cativar por aquela personalidade viva e cativante.
Fisicamente, Izzy apresenta-se como uma personagem feia e que não cativa os olhares masculinos. Aquilo que achei um pouco triste foi a dada altura surgir que se o Duque tivesse visão ela passaria despercebida aos seus olhos. Acho que, sem querer, acabou por se valorizar o físico. Se por um lado, a cegueira dele permitiu-lhe "olhar" mais a fundo aquilo que Izzy era, por outro passa a ideia que se não fosse isso ela teria poucas hipóteses com ele. Isto talvez seja apenas a minha interpretação das coisas. Provavelmente outras pessoas que leram não acharam nada de estranho.

Adorei a forma como o livro terminou... Queria era saber mais. Custou-me despedir das personagens e da animação que se passou a viver naquele castelo. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Desafios literários para 2017

Este ano decidi ganhar coragem e inscrever-me em alguns desafios. É a minha forma de "ativar" o meu humor e fazer-me mais ativa. Posso nem conseguis cumprir nada, mas pelo menos é uma forma de volta à vida e pensar em mudanças boas.

1. Ler 50 livros 
Este ano, no goodreads, desafiei-me a ler 50 livros.

2. Quem lê um conto...
Este é um desafio que eu quis criar este ano. Já há muito tempo que não criava nenhum desafio para mim e para partilhar aqui no blog. 
É um desafio muito simples e consiste em ler contos. Há tantos contos de autores portugueses publicados e que nós nem sempre damos a devida atenção. Por isso, esta é a minha forma de me pôr a ler uma infinidade de contos que tenho aqui no computador para ler. 
Vou colocar níveis.

Nível 1 - Sabichão dos contos: Ler 12-23 contos
Nível 2 - Contador de contos: Ler 24-35 contos 
Nível 3 - Mestre dos contos: Ler 36-48 contos

Vou tentar o nível 1.

3. Abaixo a Pilha 2017
description

Este é um desafio de um grupo do Goodreads e consiste no seguinte: Ler livros adquiridos (compras, ofertas e empréstimos) até 31 Dezembro 2016. Não são contabilizados releituras nem ebooks pois o objectivo é mesmo reduzir a pilha de livros físicos.

Nível 1 Iniciante - 1 a 20 livros
Nível 2 Intermédio - 21 a 40 livros
Nível 3 Experiente - 41 a 60 livros
Nível 4 Profissional - +61 livros

Tal como o anterior, vou escolher o número 1. 

4. Leituras Lusitanas
description

Este é mais um desafio do grupo do Goodreads,
O objectivo passa por lermos autores portugueses. Tal como o anterior está divido por níveis.

Nível 1 Iniciante - 1 a 12 livros
Nível 2 Intermédio - 13 a 24 livros
Nível 3 Experiente - 25 a 36 livros
Nível 4 Profissional - +37 livros


Inscrevi-me para o nível 2. 

Agora deixo aqui três desafios pessoais. 
5. Ler 5 clássicos
6. Ler 5 calhamaços (livros com 500 ou mais páginas)
7. Ler 5 ebooks

Balanço | Como foram as minhas leituras em 2016?


No início do ano defini ler 40 livros! Sensivelmente a meio do do ano, como as coisas estavam a correr bem aumentei para os 50 livros e consegui superar este número.


Contabilizando as minhas leituras, ao longo de 2016 li 56 livros (menos 4 livro que o ano anterior) dos quais 4 foram contos. Também o número de páginas foi inferior ao do ano de 2015, foi uma diferença de 2 325 páginas. 


E tudo o vento de levou parte 2 de Margaret Mitchell foi o livro com mais páginas que li. 
As minhas classificações variaram entre a 1 estrela (5 livros) e as 5 estrelas (12 livros). Em 2016 atribuí menos vezes a classificação máxima nas minhas leituras. Sendo que a média das minhas classificações ficou em 3.4 estrelas.


O livro mais popular no Goodreads que li foi A rapariga no comboio de Paula Hawkins e o menos popular foi Estás triste de Tânia Ganho.

Para 2016 não me tinha proposto nenhum desafio literário para além daquele que é contemplado no Goodreads. 
Ainda comecei o mealheiro literário, mas chegou ali a uma altura do ano e a coisa descarrilou e deixei de me prestar contas. Porém, em 2016 (tal como em 2015) não comprei nenhum livro para mim. 

14 foi o número de leituras de autores portugueses. Este valor é dos piores números desde que tenho o blog. O ano passado tinha conseguido 24 leituras lusas. É um valor que quero mudar ao longo deste novo ano. 
Quanto a novos autores, o valor foi muito semelhante a 2015. Li 30 novos autores.

Em 2016 até as leituras beta foram fraquinhas. Apenas fiz uma leitura para a escritora Andreia Ferreira. Espero que em 2017 ela consiga publicar este livro. 

As 5 melhores leituras
  1. O funeral da nossa mãe - Célia Loureiro
  2. Confesso - Colleen Hoover 
  3. E tudo o vento levou (Partes I e II) - Margaret Mitchell 
  4. Sissi: coragem até ao fim - Allison Pataki 
  5. Meu pé de laranja lima - José Mauro de Vasconcelos
As 5 piores leituras
  1. A livraria - Penelope Fitzgerald
  2. A estrela azul - Juliette Benzoni
  3. Olívia - Catarina Magalhães
  4. 52 semanas de sedução - Betty Herbert
  5. Pelas ruas de uma cidade sem nome - Carla Ramalho

domingo, 1 de janeiro de 2017

O que me reservas 2017?



Cada criança deveria ter um cartaz a dizer
«conteúdo frágil, contém sonhos».
Algo que lembrasse ainda hoje, que se tiveres que pedir desculpa, primeiro perdoa. Se quiseres dizer amo-te, primeiro cuida. Se precisares de um colo, primeiro abraça. E se algum dia não souberes o que fazer, trata com amor, sem que importe como, ou quando...
Cada adulto deveria ter um cartaz a dizer
«Ainda contém sonhos, conteúdo precioso».

Luís Santos - 
Retirado daqui.

Há uns dias atrás, uma amiga minha partilhou comigo este lindo texto. Ao lê-lo pensei no novo ano. Infelizmente a carta que aqui publiquei o ano passado ainda está atual. Os 366 dias de 2016 não me tornaram mais feliz e realizada. 
Sinto-me muito triste ao olhar para trás e sentir que as coisas na minha vida avançam a passo de caracol (bem... talvez os caracóis ainda andem demasiado rápido do que a minha própria vida). 
Não me quero despedir de 2016 da mesma forma que o ano passado. Li este texto e ainda quero acreditar que a realização dos meus sonhos anda só um bocadinho atrasada. 

Em conversa com esta minha amiga, em que discutíamos a importância de ter sonhos, ela disse-me umas quantas verdades. Aquela que eu retive foi que talvez era melhor não termos sonhos, ambições, desejos, porque assim talvez sofrêssemos menos. Tive de concordar, porque atualmente é o que sinto no meu coração. 

Não sei o que 2017 tem para mim e, muito sinceramente, nem sei o que lhe hei-de pedir. Lá está, talvez o melhor seja mesmo não pedir nada e deixar que a espontaneidade e a surpresa o dominem. 

A vocês, pessoas queridas que perdem tempo em ler os meus devaneios, a comentar e a (muitas vezes sem se aperceberem) dar-me força, desejo que 2017 seja generoso convosco. Que vos ofereça o que de melhor preencha as vossas vidas. 

Quero, também agradecer às editoras que, este ano me possibilitaram conhecer novos mundos, novos autores e novas estórias. 

Agradeço cada palavra simpática que veio por parte das meninas simpáticas com que me tenho cruzado aqui na blogoesfera, assim como a todos os escritores e escritoras que me confiam os seus preciosos manuscritos. 

Isto só faz sentido com vocês.

A todos, o meu mais sincero agradecimento.

Que este seja o primeiro dia de muitos dias felizes para vocês.

Feliz 2017.